
Oliver x ∆lice
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 23/08/2026
Fome Insaciável Sob os Lençóis
O silêncio nos dormitórios da Paper School era raro, mas durante a madrugada, os corredores de papel pareciam respirar com uma calma enganadora. Oliver, o valentão cujos dias eram preenchidos por travessuras cruéis ao lado de Zip e Edward, estava finalmente vulnerável. Seus longos cabelos brancos, que chegavam aos tornozelos, estavam espalhados pelo travesseiro como fios de seda pálida, e o laço preto que normalmente prendia seu rabo de cavalo estava frouxo.
Ele dormia profundamente, o braço de lápis descansando sobre o peito, a marca de "A+" em seu cabelo brilhando fracamente sob a luz da lua que filtrava pela janela. Oliver, o garoto que comia sabonetes como se fossem guloseimas e aterrorizava os outros alunos, parecia quase angelical — se você ignorasse os chifres pretos.
No entanto, ele não estava sozinho.
Das sombras do quarto, vinda de um lugar onde a geometria e a sanidade não se aplicavam, surgiu ∆lice. A garota demônio, a presença mais temida da escola, deslizou pelo chão com uma graça predatória. Seus olhos brilhavam com uma mistura perigosa de adoração e fome. Para ∆lice, Oliver não era apenas seu namorado; ele era sua obsessão, sua carne favorita, o único ser que conseguia saciar seus instintos mais sombrios.
Ela observou o movimento rítmico do peito dele. Um sorriso malicioso e apaixonado curvou seus lábios. Engatinhando com a agilidade de um animal caçador, ela se aproximou da cama e, sem fazer um único ruído, deslizou para baixo das cobertas pesadas.
O calor repentino e a movimentação estranha despertaram Oliver. Ele sentiu algo se arrastando contra suas pernas, algo que definitivamente não deveria estar ali. Sua primeira reação foi de irritação pura; ele odiava ser interrompido em seu descanso.
— Mas que droga... — resmungou ele, a voz rouca de sono.
Com um movimento brusco, Oliver puxou a coberta, pronto para expulsar qualquer que fosse o invasor. Seus olhos se arregalaram. ∆lice estava ali, encolhida no espaço entre as pernas dele e seu tronco, olhando-o com um olhar predatório e intensamente apaixonado. O choque percorreu o corpo de Oliver como uma corrente elétrica.
— ∆lice?! O que você está... — Ele começou a protestar, mas foi interrompido instantaneamente.
A mão dela voou para a boca dele, abafando suas palavras. O toque dela era frio, contrastando com o calor da cama.
— Shhh... — sussurrou ela, os olhos fixos nos dele. — Fique quieto, meu doce Oliver.
Antes que ele pudesse processar o comando, ∆lice avançou. Ela segurou a nuca dele com firmeza e puxou sua cabeça para baixo, selando seus lábios com os dele em um beijo possessivo e faminto. Oliver congelou. O beijo não era gentil; tinha o gosto metálico e perigoso que sempre acompanhava ∆lice. Ele sentiu seu rosto arder em um tom profundo de carmesim.
Oliver tentou se afastar, emitindo sons abafados contra a boca dela. Suas mãos tentaram empurrá-la, mas o aperto de ∆lice era como ferro. Ela não queria soltá-lo; ela queria devorá-lo, pedaço por pedaço, começando por aquele beijo.
Quando ela finalmente se afastou, deixando um fio de saliva conectando os dois, Oliver estava ofegante, o coração batendo contra as costelas como um pássaro enjaulado.
— ∆lice, você enlouqueceu? — Ele sussurrou, a voz trêmula.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, ela se posicionou sobre ele, prendendo-o contra o colchão com seu peso. A expressão dela mudou de maliciosa para algo puramente instintivo. Seus dedos ágeis desceram até a bermuda branca de Oliver.
Com um movimento lento, ela abriu a peça de roupa, revelando a intimidade dele. A visão pareceu hipnotizá-la. ∆lice soltou um suspiro pesado, seus olhos dilatando de uma forma que deixou Oliver aterrorizado e, ao mesmo tempo, estranhamente excitado. Ela estava faminta, e o que via era o banquete mais requintado que poderia desejar.
— Você é tão perfeito... — murmurou ela, a voz carregada de uma fome canibal.
Sem aviso, ela se inclinou e começou a chupar a região sensível de Oliver. O choque inicial fez o corpo dele arquear. A dor aguda dos dentes dela roçando sua pele misturava-se a uma onda avassaladora de prazer que ele nunca havia experimentado.
— Ah! ∆-∆lice... para... dói... — Oliver gemeu, as mãos agarrando os lençóis com força.
Mas ela não parou. Pelo contrário, ∆lice usou as mãos para abrir mais as pernas dele, forçando-o a se expor completamente à sua fome. O corpo de Oliver começou a tremer incontrolavelmente. A sensação era demais; era uma sobrecarga sensorial que desmantelava toda a sua postura de valentão. Ele era apenas papel nas mãos de um demônio.
O prazer subiu como uma maré alta, nublando sua visão. Ele soltou um gemido alto, abafado pelo travesseiro, enquanto seu corpo chegava ao limite. Oliver gozou, as pernas tremendo enquanto a exaustão e o êxtase o atingiam simultaneamente.
∆lice se afastou lentamente, limpando o canto da boca com as costas da mão. Ela respirou fundo, recuperando o fôlego, o rosto iluminado por uma satisfação sombria. Oliver estava jogado na cama, o cabelo branco bagunçado, os olhos desfocados e o rosto ainda corado de vergonha e prazer.
Ela se inclinou sobre ele mais uma vez, aproximando os lábios do ouvido dele. O hálito dela era quente agora, e o sussurro que se seguiu fez cada pelo do corpo de Oliver se arrepiar.
— Você tem um gosto delicioso, Oliver... — sussurrou ela, a voz vibrando de luxúria. — Mas não pense que estou satisfeita. Eu ainda quero muito mais de você.
Oliver tentou formular uma resposta, uma piada ou um insulto, mas as palavras não vieram. Ele apenas olhou para ela, sabendo que, naquela escola de papel, ele pertencia inteiramente ao demônio que sorria para ele na escuridão.
