
Robin Hood
Fandom: Robin Hood
Criado: 31/08/2026
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O Arco e a Flecha do Desejo
A lua cheia pairava sobre a Floresta de Sherwood como uma sentinela prateada, filtrando sua luz pálida através das copas densas dos carvalhos centenários. O silêncio da noite era quebrado apenas pelo pio distante de uma coruja e pelo estalar ocasional de gravetos sob as botas de couro de alguém que conhecia cada centímetro daquela terra.
Kuro, o homem que o povo chamava de Robin Hood, estava encostado no tronco de uma árvore monumental. Ele tinha 1,80 m de uma presença intimidadora, reforçada pela musculatura definida que transparecia sob a túnica de linho verde-escuro, aberta o suficiente para revelar o início de um abdômen perfeitamente esculpido. Seu cabelo branco curto e repicado brilhava sob o luar, contrastando com a intensidade de seus olhos castanhos escuros, que no momento não buscavam carruagens de nobres para saquear, mas sim uma figura específica que deveria encontrá-lo ali.
Aos 24 anos, Kuro não era apenas o fora da lei mais procurado da Inglaterra; ele era um homem cujos apetites eram tão lendários quanto sua pontaria. E seu apetite atual tinha nome, pele parda e olhos profundos como a meia-noite.
Um ruído suave à direita o fez sorrir. Ele não precisou se virar para saber quem era.
— Você está atrasada, Tatsuyo — disse Kuro, sua voz grave ressoando com uma vibração que fez as folhas próximas estremecerem.
A jovem emergiu das sombras. Tatsuyo tinha 19 anos, e sua estatura de 1,63 m a fazia parecer delicada diante da imponência de Kuro, mas havia uma força silenciosa em seus movimentos. Seus cabelos pretos, lisos mas com ondas suaves nas pontas, caíam sobre os ombros, emoldurando um rosto de traços harmoniosos e pele parda que parecia brilhar sob a luz da lua.
— O xerife aumentou a patrulha na estrada sul — explicou ela, aproximando-se com cautela, embora seus olhos pretos brilhassem com uma mistura de desafio e admiração. — Tive que dar a volta pelo Riacho da Serpente.
Kuro se descolou da árvore, movendo-se com a graça predatória de um lobo. Ele parou a poucos centímetros dela, a diferença de altura obrigando Tatsuyo a inclinar a cabeça para trás para encará-lo. O calor que emanava do corpo musculoso dele era quase palpável.
— O xerife é um tolo se acha que pode impedir você de chegar até mim — comentou Kuro, estendendo a mão para tocar uma mecha do cabelo dela. — Ou talvez ele estivesse tentando me fazer um favor, testando sua determinação.
Tatsuyo sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela conhecia a reputação de Kuro — não apenas a de ladrão que roubava dos ricos, mas a de um homem insaciável, cujas intenções raramente eram puras quando se tratava de mulheres bonitas.
— Minha determinação não precisa de testes, Kuro — respondeu ela, tentando manter a voz firme, apesar do modo como o olhar dele descia pelo seu corpo. — Trouxe as informações sobre o carregamento de ouro que passará por Nottingham amanhã.
Kuro soltou uma risada baixa, um som rouco que pareceu vibrar dentro do peito de Tatsuyo.
— O ouro pode esperar — disse ele, aproximando-se ainda mais, até que o peito dele roçasse levemente o dela. — Eu passei o dia inteiro pensando em algo muito mais valioso que moedas de ouro.
Tatsuyo engoliu em seco. Ela sabia que Kuro era "tarado", como os outros membros do bando às vezes sussurravam entre risos, mas estar sob o foco total daquela atenção era outra coisa completamente diferente.
— Kuro, temos trabalho a fazer... — começou ela, mas a frase morreu quando ele segurou sua cintura com mãos grandes e firmes.
— O trabalho terminou quando o sol se pôs, pequena — sussurrou ele, inclinando-se para que seus lábios quase tocassem a orelha dela. — Agora, é hora do meu pagamento por manter esta floresta segura para você.
— Você é impossível — disse ela, embora suas mãos, contra sua própria vontade lógica, tivessem subido para descansar nos ombros largos e musculosos dele.
