Fanfy
.studio
Imagem de fundo

A Waraha's devotion to an Austin.

Fandom: EngLot

Criado: 31/08/2026

Tags

RomanceDramaCiúmesEstudo de PersonagemLinguagem ExplícitaRealismo
Índice

Território Marcado e Sardas de Ouro

As luzes de neon azul e violeta cortavam o ar esfumaçado da cobertura luxuosa em Bangkok, refletindo-se nos copos de cristal e nas joias caras dos convidados. O som do deep house pulsava no chão de mármore, mas para Engfa Waraha, nada disso importava. Seus olhos castanhos, afiados como os de um falcão, estavam fixos em apenas um ponto do salão: Charlotte Austin.

Engfa, aos 31 anos, exalava uma aura que comandava atenção sem que ela precisasse dizer uma única palavra. Vestindo um terno de corte impecável, sem nada por baixo além de um colar de ouro que se perdia no decote, ela era a personificação da tentação. No entanto, sua expressão era de um tédio mal disfarçado, interrompido apenas por lampejos de possessividade cada vez que alguém chegava perto demais de sua mulher.

Do outro lado do lounge, Charlotte conversava com Faye, a anfitriã da noite. O cabelo castanho-claro de Charlotte caía em ondas suaves sobre os ombros, e a luz das velas realçava as pequenas constelações de sardas em seu nariz e bochechas — o vício particular de Engfa.

— Engfa, querida, você está parecendo um guarda-costas mal-humorado — comentou um empresário qualquer, tentando se aproximar de Engfa com um copo de uísque na mão. Ele ousou tocar o ombro dela para chamar atenção.

O olhar que Engfa lançou ao homem foi frio o suficiente para congelar o inferno. Ela se esquivou do toque com uma agilidade instintiva, como se a mão dele estivesse em chamas.

— Não toque em mim — disse Engfa, sua voz um rosnado baixo e perigoso. — E não estou mal-humorada. Estou apenas observando o que é meu.

Sem dar chance para resposta, ela virou as costas, deixando o homem falando sozinho. Engfa não tinha paciência para cortesias sociais quando sentia o sangue ferver. Ela atravessou o salão com passos decididos, a postura ereta e orgulhosa, ignorando os olhares de desejo que recebia de homens e mulheres. Para ela, o resto do mundo era apenas ruído de fundo. A única frequência que ela sintonizava era a de Charlotte.

Ao chegar perto de onde Charlotte e Faye conversavam, Engfa não hesitou. Ela deslizou para trás de Charlotte, envolvendo a cintura da namorada com os braços e colando o peito nas costas dela. Enterrou o rosto na curva do pescoço de Charlotte, inalando o perfume doce que a deixava louca.

— Você demorou — sussurrou Charlotte, um sorriso brincando em seus lábios. Ela não precisava olhar para trás para saber quem era; o toque de Engfa era inconfundível, possessivo e protetor.

— Tive que me livrar de alguns insetos — respondeu Engfa, a voz vibrando contra a pele de Charlotte.

Faye soltou uma risada, observando a cena com um olhar cúmplice.

— Pelo visto, a possessividade da Waraha não diminuiu nem um pouco desde a nossa... pequena reunião privada no ano passado — disse Faye, arqueando uma sobrancelha.

Engfa apertou o abraço, os olhos brilhando com um desafio territorial. Ela se lembrava bem daquela noite única em que as três haviam explorado limites, mas para Engfa, aquilo tinha sido uma exceção absoluta. Ela permitira que Faye visse a beleza de Charlotte uma vez, mas a ideia de repetir o compartilhamento, ou de qualquer outra pessoa colocar os olhos em sua Austin, era impensável agora.

— Aquilo foi um evento único, Faye — disse Engfa, o tom sarcástico e afiado. — Charlotte é minha. Cada sarda, cada curva. Não confunda amizade com permissão para cobiçar.

— Calma, P'Fa — Charlotte interveio, virando a cabeça levemente para acariciar o rosto de Engfa com o nariz. — A Faye é nossa amiga. Não precisa mostrar os dentes para todo mundo.

— Eu mostro os dentes para quem chega perto demais do meu tesouro — retrucou Engfa, embora o tom tenha suavizado um pouco sob o carinho de Charlotte.

