
Engel x Claire( Adult AU (My au):3
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 24/08/2026
Penas e Pétalas
O som da chave girando na fechadura ecoou pelo corredor silencioso do apartamento. Engel soltou um suspiro pesado, os ombros tensos sob o tecido do terno branco impecável. O dia no escritório havia sido exaustivo, uma sucessão interminável de relatórios e reuniões que pareciam drenar sua energia. Ele levou a mão à nuca, sentindo o peso do rabo de cavalo baixo; as penas azul e vermelho-alaranjada, presas como acessórios de estimação, balançaram levemente com o movimento.
Ele soltou o nó da gravata preta, buscando um pouco de ar, e empurrou a porta. O apartamento estava mergulhado em uma penumbra suave, iluminado apenas por alguns abajures de luz quente.
— Claire? Cheguei — anunciou ele, sua voz saindo um pouco mais rouca do que o habitual devido ao cansaço.
Não houve resposta imediata, mas um aroma doce e inebriante pairava no ar. Engel caminhou até a sala de estar e parou abruptamente. O cansaço desapareceu em um instante, substituído por um choque que fez seu coração errar uma batida.
Claire estava lá. Mas não era a Claire que ele vira pela manhã. O habitual corte chanel estava bagunçado, os fios escuros soltos e caindo sobre os ombros sem o laço característico. Ela vestia uma camisa cinza de tecido fino, com um decote profundo que deixava pouco para a imaginação, combinada com uma saia branca curta. Ela estava descalça, os pés pequenos pressionados contra o tapete.
O que mais chamou a atenção de Engel, porém, foi o estado dela. Claire estava visivelmente corada, um rubor intenso subindo por suas bochechas até as orelhas. Pequenas gotas de suor brilhavam em seu pescoço e testa, e ela mordia o lábio inferior com uma intensidade que beirava a luxúria.
Engel sentiu o rosto queimar instantaneamente.
— Claire? — Ele gaguejou, a voz falhando. — O que... que roupa é essa? Aconteceu alguma coisa?
Claire levantou o olhar, os olhos brilhando com uma intensidade predatória que ele nunca tinha visto antes. Ela deu um passo lento em direção a ele, os quadris balançando de forma sugestiva.
— Bem-vindo ao lar... Honey — disse ela, a voz arrastada e carregada de segundas intenções.
O apelido atingiu Engel como um choque elétrico. Ele recuou um passo, mas Claire foi mais rápida. Antes que ele pudesse processar a mudança drástica no comportamento da noiva, ela avançou, empurrando-o gentilmente, mas com firmeza. Engel perdeu o equilíbrio e caiu sentado no tapete da sala, com Claire imediatamente se posicionando sobre ele.
Ela colocou as mãos no chão, uma de cada lado da cabeça de Engel, prendendo-o entre seus braços e o sofá. O calor que emanava do corpo dela era quase insuportável.
— Claire, o que deu em você? — Engel perguntou, a respiração curta, os olhos arregalados de susto. — Você não é a garota que eu conheço... onde está a minha Claire doce e tímida?
Claire soltou uma risadinha baixa e rouca. Ela levantou uma das mãos e pressionou o dedo indicador contra os lábios de Engel, silenciando-o.
— Shh... — sussurrou ela, aproximando o rosto do dele até que suas pontas de nariz se tocassem. — Fique quieto e calado, Engel. Apenas aproveite.
Ela começou a distribuir beijos lentos e úmidos pelo pescoço dele, contornando a linha da mandíbula. Engel sentiu um arrepio percorrer toda a sua espinha. A provocação era sensual, direta, e ele não tinha defesas contra aquele novo lado dela. Quando Claire finalmente selou seus lábios nos dele em um beijo profundo e faminto, Engel cedeu. Suas mãos, antes hesitantes, subiram para a cintura dela, puxando-a para mais perto.
Entre beijos e carícias urgentes, eles se moveram pelo chão, a luxúria guiando cada movimento até que, de alguma forma, o caminho os levou para o quarto.
