
A briga (Edgar é amora)
Fandom: 💜amora 🖤 scorpio 💙 lila 🦋sadi 🧡sofia(personagem criada por mim e irmã do scorpio)🧚♀️Olivia 🌷sterna🌼pandora 🌑 Edgar 🕶kip
Criado: 07/08/2026
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Entre Chamas e Castigos
Oi, troço. Aqui é o Scorpio. Bom, hoje eu encontrei o pai da Amora, mas eu vou explicar melhor depois. O problema é que ele é MUITO, mas muito ciumento com ela. Outro dia mesmo, ele me expulsou do quarto dela sem mais nem menos, e no dia seguinte expulsou a Amora do meu quarto. Ele ainda não sabe que estamos namorando, mas eu combinei que só contaria junto com ela.
Enfim, acordei cedo, estava escovando os dentes quando escutei batidas na porta. Abri e dei de cara com a Amora, super alegre, radiante como um raio de sol que insiste em entrar pela janela.
— Bom dia, dragãozinho! — disse ela, já entrando e se sentando em um puff roxo que ela mesma me deu para colocar no meu quarto.
— Bom dia, meu monamour — respondi, terminando de enxaguar a boca e dando um sorriso de canto.
— Olha, eu estava pensando... acho que devíamos falar para o meu pai que estamos namorando — ela disparou, balançando as pernas no puff.
Senti um frio na espinha. O pai dela, Edgar, não era exatamente o tipo de sogro que te recebe com um abraço.
— Tem certeza disso? — perguntei, arqueando a sobrancelha.
— Por que eu não teria? — Ela inclinou a cabeça, desafiadora.
— Não sei, kkk... Vai que ele resolve me transformar em estátua de gelo ou algo do tipo.
— Deixa de ser bobo! — Ela riu, levantando-se. — Vamos contar no almoço, pode ser?
— Ok, então. No almoço.
O tempo passou arrastado. Cada minuto parecia uma hora enquanto eu tentava mentalizar um escudo invisível contra o olhar fulminante do Edgar. Quando finalmente o sino do castelo tocou anunciando a refeição, meu estômago deu um nó que nem a melhor comida da Dona Dulce resolveria.
Sentamos todos à mesa. O clima estava até que agradável, considerando a tensão que eu carregava. Sadi, Lila, Sterna, Pandora e Olivia conversavam sobre as aulas e as missões da semana. Minha irmã, Sofia, estava ao meu lado, devorando o prato com a energia de sempre.
— A comida está ótima, senhora Dulce — comentou Edgar, limpando os lábios com o guardanapo de forma impecável.
— Verdade — concordou Amora, limpando a garganta e me olhando de soslaio. — A propósito, quero dizer uma coisa, pai.
Edgar levantou os olhos, fixando-os na filha com aquela intensidade que faria qualquer um querer se esconder debaixo da mesa.
— Pode falar, Amora.
— Eu e o Scorpio... estamos... namorando.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Dava para ouvir o barulho de uma mosca voando do outro lado do salão.
— O quê? — A voz de Edgar saiu baixa, mas carregada de uma tempestade iminente.
— Que legal! — exclamou Lila, tentando quebrar o gelo.
— Parabéns, maninho! — Sofia deu um tapinha nas minhas costas que quase me fez engasgar.
— Que orgulho de vocês — disse Pandora, com um sorriso doce.
— Que lindo! — Sterna completou, com os olhos brilhando.
— Finalmente! Depois de tanta enrolação, já não era sem tempo — Olivia comentou, revirando os olhos com diversão.
— Verdade, kkk — Sadi riu baixo, observando a reação do soberano.
Mas Edgar não estava achando graça nenhuma. Ele largou os talheres com um estalo metálico no prato.
— Isso não está certo. Você é muito nova para namorar, Amora. Principalmente com ele.
Amora sentiu o golpe. O rosto dela, antes iluminado, começou a ficar vermelho de indignação.
— Como assim? A gente achou que você iria ficar feliz por nós!
— Não tem como vocês namorarem. Eu proi...
Antes que ele terminasse a palavra "proíbo", Amora levantou da mesa num solavanco, fazendo a cadeira arrastar ruidosamente no chão.
— Olha só, eu não ligo para o que você acha! E você não pode proibir nada! Eu amo o Scorpio e acabou!
Sem dar tempo para réplica, ela pegou minha mão com força, me puxando para fora do salão. Atravessamos os corredores em um vulto até chegarmos ao quarto dela. Ela bateu a porta com tanta força que o quadro na parede balançou. No segundo seguinte, ela desabou, chorando em cima de mim, escondendo o rosto no meu peito.
— Calma... vai ficar tudo bem — eu disse, acariciando o cabelo dela, embora nem eu mesmo tivesse tanta certeza.
