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Oliver x ∆lice!

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 23/08/2026

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O Banquete do Coelho de Papel

Os corredores da Paper School estavam estranhamente silenciosos naquela tarde. O cheiro de grafite, papel velho e o leve aroma químico de sabonete — o lanche favorito de Oliver — pairavam no ar. Alice caminhava com sua elegância predatória, suas garras arranhando levemente as paredes de papel enquanto ela procurava por seu namorado. Ela estava com fome, e não era de papel ou de sabão. Ela queria Oliver. Havia algo na carne dele, no caos que ele emanava, que a deixava faminta de uma forma que ninguém mais conseguia.

— Oliver? Onde você se meteu, seu idiota travesso? — Alice murmurou, sua voz ecoando com um tom sombrio e melodioso.

Ela passou pela sala de artes, ignorando os desenhos espalhados, e dobrou o corredor que levava aos dormitórios desativados. Foi então que ela sentiu algo. Um obstáculo macio e felpudo colidiu com sua perna.

Alice parou bruscamente, seus olhos demoníacos descendo para o chão. Ela havia esbarrado em algo pequeno, branco e extremamente macio. Parecia... um rabinho de coelho?

À sua frente, de costas, estava uma figura que ela reconheceria em qualquer lugar, mas não daquela forma. Os longos cabelos brancos, que normalmente chegavam aos tornozelos, estavam presos de um jeito diferente, destacando a silhueta esguia.

— Oliver? — ela perguntou, a confusão nublando sua fome por um momento.

A figura se virou lentamente, e Alice sentiu o ar escapar de seus pulmões. O rubor subiu instantaneamente às suas bochechas, algo raro para uma entidade canibal tão temida.

Oliver não estava usando seu uniforme habitual de valentão. Em vez da camisa preta com listras e das bermudas brancas, ele estava vestindo um collant rosa vibrante que abraçava cada curva de seu corpo esguio. Suas pernas longas estavam envoltas em meias-calças pretas translúcidas que terminavam em saltos altos rosas, o que o deixava ainda mais alto e imponente, de uma maneira terrivelmente provocante. Pulseiras brancas adornavam seus pulsos, e em volta do pescoço, uma gola branca elegante com uma gravata borboleta preta completava o visual. Na cabeça, entre seus chifres pretos e a marca de "A+", balançavam orelhas de coelho rosa.

Mas o que mais chamou a atenção de Alice foi o objeto em sua boca: uma pequena cenoura de brinquedo, servindo como uma mordaça, presa por tiras que se escondiam sob seu cabelo.

Oliver olhou para ela com os olhos brilhando de diversão e malícia. Ele soltou um som abafado, um "mmph-hmmm!", e balançou levemente os quadris, fazendo o rabinho de coelho branco em sua cintura balançar. Ele parecia genuinamente alegre por ela ter esbarrado nele.

— Mas o que... Oliver, que tipo de brincadeira é essa? — Alice exclamou, tentando manter a compostura, embora seus olhos estivessem fixos nas pernas dele. — Você perdeu o juízo de vez? Onde estão o Zip e o Edward? Se eles te virem assim...

Oliver deu um passo à frente, o som dos saltos estalando no chão de papel. Ele inclinou a cabeça para o lado, fazendo uma expressão de curiosidade inocente, como se estivesse perguntando por que ela parecia tão surpresa. Ele soltou mais sons abafados e ruidosos, tentando claramente dizer algo, mas a cenoura de plástico impedia qualquer articulação.

Alice cruzou os braços, tentando disfarçar o fato de que suas mãos estavam tremendo levemente. O contraste entre o Oliver valentão, que comia sabonete e atormentava os outros alunos com seu braço de lápis, e este "coelhinho" rosa era demais para processar.

— Diga alguma coisa, Oliver! — Alice ordenou, sua voz falhando um pouco. — Tire isso da boca e explique por que você está vestido como um aperitivo!

Oliver negou com a cabeça vigorosamente. Ele se aproximou ainda mais, invadindo o espaço pessoal de Alice. Ele levantou o braço direito — o de carne e osso — e tocou levemente o rosto dela, enquanto o braço de lápis permanecia pendido ao lado do corpo, criando uma imagem bizarra e fascinante. Ele tentou falar novamente, mas apenas sons anasalados e abafados saíram.

— Mmmph! Mmmph-huuu! — Ele parecia estar rindo por trás da mordaça, seus olhos semicerrados em um desafio divertido.

