
Diddy Kong e K.rool
Fandom: Donkey kong
Criado: 13/08/2026
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O Refém do Rei Crocodilo
A densa folhagem da Ilha Donkey Kong sussurrava com o vento úmido da tarde, mas para Diddy Kong, o som era apenas um ruído de fundo comparado às batidas aceleradas de seu próprio coração. Ele estava correndo. Por que estava correndo? Talvez tivesse pregado uma peça em um de seus amigos, ou talvez estivesse apenas explorando áreas onde Donkey Kong o havia proibido de ir. O fato era que o pequeno macaco atravessava a vegetação como um raio vermelho, saltando sobre raízes expostas e desviando de cipós pendentes.
Ele não estava olhando para frente, mas sim para trás, rindo de sua própria audácia, até que o mundo parou de repente.
Diddy sentiu o impacto antes mesmo de entender o que havia acontecido. Foi como colidir com uma parede de couro quente e macio. O choque o jogou para trás, fazendo-o quicar no chão gramado. Ele soltou um guincho de surpresa, tonto, e quando abriu os olhos, a visão era imponente. À sua frente, erguia-se uma montanha verde e dourada.
A primeira coisa que Diddy viu foi a enorme barriga, coberta por uma placa peitoral dourada que brilhava sob os raios de sol que filtravam pelas árvores. Era vasta, arredondada e parecia estranhamente convidativa, apesar do perigo que representava o dono daquela anatomia. Olhando mais para cima, ele encontrou o olho esquerdo injetado de sangue e a coroa de ouro levemente torta na cabeça do Rei K. Rool.
— Oh... o que temos aqui? — A voz do rei dos Kremlings saiu como um trovão rouco, carregada de um divertimento malévolo. — Um macaquinho travesso caiu direto no meu colo.
Diddy Kong sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele tentou se levantar rapidamente, as mãos pequenas tateando o chão em busca de equilíbrio.
— Espera, K. Rool! — exclamou Diddy, a voz falhando levemente. — Eu... eu já estava saindo! Foi um erro, eu juro!
K. Rool soltou uma gargalhada profunda que fez sua barriga imensa oscilar como uma gelatina pesada. Ele não parecia nem um pouco interessado em deixar sua presa escapar tão facilmente. Com um movimento surpreendentemente ágil para alguém de seu tamanho, o crocodilo se inclinou e estendeu seus braços robustos.
— Nada disso, pequeno — disse K. Rool, um sorriso de dentes afiados cruzando seu rosto escamoso. — Vem com o papai.
Antes que Diddy pudesse protestar ou dar um salto para longe, as mãos grandes de K. Rool o agarraram. Com um movimento firme, o rei crocodilo suspendeu o macaquinho e o encaixou firmemente debaixo de sua axila. Diddy se viu prensado entre o braço musculoso do vilão e o lado de sua barriga protuberante.
— Ei! Me solta! — Diddy esperneou, mas era como tentar lutar contra um tronco de árvore.
K. Rool não deu atenção aos protestos. Ele começou a caminhar pela floresta, ignorando o caminho principal e adentrando a mata fechada. O passo do rei era pesado, fazendo o chão vibrar levemente a cada pisada. Diddy, preso naquela posição inusitada, sentia cada movimento do corpo do crocodilo.
— Para onde você está me levando? — perguntou Diddy, embora o medo estivesse começando a dar lugar a uma curiosidade confusa. O aperto de K. Rool era firme, mas não o estava esmagando; era quase como se o rei estivesse carregando um tesouro valioso.
— Para bem longe dos seus amigos barulhentos — respondeu K. Rool, olhando de soslaio para o pequeno primata sob seu braço. — Hoje, você será minha companhia. Eu me canso de lidar com subordinados incompetentes. Você, pelo menos, é divertido de olhar.
À medida que avançavam, o calor corporal de K. Rool envolvia Diddy. O macaquinho estava encostado diretamente na lateral daquela barriga lendária. Ele não pôde evitar notar o quanto ela era macia, apesar das escamas grossas que cobriam o restante do corpo do rei.
— Sabe, K. Rool... — começou Diddy, tentando encontrar uma forma de aliviar a tensão. — Você é muito barrigudo. Tipo, muito mesmo.
K. Rool parou por um segundo, e Diddy temeu ter ido longe demais. No entanto, para sua surpresa, o rei soltou uma risada ruidosa e genuína, que fez o corpo de Diddy vibrar junto com o peito do crocodilo.
