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Wilbur !!:D

Fandom: Fundamental paper education FPE Advanced Class

Criado: 22/08/2026

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MistérioFantasiaDor/ConfortoAçãoSombrioSuspenseAventuraHorror Corporal
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Sombra e Silêncio na Paper School

O corredor da Paper School estava estranhamente silencioso naquela tarde. Wilbur caminhava com passos calmos, embora sua mente estivesse em um turbilhão constante. Seus olhos ciano brilhavam na penumbra dos corredores, e o olho em sua coxa direita piscava ocasionalmente, vigiando os arredores de forma independente. Ele ajustou a capa marrom, sentindo o peso do botão com a letra "W" contra o peito.

Para a maioria dos alunos, a escola era um lugar de medo devido às regras rígidas e aos professores implacáveis, mas para Wilbur, era apenas o cenário de sua busca incessante. Ele não queria apenas notas boas ou sobreviver ao próximo exame; ele queria preencher o vazio deixado pela ausência de uma figura paterna. Cada sombra, cada novo visitante ou membro da equipe era avaliado sob a lente de sua esperança solitária.

Os tentáculos pretos que emergiam de seu estômago moviam-se sutilmente sob a camisa marrom, como se tivessem vontade própria, e sua cauda, com aquela ponta que lembrava uma planta carnívora, balançava de um lado para o outro, roçando o chão de papel.

— Ele tem que estar por aqui em algum lugar... — murmurou Wilbur para si mesmo, as presas aparecendo levemente entre os lábios.

Ele passou pela porta do Clube de Ocultismo, do qual era membro, mas não entrou. Algo o impulsionava a continuar andando em direção às seções mais antigas e menos iluminadas da instituição. Foi quando sentiu um calafrio percorrer sua espinha.

Antes que pudesse reagir, uma mão pálida e fria emergiu de uma fresta entre os armários. Com uma força sobrenatural, a mão agarrou o ombro de Wilbur e o puxou para dentro da escuridão absoluta de uma sala de manutenção desativada.

— Ei! O que é isso? Me solte agora! — Wilbur gritou, a irritação subindo como fogo em seu peito.

Ele tentou usar suas garras e seus tentáculos para se defender, mas o agressor era rápido demais. O mundo girou, as cores da escola desapareceram e, por um instante, houve apenas o vácuo.

Quando a visão de Wilbur finalmente clareou, ele não estava mais no corredor. Ele se viu sentado em uma cadeira de madeira velha, no centro de uma sala circular iluminada por uma única lâmpada oscilante. Ele tentou se levantar, mas sentiu a resistência imediata das cordas marrons que envolviam seu peito, braços e pernas, prendendo-o firmemente ao encosto e aos pés da cadeira.

Ele tentou protestar, mas o som que saiu foi apenas um ruído abafado. Uma fita adesiva cinza e grossa cobria sua boca, pressionando seus lábios e impedindo qualquer palavra articulada.

— Mmmph! Mmmph! — Wilbur forçou o corpo para frente, as veias de seu pescoço saltando.

O pânico começou a se misturar à raiva. Suas orelhas pontudas se curvaram para trás e sua cauda tentava morder as cordas, mas elas pareciam reforçadas com algum tipo de feitiço ou material que neutralizava sua força. Ele estava vulnerável, algo que Wilbur detestava ser. Seus olhos ciano percorreram o quarto escuro, procurando pelo responsável, mas só encontrou o silêncio opressor.

Enquanto isso, em outra parte da escola, o clima de tranquilidade havia desaparecido para um grupo específico de alunos. Akatsuki parou no meio do pátio interno, franzindo a testa. Ela tinha um pressentimento, um daqueles que raramente falhavam.

— Alguém viu o Wilbur? — perguntou Akatsuki, virando-se para os companheiros.

Edgar, que estava distraído com alguns papéis, levantou o olhar.

— Ele disse que ia procurar por "você-sabe-quem" de novo. Mas já faz quase uma hora. Ele costuma voltar para a sala de ocultismo antes disso.

Gregory e Hâzel se aproximaram. Gregory parecia preocupado, ajustando a postura.

— Não é do feitio dele sumir sem avisar o clube — comentou Gregory. — Especialmente com os professores de mau humor hoje.

Hâzel, sempre atenta aos detalhes, apontou para o chão perto do corredor leste.

— Olhem ali. Aquilo é um pedaço de fita adesiva? E há marcas de arranhões no chão... marcas que parecem ter sido feitas por garras tentando se segurar.

