
Teias de Água
Fandom: Genshin Impact
Criado: 19/08/2026
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O Segredo sob as Sedas de Fontaine
A lua de Fontaine brilhava com uma intensidade gélida, refletindo-se nas águas calmas da capital. Para Arlecchino, a "Pai" da Casa das Lareiras, as sombras da noite eram apenas uma extensão de seu próprio casaco. Ela não via problema algum em transitar pelos telhados, muito menos em deslizar pela janela entreaberta do novo apartamento de Furina. Afinal, elas haviam chegado a um "entendimento", não haviam?
Bom, na cabeça de Arlecchino, sim. Na cabeça de Furina, a presença da Fatui ainda era o equivalente a um pesadelo elegante que se recusava a ir embora.
Arlecchino pousou sem ruído no tapete felpudo. O quarto estava mergulhado em uma penumbra azulada, cheirando a chá de flores e sabonete caro. Ela ajeitou os punhos da camisa social, seus olhos com as pupilas em "X" percorrendo o ambiente até pararem na figura encolhida sob os lençóis de seda azul e branca.
— Furina — chamou Arlecchino, sua voz um barítono suave que cortou o silêncio.
A figura na cama deu um pulo, soltando um guincho agudo. Furina sentou-se bruscamente, os cabelos bicolores bagunçados e os olhos heterocromáticos arregalados de pavor.
— Pelos Arcontes! De novo isso?! — Furina exclamou, levando a mão ao peito. — Arlecchino, existe uma invenção maravilhosa chamada "porta". E outra chamada "convite". Você já ouviu falar?
Arlecchino deu um passo à frente, a postura impecável e dominante fazendo Furina se encolher contra a cabeceira da cama.
— As portas são para quem pede permissão. Eu prefiro a eficiência — respondeu a Fatui, um meio sorriso gélido brincando em seus lábios. — Vim ver como você estava. Você parecia... distante hoje à tarde na cafeteria.
— Eu estava tentando fugir de você! — Furina retrucou, a voz falhando levemente. — Toda vez que você se aproxima, eu sinto que vou acabar em um caixão de luxo. Por que você não pode simplesmente me deixar comer meu bolo em paz?
Arlecchino ignorou o drama, aproximando-se ainda mais. Ela gostava daquele medo. Não era mais o medo de morte que Furina sentira durante a profecia, mas uma tensão diferente, uma eletricidade que fazia a pequena ex-arconte tremer de um jeito que Arlecchino achava... fascinante.
— Você é muito tensa, Furina. Eu só quero que sejamos... próximas.
— Próximas? Você é uma assassina diplomática e eu sou uma atriz aposentada com trauma de divindade! — Furina tentou se levantar para criar distância, mas, na pressa e no nervosismo, seus pés se enroscaram no lençol pesado.
O movimento foi desajeitado. Furina tropeçou, caindo para frente. Arlecchino, com reflexos sobre-humanos, estendeu os braços para segurá-la, mas o peso da outra garota e o ângulo estranho fizeram com que ambas fossem para o chão.
Furina caiu por cima de Arlecchino, suas pernas se abrindo sobre o quadril da Fatui. A camisola de seda fina de Furina subiu drasticamente, revelando muito mais do que a ex-arconte pretendia mostrar.
O silêncio que se seguiu foi absoluto.
Arlecchino, que geralmente tinha uma resposta para tudo, sentiu o ar escapar de seus pulmões. Entre as coxas pálidas de Furina, escondido apenas por uma lingerie de renda fina que pouco ocultava, havia algo que Arlecchino definitivamente não esperava encontrar. Um volume distinto, uma anatomia que desafiava a aparência delicada e feminina da pequena estrela de Fontaine.
Furina congelou, o rosto passando de um branco pálido para um vermelho escarlate em segundos.
— Oh... — Arlecchino soltou, sua voz descendo uma oitava, tornando-se perigosamente rouca.
— N-não olhe! — Furina tentou se cobrir desesperadamente, mas Arlecchino segurou seus pulsos com uma força firme, impedindo-a de se mover.
Os olhos negros com o "X" vermelho brilharam na escuridão, fixos na revelação entre as pernas da menor. Arlecchino sentiu um calor súbito percorrer sua espinha. Ela sempre soube que Furina era cheia de segredos, mas aquele... aquele era um presente inesperado.
— Então a pequena diretora esconde uma surpresa sob essas saias bufantes? — Arlecchino comentou, um sorriso predatório finalmente surgindo em seu rosto.
— Solte-me, sua... sua Fatui pervertida! — Furina sibilou, embora seu corpo estivesse traindo-a, tremendo não apenas de medo, mas de uma excitação súbita que ela não conseguia controlar.
