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Oliver !! :3

Fandom: Fundamental paper education FPE

Criado: 29/08/2026

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Segredos no Corredor de Papel

A Paper School nunca foi exatamente um lugar de paz e tranquilidade. Entre as provas mortais da Miss Circle e o caos constante nos corredores, a sobrevivência dependia de quão rápido você conseguia correr ou de quão bem você conseguia se misturar à bagunça. Para Zip, a diversão sempre vinha acompanhada de uma boa dose de travessura. Naquela tarde, o sol batia pálido contra as janelas de papelão da escola, e ela deslizava pelos corredores com um sorriso conspiratório, procurando por seus dois parceiros de crime: Edward e Oliver.

Ela tinha uma ideia brilhante para uma pegadinha envolvendo cola e os armários dos novatos, mas o silêncio incomum em certas alas a estava deixando intrigada. Zip passou pelo laboratório, mas Edward não estava lá. Passou pelo pátio, mas Oliver não estava em seu lugar habitual, importunando alguém ou mastigando um pedaço de sabonete de lavanda.

— Onde esses dois se enfiaram? — resmungou Zip para si mesma, ajustando a postura.

Ao passar por uma das salas de descanso raramente usadas nos fundos do prédio, ela ouviu algo. Não era o som de explosões químicas de Edward ou as risadas altas de Oliver. Eram sons baixos, abafados... gemidos.

Curiosa e sempre pronta para flagrar algo que pudesse usar como chantagem ou apenas para rir depois, Zip se aproximou da janela da sala, que estava entreaberta. Ela se inclinou, espiando pelo vidro fosco. O que viu fez seu coração errar uma batida e seu rosto esquentar instantaneamente.

Lá dentro, o cenário era de puro caos privado. As roupas — a camisa preta listrada de Oliver e o jaleco de Edward — estavam jogadas de qualquer jeito no chão, como se tivessem sido arrancadas com pressa. Oliver estava arqueado, seus longos cabelos brancos espalhados como um véu de papel sobre a superfície onde estava. Seus chifres pretos brilhavam sob a luz fraca, e a marca de "A+" em seu cabelo parecia vibrar com a intensidade do momento.

Edward estava agarrado a ele, a entrega era total. O foco de Edward estava nas nádegas de Oliver, e os sons que preenchiam o quarto eram de um prazer que Zip nunca tinha presenciado. Oliver, o valentão destemido, o garoto que comia sabonete e ria do perigo, estava entregue, com a cabeça jogada para trás e os olhos semicerrados.

— Mais... Edward, por favor... — a voz de Oliver saiu arrastada, um sussurro carregado de desejo que Zip mal reconheceu.

Zip sentiu o sangue subir para as bochechas. Ela era uma bagunceira, uma encrenqueira, mas aquilo era... íntimo demais. Ver Edward tão devotado àquela parte do corpo de Oliver, e Oliver recebendo aquilo com tanto fervor, fez Zip recuar bruscamente. Ela fechou a janela com o maior cuidado do mundo, temendo que o clique do trinco a denunciasse.

Ela correu pelo corredor, o som dos gemidos de Oliver ainda ecoando em seus ouvidos. A imagem de seu braço de lápis arranhando levemente as costas de Edward enquanto ele pedia por mais não saía de sua cabeça.

A noite chegou, mas o descanso não veio para Zip. O dormitório da Paper School era dividido por divisórias finas, e o silêncio da noite costumava ser preenchido apenas pelo vento. No entanto, naquela noite, o som era diferente.

Zip estava deitada, tentando fechar os olhos, quando ouviu o som de beijos molhados vindo da cama ao lado, onde Oliver e Edward dividiam o espaço. Não eram beijos rápidos de despedida; eram beijos profundos, famintos. A porta do dormitório estava encostada, mas os sons escapavam pelas frestas.

— Uhm... Edward... — a voz de Oliver novamente, abafada pelo travesseiro, mas carregada daquele mesmo prazer da tarde.

