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Fandom: Magi

Criado: 16/08/2026

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O Eco do Passado e o Fogo do Agora

A respiração de Maya era um som desesperado no silêncio do quarto, entrecortada por suspiros que pareciam orações pagãs. Eu sentia o gosto dela, o calor da sua pele e a urgência do seu desejo, e isso me alimentava de uma forma que nenhuma outra mulher jamais conseguiria. O fato de estarmos ali, depois de tudo o que passamos, depois de anos de distância e de uma filha que era o elo vivo entre nós, tornava cada toque mais denso, mais carregado de significado.

Eu a conhecia. Cada curva, cada reação, cada ponto onde a pele dela era mais sensível. E, naquela noite, eu não queria apenas prazer; eu queria marcar meu território na alma dela mais uma vez.

Levantei o rosto por um segundo, vendo-a completamente entregue, os cabelos espalhados pelo travesseiro como uma mancha escura e selvagem. Ela abriu os olhos, nublados e úmidos, procurando pelos meus.

— Gio... — ela sussurrou, a voz quase sumindo. — Por favor... eu não aguento mais esperar.

Eu sabia o que ela queria. Eu sentia a minha própria necessidade latejando, o peso da minha masculinidade pedindo por ela. Afastei-me por um instante, apenas o suficiente para subir o corpo e ficar sobre ela. Maya abriu as pernas imediatamente, acolhendo-me no espaço entre suas coxas, e eu senti o calor da sua intimidade roçar o meu membro, que já estava rígido e pronto novamente.

Segurei seus pulsos acima da cabeça, prendendo-os contra o colchão. Queria que ela me olhasse. Queria que ela visse exatamente quem a possuía.

— Você é minha, Maya Manoela — afirmei, a voz saindo como um trovão baixo no quarto. — Sempre foi.

— Eu sou... — ela arfou, os olhos fixos nos meus. — Só sua. Sempre sua.

Não esperei mais. Empurrei o quadril para frente, entrando nela de uma vez só. O encaixe foi perfeito, um choque de realidade que me fez fechar os olhos e rosnar. Ela era apertada, quente e estava tão molhada que o som da nossa união preencheu o ambiente. Maya soltou um grito agudo, a cabeça jogando-se para trás, enquanto suas unhas, agora livres, cravavam-se nos meus ombros.

Comecei a me mover. Lentamente no início, saboreando a fricção, sentindo cada nervo do meu corpo gritar em reconhecimento. Eu a preenchia por completo, e a cada estocada, ela soluçava o meu nome.

— Isso... Gio, assim! — ela exclamou, as pernas envolvendo minha cintura com força, puxando-me para ainda mais fundo.

Apertei o ritmo. O som da carne batendo contra a carne, o cheiro de sexo e o calor que emanava de nós dois criavam uma bolha onde o resto do mundo — a delegacia, o fórum, as mentiras para nossa filha, o passado doloroso — simplesmente deixava de existir. Ali, éramos apenas dois corpos em combustão.

Eu a virei de repente, sem interromper o ritmo, colocando-a de quatro sobre a cama. Maya gemeu com a mudança brusca, apoiando os cotovelos nos travesseiros. A visão daquelas costas arqueadas, da lingerie branca agora em frangalhos e da forma como ela se oferecia para mim era demais para os meus sentidos.

Segurei firmemente em sua cintura, os dedos afundando na pele macia, e voltei a possuí-la com força bruta. Cada estocada era um impacto que a fazia oscilar para frente.

— Você gosta assim, não gosta? — perguntei, a voz rouca perto do seu ouvido, enquanto minha mão descia e apertava uma de suas nádegas com força, deixando a marca dos meus dedos.

— Eu adoro... — ela respondeu entre dentes, o prazer beirando a agonia. — Mais forte, Gio! Não para!

Eu não parei. Eu a levei ao limite, sentindo as paredes dela se contraírem ao redor do meu membro, um sinal claro de que ela estava chegando lá. O suor brilhava em nossas peles sob a luz suave. Eu estava quase lá também, a pressão aumentando na base da minha espinha, o desejo de me despejar dentro dela tornando-se insuportável.

Puxei seu corpo para trás, colando seu peito ao meu, e levei minha mão até o seu pescoço, apertando levemente, apenas o suficiente para elevar a adrenalina.

— Olha para mim — ordenei.

Ela virou o rosto, os olhos revirando de prazer.

— Você é minha vida, Maya.

— E você é a minha... — ela conseguiu dizer antes que o orgasmo a atingisse em cheio.

Ela começou a tremer violentamente, as contrações internas me apertando com tanta força que eu perdi o que restava do meu controle. Soltei um rugido, empurrando-me fundo nela uma última vez enquanto meu próprio ápice explodia, uma onda de calor que parecia não ter fim. Eu me esvaziei dentro dela, sentindo cada pulsação, cada gota de prazer que nos unia novamente naquele pacto silencioso e carnal.

Desabei por cima dela, nossos corpos pesados e suados, as respirações tentando encontrar um ritmo comum. O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era o silêncio da satisfação plena, da paz que só se encontra nos braços de quem realmente amamos.

Depois de alguns minutos, rolei para o lado, puxando-a para o meu abraço. Maya se aninhou no meu peito, a cabeça descansando no meu ombro, traçando círculos preguiçosos no meu abdômen.

— Por que tem que ser tão difícil lá fora? — ela perguntou em voz baixa, a melancolia voltando a espreitar.

Beijei o topo da cabeça dela, sentindo o cheiro do seu shampoo misturado ao nosso cheiro.

— Porque o que temos é valioso demais, Maya. E as coisas valiosas costumam ser protegidas por muros altos. Mas aqui dentro... — apertei-a mais contra mim — ... aqui dentro ninguém nos toca.

— Promete que não vai embora quando o sol nascer? — ela levantou o rosto, a vulnerabilidade exposta em seus olhos escuros.

— Eu já disse, meu amor — respondi, segurando seu queixo com carinho. — Eu não vou a lugar nenhum. A delegacia pode esperar, o mundo pode esperar. Hoje, e todas as noites que você quiser, eu sou só sua.

Maya sorriu, um sorriso genuíno que iluminou seu rosto cansado. Ela se inclinou e me deu um beijo casto, mas cheio de promessas.

— Então acho melhor você descansar um pouco — ela brincou, com um brilho malicioso voltando aos olhos. — Porque eu não pretendo deixar você dormir muito tempo.

Ri baixo, sentindo o cansaço ser substituído por uma felicidade morna e confortável.

— Você é insaciável, Dra. Garcia.

— Só por você, Inspetora Torres. Só por você.

Ficamos ali, entrelaçadas sob os lençóis bagunçados, enquanto a noite lá fora continuava seu curso indiferente ao furacão que acabara de passar por aquele quarto. Pela primeira vez em muito tempo, eu não estava pensando no próximo caso ou no perigo das ruas. Eu estava apenas em casa. E minha casa era ela.

O sono começou a nos vencer, mas antes que eu fechasse os olhos, senti a mão de Maya procurar a minha sob as cobertas, entrelaçando nossos dedos com firmeza. Era um gesto simples, mas dizia tudo: não estávamos mais sozinhas. E, custasse o que custasse, faríamos dar certo dessa vez.

Pois, no final das contas, o amor que sentíamos era como aquele fogo que acabáramos de compartilhar: podia diminuir até virar brasas, mas bastava um sopro, um toque, para que a chama voltasse a queimar tudo ao redor, lembrando-nos de que algumas conexões são, simplesmente, eternas.

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