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Oliver!:3

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 13/08/2026

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O Nó do Silêncio e o Gosto do Giz

O despertar de Engel foi como emergir de um mergulho profundo em águas turvas. A primeira coisa que sentiu não foi a luz, mas a pressão. Seus pulsos e tornozelos estavam presos, a aspereza das cordas de papel reforçado cortando sua pele clara. Ele tentou se mover, mas seu corpo estava arqueado sobre uma superfície macia, porém firme — uma cama, ele percebeu, escondida nas sombras de uma sala que cheirava a grafite e sabonete de lavanda.

Um pânico frio subiu por sua espinha. Ele tentou gritar, mas sua voz foi sufocada por um pano grosso amarrado firmemente em sua boca. Os sons que saíam eram apenas lamentos abafados, vibrações de terror que morriam antes de alcançar a porta. Seus olhos, grandes e expressivos, brilharam na escuridão, procurando qualquer sinal de saída, qualquer explicação. O suor frio fazia suas penas decorativas pesarem contra o lado da cabeça, e um rubor involuntário de humilhação e medo tingiu suas bochechas de um vermelho vivo.

Passos ecoaram. Eram lentos, deliberados, o som rítmico de botas pesadas contra o chão de papel.

Das sombras, a silhueta surgiu. Cabelos brancos longos, caindo até os joelhos, e aquele braço direito inconfundível: um lápis gigante que parecia uma lança sob a luz fraca. Oliver. O valentão da escola, o garoto que comia sabonete como se fosse doce e que carregava um "A+" de sangue no cabelo, sorria de um jeito que Engel nunca tinha visto antes. Não era apenas maldade; era fome.

— Olha só quem decidiu acordar — disse Oliver, a voz arrastada e carregada de uma diversão cruel. — O grande herói da escola. O protetor dos fracos. Onde está sua coragem agora, Engel?

Oliver se aproximou da cama, o brilho de seus olhos negros fixo na figura indefesa à sua frente. Sem aviso, ele subiu no colchão, engatinhando como um predador até se posicionar sobre as costas de Engel. O peso do valentão fez o ar escapar dos pulmões de Engel em um som abafado e desesperado. O coração de Engel martelava contra as costelas, e o calor do corpo de Oliver sobre o seu o fazia corar ainda mais, uma mistura insuportável de pavor e uma confusão sensorial que ele não conseguia nomear.

Oliver se inclinou, o cabelo branco caindo como uma cortina ao redor dos dois, isolando-os do resto do mundo. Ele aproximou os lábios da orelha de Engel, sentindo o tremor do outro garoto.

— Você sempre tenta salvar todo mundo, não é? — sussurrou Oliver, sua voz enviando arrepios gelados pela espinha de Engel. — Mas quem vai salvar você de mim? Aqui, não há professores. Não há regras. Apenas o lápis e o papel. E eu decidi que vou escrever uma história bem diferente no seu corpo hoje.

Engel fechou os olhos com força, tentando se retrair, mas Oliver não tinha terminado. Com um movimento rápido e bruto, Oliver agarrou a pequena cauda branca de Engel e a puxou com força para cima.

Um grito agudo e sufocado rasgou a garganta de Engel, ecoando contra a mordaça. A dor foi aguda, fazendo suas costas se arquearem e suas mãos, com os dedos pontiagudos, arranharem inutilmente os lençóis. Lágrimas de dor brotaram em seus olhos.

— Shhh... — Oliver riu, uma risada baixa e gutural. — Isso é só o começo da aula, passarinho.

Oliver, movido por um desejo obscuro e possessivo, começou a manipular as roupas de Engel. Com a precisão de quem conhece cada fraqueza alheia, ele abriu a abertura do macacão preto na parte de trás, expondo a pele sensível e a intimidade oculta de Engel. O garoto amarrado soltou um som de puro choque, o rosto ardendo em um rubor que parecia queimar. Ele tentou se debater, mas a força de Oliver e o braço de lápis pressionando suas costas o mantinham fixo no lugar.

O que se seguiu foi uma invasão que Engel nunca poderia ter previsto. Oliver, com um olhar malicioso e focado, inclinou-se e começou a usar a língua de uma forma que desafiava qualquer lógica de bullying. Ele explorou a intimidade de Engel com uma voracidade que misturava crueldade e uma paixão distorcida.

Engel gemeu. O som foi abafado pelo pano, mas a intensidade era clara. Era uma cacofonia de prazer involuntário e dor humilhante. Seu corpo, traindo sua mente, começou a reagir ao estímulo profano. As penas em sua cabeça tremiam, e seus dedos afiados se fechavam em espasmos contra a cama. Oliver parecia saborear cada reação, cada tremor que percorria os músculos de Engel.

— Você gosta disso, não gosta? — Oliver murmurou entre os contatos, a voz carregada de uma malícia apaixonada. — O herói da escola é tão sujo quanto o resto de nós.

O clímax daquela tortura sensorial chegou como uma onda avassaladora. Engel estava perdido em um mar de sensações conflitantes, gemendo desesperadamente sob a mordaça, o corpo tenso até o limite. Oliver, em um estado de êxtase sombrio, sentiu a liberação de ambos. O sêmen manchou a pele e as roupas, um sinal visível da profanação daquela pureza que Engel tanto tentava manter na escola.

Oliver se afastou lentamente, sentando-se nos calcanhares sobre a cama, observando a obra que havia feito. Engel estava exausto, a respiração pesada e errática, o rosto molhado de lágrimas e o olhar perdido no vazio do quarto escuro.

Oliver limpou o canto da boca com as costas da mão esquerda, seus olhos brilhando com um afeto perigoso. Ele não parecia mais apenas o valentão que queria machucar; ele parecia alguém que tinha encontrado seu tesouro mais precioso e o quebrado propositalmente para que ninguém mais pudesse querê-lo.

— Sabe, Engel... — Oliver disse, passando a ponta do dedo pelo "A+" em seu próprio cabelo antes de tocar levemente a bochecha corada do garoto amarrado. — Eu acho que nunca mais vou conseguir comer sabonete depois disso. Você tem um gosto muito melhor.

Ele se inclinou mais uma vez, dando um beijo casto e cruel na testa de Engel, antes de se levantar da cama.

— Não se preocupe — disse Oliver, caminhando em direção à porta enquanto ajeitava sua camisa preta. — Eu volto para a próxima aula. Afinal, você ainda tem muito o que aprender sobre como ser meu.

A porta se fechou com um clique seco, deixando Engel sozinho na escuridão, amarrado, marcado e com o som de seu próprio coração acelerado sendo a única companhia no silêncio opressor da Paper School.

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