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Swat

Fandom: Swat

Criado: 29/08/2026

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RomanceDramaAçãoCrimeCenário CanônicoGravidez Não Planejada/IndesejadaFatias de VidaDor/ConfortoAngústiaFofura
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Segredos Sob a Farda

O sol mal havia começado a despontar no horizonte de Los Angeles quando o despertador tocou no criado-mudo. Kuro Hatake, com seus 1,80m de puro músculo e um abdômen que parecia esculpido em mármore, esticou o braço tatuado para silenciar o ruído irritante. Ele se virou de lado, os cabelos brancos curtos e repicados bagunçados contra o travesseiro, e observou a mulher adormecida ao seu lado.

Tatsuyo Nakamura era a personificação da calma, mesmo com o caos que era a vida deles. A pele parda contrastava suavemente com os lençóis claros, e os cabelos pretos, uma mistura linda de liso e ondulado, caíam sobre o rosto. Kuro sorriu, sentindo aquele aperto familiar no peito. Eles eram noivos, dividiam um teto, uma vida e, agora, um segredo que poderia custar a carreira de ambos na SWAT.

Hicks e Cortez eram claros: relacionamentos dentro da equipe eram estritamente proibidos. As regras de fraternização eram a barreira entre eles e o desemprego. Mas o que eles sentiam era maior que qualquer regulamento.

Kuro deslizou a mão por baixo do cobertor, tocando suavemente o ventre de Tatsuyo. Três meses. O bebê ainda não aparecia sob o uniforme tático pesado, mas para Kuro, parecia que o mundo inteiro deveria ser capaz de ver.

— Você vai acabar nos atrasando — murmurou Tatsuyo, a voz rouca de sono, sem abrir os olhos. Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios.

— Eu só estou conferindo se o meu pequeno "recruta" está bem — Kuro sussurrou, aproximando-se para dar um beijo no pescoço dela. — E se a mãe dele ainda é a mulher mais gostosa de LA.

— Kuro, pare com isso — ela riu, finalmente abrindo os olhos pretos e profundos. — A gente tem que estar no QG em quarenta minutos. Se o Hondo perceber que chegamos juntos de novo, ele vai começar a fazer perguntas.

— Eu deixo você em dois blocos de distância, como sempre — ele disse, sentando-se na cama. A luz da manhã destacava sua pele branca e a estrutura física imponente. — Mas Tats... tem certeza de que quer ir hoje? O treino de ontem foi pesado. Você está grávida de três meses, não de três dias.

Tatsuyo sentou-se, afastando o cabelo do rosto. A determinação em seu olhar era a mesma que a tornava uma das melhores operadoras da equipe 20.

— Eu me sinto bem, Kuro. As náuseas diminuíram esta semana. Enquanto eu conseguir esconder sob o Kevlar e manter o ritmo, eu não vou parar. Eu lutei muito para estar nessa equipe.

Kuro suspirou, a preocupação nublando seus olhos castanhos escuros. Ele era o palhaço do grupo, o cara que sempre tinha uma piada pronta para aliviar a tensão, mas quando se tratava de Tatsuyo, ele perdia o rebolado.

— Eu sei. Só... por favor, não se arrisque. Se eu vir você carregando peso excessivo ou se metendo na linha de frente sem necessidade, eu vou ter um treco.

— Você é um noivo muito dramático para um cara tão grande — ela brincou, dando um selinho rápido nele antes de pular da cama.


Duas horas depois, a atmosfera no quartel-general da SWAT era a habitual correria. O time 20 estava reunido na sala de equipamentos. Hondo revisava os relatórios no tablet, enquanto Street e Tan discutiam sobre algum jogo de basquete da noite anterior. Luca estava ajustando a manutenção do Black Betty, e Cris Alonso verificava sua arma ao lado de Deacon.

Tatsuyo entrou no vestiário, terminando de ajustar o cinto tático. Ela sentia um leve desconforto, uma pressão que antes não existia, mas manteve a expressão neutra.

— Ei, Nakamura! — Street chamou, jogando uma luva para ela. — Você parece meio pálida hoje. Bebeu demais ontem ou o quê?

Tatsuyo pegou a luva no ar com reflexos perfeitos.

— Só não dormi bem, Street. Coisas de quem não passa a noite jogando videogame como você.

Kuro entrou logo em seguida, exibindo seu sorriso mais confiante e irritante.

— Bom dia, família! Quem está pronto para chutar bundas e parecer incrivelmente bem fazendo isso? — Ele deu um tapinha no ombro de Tan e parou propositalmente longe de Tatsuyo, embora seus olhos a buscassem a cada segundo.

