Fanfy
.studio
Imagem de fundo

Oliver!!:p

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 24/08/2026

Tags

AngústiaPsicológicoSombrioHorrorHorror PsicológicoDramaEstudo de PersonagemViolência Gráfica
≡ Índice

Sombras do Passado e Sabores de Ódio

A escuridão da sala parecia pulsar no mesmo ritmo que o coração frenético de Oliver. O cheiro de mofo e poeira misturava-se ao odor químico do pó que Danger Oliver havia passado em suas axilas, uma sensação que ainda ardia e latejava, mantendo seus sentidos em alerta máximo. Amarrado, vulnerável e com os braços esticados para cima, Oliver sentia-se como um animal enjaulado. A mordaça de couro preto, úmida de saliva e marcada por seus dentes, era a única coisa que impedia seus gritos de ecoarem pelos corredores da Paper School, onde Edward e Zip provavelmente o procuravam sem sucesso.

Danger Oliver, a silhueta distorcida e sombria de tudo o que Oliver temia em si mesmo, aproximou-se com um sorriso gélido. Seus olhos brilhavam com uma malícia que transcendia a simples travessura escolar. Ele estendeu a mão e, com um movimento lento e deliberado, desfez o fecho da mordaça.

O couro escorregou da boca de Oliver, que imediatamente soltou um arquejo pesado, o queixo tremendo de exaustão e raiva.

— Seu desgraçado... — sibilou Oliver, a voz rouca, enquanto tentava recuperar o fôlego. — Quando eu sair daqui, eu vou acabar com você. O Edward e a Zip vão te triturar!

Danger Oliver soltou uma risada baixa, um som que parecia vir de dentro de uma caverna profunda. Ele inclinou a cabeça, observando as cordas pretas que cortavam a pele pálida do "irmãozinho".

— Você ainda acha que eles podem te salvar, Oliver? — Danger Oliver sussurrou, aproximando o rosto do dele. — Eles só conhecem o palhaço que come sabonete. Eles não conhecem o Oliver que chorava no escuro quando éramos pequenos. Eles não conhecem o nosso segredo.

— Cala a boca! — Oliver gritou, debatendo-se contra as algemas nos pulsos e tornozelos. O metal tilintava furiosamente, mas as trancas eram implacáveis. — Isso foi há muito tempo! Eu apaguei isso! Você não é real!

— Ah, eu sou bem real. Tão real quanto o medo que você está sentindo agora — Danger Oliver disse, sua voz carregada de uma autoridade perversa.

Sem aviso, Danger Oliver levou as mãos ao próprio cinto. O som do zíper descendo pareceu um trovão no silêncio da sala escura. Oliver arregalou os olhos, a cor fugindo de seu rosto antes de retornar em um tom escarlate de puro choque e humilhação. Quando Danger Oliver se expôs, a realidade da situação atingiu Oliver como um soco no estômago.

— O que... o que você está fazendo? Para com isso! Isso é nojento! — Oliver gritou, desviando o olhar, o desespero tomando conta de suas feições.

— Nojento? — Danger Oliver riu, segurando o queixo de Oliver com força, forçando-o a olhar. — Não era o que você dizia quando éramos crianças e não tínhamos mais ninguém. Você sempre foi tão carente de atenção, Oliver. E eu sempre fui o único disposto a te dar o que você precisava.

— Mentira! Você me obrigava! — Oliver tentou cuspir nele, mas sua boca estava seca.

Danger Oliver não se abalou. Com uma agilidade cruel, ele usou a mão livre para apertar as bochechas de Oliver, forçando sua mandíbula a se abrir. Oliver tentou morder, tentou fechar a boca, mas a força de sua versão sombria era avassaladora. Em um movimento rápido e invasivo, Danger Oliver empurrou-se para dentro da boca do irmão.

O som que saiu da garganta de Oliver foi um engasgo abafado de horror. Seus olhos se arregalaram tanto que as lágrimas começaram a brotar nos cantos, não de tristeza, mas de uma irritação sensorial e psicológica insuportável. Ele tentou empurrar com a língua, tentou se afastar, mas Danger Oliver segurava sua cabeça com firmeza, ditando o ritmo daquela violação.

— Hmm... — Danger Oliver gemeu, fechando os olhos por um momento, deliciando-se com a resistência e o calor da boca de Oliver. — Veja só... você ainda se encaixa perfeitamente. É como se o tempo nunca tivesse passado.

