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Fandom: vida real

Criado: 17/08/2026

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Entre o Suor e o Silêncio

O galpão industrial nos limites da cidade cheirava a óleo de motor, ferro velho e testosterona acumulada. Era o refúgio de Rian, um espaço que combinava com sua natureza: bruto, funcional e desprovido de qualquer delicadeza. A luz de uma única lâmpada pendurada no teto oscilava, projetando sombras gigantescas contra as paredes de concreto descascado.

Rian estava de pé junto à bancada, os músculos das costas tensionando-se sob a camiseta preta apertada enquanto ele movia uma peça pesada de metal. Ele era uma força da natureza. Seus braços eram grossos, as veias saltadas como cordas sob a pele bronzeada, e cada movimento que fazia exalava uma brutalidade contida. Ele não era um homem de palavras; era um homem de impacto.

O som da porta de metal correndo nos trilhos ecoou pelo espaço vazio. Rian não precisou se virar para saber quem era. O ritmo dos passos, firmes mas ligeiramente apressados, era inconfundível.

— Você está atrasado — rosnou Rian, a voz grave vibrando no peito largo.

Kyler parou a poucos metros dele. Ele era a imagem da definição física. Enquanto Rian era volume e força bruta, Kyler era esculpido, cada músculo do abdômen e das pernas desenhado com precisão cirúrgica. Ele também era bruto, um lutador por natureza, mas havia algo em seus olhos quando olhava para Rian que ninguém mais via: a necessidade absoluta de ser dominado.

— O trânsito estava um inferno — respondeu Kyler, retirando a jaqueta de couro e jogando-a sobre um caixote de madeira. — Mas eu não vim aqui para conversar sobre o tráfego.

Rian finalmente se virou. Seus olhos percorreram o corpo de Kyler com uma possessividade agressiva. Ele largou a ferramenta que segurava, o metal batendo contra a mesa com um som seco.

— Então tira a porra da roupa e vem aqui — ordenou Rian, a voz desprovida de qualquer cortesia.

Kyler não hesitou. Havia uma hierarquia silenciosa entre eles, um acordo selado no suor e no atrito de seus corpos. Ele se aproximou, desfazendo-se da camiseta, revelando o peito definido que subia e descia com a respiração já acelerada. Kyler era forte, capaz de derrubar a maioria dos homens em uma briga de rua, mas diante de Rian, ele buscava o chão.

Rian o agarrou pelo pescoço assim que ele chegou perto o suficiente. A mão de Rian era enorme, os dedos circulando quase completamente a garganta de Kyler, não para sufocar, mas para reivindicar.

— Você está muito atrevido hoje — disse Rian, empurrando-o contra a parede de concreto. — Acha que pode me fazer esperar e sair impune?

Kyler soltou um gemido baixo, a cabeça pendendo para trás contra o muro frio enquanto sentia o corpo massivo de Rian prensá-lo.

— Eu não acho nada — ofegou Kyler, os olhos fixos nos de Rian. — Só quero que você me cale.

Rian soltou uma risada curta e sem humor, um som gutural que arrepiou a espinha de Kyler. Ele não perdeu tempo com preliminares ou carinhos que nenhum dos dois desejava. Suas mãos desceram para o cinto de Kyler, desfazendo-o com uma impaciência bruta.

— Você é um viciado, Kyler — rosnou Rian, puxando as calças do outro para baixo com força. — Um viciado no que eu tenho para você.

— E você adora isso — rebateu Kyler, embora sua voz tenha falhado quando Rian o virou de costas para a parede com um movimento brusco.

A posição era de total entrega. Kyler apoiou as palmas das mãos no concreto áspero, sentindo a frieza da pedra em contraste com o calor incendiário que emanava de Rian atrás dele. Rian se livrou das próprias roupas com movimentos rápidos e eficientes. Quando ele se pressionou contra Kyler, a diferença de porte era óbvia. Rian era maior, mais pesado, uma muralha de carne e músculo que cercava Kyler completamente.

— Você sabe o que acontece quando me deixa esperando — disse Rian perto do ouvido de Kyler, a respiração quente causando calafrios.

— Eu sei — respondeu Kyler, a voz carregada de antecipação. — Faz logo.

Rian não precisava de mais incentivo. Ele agarrou o quadril de Kyler com tanta força que certamente deixaria marcas arroxeadas na pele clara e definida. Sem qualquer aviso, ele se impulsionou para frente. A entrada foi bruta, preenchendo Kyler de uma forma que sempre parecia demais e, ao mesmo tempo, exatamente o que ele precisava.

