
Castigo
Fandom: 💜amora 🖤 scorpio 💙 lila 🦋sadi 🧡sofia(personagem criada por mim e irmã do scorpio)🧚♀️Olivia 🌷sterna🌼pandora 🌑 Edgar 🕶kip 🧜♀️yara🎩floreante
Criado: 08/08/2026
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O Peso das Consequências e o Café da Manhã dos Dragões
— Bom dia, chuchu — eu disse, sentando-me ao lado da Amora e depositando um beijo estalado em sua bochecha, tentando usar todo o meu charme para dissipar a nuvem de autoridade que pairava sobre ela.
— Bom dia, monamoo — ela respondeu, mas o tom de voz não era tão doce quanto o apelido sugeria. Havia aquela firmeza que só a Amora conseguia ter, uma mistura de carinho e "eu ainda mando em você".
O salão de jantar do castelo estava movimentado. O cheiro de café fresco e pães quentes preenchia o ar, mas o clima estava longe de ser relaxante. Eu podia sentir os olhares de todos sobre mim. Edgar, com sua aura de antigo rei, observava tudo em silêncio absoluto, enquanto Pandora e Sterna cochichavam no canto da mesa. Sadi e Olivia pareciam mais interessadas em suas frutas, mas eu sabia que elas estavam ouvindo cada palavra.
— Até quando vou ficar nesse castigo bobo, hein, monamoo? — perguntei, tentando fazer minha melhor cara de cachorro sem dono.
Amora nem sequer desviou os olhos de sua xícara de chá.
— Até a minha segunda ordem, Scorpio. E não me venha com essa cara, você sabe muito bem o que fez.
Yara, que estava sentada à nossa frente, ajeitou uma mecha de seu cabelo azulado e arqueou uma sobrancelha, curiosa.
— O que ele fez exatamente para estar nesse castigo? — perguntou a sereia, com aquela voz melodiosa que sempre parecia carregar um pouco de julgamento.
Amora finalmente me olhou, e o brilho nos olhos dela era de pura indignação.
— O que ele fez, senhorita Yara? Bom, como explicar... ele simplesmente decidiu que seria uma ótima ideia bater no Kip.
Um silêncio desconfortável caiu sobre a mesa. Kip, que estava sentado um pouco mais afastado, ainda com um curativo visível e uma expressão de poucos amigos, resmungou algo ininteligível.
— Scorpio, isso é arriscado — Yara continuou, séria. — Mesmo o Edgar sendo o antigo rei de Florentia, ele ainda comanda muita coisa por aqui. Você quer mesmo arriscar ficar sem sua namorada? Sem a Amora?
— Mas é claro que não! — exclamei, batendo levemente na mesa. — Você acha mesmo que eu quero me separar do meu chuchuzinho? Eu só perdi a cabeça por um momento.
— Eu acho que você quer, sim — rebateu Yara, sem se abalar. — Porque você bateu no Kip, e isso foi uma coisa muito feia. Não se resolvem as coisas assim, especialmente dentro deste castelo.
Minha irmã, Sofia, que até então estava quieta devorando um croissant, resolveu entrar na conversa. E, como sempre, ela não estava do meu lado.
— Isso é verdade — disse Sofia, limpando o canto da boca. — A propósito, o Scorpio não deveria nem ter o número dele. Eu nem entendi o motivo real dessa briga, mas de qualquer jeito, você mereceu o castigo, maninho.
— Até agora está doendo, sabia? — Kip finalmente se manifestou, apontando para o rosto.
— Cala a boca, Kip! — eu rosnei, sentindo o sangue subir.
— Ei! — A voz do Floreante ecoou pelo salão, firme e autoritária, fazendo até os talheres pararem de tilintar. — Não vamos brigar aqui na mesa e nem em outro lugar. Todos estão certos. Scorpio, você poderia até ser preso por isso. Por acaso você quer ficar sem a Amora para sempre? É isso que você quer?
Olhei para o Floreante e depois para a Amora. Ela me observava com uma expectativa que me deu um nó no estômago. Eu sabia que tinha passado dos limites, mas admitir isso na frente de todo mundo — incluindo o Lila, que observava tudo com seus olhos atentos, e a Pandora, que parecia anotar mentalmente cada erro meu — era difícil para o meu orgulho de dragão.
— Mas é óbvio que não — respondi, baixando o tom de voz. — Eu amo a Amora e acabou. Não existe vida sem ela.
Amora suspirou, e seu semblante suavizou apenas um milímetro.
— Então trate de se comportar, meu dragãozinho, ok? — disse ela, colocando a mão sobre a minha. — Você não é um animal selvagem, Scorpio. Você faz parte desta família agora.
— Ok, eu entendi — murmurei, sentindo o peso das palavras dela.
— Vou pensar se tiro você do castigo — ela acrescentou, voltando a tomar seu chá.
— AEEE! — eu gritei, já sentindo a liberdade de volta.
— Não comemora não! — Amora me cortou imediatamente, apontando o dedo para mim. — Eu disse que vou pensar. E, dependendo do seu comportamento hoje, esse "pensar" pode durar mais uma semana.
— Aaaaah... — desabei na cadeira, ouvindo a risadinha abafada da Sadi e da Olivia.
O café da manhã continuou, mas o clima de tensão havia se transformado em algo mais cotidiano. Edgar finalmente quebrou seu silêncio para pedir que passassem a manteiga, e Lila começou a discutir com Sterna sobre os novos jardins do reino.
Eu, por outro lado, permaneci em silêncio, observando a Amora. Ela era a única pessoa capaz de me colocar nos eixos, e por mais que eu odiasse o castigo, eu sabia que ela só fazia isso porque se importava. Olhei para o Kip, que ainda me encarava com desconfiança, e apenas assenti com a cabeça, um pedido de desculpas silencioso que eu esperava que ele entendesse.
— Então, troço, foi isso que aconteceu — murmurei para mim mesmo, enquanto terminava meu suco.
Eu tinha muito o que provar se quisesse reconquistar minha total liberdade, mas por Amora, eu enfrentaria até o exército de Florentia sozinho. Só esperava que o "pensar" dela não demorasse uma eternidade. Tchau!
