
Ralph!!
Fandom: Fundamental paper education FPE Advanced Class
Criado: 22/08/2026
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Sombras e Sentenças na Calada da Noite
O relógio da torre central da Paper School marcou três horas da manhã. O silêncio nos corredores era absoluto, quebrado apenas pelo leve ranger das estruturas de papel e papelão que compunham o internato. No entanto, para Ralph Wolfgang, o silêncio era um convite.
Ele se moveu com a agilidade de um predador urbano, as botas de combate mal faziam barulho contra o chão polido. O clipe de papel pendurado em seu rosto balançava levemente enquanto ele espreitava pelos cantos. Seus cabelos brancos e eriçados escapavam do capuz da jaqueta preta, e seu olho branco brilhava com uma malícia travessa. Ralph não estava ali para estudar; ele estava ali para o que fazia de melhor: subtrair o que não lhe pertencia.
Sua mão esquerda, o gancho mecânico, estalou levemente quando ele a ajustou. Ele já havia enchido parte de sua mochila cinza com alguns itens interessantes encontrados na sala dos professores, mas ele queria mais. Ele queria algo que valesse o risco de invadir a escola naquele horário.
— Só mais uma sala... — sussurrou Ralph para si mesmo, um sorriso de presas afiadas surgindo em seu rosto. — A diretoria deve ter algo que brilhe.
Ele dobrou o corredor principal, mas parou abruptamente. Uma lanterna varreu a parede à sua frente. Ralph tentou recuar, mas o som pesado de passos lentos e deliberados ecoou pelo corredor.
— Ora, ora. O que temos aqui? — A voz era profunda, carregada de uma autoridade sombria.
Mister Barrel, o segurança da Paper School, emergiu das sombras. Ele não parecia o guarda comum cumprindo seu turno; havia algo de predatório em sua postura. Seus olhos fixaram-se em Ralph com uma expressão malvada e maliciosa que fez os pelos da cauda preta do ladrão se arrepiarem.
Ralph tentou usar seu gancho para alcançar uma viga no teto e escapar, mas Barrel foi mais rápido. Com um movimento brusco, o segurança avançou e agarrou Ralph pelo braço orgânico, girando-o com força.
— Ei! Me solta, seu brutamontes! — gritou Ralph, tentando chutar o ar.
Sem dizer uma palavra, Mister Barrel jogou Ralph no chão com violência. O impacto fez o ar fugir dos pulmões do ladrão, e sua mochila deslizou para longe. Ralph sentiu o frio do chão contra suas costas e o medo começou a substituir sua irritação inicial.
— Você acha que pode entrar aqui e sair impune, Wolfgang? — Mister Barrel se inclinou sobre ele, bloqueando qualquer rota de fuga. — Esta noite, as regras são diferentes.
— O que você pensa que está fazendo? — Ralph rosnou, tentando se levantar, mas Barrel pressionou um joelho contra seu peito, imobilizando-o. — Me deixa ir ou eu vou...
— Você não vai fazer nada — interrompeu Barrel, seus dedos segurando as pernas de Ralph e abrindo-as à força.
O pânico atingiu Ralph como uma onda. Ele viu o olhar de Barrel descer, desprovido de qualquer intenção de levá-lo para a detenção. Com um movimento rápido e humilhante, Barrel puxou as calças pretas de Ralph para baixo.
— Não! Para com isso! — Ralph exclamou, o rosto branco ficando subitamente ruborizado de vergonha e raiva.
Mister Barrel ignorou os protestos. Ele observou o corpo de Ralph, focando na anatomia exposta do ladrão. O segurança soltou um riso baixo, uma provocação clara que ecoou pelo corredor vazio.
— Tão pequeno... e tão vulnerável — provocou Barrel, passando a mão pelo interior das coxas de Ralph.
— Eu vou te matar! Eu juro que vou te matar! — Ralph gritou, sua cauda chicoteando o chão em frustração.
Mister Barrel não se intimidou. Ele usou os dedos para explorar a intimidade de Ralph, pressionando a parte superior com firmeza. A dor e a invasão súbita fizeram Ralph soltar um gemido agudo, um som que ele tentou abafar mordendo o próprio lábio.
— Dói, não é? — Barrel perguntou, aproximando o rosto do de Ralph. — É o preço por ser pego.
Enquanto uma mão continuava a pressão dolorosa em cima, Barrel se inclinou mais, levando a boca à parte inferior. Ralph sentiu o contato úmido e quente e seu corpo inteiro teve um espasmo. Ele tentou empurrar os ombros de Barrel com sua mão mecânica, mas o metal apenas raspava na farda do segurança sem causar dano real.
— Pare... por favor... — o tom de Ralph mudou de raiva para um desespero contido.
— Não fique tímido agora, Ralph — disse Barrel, fazendo uma pausa apenas para olhar nos olhos dele antes de continuar. — Você não é o grande ladrão audacioso?
A dor e a estimulação forçada criaram uma confusão sensorial na mente de Ralph. Ele queria fugir, queria lutar, mas seu corpo estava sendo levado a um limite que ele não conseguia controlar. O prazer distorcido e a dor se misturaram até que Ralph não conseguiu mais conter a reação de seu próprio corpo.
Com um arquejo final e um tremor violento, Ralph atingiu o ápice. O sêmen sujou a boca e o queixo de Mister Barrel.
O silêncio retornou ao corredor, pesado e sufocante. Barrel se afastou ligeiramente, limpando o excesso de sêmen de seus lábios com o polegar, mantendo o olhar fixo no ladrão derrotado. Ralph estava ofegante, os olhos lacrimejando de humilhação, o peito subindo e descendo rapidamente.
— Viu só? — Barrel murmurou, sua voz voltando a um tom falsamente calmo. — Foi quase um bom menino.
Mister Barrel então segurou o rosto de Ralph, forçando-o a olhar para cima, e selou seus lábios em um beijo agressivo. Ralph sentiu o gosto de si mesmo na boca do outro. Suas bochechas arderam em um vermelho profundo, e ele tentou virar o rosto, resistindo ao beijo com o resto de força que lhe sobrava.
— Acabou — disse Barrel, soltando-o finalmente e levantando-se. Ele limpou as mãos na calça e olhou para Ralph como se ele fosse apenas lixo no chão da escola. — Pegue suas coisas e suma daqui. Se eu te vir de novo, não serei tão "gentil".
Ralph permaneceu no chão por alguns segundos, tremendo. Ele puxou suas calças rapidamente, pegou sua mochila e, sem olhar para trás, correu em direção à saída mais próxima. O frio da noite lá fora não foi suficiente para apagar a queimação da vergonha que agora marcava sua alma. Naquela noite, ele não levou nenhum tesouro; ele deixou algo que nunca recuperaria.
