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Fandom: My OC's

Criado: 03/08/2026

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A Gaiola de Seda e as Regras de Ferro

A brisa da tarde soprava suave, balançando as pregas da sainha rodada de Natan enquanto ele caminhava saltitante pela calçada familiar. Ele se sentia adorável hoje. Sob a saia, a calcinha de renda apertava levemente seus quadris, e as meias longas subiam até o meio de suas coxas macias. A camiseta propositalmente larga escondia parte de suas curvas, mas o movimento ritmado de seu caminhar deixava claro o corpo escultural e delicado que possuía. Em sua boca, a chupeta azul pastel era sugada com um ritmo reconfortante, um hábito que o fazia se sentir seguro e protegido do mundo barulhento.

Natan estava perdido em seus próprios pensamentos infantis, imaginando qual desenho assistiria quando chegasse em casa, quando o som de pneus cantando interrompeu seu devaneio. Uma van preta, com vidros escurecidos, parou bruscamente ao seu lado. Antes que pudesse processar o medo, mãos fortes e grandes o envolveram. O cheiro de perfume caro e tabaco invadiu seus sentidos antes que um pano fosse pressionado contra seu rosto.

O mundo escureceu.

Quando Natan finalmente abriu os olhos, a luz suave de um lustre de cristal o cegou momentaneamente. Ele não estava mais na rua, nem em seu quarto bagunçado. Ele estava deitado em uma cama imensa, coberta por lençóis de seda negra que faziam sua pele parecer ainda mais pálida e delicada. O quarto era vasto, decorado com móveis de madeira escura e uma elegância fria que o fez estremecer.

— Finalmente acordou, meu pequeno.

A voz era profunda, como um trovão distante, carregada de uma autoridade que fez os pelos da nuca de Natan se arrepiarem. Ele se sentou rapidamente, a chupeta ainda pendurada por um cordão em seu pescoço, e olhou para a poltrona no canto do quarto.

Lá estava ele. Luiz.

O homem era a personificação do perigo. Alto, com ombros largos que pareciam ocupar todo o espaço, e um rosto esculpido em linhas duras e gélidas. Seus olhos escuros brilhavam com uma possessividade predatória enquanto ele observava cada detalhe do corpo de Natan, desde as meias até o rosto assustado.

— Onde... onde eu tô? — Natan sussurrou, a voz falhando, as mãos pequenas agarrando o tecido da própria saia.

Luiz se levantou com uma graça felina e caminhou até a cama. Ele não sorria. Sua expressão era de um domínio absoluto.

— Você está na sua nova casa — disse Luiz, parando à beira da cama. — E eu sou seu novo dono. Mas, para começarmos bem, você precisa entender como as coisas funcionam aqui.

Natan tentou recuar, mas Luiz foi mais rápido. Ele estendeu a mão e segurou o queixo do menor, forçando-o a olhar em seus olhos. O toque era firme, quase doloroso, mas havia uma estranha centelha de cuidado ali, um calor que Natan não soube explicar.

— Venha aqui — ordenou Luiz, sentando-se na beira da cama e batendo em suas próprias coxas. — Sente-se no meu colo. Agora.

— Não quero... — Natan murmurou, a teimosia infantil surgindo apesar do medo.

O olhar de Luiz escureceu instantaneamente.

— A primeira lição, Natan, é que "não" é uma palavra que você vai esquecer. Obedeça.

O tom era tão gélido que Natan não se atreveu a protestar novamente. Tremendo, ele se arrastou pela cama e sentou-se de lado no colo de Luiz. No momento em que seu corpo pequeno e macio entrou em contato com as pernas musculosas do homem, Natan sentiu algo rígido e pulsante pressionando contra sua bunda. Seus olhos se arregalaram. A ereção de Luiz era evidente, mesmo através do tecido caro da calça social.

Assustado, Natan tentou se levantar, mas os braços de Luiz

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