
Mãe por 15 dias
Fandom: Eu
Criado: 02/08/2026
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As Regras do Jogo
O sol do Rio de Janeiro batia na vidraça da sala, iluminando a poeira que dançava no ar do nosso apartamento alugado. Eu tinha 22 anos, estava de férias e dividindo um imóvel de temporada na Zona Sul com a minha melhor amiga da vida inteira, a Giovana. O plano era simples: praia, drinks e descanso. Mas, como sempre acontece quando estamos juntas, o tédio de uma tarde preguiçosa acabou nos levando para caminhos inesperados.
Estávamos jogadas no sofá, as pernas entrelaçadas, cada uma mergulhada em seu próprio mundo dentro da tela do celular. O som repetitivo das músicas do TikTok preenchia o ambiente. Eu deslizava o dedo pela tela sem muito interesse, até que um vídeo específico me fez parar.
— Gio, olha isso aqui — eu disse, virando o celular para ela.
Era uma dessas trends que viralizam rápido. O desafio era simples, mas ousado: duas amigas decidiam que, por um período determinado, uma seria a "mãe" e a outra a "filha". A regra era absoluta: a filha deveria obedecer a tudo, sem questionar, chamar a outra apenas de "mãe" ou "mamãe" e aceitar punições caso desobedecesse. A mãe, por sua vez, tinha controle total sobre a rotina da outra.
Giovana assistiu ao vídeo com um brilho malicioso nos olhos que eu já conhecia bem. Ela adorava um desafio.
— Meu Deus, Nathally! A gente precisa fazer isso — ela exclamou, sentando-se ereta no sofá. — Imagina o caos? A gente está trancada aqui nesse apartamento, ninguém vai ver. Vai ser hilário.
— Você acha? — perguntei, sentindo um frio na barriga que eu não sabia se era medo ou empolgação. — Obedecer tudo? E as punições?
— Ah, qual é, Nath! É só uma brincadeira. A gente define um tempo, tipo, até o final da viagem. Topa?
Eu ri, achando a ideia absurda e, ao mesmo tempo, tentadora. A liberdade do Rio parecia pedir por algo fora da curva.
— Tá bom, eu topo. Mas quem vai ser quem?
— Vamos decidir no justo — Giovana disse, já pegando o celular dela. — Vou baixar aquele aplicativo de roleta.
Ela digitou freneticamente e, em poucos segundos, a roleta colorida apareceu na tela com nossos nomes. Meu coração acelerou. Ser a mãe parecia divertido, ter o controle... mas ser a filha tinha um quê de entrega que me deixava nervosa.
— Preparada? — Giovana perguntou, com o dedo pairando sobre o botão "girar".
— Gira logo isso!
A roleta girou, emitindo um som de tique-tique que parecia durar uma eternidade. As cores se misturavam até que, lentamente, o ponteiro parou.
"Giovana".
— Ganhei! — ela deu um grito, pulando no sofá. — Eu sou a mamãe! Nathally, você está perdida na minha mão, mocinha.
Eu ri, jogando uma almofada nela.
— Não abusa, hein! É só uma brincadeira.
Giovana se levantou, mudando instantaneamente sua postura. Ela colocou as mãos nas quadris e me olhou de cima para baixo com um sorriso autoritário que me fez encolher um pouco no sofá.
— Brincadeira? Sim. Mas regras são regras. E a primeira regra é: eu vou sair agora para comprar algumas coisas necessárias para a nossa nova dinâmica. Você fica aqui, se comporta e não inventa moda.
— Comprar o quê, Gio? — perguntei, curiosa.
— "Mamãe", Nathally. Começa agora. E você não precisa saber o que é. É surpresa.
Ela pegou a bolsa e a chave do apartamento, saindo antes que eu pudesse protestar. Ouvi o barulho da porta trancando e o silêncio se instalou. Fiquei ali, sentada no sofá, sentindo uma mistura estranha de ansiedade. O que ela ia comprar? Por que ela parecia levar aquilo tão a sério?
Duas horas se passaram. Eu tentei ver TV, mas não conseguia me concentrar. Quando finalmente ouvi a chave girar na fechadura, meu corpo todo se retesou. Giovana entrou carregando duas sacolas grandes de papel pardo e uma sacola de farmácia. Ela nem olhou para mim de imediato; caminhou direto para o quarto que dividíamos e trancou a porta por dentro.
— Gio? — chamei, levantando-me e indo até a porta.
— Já disse como deve me chamar, Nathally — a voz dela veio de dentro do quarto, firme e calma. — E não tente entrar. Espere na sala.
Dez minutos depois, ela saiu. Tinha prendido o cabelo em um coque apertado e trocado o shortinho por uma legging preta. Ela parecia... diferente. Mais séria.
— Muito bem — ela disse, aproximando-se de mim. — A casa está uma bagunça, mas vamos cuidar disso depois. Agora, a prioridade é você. A brincadeira começa oficialmente com a sua higiene e preparação. Vamos para o banheiro, vou te dar um banho.
Senti meu rosto arder instantaneamente.
— O quê? Não! — eu recuei, rindo de nervoso. — Gio, para com isso. Eu sei tomar banho sozinha, eu tenho 22 anos.
O sorriso de Giovana sumiu. Ela deu um passo à frente, invadindo meu espaço pessoal.
— Nathally, o que a gente combinou sobre as regras? A roleta decidiu. Eu sou a mãe. E se a mãe diz que vai dar banho na filha para garantir que ela fique limpinha, é isso que vai acontecer.
— Mas é vergonhoso... — sussurrei, desviando o olhar.
— Vergonhoso? — ela arqueou uma sobrancelha. — Pois saiba que a obediência é o que evita problemas. Você já quer começar o jogo recebendo uma punição? Porque eu comprei algumas coisas na rua que você não vai gostar de sentir se me desobedecer logo na primeira ordem.
Engoli em seco. O tom dela não era de brincadeira leve; ela estava totalmente mergulhada no personagem, ou talvez houvesse algo nela que sempre quis aquele tipo de controle. A ideia da "punição" desconhecida me deu um frio na espinha.
— Não... eu não quero punição — respondi baixinho.
— O que disse? Não ouvi o "mamãe".
— Não quero punição, mamãe — repeti, sentindo meu coração martelar contra as costelas.
— Ótima menina — ela sorriu, mas era um sorriso de satisfação, não de diversão comum. — Agora, caminhe para o banheiro. Sem reclamar.
Eu a segui, sentindo-me estranhamente pequena. O banheiro do apartamento era amplo, com mármore claro e um espelho enorme. Giovana entrou e começou a ajustar a temperatura da água do chuveiro. O vapor começou a subir, embaçando os vidros.
— Tire a roupa — ela ordenou, sem se virar.
— Gio... — comecei, mas ela se virou rapidamente, apontando o dedo para mim.
— Nathally!
Com as mãos trêmulas, comecei a me despir. Era minha melhor amiga, já tínhamos nos visto de biquíni mil vezes, mas aquilo era diferente. Havia uma hierarquia ali que mudava tudo. Quando fiquei apenas com a pele exposta ao ar morno do banheiro, abracei meus próprios ombros.
— Entre no box — ela disse, pegando uma esponja macia e um sabonete líquido que cheirava a talco de bebê.
Eu obedeci. A água caiu sobre meus ombros, relaxando um pouco a tensão física, mas a tensão mental só aumentava. Giovana entrou no box logo em seguida, mas não tirou a roupa; ela apenas dobrou as mangas da blusa e se aproximou.
— Vire de costas — ela comandou.
Senti a esponja ens
