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Fandom: marido rico

Criado: 15/08/2026

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Entre Sedas e Promessas em Mônaco

O sol de Mônaco filtrava-se pelas enormes janelas do chão ao teto da cobertura, banhando o closet principal com uma luz dourada que fazia as joias sobre a ilha central cintilarem. Lily Piastri suspirou, observando as três malas de grife abertas sobre o tapete de veludo. Embora vivesse cercada por aquele luxo há anos, ela nunca perdia a sensação de que morava em um castelo moderno, um santuário de vidro e aço que Oscar construíra para eles.

— A senhora acha que este vestido de linho branco é apropriado para o jantar de recepção em Ibiza, ou prefere o modelo em seda azul-marinho? — perguntou Agatha, sua assistente pessoal, segurando as duas peças com luvas brancas impecáveis.

Lily sorriu, passando a mão pelos cabelos claros.

— O de seda, Agatha. Oscar sempre diz que o azul combina com a cor do mar, e como é nosso aniversário de quatro anos, quero que tudo esteja perfeito.

— Com certeza estará, senhora Piastri — respondeu a assistente, começando a dobrar a peça com uma precisão cirúrgica. — O senhor Piastri já confirmou que o jato estará pronto às oito da manhã.

Lily sentou-se em uma poltrona de couro macio, observando o movimento. As últimas semanas tinham sido um teste para sua paciência. A lembrança daquela secretária substituta na sede da Piastri Global ainda trazia um gosto amargo à boca. Ser barrada na recepção da empresa do próprio marido, ser olhada de cima a baixo como se fosse uma intrusa qualquer, tinha ferido seu orgulho. Ela se lembrava de ter corrido para o salão de Hannah, chorando enquanto as unhas eram pintadas, sentindo-se pequena diante da frieza corporativa que cercava Oscar.

Mas Oscar... Oscar era diferente. No momento em que soube, ele não apenas demitiu a funcionária, como passou três dias inteiros voltado exclusivamente para Lily, cobrindo-a de flores, joias e, o mais importante, de sua atenção silenciosa e protetora. Ele era um homem de poucas palavras, mas suas ações gritavam devoção.

— Ele ainda está no escritório? — perguntou Lily, olhando para o relógio Cartier em seu pulso.

— Sim, senhora. O senhor Piastri mencionou que precisava fechar os contratos da expansão asiática antes de entrar oficialmente em modo de férias — explicou Agatha.

Lily levantou-se, decidida.

— Vou levar um café para ele. Ele provavelmente esqueceu que precisa descansar para a viagem.

— A senhora sabe que ele não gosta de ser interrompido, mas... — Agatha sorriu discretamente — para a senhora, ele sempre abre uma exceção.

Lily atravessou os corredores da cobertura de cinco andares. O silêncio era preenchido apenas pelo som suave de seus passos no mármore e pelo murmúrio distante dos funcionários que mantinham a residência funcionando como um relógio suíço. Ela subiu a escada privativa que levava ao escritório de Oscar, o reduto onde o jovem CEO comandava seu império.

Ao abrir a porta pesada de carvalho, ela o viu. Oscar estava de costas, parado diante da janela que dava para a marina. Ele estava sem o paletó, apenas com a camisa social branca de corte impecável, cujas mangas estavam levemente dobradas. A visão era, como sempre, arrebatadora. A largura de seus ombros e a imponência de suas costas eram acentuadas pelo corte da roupa, e Lily sentiu aquele familiar frio na barriga. Ele parecia uma estátua de autoridade e foco.

— Se for o relatório de Sydney, deixe sobre a mesa, Marcus — disse ele, a voz profunda e calma, sem se virar.

Lily sorriu e caminhou silenciosamente até ele, abraçando-o pela cintura e encostando o rosto em suas costas largas.

— Marcus não costuma abraçar você assim, eu espero.

Sentiu a tensão nos músculos de Oscar desaparecer instantaneamente. Ele relaxou sob o toque dela, soltando um suspiro longo que parecia carregar todo o estresse do dia. Ele se virou nos braços dela, envolvendo-a com aquele olhar claro e intenso que sempre parecia ler sua alma.

— Lily — murmurou ele, a voz suavizando. Ele levou uma das mãos ao rosto dela, o polegar acariciando sua bochecha. — O que faz aqui em cima? Achei que estivesse ocupada com as malas.

— Agatha está me ajudando — disse ela, olhando para o rosto sério e sexy de seu marido. — Mas eu senti sua falta. E vim garantir que você não vai trabalhar até o amanhecer. Amanhã é o nosso dia, Oscar. Quatro anos.

Oscar esboçou um sorriso raro, aquele que ele reservava apenas para ela, que iluminava suas feições geralmente reservadas.

— Eu não esqueceria. Ibiza será só nossa. Sem telefones, sem reuniões, sem secretárias incompetentes.

Ele a puxou para mais perto, e Lily sentiu-se protegida, como se o resto do mundo não passasse de um borrão insignificante.

