
Armitage
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 22/08/2026
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O Predador Enredado na Própria Teia
A escuridão nunca foi um problema para Armitage Acarena. Pelo contrário, ela era sua aliada, o manto que cobria sua figura aristocrática e intimidadora enquanto ele caminhava com a elegância de um monarca por territórios que outros temeriam desbravar. O som de suas patas pontiagudas, aqueles membros bifurcados que substituíam pés humanos, ecoava como batidas metálicas rítmicas no chão frio. Ele ajustou a cartola branca, sentindo o peso dos olhos vermelhos decorativos que pareciam vigiar o mundo por ele, e soltou um suspiro de satisfação.
Armitage sempre fora o mestre dos jogos. Na infância, ele fora a mente por trás dos tormentos infligidos ao pobre Mister Barrel. Ele, junto com seu círculo íntimo — Benedict, Bullseye e Sean —, transformara a vida do futuro segurança da Paper School em um inferno coreografado. Ele gostava do controle. Gostava da superioridade que sua natureza aracnídea e seu intelecto cruel lhe proporcionavam.
No entanto, o controle é uma ilusão que se desfaz com um simples toque.
Sem qualquer aviso, uma mão pálida e fria emergiu das sombras densas. Antes que Armitage pudesse reagir com seus quatro braços ou suas mandíbulas afiadas, ele foi agarrado pelo pescoço e puxado violentamente para trás.
— Mas o que significa isso?! — ele rosnou, a voz distorcida pelas mandíbulas negras que tremiam de fúria.
Ele tentou cravar suas garras no agressor, mas a força que o puxava era avassaladora, como se o próprio vácuo o estivesse reclamando. Em um piscar de olhos, a escuridão o engoliu por completo, e a consciência de Armitage se apagou em um turbilhão de confusão e raiva.
Quando seus olhos vermelhos se abriram novamente, a primeira coisa que sentiu foi o frio. Um frio metálico e implacável que subia por suas costas. Ele tentou se levantar, mas seus pulsos e tornozelos estavam firmemente presos por tiras de couro e metal. Ele estava deitado em uma mesa cirúrgica, em um ambiente mal iluminado que cheirava a ferrugem e suor.
O choque maior, porém, veio quando ele olhou para baixo. Seu impecável terno branco, a gravata listrada, a cartola aristocrática... tudo havia sumido. Ele estava completamente nu, exposto de uma forma que nunca permitira a ninguém ver. Sua anatomia única, a mistura de elegância nobre e biologia predatória, estava ali, vulnerável.
Armitage sentiu o sangue subir ao rosto, uma tonalidade carmesim manchando sua pele pálida. O movimento frenético de suas pernas tentando se soltar fazia com que sua intimidade balançasse e se contraísse, aumentando sua humilhação.
— Acordou, nossa pequena aranha rainha? — A voz de Benedict Ignis surgiu das sombras, carregada de um veneno melífluo.
Armitage rosnou, as mandíbulas estalando agressivamente.
— Benedict! Que palhaçada é essa? Solte-me agora ou eu vou garantir que você nunca mais caminhe!
Das laterais, Bullseye Foxtrot e Sean Landis emergiram, cercando a mesa com sorrisos predatórios que Armitage conhecia bem — afinal, eram os mesmos sorrisos que eles usavam quando planejavam crueldades contra Barrel. Mas agora, o alvo era ele.
— Você sempre foi tão altivo, Armitage — comentou Sean, aproximando-se e passando a mão pelos cabelos branco-prateados do prisioneiro. — O líder, o mestre, o intocável. Queríamos ver como você ficaria sem aquela armadura de seda e botões.
— E devo dizer... — Bullseye inclinou-se, os olhos fixos na genitália exposta de Armitage — ... a vista é muito mais interessante do que eu imaginava.
— Parem com isso! — gritou Armitage, debatendo-se com tanta força que a mesa de metal rangeu. — Isso é traição!
Benedict aproximou-se, o rosto a poucos centímetros do de Armitage. Ele ignorou os protestos e focou sua atenção na anatomia aracnídea e hermafrodita do líder.
