Fanfy
.studio
Imagem de fundo

O parto

Fandom: Bts

Criado: 22/08/2026

Tags

RomanceUA (Universo Alternativo)OmegaversoMpregHistória DomésticaDor/ConfortoFatias de VidaFofura
Índice

O Ritmo do Sangue e do Leite

A manhã havia começado com um peso diferente no baixo ventre de Jimin. Não era apenas a pressão habitual de carregar um bebê a termo, mas uma fisgada surda, um aviso de que o corpo estava pronto para se abrir. Quando ele se levantou da cama, sentiu uma umidade viscosa escorrer pelas coxas. Ao chegar ao banheiro, o sinal era claro: o tampão mucoso, manchado de um rosa pálido e fios de sangue, havia caído.

— Jungkook... — chamou Jimin, a voz levemente trêmula, enquanto se apoiava na pia de mármore.

Jungkook apareceu na porta em segundos, carregando no colo o pequeno Jungmin, o filho que ele mesmo dera à luz há apenas dois meses. O bebê dormia profundamente, o rosto sereno contra o peito do pai, que ainda exalava o cheiro doce de leite e pós-parto.

— O que foi, meu amor? — Jungkook perguntou, os olhos escaneando Jimin com preocupação.

— O tampão. Saiu agora. As contrações estão começando a ficar mais nítidas.

Jungkook respirou fundo, tentando manter a calma para ambos. Ele sabia exatamente o que Jimin estava sentindo, a memória do próprio parto ainda fresca em sua pele e em seus seios, que pesavam sob a camiseta, prontos para nutrir.

— Vamos lá. Você sabe o que fazer. Vamos movimentar esse corpo.

Jimin assentiu, mas a dor o atingiu com força antes que pudesse responder. Ele se despiu lentamente, deixando cada peça de roupa cair no chão até ficar completamente nu sob a luz suave do quarto. Seu ventre era uma esfera perfeita e tensa. Ele começou a caminhar, as pernas arqueadas, sentindo a gravidade trabalhar a seu favor. Ele se apoiou na cômoda e começou a fazer agachamentos lentos, sentindo a cabeça do bebê pressionar o colo do útero.

— Isso, Jimin. Expulse essa tensão. Deixe o bebê descer — incentivou Jungkook, deixando o pequeno Jungmin no berço seguro ao lado e aproximando-se para massagear a lombar do marido.

Jimin gemia baixo, um som gutural que vinha do fundo da garganta. Ele se posicionou em pé, as pernas bem afastadas, balançando o quadril em círculos. A cada contração, ele empurrava o ar para baixo, sentindo a pressão excruciante aumentar. O suor brilhava em sua pele, e ele sentia o útero se contrair como um punho cerrado.

— Eu sinto ele... ele está muito baixo, Kook — arquejou Jimin, as mãos apertando a borda da madeira. — Dói tanto... parece que vou me partir ao meio.

— Você é forte. Você me ajudou quando foi a minha vez, agora é a minha vez de te sustentar — sussurrou Jungkook, beijando o ombro suado de Jimin.

Quando as contrações se tornaram quase contínuas, Jungkook guiou Jimin para a banheira de parto que já estava preparada no centro do quarto, cheia de água morna. Ao entrar na água, Jimin soltou um suspiro de alívio momentâneo, mas a transição logo o atingiu. Ele se ajoelhou, as mãos agarradas à borda inflável, e começou a gritar. Eram gritos de força, de entrega.

— Está na hora, Jimin! Eu consigo ver o topo da cabeça! — exclamou Jungkook, ajoelhando-se do lado de fora da banheira e mergulhando as mãos na água.

Jimin, movido por um instinto ancestral, levou a mão lá embaixo. Seus dedos tocaram o períneo, que estava esticado ao limite, quente e pulsante. Ele sentiu algo duro e aveludado: a cabeça do filho.

— Eu sinto ele! — Jimin gritou, uma mistura de pavor e êxtase. — Kook, ele está vindo!

Jungkook também tocou o períneo de Jimin, oferecendo suporte físico, tentando evitar que a pele se rasgasse bruscamente, massageando com óleo o tecido tenso.