— Eu sou um homem de necessidades simples, Tatsuyo — Kuro rebateu, com um sorriso malicioso brincando nos lábios. — E você é a única que consegue satisfazer a mais urgente delas agora.
Ele a puxou para mais perto, eliminando qualquer espaço restante. Tatsuyo podia sentir a rigidez dos músculos dele através das roupas, o tanquinho que era motivo de lendas entre as tavernas da região agora pressionado contra ela. Kuro não escondia seu desejo; ele o exibia como uma medalha de honra.
— O que você faria se eu simplesmente fosse embora agora? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha, desafiando a arrogância dele.
Kuro soltou uma das mãos de sua cintura apenas para segurar o queixo dela, forçando-a a olhar diretamente nos seus olhos castanhos, que agora pareciam queimar com uma luxúria indisfarçável.
— Eu a caçaria — afirmou ele com absoluta confiança. — Eu sou o melhor rastreador destas terras, esqueceu? Eu encontraria você antes que pudesse atravessar o primeiro riacho, e a punição por me deixar esperando seria... severa.
— Severa? — Tatsuyo repetiu, a respiração ficando mais curta.
— Eu a prenderia contra uma árvore como esta — disse ele, a voz descendo para um sussurro pecaminoso — e não a deixaria sair até que você implorasse para que eu não parasse.
Tatsuyo sentiu o rosto queimar, e não era de vergonha. Havia algo na crueza de Kuro, na forma como ele não pedia permissão para ser quem era, que a atraía como uma mariposa para a chama. Ele era o Robin Hood, o herói do povo, mas ali, nas sombras da floresta, ele era apenas um homem dominado por um desejo voraz.
— Você fala demais — provocou ela, embora seu corpo estivesse cedendo ao toque dele.
Kuro não precisou de outro convite. Ele esmagou seus lábios contra os dela em um beijo que não tinha nada de cavalheiresco. Era faminto, urgente e carregado da possessividade de quem reivindicava um território. Tatsuyo gemeu contra a boca dele, suas mãos subindo para se enroscar nos cabelos brancos e curtos, puxando-o para mais perto, se é que isso era possível.
As mãos de Kuro começaram a explorar, descendo pelas costas de Tatsuyo, apertando suas curvas com uma força que demonstrava sua experiência e seu apetite. Ele a levantou do chão com facilidade, as pernas dela instintivamente circulando a cintura musculosa dele.
— Kuro... aqui não... — ela conseguiu dizer entre beijos, embora não fizesse menção de descer.
— Onde mais? — perguntou ele, a voz carregada de desejo. — A floresta é minha casa, e você é minha convidada de honra. Ninguém se atreveria a nos interromper.
Ele a carregou para um pequeno clareira escondida por arbustos de espinheiro, onde o solo era coberto por um tapete macio de musgo e flores silvestres. Ao depositá-la ali, Kuro pairou sobre ela, a luz da lua destacando cada fibra de seus músculos enquanto ele removia a túnica verde.
Tatsuyo perdeu o fôlego. Ver Kuro daquela forma, sem o disfarce do fora da lei, era encarar a própria definição de força e masculinidade. O abdômen trincado, os ombros largos, a pele alva que parecia brilhar no escuro.
— Você é linda, Tatsuyo — disse ele, sua voz agora mais suave, mas não menos intensa. — A pele parda sob a luz da lua... eu poderia passar a noite inteira apenas admirando você. Mas eu nunca fui um homem de apenas olhar.
Ele se inclinou, beijando o pescoço dela, descendo para a clavícula, enquanto suas mãos habilidosas começavam a desamarrar os cordões do vestido dela. Cada toque era carregado de uma eletricidade que fazia Tatsuyo arquear as costas, entregando-se ao domínio daquele homem que era, ao mesmo tempo, seu protetor e seu tentador.
— Dizem que Robin Hood tira dos ricos para dar aos pobres — sussurrou ela, as mãos explorando o peito musculoso dele.
Kuro parou por um segundo, um brilho travesso nos olhos castanhos.
