
Passeio
Fandom: 💜amora 🖤 scorpio 💙 lila 🦋sadi 🧡sofia(personagem criada por mim e irmã do scorpio)🌺-flora
Criado: 07/08/2026
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O Despertar de um Sonho de Maçã e Sol
A escuridão ainda envolvia o quarto quando o despertador vibrou silenciosamente sobre a mesa de cabeceira. Eram exatamente cinco horas da manhã. Scorpio abriu os olhos, sentindo o peso do sono tentar puxá-lo de volta para os lençóis, mas a motivação de um plano perfeito era mais forte. Hoje não era um dia qualquer; era o dia do passeio especial com Amora.
Ele se levantou, calçou os chinelos e desceu as escadas em direção à cozinha, tentando não fazer barulho. Para sua surpresa, a luz já estava acesa. Sofia, sua irmã caçula, já estava de pé, amarrando um avental que parecia grande demais para ela, enquanto Sadi terminava de organizar os ingredientes sobre a bancada.
— Você está atrasado dois minutos, maninho — sussurrou Sofia, com um sorriso travesso.
— Eu nem acredito que vocês realmente acordaram a essa hora para me ajudar — disse Scorpio, aproximando-se e dando um beijo no topo da cabeça da irmã.
— Alguém precisa garantir que essa torta seja comestível — brincou Sadi, apontando para as maçãs frescas que Flora havia selecionado no dia anterior. — A receita de torta de maçã alada caramelizada exige precisão. Se o caramelo queimar, o piquenique inteiro vai ter gosto de carvão.
Os três começaram a trabalhar em uma harmonia coreografada. Sofia ficou responsável por descascar as maçãs com cuidado, garantindo que as fatias ficassem finas o suficiente para "voarem" de leveza na massa. Sadi cuidava da temperatura do açúcar, observando o momento exato em que o líquido dourado começava a borbulhar e exalar aquele cheiro doce e reconfortante que preenchia a casa.
— O segredo está no toque de canela das fadas — comentou Sofia, jogando uma pitada generosa sobre as frutas. — Amora vai amar. Ela sempre diz que seus presentes são os melhores porque têm dedicação.
Scorpio sorriu enquanto sovava a massa. Ele pensava em Amora, no jeito como ela sorria e em como cada momento ao lado dela parecia uma página de um livro que ele nunca queria parar de ler.
Enquanto a torta assava no forno, espalhando um perfume celestial pela cozinha, Sadi limpou as mãos no avental e olhou para o relógio de parede.
— Bom, minha parte aqui está feita — disse Sadi, pegando sua jaqueta. — Vou encontrar a Flora agora. Nós vamos buscar a Amora para garantir que ela esteja pronta e que não desconfie de nada até chegar aqui.
— Obrigado, Sadi. De verdade — agradeceu Scorpio.
— Não agradeça ainda. Só trate de não derrubar a torta no caminho até a colina — Sadi piscou e saiu pela porta dos fundos, onde Flora já a esperava sob a luz pálida do pré-amanhecer.
Flora estava encostada na cerca, observando as flores do jardim que ainda estavam fechadas. Quando viu Sadi, seus olhos brilharam.
— Tudo pronto na cozinha? — perguntou Flora, começando a caminhar.
— Scorpio está nervoso, mas a torta está linda — respondeu Sadi. — Vamos logo, Amora gosta de dormir, mas hoje o sol não espera por ninguém.
As duas seguiram pelo caminho arborizado até a casa de Amora. O plano era simples: levá-la até o ponto de encontro onde Scorpio a esperaria. No caminho, Flora colheu algumas flores silvestres, montando um pequeno arranjo improvisado.
— Isso vai dar um toque especial ao clima — comentou Flora, prendendo uma flor no cabelo de Sadi, que corou levemente.
Enquanto isso, de volta à cozinha, Scorpio retirava a torta do forno. Ela estava perfeita: a crosta dourada e brilhante por causa do caramelo, as maçãs dispostas de forma que pareciam asas prontas para levantar voo. Ele esperou esfriar o suficiente, colocou-a em um pote térmico especial e a guardou com todo o cuidado do mundo em sua mochila.
— Boa sorte, Scorpio — disse Sofia, dando um abraço apertado no irmão. — Aproveite cada segundo. E não esqueça de contar tudo depois!
— Pode deixar, pequena. Obrigado por tudo — Scorpio pegou a mochila e saiu em direção ao bosque.
O ar da manhã estava fresco e carregado com o cheiro de orvalho. Scorpio caminhou até o pé da colina, perto do bosque, um lugar que eles chamavam de "O Refúgio". Era um ponto estratégico: alto o suficiente para ver o horizonte, mas protegido pelas árvores antigas que pareciam guardar segredos.
Ele mal teve tempo de organizar a toalha xadrez no chão quando ouviu vozes se aproximando. Seu coração acelerou. Entre as árvores, Amora surgiu, guiada por Sadi e Flora. Ela usava um vestido leve e seus olhos brilharam ao ver a cena preparada.
— Bom dia, mon amou! — exclamou Amora, correndo em direção a ele com os braços abertos.
Scorpio a recebeu com um abraço quente, sentindo o perfume dela que sempre o acalmava.
— Bom dia, meu bem — respondeu ele, dando-lhe um beijo carinhoso na testa e depois nos lábios.
— Vocês são muito fofos, mas nossa missão acaba aqui — disse Sadi, sorrindo para o casal.
— Divirtam-se! O sol vai nascer em dez minutos — avisou Flora, antes de se afastar com Sadi, deixando os dois sozinhos na imensidão silenciosa do bosque.
Amora olhou para a pequena montagem do piquenique e depois para o horizonte, onde o céu começava a mudar de um azul profundo para tons de rosa e laranja.
— Você fez tudo isso? — perguntou ela, sentando-se na toalha.
— Tive uma ajudinha da Sofia e das meninas, mas a torta de maçã alada foi por sua causa — Scorpio tirou o pote da mochila e o abriu, revelando a iguaria ainda morna.
— Uau, que lindo, mon amou! — Amora bateu palminhas, encantada. — O cheiro está maravilhoso.
Eles se sentaram lado a lado enquanto o primeiro raio de sol rompia a linha do horizonte. A luz dourada banhou a colina, transformando o orvalho nas folhas em pequenos diamantes brilhantes. O mundo parecia estar acordando só para eles.
— É a manhã mais linda da minha vida — sussurrou Amora, encostando a cabeça no ombro de Scorpio.
— Eu queria que fosse especial — disse ele, passando o braço ao redor dela e puxando-a para mais perto. — Você merece o mundo, Amora. Ou pelo menos o melhor nascer do sol que eu puder te dar.
— Você já me dá o mundo todos os dias — ela respondeu, fechando os olhos por um momento para sentir o calor do sol e o conforto do abraço dele.
Eles ficaram ali, em silêncio, observando a dança das cores no céu. Comeram a torta, que estava exatamente como Sadi previra: perfeita. O caramelo derretia na boca e a massa era tão leve que parecia desaparecer. Entre risadas baixas e trocas de olhares, o tempo parecia ter parado.
— Sabe — começou Amora, quebrando o silêncio confortável —, às vezes eu me pergunto como tive tanta sorte de ter você e esse grupo de amigos tão incríveis.
— Nós cuidamos uns dos outros — Scorpio apertou a mão dela. — E eu sempre vou cuidar de você.
O sol agora já estava alto, iluminando todo o bosque e revelando a beleza vibrante da natureza ao redor. O piquenique de manhã não era apenas sobre comida ou uma vista bonita; era sobre o esforço de acordar cedo, o carinho das mãos que ajudaram a preparar a torta e a paz de estar com quem se ama.
— Bom, acho que o "troço" que você chama de destino realmente caprichou hoje — brincou Amora, lembrando-se de uma gíria interna deles.
— Com certeza — riu Scorpio. — Mas agora, vamos aproveitar o resto do dia. O nascer do sol foi só o começo.
Eles se levantaram, guardaram as coisas com calma e começaram a descer a colina de mãos dadas. Scorpio sabia que, independentemente do que acontecesse no futuro, aquela manhã ficaria guardada em sua memória como um quadro perfeito, pintado com as cores do sol e o sabor doce de uma torta feita com amor.
Ao longe, ele pôde ver Sofia, Sadi e Flora esperando por eles perto da entrada do bosque, curiosas para saber como tinha sido. Scorpio sorriu para si mesmo. A vida era boa, e com Amora ao seu lado, cada amanhecer era uma nova oportunidade de ser feliz.
