
Conhecendo beacon hills
Fandom: Teen wolf/vida pessoal
Criado: 15/08/2026
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Onde o Real e o Sobrenatural se Encontram
O sol da Califórnia tinha um brilho diferente naquela tarde, algo que parecia ter saído diretamente de um filtro de edição de vídeo, mas Karen sabia que era real. O vento morno soprava seus cachos, e ela ajustou os óculos escuros enquanto olhava para a placa de sinalização na estrada. Ao seu lado, no banco do passageiro do Jeep alugado — uma escolha proposital, é claro —, Karinna revisava o cronograma no tablet, mas seus olhos brilhavam com uma antecipação que nenhuma reunião de negócios jamais causara.
— Você tem certeza que é por aqui, amor? — perguntou Karinna, ajeitando uma mecha de seu cabelo castanho atrás da orelha. — O GPS está ficando meio instável desde que entramos nessa área florestal.
Karen sorriu, apertando o volante com as mãos adornadas pelo anel de noivado que ainda parecia surreal em seu dedo.
— É exatamente por isso que eu sei que estamos no caminho certo — respondeu Karen, a voz carregada de entusiasmo. — Se o sinal começar a falhar e as árvores parecerem que guardam segredos milenares, então estamos chegando na nossa Beacon Hills da vida real.
Elas formavam uma dupla e tanto. Karen, aos 22 anos, havia conquistado a internet com seu carisma e autenticidade, tornando-se uma das influenciadoras mais requisitadas do Brasil. Karinna, aos 21, era o cérebro por trás da marca, uma empresária nata que transformava a imagem da noiva em um império. Mas, ali, longe dos contratos e dos ring lights, elas eram apenas duas fãs que cresceram assistindo a adolescentes se transformarem em lobisomens e lutarem contra o mal.
— Olha só aquela reserva — Karinna apontou para a imensidão verde à direita. — Parece exatamente onde o Scott e o Stiles procuraram o corpo no primeiro episódio.
Karen estacionou o carro no acostamento de uma estrada de terra batida. O silêncio da floresta era interrompido apenas pelo som dos pássaros e pelo estalo das folhas secas. Elas desceram do veículo, sentindo a energia do lugar.
— Sabe o que é mais louco? — Karen disse, aproximando-se de Karinna e passando o braço pela cintura da noiva. — Há cinco anos, a gente assistia a essa série escondida no quarto, sonhando em ter uma vida incrível. E agora, olha onde a gente está.
Karinna encostou a cabeça no ombro de Karen, suspirando de satisfação.
— A gente conseguiu, né? A empresa, a sua carreira, e agora... isso. O nosso "felizes para sempre" está só começando.
— Eu só espero que não apareça nenhum Alpha por aqui — brincou Karen, fazendo Karinna rir.
— Se aparecer, eu cuido do marketing dele e você faz um publipost sobre como o uivo dele é tendência — rebateu Karinna, fazendo as duas caírem na gargalhada.
Elas caminharam um pouco pela trilha, sentindo a conexão com o lugar que tanto povoou suas imaginações. Para a maioria das pessoas, era apenas uma floresta na Califórnia que serviu de locação. Para elas, era o cenário onde aprenderam sobre lealdade, matilha e amor.
— — Ei, olha aquilo ali — Karinna apontou para uma construção antiga, meio escondida pela vegetação. — Não parece a mansão Hale?
Karen estreitou os olhos, o coração batendo mais forte.
— — Parece muito. Vamos chegar mais perto?
— — Karen, se a gente for atacada por um Kanima, eu vou te matar antes dele — brincou Karinna, mas já estava seguindo a noiva.
Elas se aproximaram das ruínas, e Karen sentiu um arrepio na espinha. Não era medo, era reverência. Ela pegou o celular, mas hesitou antes de abrir a câmera.
— — Você não vai filmar? — perguntou Karinna, surpresa. — Seus seguidores iam enlouquecer com esse conteúdo.
— — Sabe de uma coisa? — Karen guardou o telefone no bolso da calça jeans. — Pela primeira vez em muito tempo, eu quero que esse momento seja só nosso. Sem stories, sem hashtags. Só a Karen e a Karinna em Beacon Hills.
Karinna sorriu, um sorriso doce e cheio de orgulho.
— — Eu amo essa sua versão "off-line".
— — E eu amo que você é a única pessoa que realmente conhece ela — Karen se aproximou, selando a distância entre as duas com um beijo calmo e profundo.
