
Minhas noites com voce
Fandom: formula 1
Criado: 13/08/2026
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O Aroma de Baunilha e o Silêncio de Mônaco
A luz pulsante da boate em Monte Carlo parecia martelar contra as têmporas de Oscar Piastri. O som do techno de luxo, misturado ao tilintar de taças de cristal e risadas forçadas de celebridades, era exatamente o tipo de ambiente que ele costumava evitar. Oscar preferia a calmaria de seu apartamento, o som técnico dos dados de telemetria ou, no máximo, uma conversa tranquila com suas irmãs. Mas a pressão da mídia após o último Grande Prêmio tinha sido sufocante. Perguntas invasivas sobre sua vida privada, críticas sobre sua postura "robótica" e a perseguição incessante dos paparazzi o fizeram ceder ao convite de alguns conhecidos para "esparecer".
Ele estava encostado no balcão de mármore do bar, vestindo uma camisa de linho azul-escura que delineava perfeitamente seus ombros largos e a postura ereta de atleta. Sem barba, com o rosto limpo e os cabelos castanhos impecavelmente alinhados, ele exalava uma aura de seriedade que mantinha a maioria das pessoas à distância. Oscar era um homem de poucas palavras, devoto ao seu trabalho e àqueles que amava, mas naquela noite, ele se sentia um estranho em um mundo barulhento demais.
Foi quando o aroma de baunilha e açúcar queimado cortou o cheiro pesado de perfumes caros e álcool.
Ao lado dele, uma mulher baixinha tentava, sem muito sucesso, chamar a atenção do barman. Ela usava um vestido de seda verde que realçava seus olhos da mesma cor, e seus cabelos castanhos caíam em ondas suaves sobre os ombros. Ela não parecia pertencer àquele lugar tanto quanto ele. Havia uma doçura genuína em seu rosto, uma calma que contrastava com o caos da pista de dança.
— Acho que ele está mais interessado em servir as modelos do camarote — comentou Oscar, sua voz grave e calma sobressaindo ao ruído.
A mulher se virou, surpresa. Quando seus olhos verdes encontraram os dele, Oscar sentiu algo que nunca havia experimentado. Ele cresceu cercado por mulheres, entendia a sensibilidade feminina e sempre tratou a todos com uma gentileza inata, mas nunca tinha sentido aquele "estalo". Ele era virgem, um segredo que guardava a sete chaves em um mundo de playboys da Fórmula 1, esperando por algo que fizesse sentido.
— Parece que sim — disse ela, abrindo um sorriso pequeno e encantador. — Eu só queria uma água tônica. O açúcar lá dentro está começando a me dar dor de cabeça.
— Eu posso ajudar com isso — Oscar sinalizou para o barman com uma autoridade silenciosa que o homem não pôde ignorar. Segundos depois, uma água tônica e um whisky puro estavam sobre o balcão.
— Obrigada — ela disse, pegando o copo. — Sou Lily.
— Oscar.
— Você não parece estar se divertindo muito, Oscar.
— E você parece que preferia estar em qualquer lugar, menos aqui, Lily — rebateu ele, um meio sorriso surgindo em seus lábios.
Lily soltou uma risada cristalina.
— Sou confeiteira. Tenho minha própria loja a algumas quadras daqui. Geralmente, a essa hora, estou preparando a massa dos croissants, não tentando sobreviver a uma balada em Mônaco.
— Uma confeiteira — repetiu Oscar, sentindo-se estranhamente atraído pela simplicidade dela. — Isso explica o cheiro de baunilha. É melhor que qualquer perfume que senti esta noite.
Lily corou, o que a deixou ainda mais irresistível aos olhos dele. Eles conversaram por quase uma hora, ignorando a música e as pessoas ao redor. Lily não sabia quem ele era — ou, se sabia, não se importava com o piloto da McLaren. Ela via apenas o homem sério, de costas enormes e mãos gentis, que a ouvia como se cada palavra dela fosse um segredo precioso.
— O barulho está ficando insuportável — disse Oscar, aproximando-se do ouvido dela. O calor do corpo dele a fez estremecer. — Quer sair daqui?
Lily olhou para ele, vendo a sinceridade em seus olhos castanhos.
— Quero.
O ar da noite de Mônaco estava fresco, carregado com o cheiro do mar. Oscar caminhou ao lado dela até o seu apartamento, um refúgio de luxo e silêncio. Ele era um milionário, mas sua casa era minimalista, refletindo sua busca por paz.
Assim que a porta se fechou, o silêncio se tornou denso, carregado de uma eletricidade que ambos vinham reprimindo desde o bar. Oscar a olhou, a luz da lua entrando pelas grandes janelas de vidro, iluminando a pele clara de Lily.
— Lily — ele começou, a voz rouca —, eu nunca... eu não costumo fazer isso.
— Eu também não — confessou ela, dando um passo em direção a ele, diminuindo a distância entre suas estaturas.
Oscar envolveu a cintura dela com suas mãos grandes, sentindo a delicadeza de seu corpo contra o seu. Ele era forte, treinado para aguentar forças G extremas, mas naquele momento, sentia que poderia quebrar se não a tocasse com cuidado. Ele inclinou a cabeça, o nariz roçando o dela, respirando o aroma doce que emanava de sua pele.
O primeiro beijo foi exploratório, quase tímido. Mas a resposta de Lily foi imediata, suas mãos subindo pelo peito largo de Oscar até se enterrarem em seus cabelos castanhos. O beijo se aprofundou, tornando-se urgente. Oscar a pegou no colo com facilidade, levando-a para o quarto.
Naquela noite, o piloto que todos julgavam ser frio e calculista revelou-se um homem de uma paixão avassaladora e uma ternura inesperada. Apesar de sua inexperiência, sua devoção em agradá-la era absoluta. Cada toque era carregado de uma reverência quase sagrada. As costas largas de Oscar, que Lily arranhou levemente em meio ao prazer, eram o porto seguro onde ela se perdeu. Foi uma noite quente, intensa, onde o suor e os sussurros substituíram o ronco dos motores.
Na manhã seguinte, a luz do sol de Mônaco invadiu o quarto. Oscar acordou primeiro, observando Lily dormir. Ela parecia um anjo entre os lençóis de algodão egípcio. Pela primeira vez em muito tempo, a mente dele não estava correndo a trezentos quilômetros por hora.
Lily despertou lentamente, encontrando o olhar atento de Oscar.
— Bom dia — disse ela, a voz sonolenta.
— Bom dia — respondeu ele, afastando uma mecha de cabelo do rosto dela. — Eu estava pensando... você disse que tem uma confeitaria.
— Tenho. Por quê?
Oscar sorriu, um sorriso aberto e genuíno que raramente mostrava às câmeras.
— Porque eu adoraria descobrir se seus doces são tão bons quanto o seu perfume. E porque eu não quero que essa tenha sido apenas uma noite de balada.
Lily sentou-se na cama, puxando o lençol contra o peito, os olhos verdes brilhando.
— Você é um homem muito sério, Oscar Piastri.
— Sou sério sobre as coisas que valem a pena — afirmou ele, aproximando-se para um beijo calmo. — E acho que você vale muito a pena.
Lily sorriu, sentindo o coração calmo e, ao mesmo tempo, acelerado.
— Então, acho que posso te dar um tour pela cozinha. Mas aviso logo: eu sou muito exigente com meus clientes.
— Eu sou ótimo em seguir instruções — disse Oscar, puxando-a para um abraço, sentindo que, finalmente, tinha encontrado a paz que tanto buscava, longe das pistas e sob o aroma de baunilha.
