
Oliver!!
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 30/08/2026
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Sombras e Sabão: O Desafio de Edward
O silêncio nos corredores da Escola de Papel era absoluto, quebrado apenas pelo zumbido ocasional das luzes fluorescentes que piscavam antes de se apagarem para o toque de recolher. No entanto, em um dos quartos mais afastados do dormitório masculino, o clima estava longe de ser tranquilo. A escuridão era quase total, exceto pela fraca luz da lua que atravessava a janela, delineando as silhuetas de dois garotos que raramente seguiam as regras.
Oliver estava sentado no chão, encostado na lateral de uma das camas. Seus longos cabelos brancos, que chegavam aos tornozelos, estavam espalhados como um tapete de seda pálida ao seu redor, o laço preto mantendo o rabo de cavalo baixo no lugar. Ele segurava um pedaço de sabonete de lavanda, levando-o à boca e dando uma mordida crocante, mastigando com um prazer distraído. O braço de lápis descansava sobre o joelho, a ponta de grafite riscando levemente o tecido de seu short branco.
Edward, por outro lado, não estava interessado em lanches peculiares. Ele estava de pé, movendo-se com uma confiança maliciosa que fazia Oliver arquear uma sobrancelha. Edward sempre soube como apertar os botões de Oliver, e naquela noite, ele parecia determinado a levar as provocações a um nível completamente novo.
— Você está muito quieto hoje, Oliver — Edward disse, sua voz carregada de um tom desafiador. — O sabonete finalmente travou seu cérebro?
Oliver engoliu o pedaço de sabão e limpou o canto da boca com a mão direita, os olhos brilhando sob a mecha de cabelo dividida no topo de sua cabeça.
— Eu só estou aproveitando a paz, Edward. Algo que você parece adorar destruir.
Edward soltou uma risada curta e se aproximou. Com um movimento ágil e deliberado, ele se virou de costas para Oliver e, num gesto de pura audácia e provocação, inclinou o corpo para a frente, empinando as nádegas diretamente contra o rosto do garoto de cabelos brancos.
O choque foi imediato. Oliver sentiu o calor do corpo de Edward contra seu nariz e bochechas. O rosto de Oliver, geralmente pálido, incendiou-se em um tom de vermelho vivo que rivalizava com a marca de "A+" em seu cabelo. Sons abafados de estresse e indignação escaparam de sua garganta, ecoando contra o tecido da calça de Edward.
— O que você pensa que está fazendo?! — Oliver tentou gritar, mas o som saiu como um resmungo incompreensível e abafado.
Edward olhou por cima do ombro, um sorriso presunçoso dançando em seus lábios. Ele podia sentir a respiração quente de Oliver através do tecido, e a reação de puro pânico e irritação do amigo era exatamente o que ele queria.
— O quê? Achei que você gostasse de examinar as coisas de perto — provocou Edward, movendo-se levemente para aumentar o contato. — Ou será que o grande Oliver, o mestre das travessuras, não aguenta um pouco de pressão?
Oliver estava furioso. Suas mãos, agindo por puro instinto e frustração, agarraram as nádegas de Edward com força, tentando empurrá-lo para longe, mas ao mesmo tempo prendendo-o ali em um misto de confusão e raiva. Ele estava assustado com a audácia, irritado com a provocação, mas havia algo na adrenalina do momento que o impedia de recuar totalmente.
Em um acesso de rebeldia, Oliver abriu a boca e, ainda por trás do tecido da roupa de Edward, começou a fazer pressão, como se estivesse tentando morder ou sugar através da barreira de pano. Era um gesto desesperado para retomar o controle, para mostrar que ele não seria intimidado tão facilmente.
— Ah... então você morde? — Edward soltou um suspiro pesado, a malícia em seus olhos tornando-se mais intensa. — Eu perguntei se você aguenta, Oliver. Mas parece que você está mais ocupado tentando me comer do que respondendo.
— Cala a boca! — Oliver finalmente conseguiu se afastar um pouco, as mãos ainda firmes no corpo do outro. — Você é um idiota, Edward! Um idiota completo!
— E você está vermelho como um tomate — rebateu Edward, afastando-se apenas o suficiente para se sentar em uma cadeira próxima, mas de uma forma que ainda mantinha sua retaguarda em evidência para Oliver.
O jogo de poder continuou. Edward, sentindo-se vitorioso pela reação extrema que causara, decidiu elevar a aposta. Em um movimento rápido e quase teatral, ele se ajeitou na cadeira de costas para Oliver, permitindo que a silhueta de suas nádegas ficasse ainda mais aparente sob a luz fraca.
Oliver estava em frangalhos. O estresse da situação, misturado com a provocação constante, o levou a um estado de quase delírio. Em um momento de pura impulsividade — talvez influenciado pelo excesso de sabão ou pela simples necessidade de chocar Edward de volta — Oliver pegou uma peça de roupa íntima que estava jogada sobre a cama e, num gesto frenético, a pressionou contra o próprio rosto, escondendo os olhos e o nariz, deixando apenas a boca livre.
Ele projetou a língua para fora, a respiração ofegante, parecendo um animal acuado e selvagem ao mesmo tempo.
— Você quer ver o quanto eu aguento? — Oliver desafiou, sua voz saindo distorcida por trás do tecido da cueca. — Você não tem ideia do que eu sou capaz, Edward!
Edward congelou por um segundo, surpreso com a visão bizarra e intensa à sua frente. Oliver, com os cabelos brancos bagunçados, o braço de lápis tremendo de leve e a língua para fora sob a peça de roupa, era uma imagem de puro caos. Mas Edward não recuou. Ele inclinou a cabeça para trás, rindo alto, uma risada que ecoou pelo quarto escuro.
— Você é louco, Oliver. Absolutamente louco — Edward disse, voltando a empinar-se levemente na cadeira, provocando o olhar escondido do amigo. — Mas vamos ver até onde essa sua loucura vai.
Oliver avançou, agarrando-se novamente a Edward, a mistura de medo, irritação e uma estranha atração movendo seus braços. Ele estava corado, seu coração batia como um tambor contra as costelas, e ele continuava a sugar e pressionar contra Edward, perdido em um ciclo de provocações que nenhum dos dois parecia querer encerrar.
— Eu odeio você — rosnou Oliver entre as respirações curtas.
— Não, você não odeia — Edward respondeu, sentindo o aperto das mãos de Oliver e o calor de sua língua. — Você adora isso tanto quanto eu.
O quarto permaneceu mergulhado em sombras, mas a tensão entre os dois era brilhante e palpável, um jogo perigoso de sombras e sentidos onde ninguém estava disposto a ser o primeiro a admitir a derrota. Oliver continuava agarrado, Edward continuava provocando, e a noite na Escola de Papel estava apenas começando a ficar interessante.