— Eu estou cansada, Scorpio... Cansada de ele sempre tentar controlar tudo — ela soluçou.
— Então descansa um pouquinho. Eu estou aqui.
Ficamos ali por um tempo, o silêncio do quarto sendo quebrado apenas pela respiração dela voltando ao normal. Eu estava quase relaxando quando meu fada-fone vibrou no bolso, indicando uma mensagem. Era um número desconhecido.
Chat do Fada-Fone "Iai Scorpio, desce aqui cara, eu sou seu amigo."
Eu franzi a testa. Já sabia exatamente quem estava falando por trás daquela falsa camaradagem. Suspirei, soltei-me gentilmente de Amora, que parecia ter cochilado de exaustão, vesti meu casaco e desci. O castelo estava em um completo silêncio agora, a maioria das pessoas devia estar evitando o corredor real após o barraco no almoço.
Lá fora, perto dos jardins laterais, uma figura encostada na parede acenou com um sorriso cínico.
— Iai, Scorpio — disse Kip, ajustando os óculos escuros mesmo não estando tão sol assim.
— O que você quer, Kip? — perguntei, mantendo a distância e os punhos cerrados nos bolsos.
— Bom... nada demais. Só trocar uma ideia.
— Não acredito que você me fez descer até aqui para jogar papo fora. Se é só isso, estou indo embora.
Virei as costas, mas a voz dele me parou.
— Relaxa, Scorpio! Somos amigos, não somos? Não somos arqui-inimigos. Fiquei sabendo que você está namorando a princesa Amora... — Ele deu um passo à frente, com um brilho malicioso nos olhos. — Ela ficou bem mais linda depois que cresceu, né? Ficou muito li...
Eu não deixei ele terminar. Antes que a última palavra saísse, meu punho se conectou com o maxilar dele com toda a força da minha irritação acumulada do dia. Kip cambaleou para trás, passando os dedos nos lábios que começaram a sangrar imediatamente.
— Fale de novo da minha namorada para você ver! — rosnei, sentindo o calor subir pelos meus braços.
Minhas mãos se incendiaram em chamas alaranjadas e intensas. Joguei uma rajada de fogo que atingiu o chão bem aos pés dele, chamuscando a grama.
— Sai daqui agora! — gritei.
Kip arregalou os olhos, a arrogância desaparecendo em um instante.
— Idiota! — ele resmungou, saindo dali o mais rápido que as pernas permitiam.
— Scorpio Diabrotic! Venha aqui agora!
Congelei. Aquela voz... Olhei para trás e vi Amora parada na entrada lateral, com os braços cruzados e uma pose de quem estava prestes a explodir mais do que eu.
— Kkkk, você se fode-doo... — Kip tentou zombar, ainda se afastando.
Aproveitei que Amora estava olhando para o outro lado por um segundo e acertei outro soco rápido nele, só para garantir que ele calasse a boca. Ela não viu o impacto, mas viu Kip cair novamente.
— O que raios você estava fazendo? E aquele era o Kip? — perguntou ela, aproximando-se com passos pesados.
— Não... — tentei, sem muita convicção.
— Está mentindo na cara dura, Diabrotic! Eu vi o fogo! Eu vi você avançando!
Senti que meu tempo de vida estava se esgotando. Mentalmente, eu já conseguia ler a minha própria lápide: "Rip Scorpio Diabrotic. 28/04 até 07/08. Morto pela própria namorada por ter batido no coleguinha (que mereceu)".
Amora fez um sinal para as guerreiras que faziam a patrulha ali perto.
— Levem ele para a enfermaria — ordenou ela, apontando para o Kip caído. Depois, voltou-se para mim, com os olhos faiscando.
— Desculpa, chuchu... — murmurei, tentando fazer minha melhor cara de cachorro sem dono.
Ela sustentou o olhar sério por alguns segundos, mas depois soltou um suspiro longo, relaxando os ombros.
— Perdoado. Mas nunca mais faça isso, está bom? Não quero você se metendo em briga por bobagem, mesmo que o Kip seja um idiota.
— Tá bom — respondi, sentindo um alívio imenso. Aproximei-me e dei um selinho rápido na bochecha dela.
Ela sorriu por um breve momento, mas logo recuperou a postura autoritária.
— Inclusive... você está proibido de ganhar beijos meus, tá?
— Mas, chuchu! — protestei, indignado.
— Mas nada! De castigo até segunda ordem! — Ela virou as costas e começou a caminhar de volta para o castelo, segurando o riso enquanto eu ia atrás, tentando negociar o fim da minha sentença.
É, o pai dela era um problema, o Kip era um chato, mas o castigo da Amora... esse sim ia ser difícil de aguentar.