— Ora, veja só! — exclamou K. Rool, dando um tapinha na própria barriga com a mão livre, produzindo um som oco e profundo. — Isso aqui é o sinal de um rei próspero, pequeno macaco. É poder, é autoridade! Aceito isso como o melhor elogio que recebi em semanas.
Diddy piscou, surpreso com a reação. Ele se ajeitou melhor, embora ainda estivesse preso sob a axila do rei. O cheiro de K. Rool era forte — uma mistura de pântano, couro velho e o aroma metálico de sua armadura dourada. Era um cheiro selvagem, mas estranhamente reconfortante naquela situação bizarra.
K. Rool continuou a caminhada, decidindo que aquele era o momento perfeito para se afastar de tudo. Ele se sentou na base de uma árvore colossal, cujas raízes eram tão grandes quanto sofás. Ele não soltou Diddy; em vez disso, manteve o macaquinho pressionado contra seu flanco e sua barriga enquanto se acomodava.
— Você é pesado — comentou Diddy, sentindo a pressão da massa do crocodilo ao lado dele.
— E você é barulhento — retrucou K. Rool, mas não havia raiva em sua voz. — Mas acho que posso me acostumar com isso por hoje.
O rei começou a falar, não sobre planos de roubar bananas ou destruir a ilha, mas sobre as velhas histórias do pântano. Ele falava de como era ser o líder de uma horda de Kremlings que mal sabiam marchar em linha reta. Diddy ouvia, inicialmente por falta de opção, mas logo se viu envolvido pela narrativa dramática do vilão.
— Eles não entendem a visão, Diddy — disse K. Rool, gesticulando com a mão livre enquanto a outra ainda mantinha o macaco seguro. — Eles só pensam em morder e bater. Um rei precisa de mais. Um rei precisa de... de um legado.
Diddy olhou para cima, vendo o perfil do crocodilo contra o céu alaranjado do entardecer. Ele percebeu que, naquele momento, K. Rool não parecia o monstro que tentava dominar o mundo, mas apenas um velho réptil solitário em busca de alguém que não tivesse medo dele — ou que, pelo menos, fosse obrigado a ouvi-lo.
— Você fala muito, sabia? — Diddy sorriu timidamente.
— E você ouve pouco — K. Rool rebateu, balançando a barriga de propósito, o que fez Diddy saltar levemente em seu lugar. — Mas hoje, você é meu convidado de honra. Ou meu prisioneiro de luxo. Escolha o termo que preferir.
K. Rool levantou-se novamente, decidindo que ainda não estavam longe o suficiente. Ele queria um lugar onde ninguém, nem mesmo Donkey Kong, os encontrasse. Ele caminhou por riachos rasos e subiu encostas, mantendo Diddy Kong firmemente sob sua axila, o corpo do macaquinho aquecido pelo contato constante com sua barriga.
Diddy já não tentava mais escapar. Havia algo de estranhamente protetor no modo como K. Rool o segurava. O cheiro forte do crocodilo já não o incomodava mais; era apenas o cheiro de seu captor, que agora agia mais como um guardião excêntrico.
— Sabe — disse K. Rool, enquanto entravam em uma clareira isolada e densamente arborizada —, talvez eu devesse te manter assim para sempre. Um pequeno mascote para o Rei. O que acha, macaquinho?
— Acho que o Donkey Kong ficaria bem bravo — respondeu Diddy, embora estivesse rindo.
— Deixe aquele brutamontes para lá — desdenhou K. Rool, sentando-se novamente e, desta vez, permitindo que Diddy se acomodasse de forma mais relaxada, embora ainda sem soltá-lo totalmente de seu abraço lateral. — Aqui, o silêncio é meu. E agora, é seu também.
O rei crocodilo olhou para o pequeno Diddy e, por um momento, a expressão de vilania desapareceu, substituída por algo que lembrava uma afeição bruta. Ele era o Rei dos Kremlings, o terror dos mares, mas ali, no coração da floresta, ele era apenas um pai improvável para um macaquinho que tinha corrido na direção errada.
E assim, os dois ficaram sozinhos na quietude da floresta. K. Rool balançava sua barriga ocasionalmente, rindo das piadas curtas de Diddy, enquanto o sol desaparecia no horizonte, selando aquele dia como o início de uma amizade — ou de um parentesco — que ninguém na Ilha Donkey Kong jamais acreditaria ser possível.