O vento soprou mais forte, balançando as copas das árvores. Por um segundo, Karen jurou ter ouvido o som de um galho quebrando, como se alguém — ou algo — as observasse de longe. Ela olhou em volta, mas não havia ninguém. Apenas a natureza e a história que elas carregavam consigo.
— — Vamos para a cidade? — sugeriu Karinna. — Eu vi que tem uma lanchonete que é a cara do Beacon Drive-In.
— — Com certeza! Eu estou morrendo de fome — Karen concordou, começando a caminhar de volta para o Jeep. — Mas se eu vir um Jeep azul igual ao do Stiles, eu não respondo por mim. Eu vou gritar.
— — Você já está gritando, Karen — riu Karinna.
Enquanto voltavam para o carro, Karen sentiu uma gratidão imensa. A vida de influenciadora era glamourosa, mas exaustiva. Ter Karinna ao seu lado, não apenas como sua empresária, mas como sua âncora, era o que a mantinha sã. Elas eram a matilha uma da outra.
Ao entrarem no carro, Karinna pegou a mão de Karen e a beijou.
— — Sabe, eu estava pensando... — Karinna começou, com um olhar travesso. — E se a gente fizesse o casamento com uma temática sutil de Teen Wolf? Nada cafona, só alguns detalhes.
Karen arregalou os olhos, animada.
— — Karinna, você é um gênio! Podemos usar tons de azul e prata, e talvez colocar "Not All Monsters Do Monstrous Things" em algum lugar da decoração.
— — Viu? É por isso que eu sou a empresária — Karinna piscou. — Eu dou a ideia e você transforma em ouro.
Elas dirigiram em direção ao centro da pequena cidade, conversando sobre planos futuros, sobre a casa que estavam construindo e sobre como a viagem estava sendo perfeita. Beacon Hills, real ou fictícia, tinha trazido para elas uma sensação de encerramento de um ciclo e o início de outro, muito mais maduro e sólido.
Ao chegarem na lanchonete, o ambiente era nostálgico. O cheiro de hambúrguer e batata frita impregnava o ar, e as cabines de couro vermelho completavam a estética dos anos 90 que a série tanto emulava.
— — Duas porções de batatas fritas e dois milkshakes, por favor — pediu Karinna ao garçom.
— — De chocolate para ela e morango para mim — completou Karen.
Enquanto esperavam, Karen observou o movimento da rua pela janela. Ela viu jovens caminhando com mochilas, casais de mãos dadas e a vida comum acontecendo.
— — É engraçado, né? — comentou Karen em voz baixa. — A gente passa tanto tempo querendo viver em um mundo de fantasia, mas a nossa realidade é muito melhor.
— — Com certeza — concordou Karinna, segurando a mão da noiva sobre a mesa. — Mas a fantasia nos deu coragem para buscar o que a gente tem hoje.
— — Você tem razão.
O garçom trouxe os pedidos, e por um momento, o tempo pareceu parar. Elas riram, comeram e planejaram os próximos passos da viagem. Karen acabou cedendo e tirou uma única foto das mãos delas entrelaçadas sobre a mesa, com os anéis brilhando e os milkshakes ao fundo.
A legenda seria simples quando ela decidisse postar: "Encontramos a nossa Beacon Hills. E descobrimos que o maior mistério de todos é como eu tive tanta sorte de encontrar você."
— — Vamos para o hotel? — perguntou Karinna depois de pagarem a conta. — Amanhã temos que acordar cedo para ver o pôr do sol no mirante que os fãs dizem ser o "Lookout Point".
— — Vamos. Mas só se você prometer que não vai atender nenhuma ligação de trabalho até chegarmos lá — Karen impôs, fingindo seriedade.
— — Promessa de escoteira — Karinna ergueu a mão direita. — Ou melhor, promessa de Banshee.
— — Então vamos, Lydia Martin — Karen brincou, puxando-a para fora.
A noite na Califórnia caiu suavemente. Enquanto o Jeep se afastava das luzes da cidade em direção ao hotel, as duas noivas seguiam juntas, prontas para enfrentar qualquer vilão que a vida pudesse lançar no caminho delas, sabendo que, contanto que estivessem juntas, elas seriam invencíveis. Afinal, em sua própria história, elas eram as protagonistas, as heroínas e o final feliz, tudo ao mesmo tempo.
