
Abbie x Engel
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 01/08/2026
Sombras e Silêncios no Dormitório
O corredor da Paper School estava mergulhado em um silêncio opressor, quebrado apenas pelo zumbido ocasional das luzes fluorescentes que piscavam no teto. Dentro do dormitório, a atmosfera era diferente, carregada por uma tensão que Abbie não conseguia explicar. Ele estava sentado no chão, os dedos trêmulos brincando com a bainha de seu colete preto. A folha no topo de sua cabeça parecia murcha, refletindo seu estado de espírito constante: o medo.
Engel estava deitado na cama, observando o teto com uma expressão pensativa. Suas penas azuis e vermelhas se moviam levemente conforme ele respirava. Ele era a âncora de Abbie, o único que parecia capaz de afastar os horrores da escola e os professores implacáveis.
— Você está muito quieto hoje, Abbie — comentou Engel, sua voz gentil ecoando suavemente pelo quarto. — Aconteceu alguma coisa na aula de matemática?
Abbie não respondeu de imediato. Ele se aproximou da beira da cama, agachando-se. Seus olhos negros estavam fixos em Engel, mas havia algo diferente neles, uma urgência desesperada que ia além do medo habitual. Sem aviso, Abbie estendeu as mãos trêmulas e puxou a alça do macacão preto de Engel.
— Abbie? O que você está fazendo? — perguntou Engel, erguendo a cabeça, a curiosidade estampada em seu rosto pálido.
O garoto de cabelos pretos não disse nada. Ele continuou o movimento, expondo a intimidade de seu protetor. Ao ver o corpo de Engel, algo pareceu mudar dentro de Abbie. O choque de desejo superou a timidez, e ele sentiu uma atração avassaladora, algo que ele não sabia processar.
Engel entrou em estado de choque imediato. Seu rosto, geralmente calmo, tornou-se intensamente vermelho. Ele tentou se afastar, os braços pretos e pontiagudos tateando os lençóis em busca de apoio.
— Abbie, pare! Por favor, o que deu em você? — a voz de Engel falhou, carregada de desespero.
Ignorando os apelos, Abbie avançou. Quando o contato físico ocorreu, Engel soltou um grito agudo, uma mistura de dor e surpresa que ecoou pelas paredes de papel do quarto. Ele levou as mãos à boca, tentando abafar o som, seus olhos arregalados enquanto observava o amigo agir de forma tão errática.
A língua de Abbie encontrou o centro da sensibilidade de Engel. O mundo ao redor do garoto de cabelos brancos começou a girar. A voz de Engel, trêmula e desesperada, parecia ecoar em sua própria mente, um looping de confusão e prazer forçado que ele não conseguia interromper.
— Abbie... não... eu... — Engel gaguejava, o corpo tremendo violentamente sob o toque invasivo.
O ápice veio rápido e avassalador. Engel sentiu a liberação percorrer seus nervos, e o fluido quente preencheu a boca de Abbie. O garoto de cabelos pretos recuou por um momento, a boca suja, mas seus olhos agora tinham um brilho estranho, as pupilas parecendo pulsar em um formato de coração, completamente perdido no ato.
Engel estava ofegante, as pernas bambas e o rosto banhado em suor e rubor. Ele olhou para Abbie, sentindo uma mistura de raiva e uma estranha atração que ele não queria admitir.
— Você é um idiota... — Engel sussurrou, a voz abafada enquanto ele agarrava Abbie pela nuca.
Os dois se chocaram em um beijo forçado e desajeitado. As línguas se entrelaçaram com urgência, e gemidos abafados escapavam de ambos.
— Eu te odeio por isso — murmurou Engel contra os lábios de Abbie, uma ofensa que soava mais como uma entrega.
— Eu também te odeio — respondeu Abbie, a voz rouca, devolvendo o xingamento da mesma forma abafada.
A dinâmica mudou instantaneamente. Engel, agora movido por um instinto de retaliação e desejo, empurrou Abbie para trás. Com movimentos rápidos, ele removeu a bermuda branca do garoto menor, deitando-o na cama com uma força que Abbie não esperava.
Engel inclinou-se sobre ele, focando sua atenção no peito de Abbie. Ele começou a morder e chupar a pele pálida, fazendo Abbie arquear as costas e soltar um gemido alto de prazer.
— Como é a sensação, Abbie? — Engel provocou, sua voz agora carregada de uma malícia que contrastava com sua natureza gentil. — Você gosta disso?
Ele deu lambidas lentas e deliberadas, alternando entre os dois lados do peito de Abbie, ouvindo cada arquejo e cada prece silenciosa por mais. Abbie estava entregue, suas mãos apertando os lençóis enquanto o prazer subia por sua espinha.
Engel não parou por ali. Ele deslizou o corpo para baixo, alcançando a cueca de Abbie.
— Minha vez de retribuir — disse Engel, antes de aplicar a mesma técnica que Abbie usara nele.
O grito de Abbie foi abafado pelo travesseiro. O prazer era quase insuportável, uma vingança doce que Engel executava com precisão. Ele continuou a provocar Abbie com movimentos lentos, parando apenas para observar o rosto desesperado e corado do amigo, antes de continuar a levá-lo ao limite.
No silêncio do dormitório, a única coisa que restava era o som da respiração pesada e a promessa de que, na Paper School, nada mais seria o mesmo entre eles.
