Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Fiquei gripado

Fandom: 💜amora 🖤 scorpio 💙 lila 🦋sadi 🧡sofia(personagem criada por mim e irmã do scorpio)🧚‍♀️Olivia 🌷sterna🌼pandora 🌑 Edgar 🕶kip🧜‍♀️yara🎩floreante

Criado: 08/08/2026

Tags

RomanceFatias de VidaDor/ConfortoFofuraFantasiaHistória DomésticaCenário Canônico
Índice

O Amor e a Febre na Mansão dos Mistérios

— Bom dia, monamoo — disse Scorpio, sua voz saindo mais anasalada do que o normal, arrastada por uma congestão que ele tentava ignorar a todo custo.

Amora, que estava distraída ajustando os laços de seu vestido, virou-se bruscamente, com os olhos arregalados de preocupação.

— Meu Deus, monamoo! O que houve? Você está gripado, monamoo! — exclamou ela, levando as mãos às bochechas, em um gesto dramático que era sua marca registrada.

— Não — mentiu Scorpio, tentando forçar um sorriso galanteador que logo foi interrompido por um calafrio que percorreu sua espinha.

Amora cruzou os braços e semicerrou os olhos, aproximando-se dele com uma postura intimidadora, apesar de sua doçura habitual.

— Scorpio Diabrotic, o que eu já falei sobre mentir para mim? — Ela colocou a mão espalmada na testa dele e recuou como se tivesse tocado em uma chapa quente. — Misericórdia, monamoo! Você está queimando de febre!

Pandora, que passava pela sala com um buquê de ervas aromáticas, parou imediatamente ao ouvir o tom elevado da nora. Ela se aproximou do filho com um olhar materno carregado de reprovação.

— Como assim, filhote? Você deveria estar descansando! — Pandora tocou o pescoço de Scorpio, confirmando a temperatura elevada. — Você foi buscar aquelas flores na cachoeira da Yara ontem, não foi? Eu avisei que o sereno da noite não faz bem para ninguém.

— Não se preocupe, mãe... eu estou... ATCHIM! — O espirro de Scorpio foi tão forte que ele quase caiu do sofá. — Eu estou bem.

— Não está, não! — Pandora suspirou, olhando para o relógio de parede. — Ai, logo hoje que eu tenho que ir para o centro de Florentia resolver os preparativos da colheita! Amora, querida, cuida dele para mim?

— Claro, sogra! — Amora respondeu prontamente, mas logo olhou ao redor em busca de reforços. — Mãe, você me ajuda?

Sterna, que estava terminando de conferir sua bolsa de viagem, deu um sorriso de desculpas.

— É que eu também vou para o centro de Florentia com a Pandora, querida. Temos reuniões com os mercadores. A Olivia pode te ajudar, não pode?

Olivia, que estava sentada no canto da sala folheando um livro de feitiços básicos, levantou a mão rapidamente, antes mesmo de ser consultada formalmente.

— É, mas nem vem! Eu tenho dever de casa acumulado e a Sofia prometeu que ia me ajudar com a parte de história das fadas — disse Olivia, apontando para a irmã de Scorpio, que acabara de entrar na sala com uma expressão de quem preferia estar em qualquer outro lugar.

Sofia deu de ombros, cruzando os braços sobre a blusa escura.

— É verdade. Se eu não ajudar a Olivia agora, ela vai reprovar e a culpa vai ser minha. Sinto muito, mano, mas hoje você está nas mãos da Amora.

Nesse momento, Yara e Floreante passaram pelo corredor, caminhando de braços dados. Yara brilhava com aquela aura especial que só as grávidas parecem possuir, embora houvesse uma leve palidez em seu rosto.

— Eu ajudaria, Amora — disse Yara, com sua voz suave que lembrava o som de águas correntes —, mas eu e o Floreante vamos fazer o ultrassom do bebê agora, né, amor?

Floreante abriu um sorriso radiante, ajustando sua cartola com um floreio elegante.

— Sim! Estou doidinho para ver o bebê. Dizem que já dá para ver os dedinhos! — Ele beijou a mão de Yara. — Vamos, minha sereia? Não podemos nos atrasar para a consulta.

— Ok então — suspirou Amora, vendo a sala se esvaziar gradualmente. — Pode deixar, sogra. Eu dou conta desse teimoso.

Pandora deu um beijo na testa do filho e saiu apressada com Sterna. Logo, a casa ficou mergulhada em um silêncio incomum, quebrado apenas pelos fungares de Scorpio.

— Vamos, monamoo. Para o quarto. Agora — ordenou Amora, apontando para as escadas.

— Mas Amora, eu posso ficar aqui no sofá... — tentou protestar ele.

— Sem "mas", Scorpio! Você vai deitar, eu vou pegar os cobertores mais fofos e você vai suar essa febre para fora.

Scorpio, sem forças para discutir, deixou-se ser guiado pela namorada. O trajeto até o quarto pareceu uma eternidade. Seus ossos doíam e a luz que entrava pelas janelas da mansão parecia excessivamente brilhante. Assim que deitou, Amora o cobriu até o queixo.

— Vou buscar um chá e um termômetro. Não ouse sair daí — avisou ela, saindo do quarto com passos determinados.

Enquanto Amora estava na cozinha, Scorpio fechou os olhos. Ele se sentia um tolo. Tinha ido até a cachoeira da Yara para buscar as raras Flores da Lua, que só desabrochavam na umidade extrema, apenas para fazer uma surpresa para Amora. O resultado foi um banho de chuva inesperado e esse resfriado que parecia ter sido conjurado por um bruxo vingativo.

