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Oliver x Abbie

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 08/08/2026

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Perseguição nos Corredores de Papel

O silêncio nos corredores da Escola de Papel era sempre enganoso. Para Abbie, cada sombra projetada pelas paredes de cartolina parecia uma ameaça em potencial. Ele apertava o passo, os sapatos pretos batendo apressadamente contra o chão liso. O suor frio escorria por sua têmpora, e o pequeno caule de maçã em seu cabelo balançava conforme ele olhava para trás, desesperado.

Ele sabia que Oliver estava por perto. O valentão de cabelos brancos, conhecido por sua crueldade e por lanchar sabonetes como se fossem doces, havia decidido que Abbie seria seu alvo naquele dia. A risada de Oliver ecoou ao longe, um som travesso e carregado de malícia que fez o estômago de Abbie revirar.

— Onde você está indo, maçãzinha? — a voz de Oliver ressoou, vinda de algum lugar atrás dos armários. — Eu ainda não terminei de brincar com você!

Abbie não respondeu. O pânico tomou conta de seus pulmões, e ele disparou em direção aos dormitórios. Ele precisava de um lugar seguro, um lugar onde pudesse se esconder daquela figura intimidadora com um lápis no lugar do braço esquerdo. Ao chegar em seu quarto, Abbie entrou e trancou a porta com mãos trêmulas, encostando as costas na superfície fria enquanto tentava recuperar o fôlego.

O calor dentro do quarto parecia sufocante. O desespero e a corrida haviam deixado seu corpo em brasa. Ofegante, Abbie sentou-se na beira da cama. Em um impulso causado pelo cansaço extremo e pelo suor que encharcava suas roupas, ele começou a se despir, jogando o colete preto e a camisa branca de lado, buscando qualquer alívio térmico. Ele deitou-se de bruços, fechando os olhos e sentindo o coração martelar contra o peito.

No entanto, a segurança era uma ilusão. Ele não percebeu que a fechadura não havia prendido totalmente ou que Oliver tinha seus próprios métodos para entrar onde quisesse.

Subitamente, uma sensação intensa e inesperada atingiu seu corpo. Abbie sentiu um contato úmido e uma pressão forte em suas nádegas, seguida por um tapa estalado que ecoou no quarto silencioso. O choque elétrico da dor misturada a uma sensação desconhecida fez sua espinha curvar-se.

— Ah! O que... o que é isso?! — Abbie gritou, o rosto enterrado no travesseiro enquanto sua pele ficava escarlate.

Ele tentou se mover, mas o corpo parecia paralisado pelo prazer súbito que começou a irradiar de sua parte inferior. Outro tapa seguiu-se, e a sensação de ser explorado daquela forma o fez soltar um gemido alto, um som que ele tentou abafar, mas que escapou por entre seus dentes.

— Para com isso! Seu idiota! — ele xingou, a voz falhando entre o prazer e a confusão. — Oliver, eu sei que é você!

Abbie congelou quando sentiu a língua de Oliver novamente, trabalhando com uma intensidade que o fazia tremer da cabeça aos pés. Ele olhou por cima do ombro, as pequenas pupilas em forma de fenda dilatadas ao ver o garoto de cabelos brancos ajoelhado atrás dele, com um sorriso satisfeito e olhos brilhando de diversão.

— Você correu tanto, Abbie — disse Oliver, limpando o canto da boca com a mão direita. — Eu achei que você queria que eu te pegasse.

— Eu te odeio! — Abbie gritou, embora seu corpo estivesse reagindo de forma contrária, arqueando-se para buscar mais do contato. — Continua... por favor, não para...

Oliver não precisou de mais incentivos. Ele alternava entre tapas rítmicos que deixavam marcas vermelhas na pele pálida de Abbie e uma sucção voraz que drenava toda a resistência do garoto tímido. Abbie estava em um estado de transe, xingando nomes desconexos e gritando de prazer enquanto seus dedos enterravam-se nos lençóis.

A tensão atingiu o ápice. Abbie sentiu uma onda de calor avassaladora percorrer seu ventre, e com um último grito de êxtase, seu corpo relaxou completamente enquanto o ápice do prazer o dominava. Ele ficou ali, ofegante, o suor brilhando sob a luz fraca do quarto, sentindo o peso do cansaço e da satisfação.

Oliver, porém, não parecia satisfeito. Ele subiu na cama, posicionando-se sobre Abbie. O garoto de cabelos pretos, ainda entorpecido, virou-se de costas e, em um gesto de provocação involuntária, abriu as pernas, expondo-se completamente ao seu agressor.

— Você é muito mais interessante do que eu imaginava — murmurou Oliver, observando a vulnerabilidade de Abbie.

— Cala a boca e faz logo o que você quer — retrucou Abbie, o rosto ainda corado e o peito subindo e descendo rapidamente.

Oliver aproximou-se novamente, mergulhando em uma nova exploração que fez Abbie arquear as costas e gritar novamente. O ciclo de prazer e xingamentos recomeçou, preenchendo o quarto com o som da respiração pesada e do impacto dos corpos contra o colchão, enquanto a hierarquia da escola de papel se perdia entre lençóis e desejos ocultos.

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