
O pedido de namoro inesperado
Fandom: 💜amora 🖤 scorpio 💙 lila 🦋sadi 🧡sofia(personagem criada por mim e irmã do scorpio)🧚♀️Olivia 🌷sterna🌼pandora
Criado: 07/08/2026
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O Plano das Três Lagartixas e o Início de um Para Sempre
A escola sempre teve aquele cheiro característico de giz, livros velhos e o caos adolescente, mas para Scorpio, o ar parecia diferente naquela manhã. Talvez fosse o peso do anel escondido no fundo da gaveta em casa, ou talvez fosse apenas o fato de que ele não conseguia mais olhar para Amora sem sentir que seu coração ia saltar pela boca.
Eles tinham feito as pazes depois de muito tempo de desentendimentos. A amizade tinha voltado, forte e sólida, mas para Scorpio, "amizade" já era uma palavra pequena demais, apertada como um sapato que não serve mais. Ele a amava. E não era aquele amor de "valeu, parceira", era o tipo de amor que fazia ele querer passar o resto da vida ouvindo as risadas dela.
Assim que cruzou o portão, ele a viu. Amora estava lá, radiante como sempre, com aquele brilho que só ela tinha. Scorpio sentiu as mãos suarem, mas manteve a pose de marrento.
— E aí, Amora. — Ele se aproximou, tentando parecer o mais casual possível.
— Oi, Scorpio! — Ela sorriu, aproximando-se e depositando um selinho rápido na bochecha dele.
O garoto sentiu o rosto esquentar instantaneamente. Por dentro, ele estava em combustão, lembrando que, em outros momentos, aquele "selinho" já tinha encontrado o destino certo — os lábios dela. Mas ali, no meio do pátio, ele apenas retribuiu o sorriso, tentando não parecer um bobo apaixonado.
Eles ficaram conversando sobre coisas triviais, o dever de casa que ninguém fez e o calor insuportável, até que a paz foi interrompida pelo som de risadinhas familiares. Scorpio revirou os olhos antes mesmo de se virar. Lá vinham elas: as três "lagartixas desnutridas", como ele carinhosamente (ou não) chamava Sadi, Lila e sua irmã, Sofia.
— Olha só o nosso futuro casal favorito dando o ar da graça! — Sofia exclamou, com um sorriso de orelha a orelha e as mãos na cintura.
— Ah, vai se foder, Sofia! — Scorpio rebateu, sentindo a irritação típica de irmão mais velho aflorar.
— Olha a boca, Scorpio! — Amora deu um chute de leve na canela dele, repreendendo-o com o olhar.
— Eu vou dizer para a Pandora que você está com essa mania péssima de ficar xingando sem motivo nenhum — ameaçou Lila, cruzando os braços e balançando a cabeça negativamente.
— Meu querido primo, se você me fizer o favor de parar de xingar, eu realmente agradeceria — Sadi interveio, com aquele tom de voz que misturava calma e uma ameaça implícita.
— E se eu não fizer? O que tu vai fazer, hein? — Scorpio desafiou, empinando o nariz.
Sadi deu um passo à frente, fechando o punho com um sorriso cínico.
— É só um soco bem no meio da tua fusa, quer testar?
O silêncio durou apenas um segundo antes que Sofia, Amora e Lila caíssem na gargalhada. Até Scorpio teve que segurar o riso, embora por dentro estivesse planejando como sobreviver àquelas três meliantes até o fim do dia. Afinal, por mais que as chamasse de nomes nada gentis, ele precisava desesperadamente da ajuda delas.
As aulas passaram como um borrão. Entre uma equação de matemática e um texto de história, o pensamento de Scorpio voava para o quarto, para o plano e para o que aconteceria ao pôr do sol. Quando o sinal finalmente tocou, ele saiu em disparada. Precisava se preparar.
Em casa, o ritual começou. Ele tomou um banho demorado, lavando a ansiedade junto com o suor do dia. Vestiu uma calça social preta e uma camisa branca impecável. Estava terminando de arrumar o cabelo quando ouviu as batidas rítmicas e irritantes na porta.
— Entra logo, o bando de desocupadas! — gritou ele.