Akatsuki sentiu um aperto no coração.

— Algo está errado. Wilbur pode ser forte, mas ele é impulsivo. Vamos, temos que encontrá-lo antes que algo pior aconteça.

O grupo começou a seguir os vestígios quase invisíveis. Eles passaram por corredores que a maioria dos alunos evitava, descendo para os níveis inferiores onde o papel das paredes parecia mais amarelado e úmido. O som dos passos de Edgar e Gregory ecoava, criando uma sinfonia nervosa.

— Vocês acham que foi um dos professores? — sussurrou Edgar, a voz trêmula.

— Se fosse um professor, ele estaria na sala de detenção, não sendo arrastado para os porões — respondeu Akatsuki de forma ríspida, embora seus olhos mostrassem que ela também considerava todas as possibilidades sombrias.

De repente, um som cortou o silêncio. Era um grito, mas estava sufocado, vindo de trás de uma porta de metal pesada no final do corredor.

— Mmmmmmph! Mmmph-mmm!

— É ele! — Hâzel exclamou, correndo em direção à porta.

Akatsuki foi a primeira a chegar. Ela não hesitou. Com um chute preciso e carregado de adrenalina, a porta cedeu com um estrondo metálico que ecoou por todo o subsolo.

A cena dentro da sala era de partir o coração. Wilbur estava lá, amarrado de forma humilhante, debatendo-se na cadeira. Seus olhos estavam arregalados e injetados, mostrando uma mistura de puro terror e fúria. A luz da lâmpada solitária refletia no suor em sua testa e no papel que cobria seu olho esquerdo, que agora estava levemente amassado.

— Wilbur! — Akatsuki gritou, correndo em direção a ele.

— Meu Deus, o que fizeram com ele? — Edgar disse, parando na porta, chocado com a visão das cordas apertadas.

Wilbur, ao ver os amigos, intensificou seus movimentos. Ele tentava falar através da fita, mas só conseguia emitir sons desesperados. Suas patas batiam contra o chão e sua cauda se agitava freneticamente.

— Calma, Wilbur! Estamos aqui! — Gregory disse, aproximando-se para ajudar Akatsuki a desatar os nós.

Akatsuki alcançou a borda da fita adesiva em sua boca.

— Isso vai doer um pouco, aguenta firme.

Com um movimento rápido, ela puxou a fita. Wilbur soltou um arquejo dolorido, tossindo e recuperando o fôlego enquanto as cordas eram cortadas pelas garras de Gregory e pela agilidade de Hâzel.

— Aquela... aquela coisa... — Wilbur finalmente conseguiu falar, sua voz saindo rouca e carregada de ódio. — Me puxou do nada! Eu nem vi o rosto!

— Quem faria isso? — perguntou Hâzel, ajudando-o a se levantar.

Wilbur se apoiou nela, suas pernas ainda um pouco bambas pela circulação interrompida. Ele olhou em volta, o olho na sua coxa girando freneticamente como se procurasse o agressor nas sombras da sala.

— Eu não sei — respondeu Wilbur, ajustando sua capa marrom com as mãos trêmulas. — Mas não parecia um aluno. E certamente não era o pai que eu estava procurando.

Akatsuki colocou a mão no ombro dele, seu olhar sério.

— Seja lá o que for, ainda pode estar por perto. Saímos daqui agora.

— Esperem — disse Edgar, apontando para o canto da sala onde Wilbur estava preso. — O que é aquilo no chão?

Havia um pequeno pedaço de papel, perfeitamente recortado em forma de um triângulo com duas linhas cruzadas, exatamente igual ao símbolo no tapa-olho de Wilbur.

Wilbur sentiu um calafrio. Alguém na Paper School sabia exatamente quem ele era, quais eram seus segredos e, pior de tudo, qual era sua maior fraqueza: o desejo de pertencer a alguém.

— Vamos embora — Wilbur rosnou, suas presas brilhando sob a luz fraca. — Se essa coisa quer brincar de ocultismo, ela escolheu o membro errado do clube para mexer.

O grupo saiu da sala apressadamente, mas enquanto subiam as escadas de volta para a segurança dos corredores principais, Wilbur não pôde deixar de olhar para trás uma última vez. Ele sentia que, embora tivesse sido resgatado, a caçada apenas havia começado. E na Paper School, as lições mais difíceis eram sempre escritas com sangue e silêncio.

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