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Abbie !

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 30/07/2026

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O Eco do Silêncio na Sala de Treinamento

Os corredores da Escola de Papel pareciam mais longos e silenciosos do que o habitual naquela tarde. Abbie caminhava apressado, seus sapatos pretos ecoando contra o chão liso, produzindo um som rítmico que apenas aumentava seu nervosismo. A folha no topo de sua cabeça balançava conforme ele olhava para os lados, temendo que Miss Circle ou qualquer outro professor surgisse de trás de uma das colunas com compassos afiados ou olhares de reprovação.

Ele havia sido designado para uma sessão de treinamento individual. Abbie sabia que suas notas não eram as melhores e que sua constante timidez o tornava um alvo fácil, tanto para os professores quanto para os valentões da escola. O medo de falhar era uma sombra que o perseguia constantemente, fazendo seu coração bater mais rápido sempre que via uma folha de prova.

Ao entrar na sala de treinamento isolada, ele trancou a porta atrás de si. O ambiente era amplo, com paredes brancas que pareciam apertar sua mente. O silêncio era absoluto. Abbie respirou fundo, tentando se acalmar. Ele gostava de maçãs; o pensamento na fruta doce e crocante costumava ser seu refúgio, mas ali, naquele momento, nada parecia capaz de dissipar a ansiedade que roía seu estômago.

Enquanto explorava os cantos da sala, seus olhos pousaram em um objeto inusitado sobre uma mesa de metal nos fundos. Era um objeto roxo, de material sintético e brilhante. Abbie aproximou-se lentamente, os dedos trêmulos.

— O que é isso? — sussurrou para si mesmo, a voz falhando. — Será uma pegadinha do Oliver?

Ele recuou um passo, esperando que alguém pulasse de um armário rindo de sua cara. Mas ninguém apareceu. O objeto, um vibrador roxo, permanecia ali, imóvel. A curiosidade, misturada a um medo visceral, começou a crescer em seu peito. Abbie olhou para a própria bermuda branca. Um calor estranho começou a subir por seu pescoço, tingindo suas bochechas de um vermelho vivo.

Ele sabia que não deveria estar fazendo aquilo. A disciplina da escola era rígida, e qualquer desvio de conduta poderia ser fatal. No entanto, o isolamento da sala e a pressão acumulada dos últimos dias pareciam ter quebrado algo dentro dele. Com os olhos fechados e a respiração pesada, ele levou as mãos ao cós da bermuda.

O tecido branco deslizou por suas pernas, revelando sua roupa íntima com pequenas estampas de maçã. Abbie sentiu uma onda de vergonha atingi-lo, mas a adrenalina era mais forte. Ele se sentou no chão frio da sala, abrindo as pernas de forma hesitante. Com mãos trêmulas, removeu a cueca temática, expondo-se completamente à luz fria da sala de treinamento.

— Eu não deveria... eu realmente não deveria — murmurou, o desespero em sua voz sendo substituído por uma necessidade física que ele mal compreendia.

Ele pegou o objeto roxo. O contato do material frio contra sua pele o fez estremecer. Sem pensar mais nas consequências, ele posicionou o objeto e o inseriu em sua vagina.

O choque inicial o fez soltar um grito abafado, um som que misturava dor e uma descoberta súbita de prazer. Suas costas se arquearam contra o chão. Abbie fechou os olhos com força, a imagem da folha em sua cabeça balançando violentamente. Ele começou a mover o objeto dentro de si, e cada movimento arrancava dele gemidos que ecoavam pelas paredes da sala.

— Ah... hum... — os sons saíam de sua garganta de forma involuntária.

Sua própria voz parecia soar diferente em seus ouvidos. Era quente, trêmula, carregada de uma satisfação que ele nunca se permitira sentir. A sensação de prazer começou a dominar sua mente, obliterando o medo de Miss Circle ou das provas de matemática. Ele estava perdido em si mesmo.

O desespero logo tomou conta, mas de uma forma diferente. Agora, ele estava desesperado pelo ápice. Abbie começou a mover o objeto com mais rapidez, sua respiração tornando-se uma sucessão de arquejos curtos. Ele mordeu o lábio inferior com força, tentando conter os gritos que ameaçavam escapar. O suor começou a brotar em sua testa, e sua pele estava febril.

— Mais... — ele sussurrou, as pernas tremendo incontrolavelmente.

O clímax o atingiu como uma onda avassaladora. Abbie soltou um gemido alto, o corpo inteiro entrando em espasmos de puro êxtase. O sêmen saiu de sua vagina, sujando suas coxas e o chão da sala de treinamento. Ele ficou ali, ofegante, com os olhos revirados por alguns segundos, enquanto as pulsações de prazer diminuíam gradualmente.

Ele estava completamente corado, o rosto escondido entre as mãos por alguns instantes enquanto tentava recuperar o fôlego. O silêncio da sala agora parecia pesado de outra forma, carregado com o segredo do que acabara de acontecer.

Abbie olhou para suas roupas espalhadas pelo chão. A vergonha retornou com força total, mas seu corpo ainda vibrava com a energia do que ocorrera. Ele fechou os olhos novamente, sentindo o peso do colete preto sobre seus ombros, mesmo que ele ainda não o tivesse vestido.

Lentamente, ele começou a se despir do restante das roupas que ainda restavam em seu corpo de forma desordenada. Primeiro, ele removeu o colete preto, jogando-o para o lado. Em seguida, desamarrou a gravata com dedos que ainda tremiam. Por fim, desabotoou a blusa branca de mangas curtas, deixando-a cair sobre a bermuda.

Ele estava ali, nu no meio da sala de treinamento, o corpo trêmulo e a mente em um turbilhão. A timidez que sempre o definira parecia ter sido despida junto com suas roupas, deixando apenas um garoto assustado, mas momentaneamente liberto de suas amarras.

— O que eu fiz? — ele perguntou ao vazio, sua voz ainda rouca.

Ele olhou para o objeto roxo, agora caído ao seu lado. O medo de ser descoberto voltou a latejar em sua mente. Ele precisava se limpar, precisava se vestir e sair dali antes que alguém aparecesse. Mas, por alguns segundos, Abbie apenas ficou ali, sentindo o ar frio da sala contra sua pele suada, processando o fato de que, naquele pequeno espaço de tempo, ele não era o aluno medroso que todos conheciam.

Ele começou a se vestir apressadamente. A blusa branca, a gravata, o colete. Cada peça de roupa parecia pesar toneladas enquanto ele as recolocava. Quando chegou à bermuda e à cueca de maçã, ele hesitou, olhando para a mancha no chão. Com um pedaço de papel que encontrou em uma mesa próxima, ele limpou o local o melhor que pôde, o coração batendo na garganta.

Ao terminar de se vestir, Abbie ajeitou a folha no topo de sua cabeça e respirou fundo. Ele pegou o objeto roxo e o escondeu no fundo de um armário velho na sala, esperando que ninguém o encontrasse tão cedo.

— Ninguém pode saber — disse ele, ajustando a gola de sua camisa. — Ninguém.

Ele caminhou até a porta, encostando a mão na maçaneta. Antes de sair, olhou para trás uma última vez. A sala de treinamento parecia a mesma de sempre, fria e impessoal, mas para Abbie, ela agora guardava o segredo de sua maior fraqueza e de sua mais intensa descoberta.

Ele abriu a porta e saiu para o corredor, voltando a ser o garoto tímido e medroso de sempre, mas com um fogo escondido sob o colete preto que ninguém na Escola de Papel jamais poderia imaginar.

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