Charlotte, sempre observadora e calma, sabia exatamente como manipular o temperamento vulcânico da namorada. Ela se virou nos braços de Engfa, ficando de frente para ela, mas mantendo-se dentro do abraço. Seus dedos subiram para o colarinho de Engfa, ajeitando o tecido desnecessariamente.

— Você está sendo teimosa hoje — murmurou Charlotte, olhando nos olhos castanhos de Engfa. — E muito provocadora. Esse terno... você sabe o que faz comigo.

— Eu sei exatamente o que faço com você, Char — Engfa sorriu, um sorriso de lado que era pura arrogância e amor. — E eu sei que você ama quando eu marco território.

Faye, percebendo que o clima entre as duas estava prestes a entrar em um território onde terceiros não eram bem-vindos, deu um passo para trás com um sorriso divertido.

— Bom, eu vou verificar meus outros convidados. Tentem não quebrar nada caro na minha cobertura.

Engfa nem se deu ao trabalho de responder. Ela estava ocupada demais traçando o contorno das sardas no nariz de Charlotte com o polegar.

— Eu odeio quando outras pessoas olham para você — admitiu Engfa, a voz baixa e rouca. — Odeio quando elas acham que têm o direito de falar com você, de te tocar.

— P'Fa, eu sou sua — disse Charlotte com firmeza, seus olhos brilhando com uma sinceridade que sempre desarmava Engfa. — Você sabe disso. Eu sou introvertida, lembra? Eu mal gosto de falar com as pessoas, quanto mais flertar com elas.

— Mas elas flertam com você — insistiu Engfa, a teimosia brilhando. — E eu fico com vontade de arrancar os olhos de cada uma delas.

Charlotte riu, um som cristalino que era a música favorita de Engfa.

— Você é tão exagerada. E tão fiel. Às vezes eu acho que você esquece que é a mulher mais desejada de Bangkok. Metade dessa festa está tentando descobrir como chegar perto de você, e você só tem olhos para as minhas sardas.

— Porque elas são as únicas que importam — Engfa inclinou-se, beijando a ponta do nariz de Charlotte. — O resto é lixo.

O clima na festa estava ficando mais intenso, a música mais alta, mas o espaço entre Engfa e Charlotte havia se tornado um vácuo onde apenas as duas existiam. Engfa sentia a necessidade de ter Charlotte só para si, longe dos olhares curiosos e da energia alheia.

— Vamos sair daqui — comandou Engfa.

— Para casa? — perguntou Charlotte, embora já soubesse a resposta pelo fogo nos olhos da namorada.

— Ainda não. Eu não aguento esperar até o carro.

Engfa pegou a mão de Charlotte, os dedos entrelaçados com força, e a guiou através da multidão com uma determinação que não aceitava interrupções. Elas caminharam em direção ao corredor dos banheiros de luxo, uma área mais reservada e silenciosa.

Engfa empurrou a porta de um dos banheiros privativos — um espaço amplo, com mármore escuro e espelhos que iam do chão ao teto — e puxou Charlotte para dentro, trancando a porta logo em seguida.

O silêncio do banheiro, interrompido apenas pelo abafado da música lá fora, era eletrizante. Engfa prensou Charlotte contra a porta fechada, suas mãos encontrando o rosto da mais nova com uma urgência quase desesperada.

— Minha — rosnou Engfa antes de selar seus lábios nos de Charlotte.

O beijo era faminto, uma mistura de possessividade e uma adoração profunda. Engfa beijava Charlotte como se estivesse tentando reivindicar cada centímetro de sua alma. Charlotte retribuiu com a mesma intensidade, suas mãos subindo para os cabelos castanhos de Engfa, puxando-a para mais perto, se é que isso era possível.

Engfa interrompeu o beijo por um segundo, apenas para trilhar um caminho de beijos úmidos pela mandíbula de Charlotte até chegar à sua orelha.

— Eu vi aquele cara tentando falar com você perto do bar — sussurrou Engfa, a voz carregada de um ciúme sombrio e sedutor. — Eu queria quebrar o copo na cara dele.