Zip puxou o cobertor até as orelhas. Ela sabia o que estava acontecendo. Sabia que eles estavam perdidos um no outro, explorando cada centímetro de pele e papel. Ela decidiu deixá-los em paz. Afinal, no mundo cruel da Paper School, talvez aquele fosse o único momento de verdadeira conexão que eles tinham. Ela acabou pegando no sono ao som dos suspiros pesados de seus melhores amigos.

Na manhã seguinte, o refeitório estava agitado, mas Zip estava em silêncio, observando a porta. Quando Oliver e Edward finalmente apareceram, a visão era, no mínimo, peculiar.

Ambos pareciam exaustos, mas havia uma satisfação estranha em seus rostos. O detalhe que chamou a atenção de Zip, no entanto, foi o estado em que chegaram: havia vestígios brancos e secos, manchas que Zip sabia muito bem o que eram, espalhadas por seus rostos e pescoços. Eles nem sequer tinham se limpado direito antes de sair.

Zip cruzou os braços, esperando que eles se sentassem à mesa. Oliver, como se nada tivesse acontecido, tirou um pedaço de sabonete de glicerina do bolso e deu uma mordida crocante, mastigando com um olhar vago.

— Então... — começou Zip, arqueando uma sobrancelha. — O que vocês dois estavam fazendo ontem à noite? E hoje de manhã?

Edward, que geralmente era o mais centrado do grupo, sentiu o rosto queimar instantaneamente. Ele desviou o olhar para o prato vazio, ajeitando os óculos com pressa.

— Não era nada, Zip. Só estávamos... estudando — disse Edward, a voz falhando levemente no final.

— Estudando, é? — Zip soltou uma risadinha sarcástica. — Eu não sabia que anatomia exigia tantos gemidos e... bom, esse tipo de sujeira no rosto.

Oliver parou de mastigar o sabonete por um segundo. Suas bochechas ganharam um tom rosado que contrastava com seu cabelo branco, mas ele tentou manter a pose de valentão. Ele deu outra mordida no sabonete, o cheiro de limpeza exalando de sua boca.

— A gente só estava se divertindo, Zip. Não enche — resmungou Oliver, embora não conseguisse encarar a amiga nos olhos por muito tempo.

— Vocês dois estão literalmente marcados — disse Zip, apontando para o próprio rosto para indicar as manchas neles. — Se a Miss Circle vir vocês assim, ela vai ter perguntas que eu duvido que o Edward queira responder com lógica científica.

Edward rapidamente pegou um guardanapo de papel e começou a esfregar o rosto com força, a vermelhidão de vergonha aumentando a cada segundo. Oliver, por outro lado, apenas deu de ombros, embora o tremor leve em sua mão esquerda — a do relógio — denunciasse que ele não estava tão calmo quanto fingia.

— Vocês são nojentos — brincou Zip, embora houvesse um sorriso cúmplice em seu rosto. — Mas da próxima vez, fechem a janela direito. Eu quase tive um ataque cardíaco.

Oliver engasgou levemente com um pedaço de sabonete, tossindo enquanto Edward batia em suas costas.

— Você... você viu? — perguntou Oliver, a voz subindo uma oitava.

— Digamos que eu vi o suficiente para saber que o Edward é muito dedicado aos "estudos" da sua retaguarda — Zip riu alto, fazendo alguns alunos de outras mesas olharem para eles.

— Cala a boca, Zip! — Edward sibilou, agora completamente escarlate.

Oliver, recuperado do susto, voltou a comer seu sabonete, escondendo o sorriso atrás da mão de lápis. O clima de provocação continuou, mas no fundo, a dinâmica entre os três tinha mudado. Havia um segredo agora, um laço de intimidade que ia além das travessuras e das notas baixas.

— Tudo bem, tudo bem — disse Zip, levantando as mãos em sinal de rendição. — O segredo de vocês está seguro comigo. Mas Edward, limpa atrás da orelha. Você esqueceu um pouco de... "estudo" ali.

Edward soltou um gemido de frustração e voltou a se esfregar, enquanto Oliver soltava uma risada baixa e rouca, a mesma voz que Zip ouvira ecoar pelo dormitório na noite anterior. A Paper School continuava perigosa, mas ali, naquela mesa, entre sabonetes e segredos, o caos parecia um pouco mais doce.

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