
amore
Fandom: Coer
Criado: 28/08/2026
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Harmonia em Três Tons
O camarim privativo no andar superior da sede da empresa estava mergulhado em uma penumbra estratégica, iluminado apenas por algumas luzes de LED âmbar que contornavam o espelho. O silêncio do corredor contrastava com a tensão elétrica que preenchia o ambiente. Lívia estava sentada no sofá de couro preto, suas pernas longas e morenas cruzadas com elegância, enquanto observava os dois homens à sua frente.
Seonghyeon, seu namorado, estava de pé ao lado da porta, com a mão ainda na maçaneta, tendo acabado de trancá-la. Ele a olhou com um brilho possessivo nos olhos, um sorriso de canto que Lívia conhecia bem. Ao lado dele, Keonho parecia oscilar entre a hesitação e o desejo puro. A presença de Keonho ali não era um acidente; era um convite cuidadosamente planejado por Seonghyeon e aceito com uma curiosidade voraz por Lívia.
— Você tem certeza disso, Keonho? — perguntou Lívia, sua voz saindo mais rouca do que o pretendido. Ela se levantou lentamente, a altura acentuada pelos saltos, caminhando em direção aos dois.
Keonho engoliu em seco, seus olhos percorrendo as curvas de Lívia antes de encontrarem o olhar desafiador de Seonghyeon.
— Eu nunca tive tanta certeza de algo em toda a minha vida — respondeu Keonho, a voz firme apesar da respiração acelerada.
Seonghyeon deu um passo à frente, envolvendo a cintura de Lívia com um braço e puxando-a para perto.
— Eu disse a você que ele queria, meu amor — sussurrou Seonghyeon no ouvido dela, enquanto sua outra mão acariciava o rosto de Keonho. — E eu quero ver você com ele tanto quanto quero você para mim agora.
O clima explodiu em movimento. Seonghyeon tomou os lábios de Lívia em um beijo urgente, profundo, enquanto Keonho, perdendo a timidez, aproximou-se por trás dela, suas mãos grandes espalmando-se nas costas da morena, sentindo a textura da pele sob o tecido fino do vestido.
Lívia soltou um gemido baixo contra a boca de Seonghyeon quando sentiu as mãos de Keonho descerem para suas coxas, puxando a barra do vestido para cima. O contraste entre a delicadeza dos traços dos idols e a força bruta de seus desejos era inebriante.
— Tirem isso — ordenou Lívia, afastando-se o suficiente para respirar. — Eu quero sentir os dois.
Em poucos minutos, as roupas eram apenas obstáculos descartados no chão. A nudez de Lívia, alta e imponente, parecia uma obra de arte entre os dois homens. Seonghyeon a conduziu de volta ao sofá, deitando-a e posicionando-se entre suas pernas, enquanto Keonho se ajoelhava ao lado dela, beijando seu pescoço, descendo para seus seios com uma fome que fazia Lívia arquear as costas.
— Você é tão linda, Lívia — murmurou Keonho, a voz vibrando contra a pele dela. — Eu sonhei com isso tantas vezes enquanto via vocês dois.
— Não precisa mais sonhar, Keonho — disse Seonghyeon, olhando para o amigo com um sorriso cúmplice. — Ela é nossa hoje.
Seonghyeon não perdeu tempo. Ele se preparou rapidamente, a urgência evidente em cada movimento. Lívia sentiu a ponta dele pressionando sua entrada, um calor familiar e bem-vindo. Ao mesmo tempo, Keonho subiu no sofá, ficando atrás da cabeça de Lívia, oferecendo-se para ela. Ela não hesitou, envolvendo-o com a mão e levando-o à boca, deliciando-se com o gosto e a firmeza dele.
— Oh, Deus... — gemeu Seonghyeon enquanto deslizava para dentro dela. O preenchimento era perfeito, e Lívia soltou um som abafado pela presença de Keonho em sua boca.
O ritmo começou lento, mas a intensidade subiu como uma maré. Seonghyeon segurava os quadris de Lívia com força, marcando a pele morena com seus dedos, enquanto seus olhos estavam fixos em Keonho, que agora acariciava o rosto de Lívia, perdido no prazer de ser servido por ela.
— Eu quero mais — arfou Lívia, afastando-se de Keonho por um momento para olhar para ambos. — Eu quero os dois dentro de mim. Agora.