Kyler soltou um grito abafado contra o concreto, as unhas arranhando a parede enquanto seu corpo tentava se ajustar à invasão massiva. Rian era dotado de uma forma quase irreal, uma ferramenta de prazer e dor que ele usava sem qualquer delicadeza.

— Porra, Rian... — Kyler gemeu, a cabeça caindo para frente.

— Cala a boca e aguenta — ordenou Rian, começando a se mover com um ritmo impiedoso.

Cada estocada de Rian era como um golpe. Ele não buscava apenas o prazer; ele buscava a submissão total do homem à sua frente. O som do impacto de seus corpos ecoava pelo galpão, um ritmo frenético acompanhado pelos suspiros pesados de Kyler. Rian era uma máquina, a força de suas pernas e o peso de seu tronco mantendo Kyler pregado contra a parede.

Kyler se sentia desmoronar. Toda a sua força, sua definição e sua própria brutalidade de lutador eram anuladas pela potência de Rian. Ele se perdia na sensação de ser preenchido, de ser dominado por alguém que não tinha medo de sua força, mas que a usava para esmagá-lo.

— Você é meu, entendeu? — Rian rosnou, puxando o cabelo de Kyler para trás para forçá-lo a olhar para o lado. — Só meu para quebrar.

— Sim... — Kyler conseguiu dizer, a voz quebrada pelo esforço físico. — Sou seu.

O ritmo aumentou. Rian não tinha mais controle, a luxúria bruta tomando conta de seus sentidos. Ele batia contra Kyler com uma ferocidade que beirava o selvagem, as mãos grandes apertando e puxando qualquer parte da pele de Kyler que pudesse alcançar. O suor misturava-se entre eles, tornando a fricção ainda mais intensa.

Kyler estava no limite. Seus joelhos fraquejaram, mas Rian o segurou firme pelo quadril, mantendo-o no lugar, forçando-o a receber cada centímetro daquela punição prazerosa. O mundo de Kyler havia se reduzido àquele galpão, à dor doce em sua retaguarda e à presença avassaladora de Rian atrás dele.

— Eu vou... — Kyler começou a dizer, mas as palavras se perderam em um gemido longo quando ele atingiu o ápice, seu corpo inteiro retesando-se enquanto ele se derramava contra a parede.

Rian não parou. Ele continuou por mais alguns segundos, sua respiração transformando-se em rosnados baixos antes de ele dar uma última estocada profunda, rosnando o nome de Kyler enquanto se liberava com uma força que fez Kyler tremer da cabeça aos pés.

Por alguns minutos, o único som no galpão era o da respiração pesada de ambos. Rian permaneceu encostado nas costas de Kyler, o peito subindo e descendo contra as omoplatas do outro. Ele não se afastou imediatamente; havia uma estranha posse naquele silêncio pós-ato.

Finalmente, Rian se retirou, o som da separação de seus corpos sendo o único ruído no silêncio que se seguiu. Kyler escorregou pela parede, sentando-se no chão frio, o corpo vibrando com a exaustão.

Rian pegou sua camiseta no chão e a vestiu, voltando a ser o homem impenetrável de antes em questão de segundos. Ele olhou para baixo, para Kyler, que ainda tentava recuperar o fôlego.

— Tem água ali no canto — disse Rian, a voz voltando ao tom grosso e desprovido de emoção. — Limpe-se e saia. Tenho trabalho a fazer.

Kyler olhou para cima, um sorriso fraco e satisfeito brincando em seus lábios, apesar da dor que sentia.

— Você é um grosso, Rian.

— E você adora isso — respondeu Rian, virando as costas e voltando para sua bancada de ferramentas como se nada tivesse acontecido.

Kyler levantou-se devagar, sentindo cada músculo protestar. Ele se limpou com um pano velho que estava por perto, vestiu suas roupas e caminhou até a porta. Antes de sair, ele olhou para trás uma última vez. Rian já estava martelando uma peça de ferro, as faíscas voando sob a luz fraca.

Eles eram parceiros de foda. Não havia romance, não havia promessas, apenas a necessidade bruta de dois homens que usavam o corpo um do outro para esquecer o mundo lá fora. E para Kyler, enquanto sentia o peso de Rian ainda marcado em sua pele, aquilo era mais do que suficiente.

Ele saiu para a noite fria, o som do metal contra o metal ecoando em seus ouvidos, já contando as horas para a próxima vez que seria quebrado por aquele homem.

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