
Hanzo!!:3
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 29/08/2026
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Sombras de Papel e Desejos Ocultos
Os corredores da Paper School estavam silenciosos, mergulhados naquela penumbra estática que parecia engolir qualquer som que não fosse o ranger das folhas de papel sob os pés. Hanzo caminhava apressadamente, seus fones de ouvido roxos repousando sobre o pescoço, sem emitir qualquer melodia. O silêncio era sua trilha sonora favorita enquanto buscava um refúgio da agitação das aulas de Miss Circle. Seu moletom roxo claro, com as mangas listradas em branco, parecia brilhar levemente sob as luzes fluorescentes que piscavam no teto.
Ele não esperava encontrar ninguém na sala de artes àquela hora. No entanto, ao empurrar a porta pesada, seus olhos se fixaram na figura que ocupava o centro do recinto. Musashi estava lá. Sua irmã mais velha, sempre tão composta e ao mesmo tempo tão enigmática, estava sentada sobre uma das mesas de madeira. Seus longos cabelos negros, presos em duas tranças perfeitas, caíam sobre os ombros, e os laços rosa e branco em sua cabeça pareciam vibrar com a tensão que subitamente preencheu o ar.
Hanzo parou, o cenho franzido sob os cabelos pretos espetados. Ele sentiu um calor súbito subir pelas suas bochechas. Musashi não parecia surpresa em vê-lo. Pelo contrário, havia um brilho desafiador em seus olhos negros, uma centelha de provocação que ele conhecia bem, mas que nunca havia sido direcionada a ele daquela forma.
— O que você está fazendo aqui, Hanzo? — perguntou ela, a voz suave, mas carregada de uma intenção que ele não conseguia decifrar de imediato.
— Eu... eu só estava procurando um lugar calmo — respondeu ele, ajeitando a bermuda preta, sentindo-se desconfortável sob o olhar dela.
Musashi soltou um riso baixo, um som que ecoou pelas paredes de papel da sala. Ela deslizou as mãos pelas mangas largas e listradas de seu moletom rosa e branco, movendo-se com uma lentidão calculada. Sem desviar os olhos do irmão, ela levou as mãos à barra da vestimenta.
— Você sempre foi tão curioso, maninho — disse ela, o tom agora abertamente provocativo.
Em um movimento fluido, Musashi levantou o moletom, revelando a pele pálida e a curva generosa de seus seios grandes e fartos. Hanzo sentiu o ar escapar de seus pulmões. A visão era hipnotizante e proibida, algo que desafiava todas as regras que ele conhecia. O contraste entre a inocência dos laços em suas tranças e a maturidade de seu corpo era avassalador.
— O que foi? — provocou Musashi, arqueando uma sobrancelha. — O gato comeu sua língua?
Hanzo não conseguia responder. Seus pés o levaram para frente quase por instinto. A tensão na sala era palpável, como se o próprio papel das paredes estivesse prestes a entrar em combustão. Ele se aproximou, os olhos fixos na pele macia diante dele. Musashi não recuou; em vez disso, ela inclinou o corpo ligeiramente para frente, oferecendo-se ao seu olhar.
— Você quer, não quer? — sussurrou ela, um sorriso brincando em seus lábios.
Sem dizer uma palavra, Hanzo cedeu ao impulso. Ele se inclinou e envolveu o mamilo de Musashi com os lábios, sentindo a textura e o calor da pele dela. Um gemido baixo escapou da garganta de Musashi, um som que misturava surpresa e prazer. Hanzo sugou com uma urgência que ele mesmo desconhecia, sentindo o corpo dela estremecer sob seu toque.
— Ah, Hanzo... — gemeu ela, inclinando a cabeça para trás, as tranças balançando levemente.
Ele se afastou por um momento, recuperando o fôlego, mas a proximidade era viciante. Ele continuou a explorar, sua boca traçando caminhos pela pele dela, enquanto Musashi mantinha o olhar fixo nele, o rosto agora corado, uma mistura de luxúria e diversão estampada em suas feições.
— Você é mais atrevido do que eu pensava — disse ela, a respiração ofegante.
Musashi então levou as mãos ao cinto branco de sua saia preta, onde o detalhe do coração negro parecia pulsar em sincronia com o ritmo acelerado de seus corações. Com um movimento rápido, ela soltou o fecho e deixou a saia cair, revelando-se completamente para ele. Suas meias coloridas — uma branca e a outra listrada — com os laços delicados, ainda adornavam suas pernas, criando um quadro surreal.
Hanzo sentiu o rosto queimar, um rubor intenso subindo de seu pescoço até a raiz do cabelo. A visão de sua intimidade o deixou paralisado por um segundo, mas a provocação no olhar de Musashi era um convite que ele não podia ignorar.
— Não pare agora — instigou ela, a voz falhando levemente pelo desejo. — Eu sei que você quer ver tudo.
Hanzo ajoelhou-se diante dela, suas mãos tremendo levemente enquanto ele se aproximava. Com delicadeza, ele usou os dedos para abrir caminho, explorando a região que ela acabara de revelar. O aroma e o calor que emanavam dela eram inebriantes. Ele se inclinou, usando a língua para explorar o interior dela, um gesto que fez Musashi soltar um gemido alto, ecoando alto na sala vazia.
— Isso... sim, Hanzo! — exclamou ela, as mãos agarrando os ombros do moletom roxo dele, as unhas cravando-se levemente no tecido.
Ela estava gostando, e a percepção disso apenas incentivava Hanzo a continuar. Cada movimento dele era respondido com um novo gemido, uma nova provocação sussurrada entre dentes. Musashi parecia estar em transe, entregue à sensação que o irmão lhe proporcionava, enquanto o mundo lá fora, com suas regras de papel e disciplinas rígidas, deixava de existir.
— Mais... — pediu ela, a voz agora um sussurro rouco. — Não para.
O tempo parecia ter parado naquela sala de artes. O silêncio da escola era quebrado apenas pelos sons da respiração pesada e pelos gemidos de Musashi, que continuava a provocar Hanzo, desafiando-o a ir cada vez mais longe, explorando os limites de um desejo que nascera nas sombras daquela instituição de papel.