A porta se abriu e as três entraram como se fossem donas do lugar. Sofia trazia um terno preto pendurado no cabide, Lila carregava um buquê de flores frescas e uma caixa de chocolates finos, e Sadi, com um olhar solene, segurava a pequena caixinha de veludo que continha o anel.
— Chegamos para transformar esse ogro em um príncipe — anunciou Sofia, jogando o paletó em cima da cama. — Veste isso logo.
Scorpio bufou, mas obedeceu. Ele vestiu o terno, ajustou a gravata com a ajuda desajeitada de Lila e se olhou no espelho. Não parecia o mesmo garoto que vivia de moleton e cara fechada.
— Toma as flores e o chocolate — disse Lila, entregando os itens com cuidado. — E não vai derrubar o anel no bueiro, pelo amor de Deus.
— Deixa comigo — Scorpio murmurou, guardando a caixinha no bolso interno do paletó. — Onde a Olivia e a Sterna estão?
— Estão ajudando a Pandora a organizar o local — explicou Sadi. — Agora vamos, o tempo está correndo e a Amora já deve estar se arrumando.
Eles seguiram para o local combinado, um jardim reservado que ficava nos fundos da propriedade, decorado com luzes de fada e flores roxas, a cor favorita dela. Enquanto Scorpio tentava controlar o tremor nas mãos, as meninas partiram para a missão final: buscar a noiva. Digo, a futura namorada.
Scorpio ficou sozinho por alguns minutos, que pareceram horas. O vento soprava suave, trazendo o perfume das flores. Ele repassava o discurso na cabeça, mas parecia que todas as palavras tinham fugido.
De repente, ele a viu.
Amora vinha caminhando pelo jardim, guiada pelas luzes. Ela estava deslumbrante em um vestido roxo que parecia ter sido feito sob medida para ela. O cabelo estava solto, mas com pequenas mechas presas em formato de coração, um detalhe que fez o coração de Scorpio errar uma batida. Ela parecia uma fada, uma visão que ele não tinha certeza se merecia.
Quando ela chegou perto o suficiente, a música começou a tocar suavemente ao fundo. Era "Aliança", dos Trabalhistas. A letra preenchia o espaço entre eles, dizendo tudo o que Scorpio sentia, mas não conseguia expressar com perfeição.
Ele se virou para ela, sentindo o peso do momento. Amora parou, levando as mãos à boca, os olhos brilhando com as lágrimas que já começavam a se formar.
Scorpio não hesitou mais. Ele se ajoelhou lentamente sobre a grama, tirando a caixinha de veludo do bolso e abrindo-a para revelar o anel que brilhava sob a luz do luar.
— Amora Maria Florentino... — A voz dele falhou por um segundo, mas ele respirou fundo e continuou. — Eu sei que a gente já passou por muita coisa, e eu sei que eu sou um idiota na maior parte do tempo. Mas eu não consigo mais imaginar a minha vida sem você por perto, me dando bronca ou me fazendo rir. Você aceita namorar comigo?
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela melodia da música. Amora parecia ter perdido o fôlego. Ela olhou para o anel, depois para os olhos ansiosos de Scorpio, e um sorriso radiante se abriu em seu rosto.
— SIM! — ela exclamou, a voz embargada pela emoção. — Mil vezes sim, Scorpio!
Ele se levantou rapidamente, sentindo um alívio imenso inundar seu peito. Com cuidado, ele deslizou o anel no dedo dela e, sem conseguir esperar mais nenhum segundo, envolveu a cintura de Amora com os braços, puxando-a para perto.
O beijo que se seguiu foi calmo, doce e cheio de promessas. Era o selo de um novo começo.
Ao longe, escondidas atrás de alguns arbustos, Sofia, Lila e Sadi observavam tudo.
— Eu disse que o plano ia dar certo — sussurrou Sofia, limpando uma lágrima falsa.
— Ele ainda é um idiota, mas é um idiota comprometido agora — Sadi comentou, sorrindo de canto.
— Shhh! — Lila as repreendeu. — Deixem os dois em paz.
Scorpio e Amora, porém, nem notaram as "meliantes" por perto. Naquele momento, o mundo se resumia apenas aos dois, ao som daquela música e à certeza de que, finalmente, estavam exatamente onde deveriam estar. O "Amorpio" era real, e era apenas o começo da história deles.