Oliver fazia sons guturais de protesto, o rosto ficando cada vez mais vermelho. O ódio queimava em seu peito. Ele odiava o gosto, odiava a sensação e, acima de tudo, odiava o fato de que seu corpo parecia traí-lo com memórias musculares de um passado que ele tentou enterrar sob camadas de travessuras e pedaços de sabonete.

— Sabe, Oliver — Danger Oliver disse, a voz trêmula pelo prazer enquanto aumentava a velocidade dos movimentos —, eu me lembro de como você ficava quietinho quando eu fazia isso no sótão. Você sempre foi meu brinquedo favorito. E agora que te encontrei de novo, não vou deixar você esquecer quem é o dono dessa boquinha suja.

Oliver fechou os olhos com força, as lágrimas finalmente escapando e escorrendo pelas bochechas, misturando-se à saliva que escapava pelos cantos de seus lábios. Ele se debatia, as pernas presas chutando o ar, os braços puxando as cordas até que seus ombros doessem. A humilhação era um peso físico, esmagando seu ego de valentão da escola.

Danger Oliver ficou mais rápido, sua respiração tornando-se errática e pesada. Ele provocava Oliver com palavras sujas, lembrando-o de detalhes sórdidos da infância que faziam a mente de Oliver girar em trauma.

— Está quase na hora, irmãozinho... — Danger Oliver rosnou. — Engula tudo, como o bom menino que você costumava ser.

Em um solavanco final, Danger Oliver gozou profundamente na boca de Oliver. O jovem de cabelos brancos teve um espasmo, o corpo ficando rígido contra as amarras enquanto era forçado a aceitar o ápice do outro. Danger Oliver não se retirou imediatamente; ele pressionou ainda mais, fazendo Oliver engolir quase todo o seu membro em um ato de domínio absoluto.

Quando Danger Oliver finalmente se afastou, Oliver tossiu violentamente, arquejando em busca de ar. Fios de sêmen e saliva escorriam de sua boca, sujando seu queixo e o peito nu. Ele respirava de forma curta e rápida, o peito subindo e descendo, os olhos fixos no chão, brilhando com um ódio que poderia incendiar a sala.

Danger Oliver limpou-se calmamente e recompôs suas roupas, como se nada tivesse acontecido. Ele então se inclinou e segurou o queixo de Oliver novamente, forçando-o a olhar para cima.

— Olhe para mim — ordenou Danger Oliver.

Oliver obedeceu, mas não por submissão, e sim porque queria que Danger Oliver visse o fogo em seus olhos. Seu rosto estava corado, uma mistura de vergonha e fúria absoluta.

— Eu vou te matar — Oliver sussurrou, a voz carregada de veneno. — Eu vou encontrar um jeito e eu vou apagar você da existência.

Danger Oliver sorriu, um sorriso quase afetuoso, o que tornava tudo ainda mais doentio. Ele passou o polegar pelo lábio inferior de Oliver, espalhando o resto do fluido ali presente.

— Você não pode matar o que faz parte de você, Oliver. Eu sou a sua verdade. Eu sou o que você esconde atrás desse lápis e dessa atitude de valentão.

— Você não é nada meu! — Oliver gritou, tentando morder o dedo do agressor.

— Veremos. — Danger Oliver endireitou-se e caminhou em direção às sombras da sala. — Vou deixar você aqui um pouco mais para refletir. Saboreie o gosto, irmãozinho. É o gosto da sua infância.

— Volta aqui! — Oliver berrou, debatendo-se novamente, o som das correntes ecoando como um lamento desesperado. — Edward! Zip! Alguém me tira daqui!

Mas não houve resposta. Apenas o silêncio frio da sala escura e o gosto amargo da traição em sua língua. Oliver fechou os olhos, soluçando de raiva, sentindo-se mais quebrado do que qualquer lápis que ele já tivesse usado. O trauma do passado não era mais apenas uma lembrança; era uma presença viva, sussurrando em seu ouvido e marcando sua pele, lembrando-o de que, não importa o quanto ele corresse, as sombras de sua infância sempre seriam mais rápidas.

≡ Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic

Novidades do Fanfy

Um novo modelo para suas histórias

Atualizamos o modelo de geração para deixar suas histórias ainda melhores. O novo modelo já está ativado.

Se preferir a versão anterior, escolha «Anterior» no menu do perfil: clique no seu avatar no canto superior direito.

Seus capítulos já escritos serão mantidos. Sua escolha vale para as próximas gerações.