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Oliver!! :3

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 19/08/2026

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RomanceDramaAngústiaPsicológicoSombrioCenário CanônicoEstudo de Personagem
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O Experimento de Giz e Sabão

A luz da manhã na Paper School costumava ser o sinal para Oliver começar seu dia de travessuras, mas hoje, a claridade era a última coisa que ele via. Quando seus olhos finalmente se abriram, a sensação não era a do conforto de seu dormitório, mas sim a frieza de metal contra sua pele e a restrição absoluta de seus movimentos.

Oliver tentou se espreguiçar, um reflexo natural de quem acaba de acordar, mas seus membros foram travados por um puxão seco. Ele olhou para baixo e sentiu o sangue subir ao rosto de pura indignação. Ele estava deitado em uma cama de metal, com as pernas esticadas e presas por tiras de couro. Seus pulsos estavam algemados acima da cabeça, e até mesmo seu braço de lápis — sua marca registrada e ferramenta de caos — estava devidamente neutralizado por uma trava metálica pesada.

— Mas que droga é essa? — Oliver rosnou, sua voz saindo rouca pelo sono. — Zip? Edward? Se isso for uma brincadeira por causa daquele sabonete de morango que eu peguei, eu juro que vou transformar o caderno de vocês em confete!

Ele forçou as correntes, fazendo o metal ranger contra a estrutura da cama. O cabelo branco, longo até os tornozelos, estava espalhado de forma desordenada sob ele, e o laço preto que prendia seu rabo de cavalo parecia apertado demais. A marca de "A+" em seu cabelo parecia brilhar sob a luz fluorescente do teto, um lembrete irônico de sua suposta superioridade.

De repente, o estalo seco de um interruptor ecoou pelo quarto. A luz se apagou instantaneamente, mergulhando Oliver em uma escuridão absoluta.

— Ei! Não tem graça! — Oliver gritou, o tom de irritação agora tingido por uma nota sutil de desespero. — Eu sei que são vocês! Apareçam logo!

O silêncio que se seguiu foi opressor. Oliver respirava pesadamente, o peito subindo e descendo sob a camisa preta listrada. Ele era o valentão, o mestre das pegadinhas, aquele que comia sabonete enquanto ria da desgraça alheia. Estar na posição de vítima era algo que seu ego não conseguia processar.

Antes que ele pudesse gritar novamente, uma mão grande e firme cobriu sua boca com força.

Oliver soltou um som abafado, um protesto sufocado contra a palma da mão que o calava. O coração dele disparou contra as costelas. No segundo seguinte, uma lanterna tática foi ligada a poucos centímetros de seu rosto, cegando-o temporariamente.

A mão foi removida lentamente, e Oliver piscou várias vezes até que a silhueta diante dele ganhasse foco. Seus olhos se arregalaram.

— Edward? — Oliver cuspiu o nome, misturando surpresa e uma fúria crescente. — Você perdeu o juízo? Me solta agora, seu idiota!

Edward não respondeu de imediato. Ele apenas inclinou a cabeça, a luz da lanterna criando sombras angulares em seu rosto, dando-lhe uma aparência muito mais sinistra do que o normal. Ele deu um passo à frente, o som de seus sapatos ecoando no chão de papel da escola.

— Você fala demais, Oliver — Edward disse, sua voz calma e carregada de uma provocação que fez os pelos da nuca de Oliver se arrepiarem. — Sempre tão cheio de si, sempre achando que é o dono do corredor. Eu achei que seria interessante ver como você se comporta quando não pode fugir.

— Isso é ridículo! — Oliver tentou puxar as mãos novamente, o metal das algemas cortando levemente seus pulsos. — Me solta e a gente resolve isso como sempre. Você quer brigar? A gente briga no pátio!

— Quem disse que eu quero brigar? — Edward sorriu, um sorriso lento que não chegava aos olhos. — Eu estou apenas... curioso.

Edward aproximou-se ainda mais, pairando sobre o corpo de Oliver. Ele estendeu a mão e, com uma lentidão torturante, tocou o centro do peito de Oliver com a ponta do dedo.

No momento do contato, Oliver soltou um grito agudo de dor. Não era um toque comum; parecia que Edward havia pressionado um ponto de pressão exato ou injetado uma carga elétrica diretamente em seus nervos. O corpo de Oliver arqueou-se contra a cama, os chifres pretos raspando no metal.

— O que... o que você fez? — Oliver ofegou, as lágrimas de dor involuntárias começando a arder nos cantos de seus olhos.

— Shhh — Edward murmurou, deslizando o dedo para cima, subindo pelo pescoço de Oliver até alcançar seus lábios.

Oliver sentiu o rosto queimar. O contraste entre a dor residual e a sensação do dedo de Edward traçando o contorno de sua boca o deixou em um estado de confusão mental completo. Ele queria morder aquele dedo, queria xingar Edward de todos os nomes possíveis, mas sua voz parecia ter sumido. Ele estava corado, um vermelho intenso que contrastava com sua pele pálida e cabelos brancos.

— Você tem um gosto estranho, sabia? — Edward provocou, aproximando o rosto do de Oliver. — Cheira a lavanda e... sabão quimicamente puro. É nojento e fascinante ao mesmo tempo.