Charlotte soltou um suspiro trêmulo, sentindo o calor do corpo de Engfa contra o seu.

— Mas você não quebrou. Você apenas veio e me abraçou. Você sabe que ele não significa nada, Fa. Ninguém significa nada perto de você.

Engfa se afastou o suficiente para olhar nos olhos de Charlotte. A luz suave do banheiro refletia nas sardas de Charlotte, e Engfa sentiu aquele aperto familiar no peito. Ela era viciada naquela mulher. Era uma obsessão saudável, mas absoluta.

— Eu sou fiel a você em todos os pensamentos, Charlotte. Eu não suporto o toque de ninguém que não seja você. O mundo é sujo, mas você... você é meu santuário.

Charlotte sorriu, tocando o rosto de Engfa com carinho.

— E você é o meu, P'Fa. Mesmo sendo essa teimosa orgulhosa que acha que é dona do mundo.

— Eu sou dona do meu mundo — corrigiu Engfa, um brilho sarcástico voltando aos seus olhos. — E o meu mundo tem 1,70m e sardas no nariz.

Engfa começou a desabotoar lentamente os primeiros botões da blusa de seda de Charlotte, seus olhos nunca deixando os dela.

— Você sabe que eu não vou parar apenas com beijos, não sabe? — provocou Engfa, sua mão deslizando pela pele macia do ombro de Charlotte.

— Eu certamente espero que não — respondeu Charlotte, sua timidez usual dando lugar a uma insistência silenciosa. — Você me provocou a noite toda com esse terno, Engfa Waraha. Agora você tem que lidar com as consequências.

Engfa soltou uma risada baixa, uma vibração que Charlotte sentiu no fundo dos ossos.

— Ah, eu vou lidar. Vou lidar com cada centímetro seu. Vou fazer você esquecer que existe uma festa lá fora. Vou fazer você lembrar apenas do meu nome.

— Eu nunca esqueço — murmurou Charlotte, puxando Engfa pelo colar de ouro para outro beijo profundo.

Ali, naquele refúgio de mármore, as hierarquias de Bangkok não significavam nada. A energia extrovertida e protetora de Engfa encontrava a calma profunda e o amor insistente de Charlotte. Engfa era a chama que ardia com intensidade, e Charlotte era o oxigênio que a mantinha viva.

Engfa se ajoelhou por um momento, apenas para beijar as clavículas de Charlotte, subindo novamente para morder levemente o lábio inferior da namorada.

— Diga — ordenou Engfa, a voz rouca.

— Dizer o quê? — provocou Charlotte, embora soubesse exatamente o que a outra queria ouvir.

— De quem você é.

Charlotte sorriu, inclinando-se para sussurrar no ouvido de Engfa, sentindo a respiração da namorada falhar.

— Eu sou sua, P'Fa. Totalmente, irrevogavelmente e eternamente sua. E você?

Engfa a olhou com uma seriedade que beirava a devoção religiosa. Ela pegou a mão de Charlotte e a colocou sobre o próprio coração, que batia freneticamente.

— Eu sou sua escrava, sua protetora e sua única verdade. Ninguém mais toca, ninguém mais entra. É você e eu, Austin. Sempre.

Engfa voltou a beijá-la, desta vez com uma ternura que contrastava com a agressividade anterior. Era assim que elas funcionavam: um equilíbrio perfeito entre o fogo da possessividade e a doçura da entrega total.

Lá fora, a elite de Bangkok continuava sua dança de aparências e interesses. Mas dentro daquele banheiro, a única coisa real era a conexão inquebrável entre duas mulheres que haviam encontrado uma na outra tudo o que precisavam. Engfa continuaria sendo a beldade irresistível e fiel, e Charlotte continuaria sendo a dona do coração da mulher mais cobiçada da Tailândia, guardando cada sarda como um segredo que apenas Engfa tinha o direito de desvendar.

E naquela noite, sob as luzes da cidade e o som abafado da festa, o território estava mais do que marcado; ele estava selado com a promessa de uma fidelidade que o tempo jamais seria capaz de desgastar.

Índice

Quer criar seu próprio fanfic?

Cadastre-se na Fanfy e crie suas próprias histórias!

Criar meu fanfic