Alice sentiu o estômago roncar. A visão dele ali, vulnerável mas ao mesmo tempo no controle da situação, estava despertando seus instintos mais básicos. Ela estendeu a mão e agarrou a gravata borboleta dele, puxando-o para mais perto, até que seus narizes se tocassem.

— Você sabe que eu sou canibal, não sabe? — ela sussurrou, sua voz voltando a ter aquele tom perigoso. — E você aparece na minha frente vestido como um animalzinho de estimação... Isso é um convite, Oliver?

Oliver não recuou. Pelo contrário, ele se inclinou para frente, pressionando o corpo contra o dela. Os sons abafados que ele emitia agora tinham um tom mais urgente, quase como se ele estivesse incentivando-a. Ele apontou para a cenoura em sua boca e depois para Alice, arqueando as sobrancelhas em um gesto de "e então?".

— Você quer que eu tire? — Alice perguntou, seus dedos subindo para as tiras de couro que prendiam a mordaça.

Oliver assentiu freneticamente, um brilho de antecipação nos olhos.

Alice deslizou os dedos por trás das orelhas de coelho dele, sentindo a textura do cabelo branco sedoso. Com um movimento rápido, ela soltou a fivela. A cenoura de brinquedo caiu no chão com um som oco.

Oliver soltou um suspiro profundo, massageando a mandíbula por um segundo antes de abrir um sorriso largo e travesso, aquele sorriso que Alice tanto amava e odiava.

— Finalmente! — Oliver exclamou, sua voz saindo rouca e carregada de deboche. — Aquela coisa estava começando a ter gosto de plástico barato. Eu prefiro o gosto de um bom sabonete de lavanda, para ser sincero.

Alice o empurrou levemente contra a parede do corredor, suas garras cravando-se suavemente no papel da parede.

— Oliver, você é um idiota completo — disse ela, embora o sorriso em seu rosto a traísse. — Por que essa roupa? E por que agora?

— Ora, Alice... — Oliver passou o braço de lápis pela cintura dela, puxando-a para fechar o espaço que ela havia criado. — Eu vi que você estava de mau humor hoje. E todo mundo sabe que coelhos são a comida favorita dos predadores, não são? Achei que você gostaria de uma "caçada" mais temática.

Alice soltou uma risada sombria, aproximando o rosto do pescoço dele, onde podia sentir a pulsação acelerada.

— Você está brincando com o fogo, coelhinho. Eu posso muito bem decidir que quero te comer de verdade agora mesmo.

Oliver riu, um som claro e provocador que ecoou pelo corredor vazio.

— E quem disse que eu não quero isso? — Ele inclinou a cabeça, expondo a garganta. — Mas você vai ter que me pegar primeiro.

Antes que Alice pudesse reagir, Oliver se desvencilhou com uma agilidade surpreendente para alguém usando saltos altos. Ele correu pelo corredor, o rabinho branco balançando furiosamente enquanto ele desaparecia na penumbra da escola.

— Oliver! Volte aqui! — Alice gritou, mas havia uma alegria selvagem em sua voz.

Ela disparou atrás dele, suas sombras se alongando pelas paredes de papel. A perseguição havia começado. Oliver podia ser o valentão da Paper School, o garoto que comia sabonete e desenhava nos livros alheios, mas naquela noite, ele era a presa favorita de Alice. E ele sabia exatamente como mantê-la faminta.

Enquanto corria, Oliver olhou para trás por cima do ombro, as orelhas de coelho balançando ritmicamente. Ele sabia que Zip e Edward provavelmente morreriam de rir se o vissem assim, mas a expressão no rosto de Alice — aquela mistura de desejo, fome e diversão — valia cada segundo do ridículo.

Ele dobrou o corredor da biblioteca, saltando por cima de uma pilha de livros descartados. O som dos passos de Alice estava logo atrás, rápido e implacável.

— Mmmph! — ele brincou, fingindo que ainda estava amordaçado, apenas para irritá-la.

— Eu ouvi isso! — Alice rugiu, rindo enquanto saltava sobre uma mesa.

A Paper School nunca tinha visto um casal tão disfuncional, e provavelmente nunca veria. Entre chifres, lápis, saltos altos e instintos canibais, Oliver e Alice transformavam o terror do cotidiano escolar em seu próprio playground particular. E, no final das contas, Oliver sabia que, não importava o quão rápido ele corresse, ele sempre deixaria Alice alcançá-lo. Afinal, ser a refeição dela era a sua parte favorita do dia.

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