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FPE Dormen dark au( Claire x Engel!

Fandom: FPE Dormen dark au

Criado: 15/08/2026

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UA (Universo Alternativo)SombrioPWP (Enredo? Que enredo?)DistopiaLinguagem ExplícitaEstudo de PersonagemRomanceAngústia
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Sinfonia de Metal e Desejo sob a Névoa

O silêncio daquela floresta densa e sombria não era mais preenchido pelo som das folhas secas sob os pés ou pelo vento gélido que cortava as árvores. Agora, o ar estava espesso, carregado com um calor úmido e o som rítmico de respirações descompassadas. Engel, com seus longos cabelos brancos agora grudados na testa pelo suor, mantinha uma expressão que oscilava perigosamente entre a fúria e o êxtase absoluto.

Claire estava de joelhos diante dele, a franja Chanel bagunçada cobrindo parcialmente seus olhos brancos, que brilhavam com uma mistura de medo residual e uma fome insaciável que ela mal conseguia compreender. O beijo anterior ainda queimava em seus lábios, mas o foco de ambos agora estava voltado para a sensação elétrica e invasiva que emanava de seus próprios corpos.

Escondido sob as roupas, o dispositivo vibratório — um objeto de metal liso e aquecido — pulsava intensamente dentro da intimidade de cada um. A tecnologia daquela AU sombria parecia ter vida própria, zumbindo contra a carne sensível e enviando ondas de choque que faziam os dedos em forma de garra de Engel se enterrarem na terra úmida.

— Isso... isso é ridículo — rosnou Engel, a voz saindo mais como um gemido sufocado do que como uma reclamação. — Você deveria estar com medo, Claire. Por que você não está correndo?

Claire olhou para cima, o rosto vermelho e as pupilas dilatadas. Ela sentia a vibração quente dentro de si aumentando, acompanhando o ritmo acelerado de seu coração.

— Eu não consigo... — sussurrou ela, a voz trêmula. — Engel, está queimando. Por favor...

Engel deu um sorriso malicioso, embora seus olhos estivessem semicerrados pelo prazer que tentava, sem sucesso, reprimir. Ele se aproximou dela, o cachecol branco meio caído, revelando a tensão em seu pescoço.

— Quer que eu pare? — provocou ele, aproximando o rosto do dela. — Ou quer que eu aumente a intensidade?

Claire soltou um soluço abafado. Ela não sabia o que era pior: a humilhação de estar naquela posição ou a necessidade desesperada de que aquela sensação nunca terminasse. Ela levou as mãos trêmulas à cintura de Engel, sentindo a vibração emanar dele também.

— Mais rápido — ela murmurou, quase inaudível. — Por favor, Engel... mais rápido.

Engel soltou um riso rouco, um som que misturava sua natureza fria e calculista com a luxúria que o consumia. Ele alcançou o controle que ditava o ritmo dos dispositivos. Com um movimento brusco de seus dedos pontiagudos, ele girou o seletor para o nível máximo.

O zumbido tornou-se um rugido baixo e constante.

— Ah! — Claire arqueou as costas, o grito de prazer escapando por entre seus lábios enquanto ela se agarrava ao moletom cinza de Engel.

— Merda... — Engel praguejou, fechando os olhos com força. As penas em sua cabeça tremiam violentamente. A vibração agora era tão intensa que parecia derreter seus ossos. — Você é... uma garotinha tão faminta, não é, Claire?

Ele a puxou pelo queixo novamente, forçando-a a olhar para ele. O contraste entre o branco puro de seus cabelos e a vermelhidão de seus rostos era gritante sob a luz pálida da lua que filtrava pelas copas das árvores.

— Olhe para mim enquanto se perde — ordenou ele, a voz falhando. — Veja o que você está fazendo comigo.

Claire obedeceu, as lágrimas escorrendo por suas bochechas enquanto ela se perdia no ritmo frenético. O calor do vibrador dentro dela parecia estar em sincronia com o dele. Era uma dança de metal e carne, um ciclo vicioso de dor prazerosa. Eles começaram a se mover um contra o outro, buscando qualquer atrito adicional que pudesse aliviar a pressão insuportável que crescia em seus ventres.

— Engel... eu vou... eu não aguento! — Claire exclamou, a saia preta amarrotada enquanto ela se esfregava desesperadamente contra ele.

— Eu também... droga, Claire! — Engel perdeu a compostura. O jovem calculista desapareceu, dando lugar a um rapaz dominado pelos sentidos. Ele a abraçou com força, enterrando o rosto no pescoço dela, sentindo o cheiro de suor e medo que emanava da garota.

O ritmo aumentou ainda mais. A floresta parecia girar ao redor deles. Cada pulso do dispositivo era como um golpe de misericórdia em sua sanidade. Eles estavam no limite, à beira de um abismo de sensações que nenhum dos dois jamais havia explorado naquela realidade distópica.

— Agora! — Engel gritou, a voz ecoando entre as árvores.

Em um espasmo violento e sincronizado, ambos travaram. Claire soltou um grito agudo que foi abafado pelo ombro de Engel, enquanto ele rosnava, o corpo inteiro retesado como uma corda de violino prestes a arrebentar. O ápice veio como uma explosão de calor branco, uma onda de prazer tão forte que os deixou momentaneamente cegos.

O sêmen escorreu pelos dispositivos, misturando-se ao lubrificante e ao suor, manchando as roupas e a pele enquanto o prazer transbordava. O som dos vibradores diminuiu gradualmente até se tornar apenas um zumbido distante, antes de finalmente silenciar.

O silêncio que se seguiu foi absoluto, quebrado apenas pelos sons pesados de seus pulmões buscando ar.

Engel soltou Claire lentamente, deixando-a cair sentada no chão coberto de folhas. Ele se encostou em uma árvore próxima, deslizando até o chão, com as pernas abertas e a cabeça jogada para trás. O suor pingava de seu queixo, e seu peito subia e descia em um ritmo frenético.

Claire estava em um estado semelhante. Seus olhos brancos estavam desfocados, e ela limpou a boca com as costas da mão, ainda sentindo o formigamento residual em todo o seu corpo. A timidez parecia ter sido drenada dela, substituída por um cansaço profundo e uma estranha sensação de pertencimento.

— Você está... bem? — Engel perguntou depois de alguns minutos, a voz voltando ao tom baixo e controlado, embora ainda houvesse um resquício de rouquidão.

Claire olhou para ele e, pela primeira vez, não sentiu apenas medo. Ela viu o jovem frio e perigoso vulnerável, tão exausto quanto ela.

— Sim — ela respondeu, ajeitando a gola de babados de sua camisa cinza. — Eu acho que sim.

Engel olhou para o lado, tentando esconder o rubor que ainda insistia em permanecer em suas bochechas. Ele estendeu a mão, não com as garras prontas para ferir, mas em um gesto desajeitado de auxílio.

— Vamos sair daqui — disse ele, levantando-se e limpando a sujeira de suas calças pretas. — A noite ainda não acabou, e este lugar não é seguro.

Claire aceitou a mão dele, sentindo o calor residual de sua pele. Ela se levantou, limpando a saia e tentando recuperar a dignidade que a floresta havia roubado. Enquanto caminhavam lado a lado, o medo inicial de Claire havia se transformado em algo muito mais complexo e sombrio, uma ligação forjada no prazer e na irritação mútua.

Engel não olhou para trás, mas manteve o passo lento para que ela pudesse acompanhar. Na escuridão daquela AU, eles haviam encontrado um tipo diferente de luz, uma que queimava e consumia, mas que, por um breve momento, os fez sentir vivos.

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