— Você está mais animado que o normal, Hatake — comentou Hondo, levantando o olhar do tablet. — Algum motivo especial?

— Apenas a alegria de viver, chefe! E o fato de que meu café hoje estava especialmente bom — Kuro mentiu descaradamente, lembrando-se de que Tatsuyo tinha feito o café enquanto ele terminava de se vestir.

— Sei... — Hondo estreitou os olhos, mas não insistiu.

O dia seguiu com treinos táticos intensos. Durante uma simulação de invasão, Kuro estava constantemente "coincidentemente" perto de Tatsuyo. Quando eles tiveram que escalar uma parede de treinamento, Kuro se posicionou logo atrás dela.

— Eu cuido da retaguarda da Nakamura! — gritou Kuro para a equipe.

— Hatake, ela sabe escalar sozinha desde antes de você entrar para a academia — gritou Cris, rindo. — Deixa de ser protetor.

— Não é proteção, Cris! É apreciação técnica da técnica de escalada dela! — rebateu Kuro, piscando para Tatsuyo, que revirou os olhos, embora estivesse secretamente grata por ele estar ali caso ela sentisse uma tontura.

No entanto, a equipe não era boba. Deacon, que tinha quatro filhos e um instinto paternal aguçado, observava a interação. Ele notou como Kuro, que geralmente era o primeiro a se atirar em qualquer perigo, parecia estar orbitando Tatsuyo como um satélite. E notou como Tatsuyo, sempre a primeira a aceitar os desafios físicos mais brutos, estava evitando carregar os escudos balísticos mais pesados, deixando que Tan ou Street o fizessem.

Na hora do almoço, o grupo se reuniu na cozinha. Tatsuyo trouxe uma marmita de casa, evitando a comida gordurosa que o resto do pessoal havia pedido. O cheiro do hambúrguer de Street parecia embrulhar seu estômago.

— Não vai querer um pedaço, Tats? — perguntou Tan, oferecendo uma batata frita.

— Não, obrigada. Estou tentando uma dieta mais... limpa — ela respondeu, focando em seu arroz com legumes.

Kuro, sentado ao lado de Luca, não conseguia tirar os olhos dela. Ele viu quando ela empalideceu levemente por causa do cheiro da gordura.

— Sabe o que é, pessoal — começou Kuro, tentando desviar a atenção —, a Nakamura está ficando velha. O metabolismo não é mais o mesmo. Daqui a pouco ela vai estar fazendo tricô nos intervalos.

— Velha? — Tatsuyo arqueou uma sobrancelha, entrando no jogo. — Eu ainda te venço em qualquer pista de obstáculos, Hatake. Quer apostar?

— Opa, eu quero ver isso! — Street se animou.

— Sem apostas hoje — Hondo interrompeu, entrando na sala. — Recebemos um chamado. Suspeitos armados em um armazém no porto. Eles estão mantendo dois reféns. Vamos nos equipar. Vinte minutos!

O clima mudou instantaneamente. A descontração deu lugar ao profissionalismo gélido. Enquanto todos saíam, Kuro conseguiu segurar o braço de Tatsuyo por um segundo, quando os outros já estavam no corredor.

— Tats, fica no perímetro se puder — ele sussurrou, a voz carregada de urgência.

— Kuro, eu sou parte do time de entrada. Não posso simplesmente "ficar no perímetro" sem motivo — ela respondeu no mesmo tom, os olhos pretos brilhando de determinação. — Eu estou bem. O bebê está bem. Foca na missão.

— Eu te amo — ele soltou, quase sem querer.

Tatsuyo parou, olhou para os lados para garantir que ninguém ouviu e deu um sorriso triste e rápido.

— Eu também. Agora vamos, antes que percebam.


A operação no porto foi tensa. O armazém estava escuro, cheio de contêineres e poeira. A equipe 20 se moveu como uma unidade perfeita. Hondo e Deacon na frente, seguidos por Street e Cris. Kuro e Tatsuyo formavam a dupla de retaguarda e flanco.

— Movendo para o setor B — anunciou Hondo pelo rádio.

O barulho de um tiro ecoou, ricocheteando no metal.

— Contato! — gritou Street.

Kuro sentiu seu coração disparar. Não por ele, mas por ela. Ele viu Tatsuyo se abaixar atrás de um caixote de madeira, sua arma em punho, os movimentos precisos. Um dos suspeitos surgiu de trás de uma pilha de pneus, apontando uma submetralhadora na direção deles.

Kuro não pensou. Ele se jogou na frente do ângulo de visão de Tatsuyo, disparando dois tiros precisos que neutralizaram a ameaça antes que o homem pudesse puxar o gatilho.

