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Oliver

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 07/08/2026

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A Maldição do Lápis e do Poço

Os corredores da Paper School estavam mergulhados em um silêncio sepulcral, interrompido apenas pelo zumbido ocasional das luzes fluorescentes que piscavam, prestes a queimar. Para a maioria dos alunos, aquele era o momento de dormir e evitar os terrores que vagavam pela escola à noite. Mas para Oliver, o silêncio era apenas o palco perfeito para o caos.

Oliver estava em seu dormitório, terminando de mastigar um pedaço de sabonete de lavanda com a satisfação de quem come um chocolate caro. Ele limpou o canto da boca com seu braço de lápis e olhou para o espelho. O plano estava em movimento. Edward, o nerd inventor que sempre estava mexendo com máquinas e fitas antigas, era o alvo da vez.

— Isso vai ser épico — sussurrou Oliver para si mesmo, soltando o laço preto que prendia seu cabelo monumental.

As mechas brancas, que normalmente ficavam presas em um rabo de cavalo baixo, cascatearam pelas suas costas como uma cachoeira de papel, atingindo a altura dos seus tornozelos. Oliver removeu sua camisa preta listrada e suas bermudas brancas. Ele vasculhou uma caixa de fantasias roubadas do clube de teatro e puxou um vestido branco longo, surrado e levemente amarelado.

Ele vestiu a peça por cima da sua cueca, deixando as pernas livres por baixo do tecido leve. A marca "A+" em seu cabelo brilhava levemente sob a luz fraca, e seus chifres pretos davam um toque demoníaco que Sadako, a garota do poço, certamente invejaria. Com o cabelo jogado para a frente, cobrindo completamente o rosto, ele parecia uma aparição saída diretamente de um pesadelo analógico.

Enquanto isso, no laboratório improvisado de Edward, o clima era de nostalgia técnica. Edward estava sentado em frente a um monitor de tubo antigo, ajustando os controles de um videocassete que ele havia consertado naquela tarde.

— Vamos ver se essa relíquia ainda funciona — murmurou Edward, ajeitando os óculos enquanto inseria uma fita VHS sem rótulo que encontrou no porão da escola.

A tela chiou com estática branca e preta. De repente, uma imagem granulada começou a se formar. Era um campo aberto, cinzento, com um poço solitário no centro. Edward franziu a testa, aproximando-se da tela.

— Que tipo de gravação é essa? — perguntou-se ele, intrigado.

Na tela, uma figura começou a emergir do poço. Cabelos brancos e longos, um vestido branco... a figura se movia de forma espasmódica, rastejando em direção à câmera. Edward sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele tentou ejetar a fita, mas o botão parecia travado.

— O que... o que está acontecendo? — A voz de Edward falhou.

A figura na TV agora estava tão perto que parecia prestes a tocar o vidro. Foi então que, com um movimento súbito, Oliver, que estava escondido atrás da estante de equipamentos de Edward, saltou para trás do monitor, aproveitando a escuridão e a confusão visual da estática.

Oliver usou sua agilidade de valentão para se posicionar exatamente onde a TV terminava. Ele projetou seu corpo para frente, fazendo parecer que estava saindo de dentro do aparelho.

— Eu te achei, Edward... — a voz de Oliver saiu arrastada, distorcida propositalmente.

Edward deu um grito agudo, caindo da cadeira e arrastando-se para trás no chão de linóleo.

— Sai de perto! Fantasma! Alguém ajude! — Edward estava em pânico total, as mãos tremendo enquanto tentava encontrar algo para se defender.

Oliver, vendo o terror absoluto nos olhos do amigo, não conseguiu mais manter a fachada de terror japonês. O plano original era apenas assustar, mas Oliver sempre levava as coisas para um lado mais... provocativo e caótico.

— Você é tão fácil de enganar, Ed — disse Oliver, embora sua voz ainda estivesse abafada pelo cabelo.

Antes que Edward pudesse processar que a "Sadako" tinha a voz do valentão da escola, Oliver virou-se de costas para ele. Com um movimento ágil e audacioso, ele levantou a barra do vestido branco.

— Olha o poço aqui, Edward! — Oliver exclamou entre risadas, projetando suas nádegas diretamente contra a tela de vidro da TV, criando um impacto surdo, e logo em seguida, empurrando o corpo para trás, na direção do rosto de Edward que ainda estava no chão.

Edward, paralisado pelo choque e pela confusão mental, não teve tempo de reagir. O rosto do inventor foi pressionado contra a pele de Oliver. O cheiro de sabonete de lavanda e o calor da pele real quebraram a ilusão do fantasma, mas o que se seguiu foi uma confusão de sentidos.

Oliver soltou uma gargalhada alta, sentindo o contato. O que começou como uma pegadinha de mau gosto transformou-se em um jogo de poder e prazer malicioso. Ele sentiu Edward vacilar, mas a proximidade forçada e a adrenalina do susto criaram uma tensão inesperada.

— O que você está fazendo, Oliver?! — Edward tentou protestar, mas sua voz foi abafada.

Oliver inclinou a cabeça para trás, o cabelo branco caindo sobre os ombros de Edward como um véu. Ele começou a gemer, um som que misturava deboche com um deleite genuíno e perverso.

— Shh... aproveite a maldição, Ed — sussurrou Oliver, sentindo a língua e os lábios de Edward, que em um misto de transe e pavor, acabou cedendo à provocação sensorial.

O laboratório estava mergulhado no brilho azulado da estática da TV. Oliver se deliciava com a situação, movendo-se com uma confiança pecaminosa. Ele ria, um som travesso que ecoava pelas paredes cheias de diagramas e ferramentas.

— Você... você é um idiota... — Edward murmurou entre os contatos, sua mente lutando entre a raiva de ter sido enganado e a resposta involuntária do seu corpo ao toque de Oliver.

— Um idiota que te pegou direitinho — rebateu Oliver, arqueando as costas e sentindo um prazer intenso percorrer sua espinha enquanto Edward, agora dominado pela situação, explorava a intimidade oferecida de forma tão caótica.

O braço de lápis de Oliver batia ritmicamente contra a lateral da TV, criando um som metálico que acompanhava seus gemidos maliciosos. Ele sabia que Edward nunca esqueceria aquela noite. Não era apenas uma pegadinha; era a forma de Oliver marcar seu território, transformando o medo em algo muito mais sombrio e viciante.

— Sete dias, Edward... — Oliver brincou, a voz trêmula pelo prazer — ... é o tempo que você vai levar para tirar esse gosto da boca.

Edward não respondeu com palavras, apenas com uma intensidade renovada, enquanto Oliver continuava a rir, perdido na própria travessura que havia saído do controle da melhor maneira possível. A fita VHS continuava a rodar no fundo, mostrando o poço vazio, pois o verdadeiro monstro agora estava muito ocupado se divertindo no mundo real.

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