— Esta noite, pequena, eu não sou Robin Hood. E eu não estou dando nada. Estou aqui apenas para tirar... tudo o que você estiver disposta a me entregar.
— E se eu não estiver disposta a entregar tudo? — ela o provocou uma última vez.
Kuro sorriu, um sorriso que prometia prazeres que Tatsuyo mal conseguia imaginar.
— Então eu terei que usar todo o meu charme de fora da lei para convencê-la. E acredite, eu nunca erro o alvo.
Ele a beijou novamente, e desta vez não houve mais palavras. O silêncio da Floresta de Sherwood foi preenchido apenas pelos sons da paixão, enquanto o lendário arqueiro e a jovem que capturou seu coração se perdiam um no outro, longe dos olhos do mundo, protegidos pelas sombras e pelo desejo insaciável que os unia.
Horas depois, quando a lua já começava sua descida no horizonte, Kuro estava sentado com as costas apoiadas em um tronco, Tatsuyo aninhada entre suas pernas, a cabeça descansando em seu peito. Ele acariciava o cabelo dela distraidamente, enquanto a outra mão repousava possessivamente em sua coxa.
— O carregamento de ouro — lembrou Tatsuyo, a voz sonolenta e satisfeita. — Você ainda vai interceptá-lo?
Kuro soltou um suspiro longo, beijando o topo da cabeça dela.
— Vou. O povo precisa desse dinheiro para o inverno. Mas, depois do que aconteceu aqui... acho que vou precisar de um tempo extra para recuperar minhas energias. Você me deixou exausto, mulher.
Tatsuyo riu, um som cristalino que ecoou suavemente.
— Exausto? O grande Kuro, o homem de ferro de Sherwood, admitindo cansaço?
— Apenas por você — admitiu ele, apertando-a um pouco mais. — Mas não se acostume. Amanhã à noite, depois que o ouro estiver seguro, eu voltarei. E espero que você esteja pronta para a segunda rodada.
— Você é realmente insaciável — disse ela, virando-se para olhar para ele, encontrando aquele olhar castanho que ainda brilhava com uma chama residual.
— Sou um homem de muitos talentos, Tatsuyo. E a perseverança é o meu favorito.
Eles ficaram ali por mais algum tempo, dois fugitivos da lei unidos por algo muito mais forte do que a rebeldia contra a coroa. Naquela noite, a floresta não pertencia ao Rei, nem ao Xerife, e nem mesmo ao povo. Pertencia a Kuro e Tatsuyo, e ao fogo que eles haviam acendido sob o manto das estrelas.
Quando o primeiro raio de sol começou a pintar o céu de laranja e roxo, Kuro se levantou, ajudando Tatsuyo a se vestir com uma delicadeza que contrastava com a selvageria de antes. Ele entregou a ela sua adaga de prata, um presente que ele havia "adquirido" de um conde semanas atrás.
— Fique com isso — disse ele seriamente. — Se alguém incomodar você no caminho de volta, use-a. Mas tente não matar ninguém; eu prefiro fazer o trabalho sujo pessoalmente.
Tatsuyo guardou a adaga na cintura, sorrindo para a arrogância protetora dele.
— Eu sei me cuidar, Kuro.
— Eu sei que sabe — respondeu ele, puxando-a para um último beijo rápido e ardente. — É por isso que eu gosto tanto de você. Agora vá, antes que a patrulha do dia comece.
Ela acenou e desapareceu entre as árvores com a agilidade que ele tanto admirava. Kuro ficou parado por um momento, observando o lugar onde ela estivera. Ele passou a mão pelo cabelo branco, sentindo o cheiro dela ainda em sua pele.
Um sorriso predatório e satisfeito cruzou seu rosto. Ele tinha uma carruagem para assaltar, um xerife para humilhar e uma fortuna para distribuir. Mas, acima de tudo, ele tinha um motivo para voltar para as sombras daquela floresta na noite seguinte.
Afinal, para Kuro, o arco e a flecha eram ferramentas de trabalho, mas Tatsuyo... ela era o seu verdadeiro prêmio. E ele nunca, jamais, perdia um prêmio que decidia conquistar.