No andar de baixo, Amora encontrou Lila e Sadi na cozinha. Lila estava distraída organizando uns frascos de perfume, enquanto Sadi observava o movimento da rua pela janela.

— Ele está muito mal, Amora? — perguntou Sadi, virando-se com um olhar de simpatia.

— Está um caco, Sadi. O Scorpio é péssimo em ficar doente, ele se recusa a admitir que é humano — comentou Amora, colocando a água para ferver.

— Se precisar de ajuda com alguma poção de cura, o Edgar e o Kip estão lá no jardim testando uns ingredientes novos — sugeriu Lila, borrifando um pouco de essência de lavanda no ar. — Talvez eles tenham algo para baixar a febre mais rápido.

— Obrigada, meninas, mas por enquanto vou tentar o método tradicional da sogra. Chá de mel com limão e muito repouso.

Amora subiu as escadas equilibrando uma bandeja. Quando entrou no quarto, encontrou Scorpio tentando alcançar o controle remoto da televisão, quase caindo da cama no processo.

— Scorpio! — ela gritou, colocando a bandeja na mesa de cabeceira. — O que eu disse sobre ficar quieto?

— Eu só queria ver o jornal de Florentia... — resmungou ele, voltando para debaixo das cobertas.

— O jornal pode esperar. Beba isso.

O dia passou devagar. Amora foi uma enfermeira dedicada, embora um pouco dramática demais. A cada meia hora, ela verificava a temperatura dele, trocava as compressas de água fria em sua testa e contava histórias sobre o que pretendia fazer quando o bebê de Yara nascesse.

— Imagine, monamoo, um mini Floreante ou uma mini Yara correndo por aqui! Eu vou comprar tantas roupinhas de babados! — dizia ela, enquanto Scorpio apenas assentia, sentindo a cabeça latejar.

Por volta das quatro da tarde, Edgar e Kip bateram levemente na porta.

— Trouxemos um tônico — disse Edgar, ajustando seus óculos escuros, que ele nunca tirava, mesmo dentro de casa. — O Kip disse que isso aqui levanta até defunto.

— É uma mistura de raiz de mandrágora com um toque de menta silvestre — explicou Kip, entregando um frasquinho azulado para Amora. — Mas cuidado, dá um pouco de sono.

Scorpio tomou o tônico sem reclamar. A essa altura, ele aceitaria qualquer coisa que fizesse a sensação de estar dentro de um forno desaparecer. Poucos minutos depois, ele caiu em um sono profundo e pesado.

Amora aproveitou o silêncio para organizar o quarto e observar o namorado. Mesmo pálido e com o nariz vermelho, ela o achava o homem mais lindo do mundo. Ela sentou-se na poltrona ao lado da cama e acabou cochilando também, com a cabeça apoiada no colchão.

Quando o sol começou a se pôr, pintando o céu de Florentia com tons de laranja e roxo, Scorpio acordou. A febre parecia ter cedido um pouco, deixando apenas uma sensação de cansaço. Ele viu Amora dormindo ao seu lado e sentiu um aperto no peito. Ela tinha passado o dia inteiro cuidando dele, abrindo mão de suas próprias atividades.

Lentamente, para não acordá-la, ele estendeu a mão e acariciou o cabelo dela.

— Você é incrível, monamoo — sussurrou ele.

Amora despertou com o toque, piscando os olhos e bocejando.

— Scorpio? Você acordou! Como se sente? — Ela tocou a testa dele imediatamente. — Oh, a febre baixou! O tônico do Kip realmente funciona.

— Estou me sentindo melhor, de verdade. Obrigado por cuidar de mim.

Amora sorriu, aquele sorriso que iluminava todo o rosto.

— Você sabe que eu faria qualquer coisa por você. Mas agora, nada de sair da cama ainda. O jantar já vai ser servido e a sogra já chegou do centro. Ela está lá embaixo ajudando a Sofia e a Olivia com a mesa.

— Eu posso descer? — perguntou ele, esperançoso.

— Nem pensar! — Amora levantou-se e ajeitou o vestido. — Vou pedir para trazer uma sopinha para você, monamoo. Eu já volto.

— Ok, chuchu — respondeu Scorpio, soltando um suspiro de resignação, mas com um sorriso nos lábios.

Enquanto Amora descia as escadas, ele ouviu a agitação lá embaixo. A voz de Pandora coordenando a cozinha, as risadas de Olivia e Sofia discutindo sobre algum detalhe do dever de casa, e a voz animada de Floreante contando para quem quisesse ouvir como o bebê era "perfeito" na imagem do ultrassom.

Scorpio se ajeitou nos travesseiros. Ele ainda se sentia fraco, mas estar cercado por aquela família caótica e amorosa era o melhor remédio que poderia existir. Quando Amora voltou, trazendo uma tigela de sopa fumegante e um pedaço de pão caseiro que cheirava a ervas frescas, ele percebeu que, às vezes, ficar doente tinha suas vantagens — especialmente quando se tinha alguém como Amora para transformar um resfriado em uma demonstração de carinho.

— Aqui está, a poção mágica da sogra — disse Amora, sentando-se na beirada da cama e pegando a colher. — E não tente segurar a colher, eu vou te dar na boca.

— Amora, eu não quebrei os braços... — riu Scorpio.

— Shhh! — ela o interrompeu, soprando a sopa com cuidado. — Hoje eu sou a chefe aqui. Abre a boca, monamoo.

E Scorpio, rendido ao charme e ao cuidado de sua amada, obedeceu, sentindo que aquele era, apesar de tudo, um dos melhores dias que passara na mansão.

Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic