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Amor e paixão

Fandom: Escola

Criado: 17/08/2026

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Entre o Domínio e a Entrega

O corredor do terceiro ano estava abafado, impregnado com o cheiro de cera de assoalho e o perfume barato de adolescentes ansiosos pelo fim das aulas. Jeicy apertava as alças da mochila com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos. Ela tentava manter sua postura habitual de monitora — coluna reta, olhar focado e uma agenda mental de tudo o que precisava ser feito —, mas seu autocontrole estava escorrendo por entre os dedos como areia fina.

A poucos metros dali, encostado nos armários de metal azul, estava Sergio. Seus cabelos cacheados, sempre propositalmente bagunçados, caíam sobre a testa de um jeito que Jeicy sabia ser calculado para parecer desleixado. Ele ria, um som grave e vibrante que ecoava pelo corredor, enquanto uma garota da sala ao lado — uma loira cujo nome Jeicy se recusava a decorar — enrolava uma mecha de cabelo no dedo, inclinando-se perigosamente para perto dele.

Sergio não apenas permitia a proximidade; ele a incentivava. Seus olhos escuros e travessos brilhavam enquanto ele sussurrava algo no ouvido da menina, fazendo-a soltar uma risadinha estridente. Ele sabia que Jeicy estava observando. Ele sempre sabia.

Jeicy sentiu o sangue ferver. Ela odiava como ele a desestabilizava. Ela, que gostava de cronogramas, de ordem, de ter o controle absoluto sobre suas emoções e seu ambiente, via-se reduzida a um turbilhão de insegurança e desejo toda vez que Sergio decidia jogar aquele jogo.

Sem pensar nas consequências, ela marchou em direção a eles. Seus passos eram pesados, a silhueta baixa e curvilínea cortando o ar com uma determinação que fez alguns alunos se afastarem.

— Sergio. Agora — disse ela, sua voz saindo mais rouca do que pretendia.

Sergio desviou o olhar da loira lentamente, um sorriso de canto de lábio surgindo em seu rosto. Ele a percorreu de cima a baixo com um olhar predatório que fez o estômago de Jeicy dar um solavanco.

— Ora, se não é a nossa pequena ditadora — ele provocou, a voz carregada de mel e veneno. — Algum problema com a ordem do colégio, Jeicy?

— Eu não vou repetir — ela disse, ignorando a outra garota, que agora parecia confusa. — Atrás do ginásio. Em cinco minutos. Ou eu mesma garanto que você perca sua vaga no time por indisciplina.

Sergio soltou uma risada curta e se despediu da loira com um tapinha condescendente no ombro, antes de se virar para Jeicy.

— Você adora dar ordens, não é? — Ele se aproximou, invadindo o espaço pessoal dela até que ela pudesse sentir o calor que emanava de seu corpo. — O problema é que você esquece quem realmente manda aqui embaixo.

Ele passou por ela, deixando o aroma de seu perfume amadeirado no ar, e seguiu em direção à saída dos fundos. Jeicy soltou um suspiro trêmulo, ajustou os óculos e o seguiu, o coração martelando contra as costelas.

Quando ela chegou ao vão escondido entre a parede de concreto do ginásio e a cerca alta coberta de hera, Sergio já estava lá, esperando-a com os braços cruzados e aquela expressão de quem tinha o mundo na palma da mão.

— O que foi, Jeicy? — perguntou ele, a voz agora baixa, desprovida da plateia do corredor. — A loirinha estava te incomodando?

— Você sabe exatamente o que está fazendo, Sergio! — Jeicy explodiu, dando um passo à frente e batendo no peito dele com o dedo indicador. — Você faz isso de propósito. Essa encenação, esse flerte barato na minha frente... Você acha que eu sou o quê? Um dos seus brinquedos?

Sergio descruzou os braços e segurou o pulso dela, não com força, mas com uma firmeza que a fez arfar.

— E você não é? — Ele a puxou para mais perto, reduzindo a distância a quase nada. — Você tenta controlar tudo, Jeicy. Tenta controlar a escola, tenta controlar suas notas, tenta controlar a mim. Mas a verdade é que você não aguenta a ideia de não ter a minha atenção total por um segundo sequer.

— Você é meu, Sergio — ela sibilou, a voz tremendo de raiva e possessividade. — E eu sou sua. Você sabe disso. Para de brincar de me dar ciúmes com qualquer garota que passa. É patético.

Sergio soltou um riso sombrio e, em um movimento rápido, inverteu as posições, prensando-a contra a parede fria do ginásio. As mãos dele subiram para a cintura dela, apertando as curvas de Jeicy com uma urgência que a fez esquecer como se respira.