— Eu marquei aquele jantar no restaurante que você gosta — continuou ela, brincando com os botões da camisa dele. — E a ilha privada já está preparada para o nosso terceiro dia.

— Você planejou tudo perfeitamente, como sempre — disse Oscar, beijando o topo da cabeça dela. — Sinto muito pelas últimas semanas, Lily. Eu sei que meu trabalho às vezes cria muros entre nós que eu nunca quis que existissem.

— Você os derruba todas as vezes — respondeu ela, olhando-o nos olhos. — Só não quero que você se perca no meio de tantos números e contratos. Você é o CEO para o mundo, mas é o meu Oscar aqui dentro.

Ele a conduziu até a poltrona de couro atrás da mesa monumental. Sentou-se e a puxou para o seu colo, ignorando os três monitores que brilhavam com gráficos de ações e planilhas complexas.

— Às vezes eu me pergunto como tive tanta sorte — disse ele, a voz baixa, quase um segredo. — Um homem como eu, que vive no silêncio e na estratégia, encontrar alguém tão doce e paciente como você.

— Você é leal, Oscar. E você cuida de mim. Isso é tudo o que eu preciso.

Eles ficaram ali por alguns minutos, apenas aproveitando a presença um do outro. Para quem olhava de fora, Oscar Piastri era o titã dos negócios, o jovem prodígio que transformava tudo o que tocava em ouro. Mas para Lily, ele era o homem que segurava sua mão com força quando ela estava insegura e que, apesar da agenda lotada, sempre sabia qual era o perfume preferido dela.

— Vamos descer? — perguntou Lily. — Agatha já quase terminou as malas. Só falta você decidir se vai levar o relógio que te dei no ano passado ou o novo.

Oscar riu baixo, um som vibrante.

— O que você me deu, com certeza. Ele tem mais valor do que qualquer peça de colecionador.

Eles se levantaram e caminharam juntos para fora do escritório. Enquanto passavam pelos corredores luxuosos, Oscar manteve a mão firmemente pousada na base das costas de Lily, um gesto de posse e proteção que ele fazia sem perceber.

De volta ao closet, Agatha estava terminando de organizar as caixas de sapatos.

— Senhor Piastri, boa noite — cumprimentou a assistente com uma reverência respeitosa.

— Boa noite, Agatha. Obrigado por ajudar Lily. Pode encerrar por hoje, o restante nós mesmos faremos.

— Sim, senhor. Tenham uma excelente viagem.

Assim que a assistente saiu, o closet enorme tornou-se o palco de uma intimidade tranquila. Lily começou a mostrar as roupas que havia escolhido, e Oscar, embora não entendesse muito de moda feminina, ouvia cada explicação dela com uma atenção absoluta, como se ela estivesse apresentando o plano de fusão mais importante da década.

— Este biquíni é novo? — perguntou ele, apontando para uma peça de grife em tom esmeralda.

— É. Gostou? — Lily perguntou, girando a peça nas mãos.

— Vou gostar mais de ver você usando ele na nossa praia privada — respondeu ele, com um brilho malicioso nos olhos claros que fez Lily corar.

— Oscar! — ela riu, dando um tapinha leve no braço dele.

— O quê? Eu sou um homem honesto, Lily. E sou muito grato por ser seu marido.

Ele se aproximou dela, fechando o espaço entre os dois. A atmosfera no closet mudou, tornando-se mais densa, carregada com o afeto que ambos cultivavam há anos.

— Quatro anos, Lily — disse ele, sério novamente. — E eu pretendo passar os próximos quarenta, sessenta anos fazendo exatamente isso. Viajando com você, protegendo você e garantindo que ninguém nunca mais a trate com menos do que o respeito que a rainha da minha vida merece.

Lily sentiu os olhos marejarem. Ela sabia que a vida de esposa de um CEO bilionário tinha seus desafios — a solidão em algumas noites, a pressão da mídia, a inveja alheia —, mas momentos como aquele faziam tudo valer a pena.

— Eu te amo, Oscar. Mesmo quando você está enterrado em papéis.

— E eu te amo, Lily. Especialmente quando você me tira de trás daqueles papéis.

Ele a beijou, um beijo lento e profundo que selava a promessa de que as férias em Ibiza seriam apenas o começo de um novo capítulo. Mônaco brilhava lá fora, com suas luzes refletidas no Mediterrâneo, mas dentro daquela cobertura, o único mundo que importava era o que eles haviam construído um para o outro.

Oscar finalmente fechou a última mala, o som do zíper ecoando no closet silencioso. Ele olhou para Lily, que já estava encostada na porta, observando-o com adoração.

— Pronto — anunciou ele. — Agora, nada de trabalho. Só nós dois.

— Promete? — perguntou ela, estendendo o dedo mindinho em um gesto infantil que sempre o fazia sorrir.

Oscar caminhou até ela, entrelaçou seu dedo no dela e a puxou para um abraço final antes de irem para o quarto.

— Eu prometo, minha doce Lily. Pela minha vida, eu prometo.

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