— Não seja tímido, Armitage — sussurrou Benedict no ouvido dele, a voz quente causando arrepios indesejados no aracnídeo. — Nós somos velhos amigos, lembra? Compartilhamos tudo. Por que não compartilhar isso também?
Benedict olhou diretamente para a fenda entre as pernas de Armitage. O mestre dos planos sentiu um pavor genuíno quando Benedict sinalizou para os outros dois.
— Segurem-no. Não quero que ele se machuque... ainda.
Sean e Bullseye agarraram os braços extras de Armitage, prendendo-os contra a mesa com força bruta. Armitage soltou um grito de indignação e medo, a respiração ficando curta enquanto Benedict se posicionava.
— Não ouse! Benedict, eu ordeno que... ah!
O protesto foi cortado quando Benedict inseriu um dedo de forma invasiva em sua abertura inferior, enquanto, simultaneamente, inclinava-se para usar a boca na parte superior de sua intimidade. A sensação era um conflito violento entre a dor da invasão e uma estimulação avassaladora que ele nunca havia experimentado.
Armitage arqueou as costas, a pele corando intensamente. Gemidos de dor e confusão escapavam por suas mandíbulas, sons abafados que deliciavam seus captores.
— Veja como ele reage — provocou Sean, observando o sêmen de Benedict começar a preencher o interior de Armitage. — O grande mestre está tremendo.
Benedict afastou-se por um momento, a boca suja, um sorriso triunfante no rosto. Armitage estava ofegante, os olhos vermelhos lacrimejando de puro ódio e sobrecarga sensorial. O sêmen escorria e se acumulava dentro dele, uma marca de posse que ele não conseguia remover.
— Agora é minha vez de brincar um pouco mais sério — disse Sean Landis, movendo-se para trás das nádegas de Armitage enquanto os outros soltavam os pulsos dele, sabendo que ele estava exausto demais para fugir.
— Sean, não... por favor... — a voz de Armitage falhou, perdendo a autoridade habitual.
Sean não ouviu. Ele penetrou a abertura traseira de Armitage com uma força bruta que arrancou um grito lancinante do aracnídeo. A dor era aguda, rasgando sua dignidade junto com sua carne. Ao mesmo tempo, Bullseye agarrou o queixo de Armitage com firmeza, forçando suas mandíbulas a se abrirem.
— Abra a boca, Armitage. Você sempre teve muito a dizer, agora vamos ver se consegue fazer outra coisa.
Em seu estado de choque e dor, Armitage acabou envolvendo o membro de Bullseye com a boca, tentando protestar, mas resultando apenas em sons abafados e rítmicos. Bullseye soltou um gemido de prazer, fechando os olhos enquanto Armitage era usado por dois lados.
Benedict observava tudo de cima, provocando-o com palavras cruéis, lembrando-o de cada vez que Armitage os tratara como meros peões. O prazer dos três homens crescia à medida que o colapso de Armitage se tornava completo.
— Isso... isso é por todas as vezes que você se achou melhor que nós — sussurrou Sean, aumentando o ritmo.
O clímax foi inevitável. Armitage sentiu o calor das ejaculações inundando seu corpo por todos os lados. O sêmen de Sean preenchia sua retaguarda, enquanto Bullseye terminava em sua boca, forçando-o a engolir parte da humilhação.
O próprio corpo de Armitage, levado ao limite extremo de dor e prazer forçado, reagiu violentamente. Ele gozou intensamente, seu próprio fluido se misturando ao dos outros, cobrindo seu ventre pálido e manchando a mesa de metal.
Quando finalmente o soltaram, Armitage desabou sobre a mesa, os quatro braços inertes, a cartola perdida em algum canto escuro da sala. Ele estava coberto, por dentro e por fora, pelos restos daquele ataque coordenado.
— Você está uma bagunça, Armitage — disse Benedict, limpando o canto da boca e olhando para a criatura outrora orgulhosa. — Mas admita... nunca se sentiu tão vivo, não é?
Armitage não respondeu. Ele apenas olhou para o teto, a respiração pesada, sentindo o peso do sêmen que o preenchia por completo. O mestre dos planos havia sido enredado, e a teia, desta vez, não era dele.
