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Engel x Oliver

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 21/08/2026

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Penas e Lápis: O Jogo de Oliver

O silêncio nos corredores da Paper School costumava ser preenchido pelo som de giz riscando a lousa ou pelo eco dos passos apressados dos alunos. Mas, para Engel, o mundo havia se tornado um vácuo abafado e confuso. Quando ele finalmente abriu os olhos, a primeira coisa que sentiu não foi a luz, mas a restrição. Seus pulsos estavam presos, as cordas ásperas cortando a pele de papel de seus braços escuros. Seus pés, descalços e vulneráveis, também estavam atados com firmeza.

O pânico subiu por sua garganta, mas morreu em um som úmido e contido. Uma mordaça de bola, presa por tiras de couro preto, forçava sua boca a permanecer aberta de forma desconfortável, impedindo qualquer palavra clara. Engel tentou se debater, mas percebeu com horror que seu macacão preto e seus sapatos de salto pequeno haviam sido removidos. Ele se sentia exposto, apenas com sua camisa polo branca, enquanto sua pequena cauda branca agitava-se freneticamente atrás dele, batendo contra o colchão onde estava deitado.

— Mmmph! Mmm-mmph! — O som saiu desesperado, seus olhos azuis arregalados procurando por qualquer sinal de perigo no quarto mal iluminado.

De repente, uma sombra se projetou sobre ele. O ranger das tábuas do chão anunciou a chegada de seu captor. Oliver surgiu do nada, com aquele sorriso pretensioso e travesso que sempre carregava quando estava prestes a causar problemas. Seus longos cabelos brancos, que chegavam aos tornozelos, balançavam levemente enquanto ele se inclinava sobre a cama. O braço de lápis de Oliver brilhou sob a luz fraca, e a marca de "A+" em seu cabelo parecia zombar da situação de Engel.

Oliver não disse nada de imediato. Ele apenas segurou Engel pelos ombros e, com uma força surpreendente, colocou o garoto sentado na cama, encostado na cabeceira. Engel continuou a produzir sons abafados, as penas em sua cabeça tremendo de puro terror e indignação.

— Shhh... Calma, calma — sussurrou Oliver, aproximando os lábios do ouvido de Engel. O hálito dele era frio, e o tom de voz carregava uma diversão sádica. — Você faz muito barulho para alguém que está em uma posição tão... delicada.

Engel tentou dar uma cabeçada nele, mas Oliver recuou rindo, girando o pulso para olhar o relógio em seu braço esquerdo.

— Sabe, Engel, você é sempre tão certinho. Sempre tentando proteger todo mundo, sempre o herói com sua lupinha mágica — Oliver debochou, passando o braço de lápis pelo queixo de Engel. — Mas quem vai proteger o protetor agora?

Engel estreitou os olhos, a raiva começando a substituir o medo. Ele era um garoto gentil, mas não era covarde. Seus dedos afiados arranharam os lençóis enquanto ele tentava soltar os pulsos, emitindo um rosnado abafado através da mordaça.

— Ah, olha só. O passarinho ficou bravo — Oliver riu, usando o apelido de forma pejorativa. — É por causa disso aqui?

Com uma mão, Oliver tocou as penas azul e vermelha no topo da cabeça de Engel. O toque foi leve, mas Engel estremeceu violentamente, tentando desviar a cabeça. As penas eram sensíveis, quase como uma extensão de seus sentidos. Ver Oliver brincando com elas era uma violação que o deixava em pânico.

— Elas são tão macias... — continuou Oliver, puxando levemente uma das penas. — Será que se eu puxar com força, você voa?

Engel soltou um gemido de protesto, fechando os olhos com força. Oliver soltou as penas, mas sua mão desceu lentamente pelas costas de Engel, parando exatamente onde a pequena cauda branca se projetava. Sem aviso, Oliver apertou a base da cauda com força.

— Mmmmmmgh!!! — O grito de Engel foi sufocado pela mordaça, mas a dor e o choque foram evidentes. Suas costas se arquearam e lágrimas de dor surgiram nos cantos de seus olhos.

— Oops. Apertei demais? — Oliver fingiu preocupação, embora seus olhos brilhassem com malícia. — Você tem reações tão engraçadas, passarinho.

Oliver então se afastou um pouco e pegou algo que estava jogado em uma cadeira próxima. Era o macacão preto de Engel. Ele o segurou no alto, balançando-o como se fosse um prêmio em uma competição.

Os olhos de Engel se fixaram na peça de roupa. Sem o macacão, ele se sentia incompleto, vulnerável demais para o ambiente hostil da Paper School. Ele começou a se inclinar para frente, tentando alcançar a roupa com o corpo, emitindo sons suplicantes.

— Você quer isso, não quer? — Oliver perguntou, movendo o macacão para a esquerda quando Engel tentou se inclinar naquela direção. — Vamos lá, tente pegar.

