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Harry Slayer

Fandom: Harry Potter e demon slayer

Criado: 03/08/2026

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O Trono de Marfim e Sangue

A lua cheia pairava sobre as torres de Hogwarts, mas sua luz parecia evitar as janelas da Torre da Grifinória, como se o próprio astro temesse o que se desenrolava em seu interior. No centro do dormitório masculino do quinto ano, o silêncio não era de paz, mas de terror absoluto.

Harry Potter estava sentado na beira de sua cama, mas não era o garoto que o mundo bruxo conhecia. Sua aparência, antes marcada pela desnutrição e pela cicatriz de raio, havia se transformado em algo de uma beleza perturbadora e andrógina. Sua pele era tão pálida quanto o mármore, e seus traços haviam se suavizado em linhas elegantes e letais. Os cabelos negros, agora mais longos e sedosos, emolduravam um rosto que poderia ser confundido com o de uma deusa ou de um anjo caído.

Mas eram os olhos que revelavam a monstruosidade. O verde esmeralda havia dado lugar a um tom fúcsia vibrante, com fendas verticais. Na íris esquerda, as letras em kanji para "Superior" brilhavam em um escarlate profundo.

Aos seus pés, Rony Weasley soluçava, apertando o braço onde uma mordida profunda ainda vertia um sangue escuro e viscoso.

— Harry... por favor... o que você fez? — Rony gaguejou, a voz falhando enquanto a transformação começava a quebrar seus ossos por dentro.

Harry inclinou a cabeça para o lado, um movimento fluido e desumano. Um sorriso lento e cruel curvou seus lábios perfeitamente desenhados.

— Eu não fiz nada, Rony — a voz de Harry soou como seda deslizando sobre vidro, uma melodia que fazia os pelos da nuca de qualquer um se arrepiarem. — Eu apenas te dei um propósito. Você era tão... medíocre. Agora, você será eterno.

— Isso dói... Harry, pare com isso! — gritou Rony, caindo de lado enquanto suas unhas começavam a se alongar em garras negras.

Harry se levantou. Ele vestia suas vestes escolares, mas elas pareciam estranhamente nobres nele agora. Ele se aproximou de Rony e, com uma delicadeza sádica, acariciou o rosto do ruivo com as costas da mão fria.

— A dor é o batismo da força — murmurou Harry, seus olhos brilhando com um prazer doentio ao ver o sofrimento do ex-amigo. — Kibutsuji falhou porque era impaciente e covarde. Eu? Eu entendo a beleza da submissão. Hogwarts será o meu jardim, e vocês serão as minhas flores de carne.

Com um movimento rápido, Harry cravou as unhas no próprio pulso, deixando que gotas de seu sangue denso e carregado de poder demoníaco caíssem na boca aberta de Rony. O ruivo arqueou as costas, os olhos revirando enquanto a humanidade era drenada de seu corpo, substituída pela fome insaciável de um Oni.

— Coma, meu pequeno servo — Harry riu, uma risada baixa e melodiosa que ecoou pelas paredes de pedra. — Amanhã, o banquete será maior.

...

Na manhã seguinte, o Salão Principal estava mergulhado em uma atmosfera de inquietação. O Grande Salão, geralmente barulhento, estava estranhamente contido. Harry Potter entrou, e o silêncio se tornou absoluto.

Ele caminhava com uma graça que desafiava a gravidade. Sua aparência andrógina atraía olhares de desejo e medo de todas as mesas. As meninas suspiravam, hipnotizadas pela simetria perfeita de seu rosto, enquanto os meninos sentiam um instinto primitivo de fuga. Harry não usava mais os óculos; sua visão agora podia contar as batidas do coração de cada pessoa naquela sala.

Ele se sentou à mesa da Grifinória. Rony estava ao seu lado, pálido, com olheiras profundas e uma postura rígida. Hermione, sentada à frente deles, tremia visivelmente.

— Harry, você está... diferente — disse Hermione, sua voz mal passando de um sussurro. Ela olhou para Rony, que devorava um bife malpassado com uma ferocidade animal. — E o Rony... ele não parece bem.

Harry olhou para ela. A intensidade de seu olhar fez Hermione prender a respiração. Havia algo de predatório ali, algo que a fazia se sentir como uma presa sob a mira de um falcão.

— O mundo está mudando, Mione — Harry disse, pegando um cálice de suco de abóbora, embora o cheiro do líquido o enojasse. — A magia é limitada. O sangue, por outro lado... o sangue é infinito.

— O que você quer dizer com isso? — perguntou ela, a mão alcançando a varinha sob a mesa.

Harry soltou um riso curto, um som que não continha nenhuma alegria, apenas escárnio.

— Não tente, Hermione. Seria um desperdício transformar você tão cedo. Eu gosto da sua mente. Quero ver quanto tempo ela leva para quebrar.

Antes que ela pudesse responder, as portas do Salão Principal se abriram violentamente. O Professor Snape entrou, sua capa negra esvoaçando, o rosto mais sombrio do que o normal. Ele caminhou direto até a mesa da Grifinória, os olhos fixos em Harry.

— Potter! Na minha sala. Agora — rosnou Snape.

