
Claire x Engel!?!
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 31/08/2026
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O Eco do Silêncio Branco
Os corredores da Paper School nunca pareceram tão infinitos. A escuridão não era apenas a ausência de luz, mas uma presença densa que parecia absorver o som dos passos de Engel. O silêncio era interrompido apenas pelo estalar suave de seus sapatos pretos contra o chão de papel e o ruído metálico de sua lupa, que ele segurava com firmeza, como se fosse um talismã contra o desconhecido.
— Claire? — chamou ele, sua voz tremendo levemente. — Claire, onde você está?
Ele ajustou as penas azuis e vermelhas em sua cabeça, sentindo um calafrio percorrer sua espinha. Engel era conhecido por sua coragem e por proteger a todos, mas aquele ambiente estava diferente. O ar cheirava a grafite velho e a algo mais... etéreo. Ele ergueu a lupa, tentando focar em qualquer rastro, qualquer sinal de sua amiga gentil de corte chanel e laço no topo da cabeça.
Um sussurro ecoou pelas paredes. Não vinha de uma direção específica, mas parecia brotar das próprias sombras. Engel virou-se rapidamente, a lupa em riste. No final do corredor, uma silhueta começou a se materializar.
Não era a Claire que ele conhecia. Ou, pelo menos, não a versão que ele guardava na memória.
A figura que surgiu diante dele vestia uma túnica branca longa, com um decote profundo que contrastava com a palidez sobrenatural de sua pele. Ela estava descalça, seus pés tocando o chão sem emitir som algum. O laço ainda estava lá, mas o olhar... os olhos dela brilhavam em um tom de rosa escuro, hipnótico e predatório.
— Engel... — a voz dela era um eco suave, uma melodia quebrada que parecia vir de dentro da mente dele.
O garoto recuou um passo, o coração martelando contra as costelas. O medo gelou seu sangue. Ele olhou para aquela aparição, para a forma como ela flutuava levemente, e uma conclusão terrível tomou conta de seus pensamentos.
— O que você fez com ela? — perguntou Engel, a voz embargada. — Você... você a matou, não foi? Você roubou o rosto dela!
Ele apontou a lupa para a assombração, as mãos trêmulas.
— Você não é a garota que eu conheço! A Claire é doce, ela é gentil... você é apenas um monstro!
A assombração inclinou a cabeça, um movimento lento e desumano. Em um piscar de olhos, ela atravessou a distância entre eles, surgindo bem diante do peito de Engel. Ele travou, incapaz de se mover. Claire — ou o que quer que fosse aquilo — ergueu uma mão pálida e pressionou o dedo indicador contra os lábios dele.
— Psiu... — sussurrou ela, e o som reverberou pelo corredor como se centenas de vozes falassem ao mesmo tempo.
Engel sentiu o calor subir ao rosto, uma mistura confusa de terror e uma atração inexplicável que ele não conseguia controlar. Ela sorriu, e foi então que ele viu: dentes pequenos, porém incrivelmente afiados, brilhando sob a luz fraca. Ela não parecia querer devorá-lo da forma convencional. Havia uma fome diferente em seus olhos rosa.
Lentamente, Claire abriu a boca e passou a ponta da língua pelos lábios, um gesto carregado de uma malícia que a verdadeira Claire jamais demonstraria. Engel sentiu suas pernas fraquejarem. O contraste entre a pureza do branco de suas vestes e a luxúria em seu olhar o deixava paralisado.
Sem desviar os olhos dos dele, a assombração se ajoelhou. Suas mãos frias alcançaram as alças do macacão preto de Engel.
— Claire, pare... — ele tentou protestar, mas a voz saiu como um gemido fraco.
Ela desfez os fechos do macacão com uma agilidade sobrenatural. Quando a peça de roupa cedeu, revelando a intimidade do garoto, o olhar de Claire mudou. Ela parecia fascinada, quase apaixonada, mas com uma intensidade faminta que beirava o perigoso. Ela soltou uma risada baixa, um eco que fez os pelos dos braços pretos de Engel se arrepiarem.
— Tão... quente... — murmurou ela, provocando-o com o olhar antes de avançar.
Quando ela o envolveu, Engel soltou um suspiro alto, a cabeça caindo para trás. A sensação era avassaladora. A língua dela se movia com uma destreza que parecia mágica, explorando cada centímetro com uma voracidade que o levava ao limite da sanidade. Ele sentia o calor dela contra o frio do corredor, um contraste que o fazia delirar.
— Ah... Claire... — ele gemeu, as mãos agarrando o ar, procurando apoio nas paredes de papel.
Ela continuou, sugando e usando a língua de forma rítmica, os olhos rosa fixos nos dele, observando sua resistência desmoronar. Engel sentiu a pressão aumentar, uma onda de prazer que ele não conseguia mais conter. Em um espasmo final, ele se entregou, sentindo o ápice dominá-lo completamente. O sêmen manchou o canto da boca daquela aparição e o chão branco, mas ela não pareceu se importar. Pelo contrário, ela limpou o lábio com o polegar, mantendo o sorriso malicioso.
Claire se levantou lentamente, sua presença parecendo ainda mais dominante agora. Ela avançou sobre ele, empurrando-o contra a parede fria. Suas mãos tocaram o rosto de Engel, acariciando suas bochechas com uma ternura distorcida.
— Você é meu agora, Engel — sussurrou ela, a voz carregada de uma paixão sombria.
Ela se afastou apenas o suficiente para se sentar no chão, as pernas abertas de forma provocativa, revelando-se completamente sob a túnica branca. Engel, ainda tentando recuperar o fôlego e desesperado com a situação, viu quando ela estendeu a mão e pegou o objeto que ele havia derrubado: sua lupa.
— O que você... — ele começou, mas as palavras morreram em sua garganta.
Claire olhou para a lupa, o instrumento que Engel usava para buscar a verdade e proteger os outros. Com um olhar de puro êxtase e malícia, ela posicionou o cabo do objeto contra si mesma. Engel assistiu, horrorizado e fascinado, enquanto ela inseria a lupa em sua própria intimidade.
— Hah... — Claire soltou um gemido agudo de prazer, fechando os olhos com força.
O som ecoou pelo corredor, preenchendo o vazio da Paper School. Ela inclinou a cabeça para trás, mordendo o lábio inferior enquanto se entregava à sensação, usando o objeto de Engel para encontrar seu próprio clímax.
— Engel... olhe para mim... — pediu ela, a voz falhando entre gemidos.
Ele não conseguia desviar o olhar. A figura branca, a lupa que ele tanto prezava, a cor rosa vibrante dos olhos dela; tudo se fundia em um pesadelo belo e aterrorizante. Ele percebeu, naquele momento, que embora ela não fosse a Claire que ele conhecia, ele estava irremediavelmente perdido naquela nova e sombria versão da garota que um dia amou.