Os dois homens trocaram um olhar carregado. A cumplicidade entre os membros do grupo transcendia o palco; ali, era uma conexão de confiança e luxúria. Seonghyeon saiu dela por um breve momento, apenas para ajudar Keonho a se posicionar.
Lívia foi colocada de quatro no sofá, o couro frio contrastando com o calor de seus corpos. Seonghyeon se posicionou atrás dela, enquanto Keonho se ajoelhava na frente, guiando-se para a entrada que Seonghyeon não estava ocupando.
— Vai doer um pouco no começo, querida — avisou Seonghyeon, sua voz carregada de preocupação e tesão. — Mas vai ser incrível.
— Apenas façam — implorou ela, as unhas cravando-se no estofado.
A sensação de ser preenchida duplamente foi avassaladora. Lívia soltou um grito que foi abafado pela mão de Keonho em sua boca, enquanto ele penetrava com cuidado, sincronizando-se com o empurrão firme de Seonghyeon por trás. A dor inicial foi rapidamente substituída por uma plenitude que ela nunca havia experimentado.
— Olhe para mim, Lívia — pediu Keonho, seus olhos focados nela enquanto ele se movia. — Sinta a gente.
Ela abriu os olhos, vendo o rosto suado e concentrado de Keonho à sua frente, enquanto sentia o impacto rítmico de Seonghyeon em sua retaguarda. O som da carne batendo contra a carne, os gemidos sincronizados e o cheiro de sexo no ar criavam uma sinfonia de depravação e prazer.
— Você é perfeita — rosnou Seonghyeon, aumentando a velocidade. — Tão apertada para nós dois.
Lívia estava em transe. Cada estocada de Seonghyeon a empurrava contra Keonho, e cada movimento de Keonho a trazia de volta para Seonghyeon. Ela era o centro daquele universo, o ponto de convergência de dois homens que a adoravam de maneiras diferentes, mas com a mesma intensidade.
O prazer começou a se acumular na base de sua espinha, uma pressão insuportável que exigia liberação. Ela começou a se debater levemente, a cabeça jogada para trás, os cabelos morenos espalhados como um manto.
— Eu vou... eu vou chegar lá! — gritou ela, sem se importar se alguém nos corredores vazios pudesse ouvir.
— Vai, Lívia, vem para a gente — encorajou Keonho, acelerando o ritmo, seus quadris batendo com força contra os dela.
Seonghyeon, sentindo as contrações dela ao redor de si, soltou um rosnado animal. Ele segurou a cintura dela com tanta força que Lívia sabia que haveria marcas no dia seguinte, mas ela não se importava. Ela queria as marcas, queria a lembrança daquela noite cravada em sua pele.
O orgasmo a atingiu como uma explosão, ondas de choque percorrendo todo o seu corpo longo. Ela desabou para frente, sendo amparada pelos braços de Keonho, enquanto Seonghyeon dava as últimas estocadas frenéticas, atingindo seu próprio ápice logo em seguida. Keonho não demorou a segui-los, seu corpo tremendo enquanto ele se derramava dentro dela.
Por vários minutos, o único som na sala era o da respiração pesada e descompassada dos três. Seonghyeon se deitou sobre as costas de Lívia, beijando seu ombro, enquanto Keonho permanecia abraçado a ela pela frente, escondendo o rosto em seu pescoço.
— Isso foi... — Keonho começou, mas a voz falhou.
— Foi exatamente o que precisávamos — completou Seonghyeon, sua voz voltando ao tom suave habitual, mas agora tingida de uma satisfação profunda.
Lívia sorriu, sentindo-se exausta e, ao mesmo tempo, completamente viva. Ela se virou um pouco, conseguindo olhar para os dois.
— Vocês são incríveis — disse ela, puxando ambos para um beijo coletivo, uma bagunça de lábios e línguas que selava o pacto feito naquela noite.
— Nós somos um bom time, não somos? — perguntou Keonho, um brilho travesso voltando aos seus olhos.
— O melhor — respondeu Lívia, fechando os olhos e deixando-se ser envolvida pelo calor dos dois homens que, naquela noite, haviam se tornado muito mais do que apenas ídolos ou namorados; eles eram dela, e ela era deles, em uma harmonia perfeita de três tons.