Harry se levantou sem pressa. Ele olhou para Snape e, por um breve segundo, deixou que suas pupilas verticais brilhassem. O mestre de poções vacilou, um lampejo de puro terror cruzando suas feições antes de ele recuperar a compostura.

— Como desejar, Professor — disse Harry, a voz carregada de uma ironia venenosa.

...

Nas masmorras, o ar era frio e úmido. Snape fechou a porta com um feitiço e virou-se para Harry, a varinha em punho.

— O que você é? — perguntou Snape, a voz tensa. — Eu vi os corpos na ala hospitalar esta manhã. Três alunos do primeiro ano... drenados. Não foi um vampiro. O que você fez com eles?

Harry caminhou pela sala de poções, passando os dedos longos e pálidos pelos frascos de ingredientes. Ele parou diante de um pote de olhos de salamandra e o esmagou entre os dedos com uma força desumana.

— O senhor sempre foi tão perspicaz, Severus — Harry disse, virando-se para ele. A luz das tochas realçava sua beleza andrógina, fazendo-o parecer uma estátua de porcelana viva. — Mas sua mente é pequena demais para compreender o que eu me tornei.

— Você é um monstro, Potter! — Snape gritou, lançando um feitiço não verbal.

Harry nem se deu ao trabalho de usar a varinha. Com um movimento que o olho humano não conseguia acompanhar, ele apareceu na frente de Snape, segurando o pulso do professor com uma mão e seu pescoço com a outra.

— Um monstro? — Harry sussurrou no ouvido de Snape, sua língua bifurcada roçando levemente a orelha do homem. — Não. Eu sou o Rei. Eu sou aquele que une a magia e a imortalidade.

Snape tentou lutar, mas a força de Harry era absoluta. O jovem Oni apertou o pescoço do professor, observando com um prazer sádico enquanto o rosto de Snape ficava arroxeado.

— Eu poderia matá-lo agora — continuou Harry, os olhos fúcsia brilhando intensamente. — Mas eu tenho planos melhores para você. Imagine as poções que poderíamos criar com o meu sangue, Severus. Poções que podem curar a morte... ou causá-la da forma mais agonizante possível.

Harry soltou Snape, que caiu de joelhos, tossindo e arquejando. O garoto então se inclinou, pegando a varinha de Snape do chão e quebrando-a ao meio com um estalo seco.

— A era das varinhas acabou — declarou Harry, jogando os pedaços de madeira no chão. — A era do sangue começou. E Hogwarts será o meu trono.

Harry saiu da sala, deixando Snape quebrado no chão. Enquanto caminhava pelos corredores escuros, ele sentia a presença de seus novos "súditos". Ele podia ouvir os corações batendo por trás das paredes, podia sentir o cheiro do medo e da excitação.

Ele subiu até a Torre de Astronomia. Lá, ele olhou para o castelo abaixo. Hogwarts parecia diferente agora. Não era mais um refúgio, mas uma despensa.

— Harry? — Uma voz suave chamou atrás dele.

Era Luna Lovegood. Ela parecia a mesma, mas seus olhos grandes estavam fixos nos dele com uma curiosidade serena, desprovida do medo que os outros demonstravam.

— Os Narguilés estão muito agitados ao seu redor, Harry — disse ela, aproximando-se da beirada. — Eles dizem que você cheira a flores de glicínia e morte.

Harry sorriu. Luna era a única que não o repelia.

— E você tem medo, Luna? — perguntou ele, estendendo a mão para ela.

Luna olhou para a mão dele, depois para o rosto andrógino e cruel do garoto que um dia foi seu amigo. Ela colocou a mão pequena na dele. A pele de Harry era gélida, mas Luna não recuou.

— Não — respondeu ela. — O mundo sempre foi estranho. Você apenas o tornou mais honesto.

Harry puxou-a para perto, o rosto a centímetros do dela. Ele podia sentir o pulso dela na ponta de seus dedos. Era rápido, mas firme.

— Você será minha Rainha da Lua, Luna — Harry murmurou, seus olhos brilhando com uma afeição distorcida. — Juntos, veremos este castelo queimar e renascer em escarlate.

— Isso parece uma história bonita — disse Luna, fechando os olhos enquanto Harry se inclinava para o pescoço dela.

O grito que se seguiu foi abafado pelo vento, mas o poder que emanou da Torre de Astronomia naquele momento foi sentido por todos em Hogwarts. O Rei dos Onis havia reivindicado sua primeira nobre, e as sombras do castelo agora tinham dentes.

Lá embaixo, na Floresta Proibida, as criaturas mágicas silenciaram. Os centauros olharam para as estrelas e viram o sangue manchando a Via Láctea. A profecia do Menino Que Sobreviveu havia morrido. Em seu lugar, nascia a lenda do Rei que nunca morreria.

Harry Potter, o ser de beleza letal e crueldade infinita, olhou para o horizonte. O sol começaria a nascer em poucas horas, mas ele não temia. Ele havia encontrado uma maneira de andar sob a luz, uma magia antiga fundida com seu sangue demoníaco.

— Que comece o reinado — sussurrou ele para a noite.

E, nas masmorras, nos dormitórios e nos corredores, os primeiros convertidos responderam com um uivo que não era humano, nem animal. Era o som de um novo mundo. Um mundo onde Harry Potter era o único deus, e o sangue era a única oração.

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