— Por que o medo, Furina? — Arlecchino soltou um dos pulsos dela e, com uma lentidão torturante, deslizou a mão enluvada pela parte interna da coxa da ex-arconte. — Eu estava tentando ser sua amiga através de conversas chatas e chás... Mas acho que acabo de descobrir uma forma muito mais interessante de nos conectarmos.
— O que você... ah! — Furina soltou um suspiro curto quando os dedos de Arlecchino roçaram o tecido da calcinha, sentindo a rigidez por baixo.
— Você é única, não é? — Arlecchino sussurrou, aproximando o rosto do ouvido de Furina. — Um pequeno milagre de Fontaine. E agora que eu sei disso... não pretendo deixar que mais ninguém toque no que é tão especial.
Arlecchino inverteu as posições com uma agilidade impressionante. Em um piscar de olhos, Furina estava de costas no tapete, com o corpo alto e imponente da Fatui pairando sobre ela. As roupas sociais pretas e brancas de Arlecchino contrastavam com a pele clara e a seda azul de Furina.
— Arlecchino, espere... isso é... — Furina tentou protestar, mas sua voz saiu fraca.
— Isso é o que você quer, não é? — Arlecchino interrompeu, sua mão agora apertando com firmeza o membro de Furina por cima do tecido. — Eu vejo como você me olha. Você tem medo, sim, mas também tem fome. Fome de ser dominada por alguém que não se intimida com quem você foi ou com o que você tem entre as pernas.
Furina arqueou as costas, os olhos bicolores nublados pelo prazer repentino.
— Você é... tão arrogante — Furina arfou, as mãos agarrando os ombros da Fatui.
— E você é tão deliciosa quando para de atuar — rebateu Arlecchino.
Com um movimento decidido, Arlecchino desfez o laço da calcinha de Furina, revelando-a completamente. O pênis de Furina, de tamanho médio e perfeitamente formado, pulsava levemente, reagindo à atenção. Arlecchino não desviou o olhar; pelo contrário, ela parecia devorar a visão.
— Deixe-me ver como a grande estrela de Fontaine reage a um toque de verdade — disse Arlecchino, sua voz agora carregada de uma autoridade que não deixava espaço para recusas.
Ela baixou a cabeça, o cabelo branco com mechas pretas roçando o abdômen de Furina. Quando a língua de Arlecchino entrou em contato com a pele sensível, Furina soltou um grito abafado, levando as mãos à boca para não acordar os vizinhos.
— Por favor... — Furina implorou, sem saber exatamente o que estava pedindo.
— "Por favor" o quê, Furina? — Arlecchino provocou, olhando para cima enquanto envolvia o membro dela com a mão, apertando-o ritmicamente. — Peça com clareza. Você quer que eu continue? Quer que eu mostre o que uma "amiga" pode fazer por você?
— Sim! — Furina exclamou, as lágrimas de prazer começando a brotar nos cantos dos olhos. — Sim, continue... Arlecchino... Pai...
O uso do título fez algo estalar dentro de Arlecchino. A dominância que ela exercia na Casa das Lareiras agora se transferia totalmente para aquele momento íntimo. Ela não hesitou mais. Envolveu Furina com a boca, sentindo o calor e o gosto da outra, enquanto suas mãos trabalhavam para manter a ex-arconte presa ao chão, totalmente à sua mercê.
Furina estava em êxtase. O medo que sentia de Arlecchino havia se transformado em uma devoção física avassaladora. Cada movimento da língua da Fatui, cada pressão de seus dedos, era como um comando que o corpo de Furina não tinha escolha a não ser obedecer.
— Você é tão sensível — Arlecchino murmurou contra a pele dela, fazendo uma pausa apenas para ver o rosto desfeito de Furina. — Tão fácil de quebrar.
— Então me quebre — Furina desafiou, a informalidade e o desejo vencendo a cautela. — Pare de falar e me mostre do que a Fatui é capaz.
Arlecchino riu, um som baixo e perigoso.
— Como desejar, minha pequena estrela.
A noite em Fontaine estava apenas começando, e o segredo que Furina guardava agora era a arma mais poderosa nas mãos de Arlecchino para garantir que elas nunca mais se distanciassem. Entre gemidos abafados e o som de seda rasgada, a diplomacia deu lugar a algo muito mais cru e real. Arlecchino sabia que, a partir daquela noite, Furina não fugiria mais. Ela correria, sim, mas direto para os braços da única pessoa que agora conhecia cada centímetro de sua verdadeira natureza.