A transição foi um borrão de roupas sendo descartadas e suspiros trocados. Em poucos minutos, ambos estavam nus sobre os lençóis bagunçados da cama de casal. A luz da lua filtrava-se pelas cortinas, banhando a pele deles em tons de prata.
Claire estava por cima, beijando o peito de Engel, suas mãos explorando cada músculo do homem que ele se tornara. Engel estava suado, a respiração pesada, entregando-se completamente ao prazer que ela ditava.
— Você é tão lindo quando está assim... vulnerável — Claire provocou, passando a língua pelo lóbulo da orelha dele.
Engel soltou um gemido baixo. Ele não conseguia mais conter o desejo. Com um movimento ágil, ele inverteu as posições, segurando as coxas de Claire e abrindo suas pernas. Ele mergulhou a cabeça entre elas, usando a língua para explorar a intimidade dela com uma lentidão torturante.
Claire arqueou as costas, os dedos enterrando-se nos cabelos brancos e compridos de Engel.
— Ah... Engel! — Ela gemeu alto, a cabeça jogada para trás. — Sim... exatamente assim...
Enquanto ele a levava ao delírio, Claire buscava contato, suas mãos encontrando as penas na cabeça dele, puxando-as levemente, o que fazia Engel estremecer de prazer. O contraste entre a delicadeza dela e a intensidade do ato criava uma atmosfera elétrica.
Após alguns minutos de puro êxtase, Engel subiu novamente, mas Claire não tinha terminado. Ela o empurrou suavemente para que ele se deitasse de costas e, com um olhar malicioso, ela engatinhou por cima dele. Engel abriu as pernas, expondo-se totalmente para ela.
Claire não hesitou. Ela se inclinou, usando a língua com maestria, provocando gemidos agudos e descompassados de Engel. Ele estava corado, o rosto escondido entre os braços, mas um sorriso malicioso brincava em seus lábios.
— Você está sendo uma... uma coelhinha muito travessa, Claire — murmurou ele, a voz embargada pelo prazer.
Claire riu contra a pele dele, sentindo a vibração do corpo do noivo. A brincadeira estava apenas começando. Ela alcançou a gaveta da mesa de cabeceira e retirou um dispositivo que já estava preparado: um vibrador de dupla extremidade, aquecido e pulsante.
Com cuidado e muita lubrificação, eles se conectaram através do objeto, sentindo a vibração interna sincronizar seus ritmos. Claire segurou as mãos de Engel acima da cabeça dele, os dedos entrelaçados com força. Ambos estavam suados, as respirações misturando-se em um único som de desejo.
— Mais... Engel, por favor... — Claire implorou, movendo os quadris com urgência.
Engel estava quase rindo de puro delírio, a sensação era intensa demais.
— Eu vou... eu não consigo... — ele gemeu, aumentando a velocidade dos movimentos.
O quarto foi preenchido por gemidos altos e ritmados. O prazer atingiu o ápice de forma explosiva. Ambos gozaram ao mesmo tempo, o sêmen misturando-se aos fluidos enquanto o vibrador trabalhava no limite. Claire jogou a cabeça para trás, o corpo tremendo em espasmos, enquanto Engel arqueava as costas, sentindo cada nervo de seu corpo entrar em combustão.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som das respirações pesadas. Mas a energia ainda não havia se dissipado completamente. Engel, sentindo uma onda renovada de audácia, virou-se de bruços, empinando as nádegas em um convite silencioso.
Claire, ainda recuperando o fôlego, sorriu. Ela se aproximou, abrindo as nádegas dele com as mãos e voltando a usar a língua de forma provocativa. Engel gemeu, uma mistura de riso e prazer genuíno.
— Você não para, não é? — ele disse, a voz abafada pelo travesseiro.
— Só quando eu decidir que você já teve o suficiente, Honey — respondeu ela, antes de continuar a provocação, selando aquela noite como algo que nenhum dos dois esqueceria tão cedo.
O mundo lá fora, com seus papéis, ternos e regras de escola, não existia mais. Naquele quarto, eles eram apenas Engel e Claire, redescobrindo um ao outro na pele, no suor e no prazer absoluto.
