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Mister Demi x Engel !

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 24/08/2026

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AngústiaDor/ConfortoHorrorHorror PsicológicoSobrevivênciaSuspenseDramaMistério
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Sinfonia de Silêncio e Laços Proibidos

O ar na sala estava pesado, saturado com o cheiro de papel velho e um odor metálico que fazia o estômago de Mister Demi revirar. A luz era escassa, filtrada por janelas altas que pareciam observar o desespero dos dois prisioneiros. Amarrados de costas um para o outro, ou melhor, presos a um pilar frio que os mantinha em uma imobilidade torturante, Demi e Engel sentiam a aspereza das cordas brancas cortando a circulação.

Mister Demi, o professor de música que geralmente encontrava conforto nas notas suaves de um piano, agora só conseguia ouvir o som frenético de seu próprio coração. O pânico era uma nota dissonante e constante em sua mente. Ele tentou gritar novamente, mas o pano branco que selava sua boca abafava qualquer tentativa de comunicação, transformando seu terror em um murmúrio gutural e úmido. Ao seu lado — ou melhor, atrás dele, mas compartilhando a mesma agonia — Engel, o garoto de cabelos brancos e penas coloridas, lutava com igual desespero.

Engel era conhecido por sua coragem, por ser o protetor dos outros alunos da Paper School, mas ali, naquela situação inexplicável, ele sentia o peso da própria impotência. O suor escorria por sua testa, molhando as mechas brancas de seu cabelo, enquanto seus sons abafados de desespero ecoavam no silêncio da sala. Ele tentou forçar os braços, tentou usar seus dedos pontiagudos para rasgar as cordas, mas elas estavam apertadas demais, estrategicamente posicionadas para impedir qualquer alavanca.

Eventualmente, a exaustão venceu a adrenalina inicial. Ambos cederam, as cabeças pendendo para a frente, emitindo apenas um som abafado e baixinho por baixo dos panos. Era um lamento compartilhado, uma desistência temporária diante do desconhecido.

Foi então que o som de passos lentos ecoou pelo chão de madeira.

Uma presença invisível, ou talvez apenas oculta pelas sombras, moveu-se ao redor deles. Sem aviso, mãos pálidas e frias surgiram da penumbra. Com um movimento brusco e quase clínico, as mordaças foram desatadas.

— Por favor... quem está aí? — a voz de Mister Demi saiu rouca, trêmula, carregada com a timidez que o definia, mas agora amplificada pelo medo.

— Mister Demi? Você está bem? — Engel perguntou apressadamente, a voz falhando enquanto ele tentava olhar por cima do ombro, embora as cordas o impedissem.

— Eu... eu não sei, Engel. O que está acontecendo? — O professor soluçou, seus óculos pretos levemente tortos no rosto.

Antes que pudessem continuar, as cordas que prendiam seus pés foram subitamente afrouxadas e reposicionadas. Em um movimento coreografado e cruel, seus pés foram puxados para a frente, ficando expostos e elevados. Mister Demi sentiu o ar frio tocar a pele de seus calcanhares e solas, algo que nunca acontecia em público. A vulnerabilidade daquela posição o fez corar intensamente, um rubor que subiu do pescoço até a raiz de seus cabelos brancos.

— O que... por que isso? — Engel murmurou, também sentindo o calor da vergonha subir ao rosto ao ver seus próprios pés à mostra, desprotegidos e exibidos daquela maneira humilhante.

De repente, uma das mãos misteriosas tocou levemente a planta do pé de Engel, subindo depois para o pé de Demi. O contato físico, embora leve, enviou um choque elétrico de pavor e confusão através deles. Eles se encolheram o máximo que a amarração permitia, os rostos agora vermelhos como as penas na cabeça de Engel.

Mas o tormento estava longe de terminar.

As mãos, agindo com uma força sobrenatural, agarraram as cabeças de ambos. Mister Demi sentiu os dedos frios se enterrarem em seus cabelos chanel, puxando sua cabeça para trás com força. Engel sentiu o mesmo, seu pescoço sendo forçado em um ângulo desconfortável.

— O que você vai fazer? Pare! — Engel gritou, mas sua voz foi cortada quando as mãos começaram a empurrar as cabeças um em direção ao outro.

Devido à nova forma como estavam amarrados e à manipulação das mãos invisíveis, eles foram forçados a se virar, os corpos sendo torcidos até que ficassem cara a cara, a centímetros de distância. O trauma brilhava nos olhos verdes de Demi, que agora estavam totalmente visíveis, úmidos de lágrimas. Engel, o aluno gentil, olhava para seu professor com um misto de horror e desculpas silenciosas.

As mãos não pararam. Elas empurraram com determinação, selando os lábios de Engel e Mister Demi em um beijo forçado e desesperado.

Um som abafado de choque escapou de ambos no momento do contato. O mundo parecia ter parado. A ética, a lógica da escola, a relação entre aluno e professor — tudo foi obliterado por aquele ato de violação e confusão. O rubor em seus rostos atingiu um nível febril. Demi tentou fechar os olhos, querendo desaparecer, mas a pressão das mãos era implacável.

O que começou como um choque tornou-se algo ainda mais perturbador quando as línguas, forçadas pela pressão e pelo movimento das mãos que agora apertavam suas mandíbulas, acabaram se conectando. O gosto da saliva compartilhada e o calor da respiração alheia criaram uma sensação de náusea e um tipo estranho de transe induzido pelo medo.

— Mmmph! — Demi tentou protestar contra os lábios de Engel, mas o som foi perdido.

Engel estava em choque, seu coração batendo tão forte que ele achava que o peito iria explodir. Ele podia sentir a textura do lábio do professor, a umidade que os unia. Era uma situação traumática, um beijo que não deveria existir, nascido do controle de algo sombrio que se divertia com a ruína de sua dignidade.

As mãos mantiveram a pressão, garantindo que o beijo permanecesse selado por um tempo que pareceu uma eternidade. A saliva escorria pelo canto de suas bocas, um detalhe sórdido que apenas aumentava a sensação de desespero. Eles estavam presos um ao outro, não apenas pelas cordas, mas por aquele contato forçado que manchava a pureza da relação que antes tinham na Paper School.

Quando as mãos finalmente os soltaram, deixando seus lábios se separarem, um fio de saliva ainda os conectava por um breve segundo antes de se romper. Ambos arfaram, os rostos virados um para o outro, os olhos arregalados e as bochechas queimando de uma vergonha que nunca seria esquecida.

— Mister... Demi... — Engel sussurrou, a voz quebrada, as lágrimas finalmente caindo livremente.

O professor não conseguiu responder. Ele apenas tremeu, o som de sua respiração errática sendo a única música que conseguia produzir naquele momento. O silêncio voltou a reinar na sala, mas agora era um silêncio corrompido, marcado pelo trauma de um beijo que nenhum dos dois jamais desejou, mas que agora os assombraria para sempre nos corredores de papel daquela escola.

As mãos desapareceram nas sombras, deixando-os ali, amarrados, expostos e marcados, esperando pelo próximo movimento de quem quer que fosse o mestre daquelas cordas brancas.

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