— Ameaça eliminada! — Kuro gritou, mas sua voz falhou levemente.

— Hatake, o que foi isso? — a voz de Hondo veio pelo comunicador, soando confusa. — Você saiu da sua posição de cobertura.

— Tive um ângulo melhor, senhor! — mentiu Kuro, sentindo o suor escorrer pelo pescoço.

Tatsuyo olhou para ele, os olhos arregalados. Ela sabia exatamente o que ele tinha feito. Ele se arriscou desnecessariamente para garantir que nenhum tiro chegasse perto dela.

Após a prisão dos suspeitos e a libertação dos reféns, a equipe estava guardando o equipamento no Black Betty. O clima era de dever cumprido, mas o silêncio entre Kuro e Tatsuyo era pesado.

Deacon se aproximou de Hondo, falando em voz baixa enquanto olhava para os dois.

— Hondo, você notou o Hatake hoje? Ele está... estranho. Quase imprudente na proteção da Nakamura.

Hondo suspirou, observando Kuro, que estava tentando fazer uma piada sem graça para Luca, enquanto lançava olhares furtivos para Tatsuyo.

— Eu notei, Deac. E a Nakamura está evitando o contato visual com todo mundo. Tem algo acontecendo. Só espero que não seja o que eu estou pensando.

De volta ao QG, após o banho, a equipe se preparava para ir embora. Tatsuyo estava guardando suas coisas no armário quando sentiu uma mão em seu ombro. Era Cris.

— Ei, Tats... está tudo bem mesmo? Você pareceu um pouco lenta na transição para o setor B hoje. E o Hatake agiu como se você fosse uma civil que precisasse de escudo humano.

Tatsuyo forçou um sorriso, o coração martelando contra as costelas.

— Só cansaço, Cris. A semana foi longa. E você sabe como o Kuro é... ele quer ser o herói o tempo todo. Aquele ego dele não cabe no uniforme.

Cris riu, parecendo aceitar a explicação, mas seus olhos ainda mostravam uma ponta de dúvida.

— Se precisar de qualquer coisa, sabe que pode falar comigo, certo? De mulher para mulher.

— Eu sei. Obrigada, Cris.

Quando Tatsuyo finalmente saiu para o estacionamento, Kuro já estava lá, encostado em seu carro, fingindo mexer no celular. Ela caminhou até o carro dela, que estava parado a alguns metros, e ele a seguiu discretamente.

— Não podemos fazer isso de novo, Kuro — ela disse, assim que ele se aproximou da janela aberta do carro dela. — Você quase se expôs hoje. O Hondo não é bobo. O Deacon também não.

Kuro suspirou, passando a mão pelo cabelo branco. Ele parecia exausto.

— Eu sei, meu amor. Eu sei. Mas ver você lá dentro... sabendo que tem uma vida crescendo aí dentro... eu perco o juízo. Eu só quero proteger vocês dois.

Tatsuyo estendeu a mão e tocou o rosto dele, sentindo a pele branca e macia sob os dedos.

— Você me protege sendo meu parceiro, não meu guarda-costas. Se eles descobrirem, estamos fora. E eu não estou pronta para deixar a SWAT. Não ainda.

— Eu te apoio, Tats. Em tudo. Mas vamos ter que ser mais espertos. Eu vou tentar me controlar, eu prometo. Vou ser o Hatake idiota e engraçadinho de sempre, sem o instinto de "pai urso".

Tatsuyo sorriu, a tensão deixando seus ombros.

— Isso eu adoraria ver. Agora vá. Nos vemos em casa em dez minutos. Eu quero pizza. O bebê quer pizza.

Os olhos de Kuro brilharam, aquele brilho sacana e carinhoso que ela tanto amava.

— Pizza? Com certeza. E depois da pizza, quem sabe eu não convenço a futura mamãe a me dar um pouco de atenção? — Ele piscou, voltando ao seu modo "tarado" habitual.

— Kuro! — ela repreendeu, mas rindo. — Vá logo!

Ele se afastou, caminhando em direção ao seu próprio veículo com aquele gingado confiante. Tatsuyo o observou pelo retrovisor. Eles estavam vivendo no fio da navalha, equilibrando o dever, o perigo e um amor que não deveria existir segundo as regras.

Enquanto dirigia pelas ruas de Los Angeles, ela tocou o ventre novamente. O segredo estava seguro por enquanto. Ninguém sabia. Nem Hicks, nem Cortez, nem Hondo. Mas ela sabia que, com Kuro Hatake ao seu lado, manter esse segredo seria a missão mais difícil e maravilhosa de suas vidas. E, apesar do medo, ela não mudaria nada.

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