— Vai pro inferno — Oliver sussurrou, embora a agressividade em suas palavras estivesse desaparecendo, substituída por um medo que ele se recusava a admitir.

Edward não deu ouvidos. Ele se inclinou sobre Oliver, apoiando o peso do corpo de forma a prender o valentão ainda mais contra o colchão fino. A proximidade era invasiva. Oliver podia sentir o calor emanando de Edward, algo que o fazia se sentir pequeno e vulnerável pela primeira vez na vida.

— Vamos ver o que esse sabonete faz com você por dentro — Edward disse, sua voz agora um sussurro sombrio.

Com uma mão, Edward segurou o queixo de Oliver com firmeza, enquanto a outra forçava a abertura de sua boca. Oliver tentou resistir, cerrando os dentes, mas a pressão no seu queixo era implacável. Ele soltou um som desesperado, uma mistura de rosnado e súplica, enquanto Edward forçava a entrada.

— Abra — ordenou Edward.

Quando Oliver finalmente cedeu, Edward usou a luz da lanterna para examinar a cavidade bucal do garoto. Ele observou a língua de Oliver, que tinha uma leve coloração azulada devido ao último pedaço de sabão que ele havia ingerido antes de dormir. Edward tocou a língua de Oliver com o polegar, explorando a textura, ignorando os sons de protesto abafados que Oliver emitia.

— Tão limpo por dentro, e tão sujo por fora — Edward comentou, retirando a mão.

Oliver tentou recuperar o fôlego, o peito subindo e descendo rapidamente. Ele estava pronto para gritar, para chamar por Zip ou até mesmo pela Miss Circle, qualquer pessoa que pudesse interromper aquele momento bizarro. Mas, antes que pudesse emitir qualquer som, Edward selou seus lábios nos dele.

O choque percorreu o corpo de Oliver como uma descarga elétrica. Seus olhos se arregalaram, as pupilas dilatando. Era um beijo bruto, possessivo, carregado da mesma energia caótica que Edward vinha demonstrando desde que Oliver acordara.

Oliver sentiu o rosto esquentar a ponto de parecer que ia entrar em combustão. Ele tentou virar o rosto, tentou lutar contra as algemas, mas a restrição física e o choque emocional eram demais. Lentamente, contra toda a sua lógica e orgulho, a resistência de Oliver começou a diminuir.

O beijo mudou de agressivo para algo mais profundo. Oliver, em um momento de pura entrega involuntária, começou a retribuir. Ele sentiu o gosto de Edward, algo metálico e frio, que se misturava ao gosto químico de sabão em sua própria boca.

Quando Edward finalmente se afastou, um fio de saliva conectando os dois por um breve segundo, Oliver estava completamente sem palavras. Ele respirava de forma errática, o cabelo branco espalhado como um halo de derrota ao redor de sua cabeça.

— O que... — Oliver tentou falar, mas sua voz falhou. — O que você quer de mim, Edward?

Edward deu um passo para trás, voltando para as sombras, embora seus olhos ainda brilhassem com uma intensidade perigosa. Ele guardou a lanterna e o som metálico de chaves ecoou no quarto.

— Eu queria ver se o valentão da Paper School era feito de papel ou de algo que pudesse quebrar — Edward respondeu, sua voz voltando ao tom calmo de sempre. — Parece que você é um pouco dos dois.

Com um movimento rápido, Edward soltou as travas das pernas de Oliver e as algemas dos pulsos. O som do metal caindo no chão foi como um trovão no silêncio do quarto.

Oliver sentou-se rapidamente, massageando os pulsos e olhando para o braço de lápis para garantir que não havia danos. Ele deveria pular da cama e atacar Edward. Ele deveria fazê-lo pagar por cada segundo daquela humilhação. Mas suas pernas pareciam feitas de gelatina, e o calor em seu rosto ainda não havia desaparecido.

— Se você contar isso para a Zip... — Oliver começou, tentando recuperar sua postura de durão, embora sua voz ainda tremesse.

— Eu não vou contar — Edward interrompeu, caminhando em direção à porta. — Afinal, quem acreditaria que o grande Oliver ficou corado por causa de um simples experimento?

Edward abriu a porta, a luz do corredor inundando o quarto escuro. Ele olhou por cima do ombro uma última vez.

— Guarde um pouco de sabão para mim na próxima vez, Oliver. Talvez eu queira ver se o gosto melhora.

A porta se fechou com um clique suave, deixando Oliver sozinho na penumbra. Ele ficou ali parado, sentado na beira da cama, com o coração ainda batendo no ritmo daquela loucura. Ele passou a mão pelos lábios, o gosto de Edward ainda presente.

— Idiota... — Oliver sussurrou para o quarto vazio, mas não havia raiva em sua voz. Havia apenas uma confusão deliciosa e perigosa que ele sabia que mudaria tudo na Paper School a partir daquele dia.

Ele se levantou, ajeitou o laço preto em seu cabelo e caminhou até a saída. Ele ainda era o valentão, ainda era o garoto que comia sabonete e desenhava nos cadernos alheios. Mas agora, ele tinha um segredo que queimava mais do que qualquer punição da Miss Circle. E, no fundo, ele sabia que Edward voltaria para terminar o que havia começado.

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