Oliver começou a mover a roupa de um lado para o outro, fazendo Engel seguir o movimento como um animal em treinamento. Era humilhante. Engel estava com tanta raiva que sentia o rosto esquentar, mas a necessidade de se vestir era maior que seu orgulho. Sempre que ele chegava perto, Oliver puxava o tecido para longe, rindo da frustração do garoto.

— Quase lá! — provocou Oliver, antes de jogar o macacão no pé da cama, propositalmente fora do alcance dos braços amarrados de Engel. — Sabe, eu acho que você precisa de um pouco mais de entretenimento antes de voltarmos ao normal.

Oliver sentou-se na beira da cama, bem em frente aos pés descalços de Engel. O garoto tentou encolher as pernas, mas as cordas nos tornozelos o impediam de se afastar muito. As polainas listradas haviam sido deixadas de lado, deixando a pele pálida e sensível de seus pés totalmente exposta.

— Você sempre parece tão tenso, Engel. Acho que você precisa relaxar um pouco — disse Oliver, um sorriso largo e perigoso cruzando seu rosto.

Antes que Engel pudesse processar o aviso, Oliver estendeu a mão e começou a passar os dedos rapidamente pela planta do pé direito de Engel.

O efeito foi instantâneo. O corpo de Engel teve um espasmo, e um som que era uma mistura de soluço e risada abafada escapou por trás da mordaça de bola. Ele tentou chutar, mas Oliver segurou seu tornozelo com firmeza, usando a outra mão para intensificar o movimento.

— Mmm-ha-ha-mmph! — Engel se contorcia desesperadamente, a cabeça balançando de um lado para o outro.

— O quê? Eu achei que passarinho não tinha cócegas — zombou Oliver, mudando o foco para o arco do pé, onde a sensibilidade era ainda maior.

Engel apertou os olhos, tentando manter a compostura. Ele não queria dar a Oliver a satisfação de ouvi-lo rir, mesmo que fosse um riso involuntário e torturante. Sua barriga doía pelo esforço de conter a reação, e seus dedos dos pés se curvavam e esticavam repetidamente.

— Oh, você é resistente — observou Oliver, parando por um segundo apenas para recomeçar com mais vigor, desta vez usando as unhas para fazer cócegas leves e rápidas nos dedos dos pés de Engel. — Mas quanto tempo você consegue segurar?

— Mmmph! Nnn-mmph! — Engel estava perdendo a batalha. Seu rosto estava vermelho, e pequenas gotas de suor brotavam em sua testa. A sensação era insuportável; era como se mil formigas estivessem dançando em sua pele, e ele não tinha como se defender.

Oliver parecia estar se divertindo mais do que nunca. Ele se inclinou para frente, observando de perto a luta de Engel para não rir.

— Sabe, Engel, se você pedir com educação, eu paro — disse Oliver, embora ambos soubessem que a mordaça tornava isso impossível. — Mas como você não consegue falar, acho que vou continuar por mais um tempo.

Engel lançou um olhar de puro ódio para Oliver, mas o ódio foi rapidamente substituído por outra onda de riso abafado quando Oliver encontrou um ponto particularmente sensível perto do calcanhar. O garoto amarrado começou a arfar, seu peito subindo e descendo rapidamente, enquanto sua cauda chicoteava a cama em um ritmo frenético.

— Você fica tão fofo quando está desesperado — Oliver comentou, diminuindo o ritmo das cócegas, mas mantendo os dedos roçando levemente a pele, o que era quase pior do que o movimento rápido. — Talvez eu devesse chamar a Zip e o Edward para verem o "grande protetor" assim. O que você acha?

Engel arregalou os olhos e balançou a cabeça negativamente com toda a força que tinha. A ideia de seus outros atormentadores o verem naquela situação era o seu maior pesadelo.

Oliver soltou uma gargalhada alta, finalmente retirando as mãos dos pés de Engel. Ele se levantou, limpando as mãos na camisa preta como se tivesse acabado de realizar um trabalho árduo.

— Por hoje chega, passarinho. Eu não quero que você quebre antes da aula de amanhã. A senhorita Circle não gostaria nada disso — Oliver disse, pegando o macacão do pé da cama e jogando-o sobre o colo de Engel.

Engel olhou para a roupa e depois para Oliver, seu peito ainda subindo e descendo enquanto ele recuperava o fôlego. Seus pés ainda formigavam, e a humilhação queimava mais do que as cordas em seus pulsos.

— Não me olhe assim — Oliver disse, caminhando em direção à porta do quarto escuro. — Você sabe que no fundo... isso foi mais divertido do que patrulhar os corredores com aquela lupa velha.

Com um último aceno cínico, Oliver apagou a única luz que restava, deixando Engel sozinho na escuridão, ainda amarrado, ainda amordaçado, mas com o coração batendo em um ritmo que ele não sabia se era de ódio ou de puro terror pelo que o valentão da Paper School planejava para o dia seguinte.

— Mmmph... — Engel sussurrou contra o couro, uma promessa silenciosa de que, na próxima vez, Oliver não o pegaria desprevenido. Mas, por enquanto, ele só podia esperar que a noite passasse rápido.

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