— Diga de novo — ele ordenou, o rosto a centímetros do dela.

— O quê? — ela sussurrou, a resistência desaparecendo conforme o calor dele a envolvia.

— Diga que eu sou seu. Diga que você é minha.

— Você é meu — ela repetiu, as mãos subindo para os cabelos cacheados dele, puxando os fios com força. — E eu sou sua. Só sua.

Sergio não esperou por mais nada. Ele colou seus lábios nos dela em um beijo faminto, urgente e completamente desprovido de delicadeza. Era uma batalha de línguas, um encontro molhado e profundo que buscava o domínio. Jeicy gemeu contra a boca dele, abrindo-se para o toque, sentindo o peso do corpo dele contra o seu, a diferença de altura fazendo com que ela tivesse que se apoiar nas pontas dos pés.

Ele desceu os beijos para o pescoço dela, a respiração quente causando arrepios por todo o corpo de Jeicy.

— Você manda em tudo lá fora, pequena — ele sussurrou contra a pele dela —, mas aqui, você faz o que eu quiser.

Ele mordeu o lóbulo da orelha dela, uma mordida forte o suficiente para fazê-la soltar um arquejo, e logo em seguida começou a sugar a pele macia de seu pescoço. Jeicy jogou a cabeça para trás, as mãos cravadas nos ombros largos de Sergio.

— Sergio... — ela murmurou, sentindo a umidade do beijo dele se transformar em um chupão marcado, uma reivindicação clara que ela teria dificuldade em esconder no dia seguinte.

Mas Jeicy não queria apenas ser marcada; ela queria marcar de volta. Ela agarrou a gola da camisa dele e o puxou, encontrando a curva do ombro dele. Ela cravou os dentes na pele dele, sentindo o gosto salgado de seu suor, deixando uma marca circular e avermelhada que faria qualquer um saber a quem ele pertencia.

Sergio soltou um rosnado baixo de aprovação.

— Isso... — ele arfou — mostra para eles de quem eu sou.

Ele voltou a tomar a boca dela, desta vez com mais lentidão, explorando cada canto com uma ternura perversa. Suas mãos desceram das costas dela para as coxas, levantando-a levemente para que ela se encaixasse melhor contra ele. Jeicy sentia-se poderosa e vulnerável ao mesmo tempo. Ela odiava perder o controle, mas com Sergio, a perda de controle era o ápice do prazer.

— Você me deixa louca — ela disse entre beijos curtos e molhados, as testas coladas, ambos ofegantes. — Eu odeio o quanto eu preciso disso.

— Você não odeia — Sergio sorriu, os olhos brilhando com a vitória e o desejo. — Você adora que eu seja o único que consegue quebrar todas as suas regras.

Ele voltou a atacar o pescoço dela, alternando mordidas pequenas e provocantes com sucções intensas que deixavam manchas roxas sobre a pele clara. Jeicy sentia o coração disparado, a adrenalina e o desejo misturando-se em suas veias. Ela puxou o rosto dele para cima, selando seus lábios novamente, um beijo longo e profundo que selava o pacto silencioso entre eles.

— Não ouse — ela disse, a voz firme apesar da respiração entrecortada — fazer aquilo de novo no corredor.

Sergio riu, um som rico e satisfeito, enquanto passava o polegar pelo lábio inferior dela, que estava inchado e vermelho.

— Eu não prometo nada, Jeicy. Ver você com raiva é a minha parte favorita do dia.

— Sergio! — ela protestou, mas o protesto foi silenciado quando ele a puxou para mais um abraço apertado, enterrando o rosto em seu pescoço.

— Mas não se preocupe — ele sussurrou, a voz carregada de uma sinceridade rara. — Nenhuma daquelas garotas chega perto do que você me faz sentir. Você é a única que eu deixo me dominar, mesmo que você ache que é o contrário.

Jeicy sorriu, sentindo-se finalmente em paz em meio ao caos que era a relação deles. Ela podia tentar controlar o mundo, mas ali, nos braços de Sergio, ela sabia que a única ordem que importava era a da atração irresistível que os unia.

Ela o puxou para mais um beijo, deixando claro que, naquele jogo de poder, ambos eram, ao mesmo tempo, mestres e escravos um do outro. O sinal para a próxima aula ecoou ao longe, mas nenhum dos dois se moveu. O mundo exterior podia esperar; ali, entre mordidas e promessas silenciosas, o tempo pertencia apenas a eles.

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