— Empurre, meu amor! Só mais um pouco! Coroe a cabeça!

Jimin deu um grito longo, as veias do pescoço saltadas. Ele sentiu a sensação de "círculo de fogo", a queimação intensa quando a maior parte da cabeça passou. Com um último esforço hercúleo, a cabeça emergiu na água.

— A cabeça saiu! — Jungkook anunciou, a voz embargada. — Respire, Jimin. Só mais um pouco para os ombros.

Jimin arqueou as costas, sentindo o corpo do bebê girar dentro de si. A sensação era indescritível; ele sentia cada centímetro dos ombros do bebê alargando seu canal de parto. Foi uma pressão aguda, seguida por um deslize súbito e quente.

— Os ombros... eu sinto os ombros saindo! — Jimin rugiu, empurrando com toda a alma.

Em um movimento fluido, o restante do corpo do bebê deslizou para fora. Jungkook mergulhou as mãos mais fundo e segurou o pequeno corpo escorregadio, trazendo-o imediatamente para a superfície. O choro do recém-nascido ecoou pelo quarto, misturando-se aos soluços de alívio de Jimin.

— É um menino, Jimin! Nosso menino! — Jungkook colocou o bebê nos braços do marido.

Jimin abraçou o filho, a pele molhada contra a pele molhada, o tremor do esforço ainda percorrendo seus membros. O bebê se acalmou instantaneamente ao ouvir o coração daquele que o carregara.

Horas depois, a calma reinava no quarto. O sol da tarde entrava pela janela, iluminando a cena doméstica sagrada. Ambos os homens estavam sentados na cama grande, encostados em várias almofadas. O cansaço era visível, mas a conexão entre eles era palpável.

Nesse universo, onde a biologia havia evoluído para que todos pudessem gerar e nutrir, a amamentação era o vínculo final de sua parceria. Como Jungkook havia dado à luz recentemente, sua produção de leite estava no auge, rica em nutrientes e anticorpos. Jimin, por sua vez, sentia seus próprios seios começarem a pesar, o colostro pronto para o novo bebê.

— Ele parece faminto — observou Jimin, olhando para o recém-nascido em seus braços, que buscava o mamilo com a boca pequena.

— Deixe-me ajudá-lo — disse Jungkook suavemente.

Em um acordo silencioso e cheio de amor, eles trocaram os bebês. Jimin pegou Jungmin, o filho de dois meses de Jungkook, e o aninhou em seu peito. O bebê mais velho, já acostumado com o colo do outro pai, abocanhou o mamilo de Jimin com vontade. Jimin sentiu a primeira sucção, uma fisgada que enviou ocitocina diretamente para seu útero, ajudando-o a se contrair e se curar após o parto.

— Uau... — sussurrou Jimin, observando Jungmin mamar. — O seu leite é o que ele precisa agora para crescer forte, mas o meu colostro vai dar a ele uma proteção extra hoje.

Ao mesmo tempo, Jungkook segurava o recém-nascido, o pequeno que Jimin acabara de expulsar de seu corpo. Ele ofereceu seu seio ao bebê, que, por instinto, começou a mamar o leite maduro e rico de Jungkook.

— Veja como ele mama bem — Jungkook sorriu, acariciando a bochecha do pequeno. — É como se estivéssemos fundindo nossas vidas através deles. Eu nutro o que você gerou, e você nutre o que eu gerei.

— É a nossa dança, Kook — disse Jimin, recostando a cabeça no ombro do marido. — Não há nada mais bonito do que isso.

O silêncio do quarto era preenchido apenas pelo som rítmico da sucção dos bebês e pela respiração pesada de dois pais que haviam cruzado o limiar da dor para encontrar a plenitude. Eles eram um ciclo fechado de vida, sangue e leite, unidos por um amor que desafiava qualquer barreira.

— Você foi incrível hoje — Jungkook sussurrou, beijando a testa de Jimin enquanto o recém-nascido adormecia satisfeito em seu peito.

— Nós fomos — corrigiu Jimin, fechando os olhos e sentindo o calor de sua família completa. — Nós somos.

Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic