Fanfy
.studio
Imagem de fundo

nos tres, num so jeito

Fandom: trisal rico e romantico

Criado: 23/08/2026

Tags

RomanceDramaFatias de VidaFofuraHistória DomésticaEstudo de PersonagemUA (Universo Alternativo)
Índice

Engrenagens e Emoções de Seda

O MTC, Centro de Tecnologia da McLaren em Woking, era uma obra-prima da arquitetura moderna, um palácio de vidro e aço que refletia a precisão cirúrgica de tudo o que a equipe representava. Para Anna Williams, no entanto, os corredores imaculados e o silêncio reverente do prédio pareciam amplificar as batidas aceleradas de seu coração. Ela era uma engenheira de desempenho, alguém que lidava com dados frios e telemetria exata, mas nada em sua formação a preparara para o campo magnético que eram Oscar Piastri e Lily Zneimer.

Naquela manhã, Anna estava debruçada sobre os monitores na garagem, analisando o fluxo aerodinâmico da asa dianteira. Ela estava tão concentrada que não percebeu a aproximação silenciosa do piloto.

— Os dados do terceiro setor parecem mais consistentes hoje, não acha? — A voz de Oscar, calma e aveludada, soou logo atrás dela.

Anna deu um pequeno salto, seus dedos escorregando pelo mouse. Ela se virou rapidamente, encontrando o olhar sereno de Oscar. Ele não usava o macacão de corrida ainda, apenas uma polo da equipe perfeitamente ajustada ao seu porte atlético e calças de corte impecável. Ele exalava aquele perfume discreto, porém marcante, que Anna já havia começado a associar à segurança.

— Oh, Sr. Piastri! Sim, eu... eu estava apenas ajustando a compensação de arrasto — gaguejou ela, sentindo o rosto esquentar. — As mudanças que você sugeriu no simulador surtiram efeito.

Oscar deu um passo à frente, entrando no espaço pessoal dela, mas de uma forma que não parecia invasiva, apenas... envolvente. Ele colocou uma mão levemente sobre a bancada, inclinando-se para olhar a tela, o que o deixou perigosamente perto do ombro de Anna.

— Eu disse para me chamar de Oscar, Anna — disse ele, voltando os olhos claros para ela com um sorriso pequeno e encorajador. — Você é a mente mais brilhante que entrou nesta garagem em anos. Não precisa de formalidades comigo.

— Eu tento lembrar disso — Anna sorriu timidamente, desviando o olhar para os gráficos. — É que... é difícil não ser formal com o chefe.

Oscar soltou uma risada baixa, um som que vibrou no peito de Anna.

— Eu sou apenas o piloto. Você é quem faz o carro voar. — Ele fez uma pausa, observando-a com uma intensidade que a fazia sentir-se a única pessoa no mundo. — Lily e eu vamos jantar no L’Atelier hoje à noite. Gostaríamos muito que você se juntasse a nós. Para celebrar o sucesso das novas atualizações.

Anna sentiu um frio na barriga. O convite parecia profissional, mas o brilho nos olhos de Oscar dizia outra coisa.

— Eu... eu não gostaria de atrapalhar o tempo de vocês — respondeu ela rapidamente. — Tenho certeza de que Lily prefere ter o marido só para ela depois de uma semana tão intensa.

— Pelo contrário — disse Oscar, a voz suave como seda. — Foi a própria Lily quem sugeriu. Ela ficou fascinada pela sua apresentação na segunda-feira. Ela diz que você tem uma aura rara, Anna.

— Eu... eu vou pensar, Oscar. Obrigada.

Ela praticamente fugiu para a sala de reuniões, o coração martelando contra as costelas. Ela sentia uma atração avassaladora por Oscar, pela sua calma e competência, mas Lily... Lily era uma criatura de uma doçura tão genuína que Anna se sentia culpada por sequer respirar o mesmo ar que o casal. E, para piorar, Anna também se sentia hipnotizada por Lily. A elegância discreta da esposa de Oscar, a forma como ela falava com todos com tanta bondade, era algo que Anna admirava profundamente.

Mais tarde, no hospitality da equipe, Anna tentava se esconder atrás de um tablet enquanto tomava um café. A luz do sol da tarde entrava pelas janelas de vidro, iluminando o ambiente luxuoso. Foi quando Lily Zneimer apareceu, parecendo um anjo em um vestido de seda creme que fluía a cada passo.

— Anna, querida! Que bom te encontrar — disse Lily, aproximando-se com um sorriso radiante. Ela não hesitou em tocar levemente o braço de Anna, um gesto de carinho que fez a engenheira estremecer.

— Olá, Lily. Como você está? — Anna tentou manter a voz estável.

— Estou maravilhosa, agora que te vi. — Lily sentou-se na cadeira ao lado, inclinando-se para frente. — Oscar me disse que você está relutante sobre o jantar. Por favor, não diga não. Eu adoraria conversar com você sobre algo além de cavalos de potência e downforce. Quero conhecer a mulher por trás desses olhos tão inteligentes.

Anna olhou para Lily, perdendo-se na suavidade de suas feições. Era injusto que duas pessoas tão perfeitas estivessem juntas e fossem tão... acolhedoras com ela.

— Lily, eu sou apenas uma engenheira entediante — Anna brincou, tentando desviar do magnetismo da outra mulher. — Vocês dois são o casal de ouro da F1. Eu me sentiria como um peixe fora d'água.

— Você nunca seria um peixe fora d'água conosco, Anna — Lily disse, sua voz baixando para um tom mais íntimo. Ela estendeu a mão e, por um breve segundo, acariciou o dorso da mão de Anna. — Nós cuidamos bem do que é precioso. E você, em tão pouco tempo, tornou-se preciosa para nós.

Anna sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo. Aquilo não era apenas gentileza. Não podia ser. Mas o medo da rejeição ou de um mal-entendido catastrófico a fez recuar.

— Eu realmente tenho muito trabalho, Lily. Talvez na próxima semana? — Anna levantou-se, recolhendo suas coisas com mãos trêmulas.

Lily não pareceu ofendida. Ela apenas sorriu, um sorriso enigmático que prometia que ela não desistiria facilmente.

— O convite permanece aberto, Anna. Sempre.


Nos dias seguintes, o "cerco" intensificou-se, embora de maneira extremamente sofisticada. Oscar e Lily agiam como uma unidade perfeita, uma força de atração que Anna tinha cada vez mais dificuldade em evitar.

Durante o briefing técnico na quinta-feira, Oscar passou o tempo todo sentado à mesa de conferências, ouvindo atentamente. Quando a reunião terminou e todos saíram, ele pediu que Anna ficasse para "revisar um detalhe no mapa do motor".

— Você está me evitando, Anna? — perguntou ele, direto mas gentil, enquanto ela organizava seus papéis.

Anna parou, suspirando.

— Oscar, eu sou sua funcionária. E você é casado com a mulher mais incrível que eu já conheci.

Oscar levantou-se e caminhou até ela, parando a uma distância que permitia que ela sentisse o calor de seu corpo.

— Lily é incrível. E ela concorda plenamente comigo quando digo que falta algo em nossas vidas. Ou melhor, alguém.

Anna abriu a boca para responder, mas as palavras sumiram. Oscar estendeu a mão e afastou uma mecha de cabelo do rosto dela, seus dedos roçando sua bochecha.

— Não tenha medo de nós — sussurrou ele. — Apenas nos dê uma chance de mostrar o que sentimos.

Antes que ela pudesse processar a intensidade daquele momento, a porta da sala se abriu e Lily entrou, segurando uma pequena sacola de uma boutique de luxo.

— Interrompo algo? — perguntou Lily, embora seu sorriso sugerisse que ela sabia exatamente o que estava acontecendo.

— Apenas tentando convencer Anna de que ela merece uma pausa — disse Oscar, afastando-se, mas mantendo o olhar fixo em Anna.

Lily caminhou até eles e entregou a sacola para Anna.

— Passei por uma loja e vi isso. Lembrei-me de você imediatamente. É um cachecol de cashmere, da cor dos seus olhos.

Anna aceitou o presente, sentindo-se sobrecarregada pela generosidade e pela óbvia afeição deles.

— É lindo, Lily. Obrigada. Mas eu não posso aceitar...

— Claro que pode — interrompeu Lily, aproximando-se e ficando ao lado de Oscar. Os dois agora estavam diante de Anna, formando uma frente unida de beleza, poder e uma ternura que a assustava. — Queremos que você se sinta parte de algo, Anna. Não apenas da equipe, mas de algo nosso.

— Eu... eu preciso ir para a garagem — Anna disse, a voz quase um sussurro. Ela passou por eles, sentindo o perfume dos dois se misturando no ar, uma combinação inebriante de sândalo e flores frescas.

Ela correu para o paddock, o coração disparado. Ela sabia que estava brincando com fogo, mas o calor daquelas duas chamas era a coisa mais convidativa que já sentira na vida.


Na noite de sexta-feira, após os treinos livres, Anna estava exausta. Ela decidiu sair mais tarde para evitar encontros, mas ao chegar ao estacionamento VIP, encontrou o carro de Oscar — um supercarro elegante e silencioso — parado bem ao lado do seu.

Oscar estava encostado na porta, conversando com Lily, que estava sentada no banco do passageiro com a porta aberta. Ao verem Anna, ambos sorriram.

— Sem desculpas hoje, Anna — disse Oscar, caminhando até ela. — O trabalho acabou por hoje.

— Nós vamos levá-la para casa — acrescentou Lily, saindo do carro. — E depois vamos jantar. No nosso apartamento. Sem fotógrafos, sem pressa. Apenas nós três.

Anna olhou para os dois. A riqueza deles não estava apenas nos carros, nas roupas de grife ou nas contas bancárias; estava na forma como eles se olhavam e na forma como agora olhavam para ela — com um desejo genuíno e um respeito profundo.

— Por que eu? — Anna finalmente perguntou, a voz falhando. — Vocês têm o mundo aos seus pés. Por que uma engenheira tímida que prefere números a pessoas?

Oscar parou na frente dela, pegando suas mãos nas dele. Suas mãos eram grandes e firmes, as mãos de alguém que controlava máquinas a 300 km/h, mas o toque era de uma delicadeza absoluta.

— Porque você é autêntica, Anna — disse ele suavemente. — Em um mundo de aparências, você é a verdade. E sua inteligência brilha mais do que qualquer troféu que eu já ganhei.

Lily aproximou-se por trás de Oscar, colocando a mão no ombro dele e a outra no braço de Anna.

— Nós não queremos apenas alguém, Anna — disse Lily, seus olhos brilhando com sinceridade. — Nós queremos você. Desde o primeiro dia, sentimos que você era a peça que faltava no nosso quebra-cabeça.

Anna sentiu as lágrimas arderem em seus olhos. A resistência que ela vinha construindo desmoronou diante daquela oferta de amor e aceitação.

— Eu tenho medo — confessou ela.

— Nós também — admitiu Oscar, dando um passo para mais perto, reduzindo o espaço entre eles a quase nada. — Mas as melhores coisas da vida acontecem quando paramos de ter medo e começamos a viver.

Ele inclinou a cabeça, e por um momento, Anna pensou que ele a beijaria ali mesmo, sob as luzes do estacionamento. Mas Oscar era um cavalheiro, e ele queria que ela desse o passo final. Ele apenas beijou sua testa, um gesto de promessa e proteção.

Lily, então, inclinou-se e beijou a bochecha de Anna, seus lábios macios deixando um rastro de calor.

— Venha conosco — pediu Lily. — Apenas por esta noite. Se você não gostar, prometemos nunca mais pressioná-la.

Anna olhou de um para o outro. O CEO reservado e a esposa doce. O piloto veloz e a mulher que era seu porto seguro. E agora, eles queriam ser o porto seguro dela também.

— Tudo bem — Anna disse, um pequeno sorriso finalmente surgindo em seus lábios. — Eu vou.

Oscar abriu a porta do carro para ela com um brilho de triunfo nos olhos, enquanto Lily pegou sua mão para ajudá-la a entrar.

Enquanto o carro deslizava silenciosamente pelas ruas de Woking em direção à cobertura luxuosa do casal, Anna percebeu que sua vida, assim como um carro de Fórmula 1 em uma volta de qualificação, havia acabado de mudar de marcha. E, pela primeira vez, ela não estava preocupada com a telemetria. Ela estava apenas aproveitando a viagem.

Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic