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Preço do Desejo +18

Fandom: Stray Kids

Criado: 31/08/2026

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Gaiola de Veludo e Sangue

A escuridão de Seul sempre foi o playground de Hwang Hyunjin. O herdeiro da máfia coreana movia-se pelas sombras da metrópole como um predador que não precisava de pressa, pois sabia que sua presa não tinha para onde fugir. Mas, naquela noite, a mansão fortificada no topo da colina parecia pequena demais para a tempestade que ele mesmo havia provocado.

Hyunjin estava parado diante da enorme janela de vidro do seu escritório, observando as luzes da cidade. Seus cabelos curtos e pretos caíam levemente sobre a testa, emoldurando os olhos puxados que, naquele momento, brilhavam com uma possessividade doentia. Ele levou um copo de cristal aos lábios carnudos, saboreando o uísque caro enquanto o silêncio era subitamente interrompido pelo som da porta sendo aberta.

— Ela acordou — anunciou Lee Know, entrando no recinto com a frieza habitual. Seus cabelos loiros brilhavam sob a luz baixa e os olhos felinos não demonstravam qualquer emoção. — E, como você previu, ela não está exatamente feliz.

Hyunjin deu um sorriso de canto, um gesto que teria feito qualquer outro homem tremer.

— A resistência é a parte mais doce da conquista, Minho.

— Christopher acha que você está cruzando uma linha perigosa — Lee Know continuou, encostando-se no batente da porta. — Trazer uma civil para o centro da operação é um risco que não precisávamos.

Hyunjin virou-se lentamente. O corpo esguio, mas visivelmente musculoso sob a camisa de seda preta, exalava uma autoridade inquestionável.

— Christopher é pago para proteger este império, não para questionar meus desejos. Diga a ele e aos outros para ficarem de prontidão. Eu vou vê-la agora.

No andar de baixo, o clima na sala de estar era tenso. Christopher Bangchan, o líder da segurança e braço direito de Hyunjin, caminhava de um lado para o outro. Seus cabelos loiros curtos e o corpo robusto eram a personificação da força. Ao seu lado, Han Jisung, com suas bochechas cheias e expressão séria, limpava uma arma com movimentos mecânicos.

— Ele perdeu o juízo — resmungou Han, sem desviar o olhar do metal. — Aquela mulher é um rastreador humano. O sumiço dela vai atrair atenção.

— Hyunjin sabe o que faz — rebateu Bangchan, embora sua voz carregasse uma nota de dúvida. — O problema é que ele nunca quis algo com tanta intensidade. E quando Hyunjin quer, ele destrói tudo ao redor para conseguir.

— Eu acho ela bonita — comentou Felix, surgindo das sombras com um sorriso leve e enigmático. Seus cabelos azuis destacavam-se na penumbra e seus olhos amendoados brilhavam com uma curiosidade quase infantil. — Mas ela tem fogo nos olhos. Vi o jeito que ela olhou para o Jeongin quando ele a trouxe.

— Ela tentou me chutar — disse I.N (Jeongin), entrando na sala com um sorriso malvado no rosto jovem. Seus cabelos marrons estavam levemente bagunçados. — Tive que ser... um pouco menos gentil para colocá-la no quarto.

— Se você a machucou, Hyunjin vai cortar sua língua — avisou Seungmin, que estava sentado em uma poltrona lendo relatórios financeiros. Ele era o cérebro administrativo, sempre sério, com seus lábios finos e longos comprimidos em desaprovação.

— Eu só fiz o meu trabalho — defendeu-se Jeongin, dando de ombros.

Enquanto os homens discutiam o destino da organização, Hyunjin subia as escadas de mármore. Ele parou diante da porta de carvalho maciço do quarto principal. O silêncio que vinha de dentro era suspeito. Ele girou a chave e entrou.

Maria Beatriz estava de pé junto à varanda trancada. O contraste era avassalador. Seus longos fios castanho-escuros caíam em ondas volumosas pelas costas, brilhando intensamente contra a luz da lua. A pele morena iluminada parecia vibrar de raiva. Quando ela se virou, os olhos amendoados de Bia encontraram os dele, e Hyunjin sentiu aquele soco familiar no estômago. Ela era magnética. Cada movimento dela, o modo como cruzava os braços sobre o peito, destacando as curvas naturais e os quadris marcados, era uma provocação que ela sequer precisava tentar fazer.

— Você me trouxe para um castelo ou para uma prisão, Hwang? — A voz dela era firme, carregada de um desdém que ele achou inebriante.

Hyunjin fechou a porta atrás de si, caminhando lentamente em direção a ela.

— Eu diria que é um santuário — respondeu ele, a voz baixa e aveludada. — Onde o mundo não pode tocar no que me pertence.

Bia soltou uma risada curta e amarga, dando um passo à frente, sem se intimidar pela altura dele ou pela aura de perigo que ele emanava.

— Eu não pertenço a ninguém. Muito menos a um homem que precisa de capangas e sequestros para conseguir companhia.

Hyunjin parou a poucos centímetros dela. Ele podia sentir o perfume dela, uma mistura de baunilha e algo selvagem. Ele estendeu a mão, os dedos longos e elegantes roçando a mandíbula dela antes de se enterrarem nos cabelos escuros. Bia tentou recuar, mas ele foi mais rápido, segurando-a com uma firmeza possessiva.

— Você não entende, Maria Beatriz — sussurrou ele, aproximando o rosto do dela. Seus lábios carnudos quase tocavam os dela, que eram naturalmente avermelhados e agora tremiam levemente, não de medo, mas de uma fúria que começava a se misturar com outra coisa. — No momento em que meus olhos cruzaram os seus naquela galeria, o seu destino foi selado. Você pode lutar, pode me odiar... mas você vai ficar aqui. Comigo.

— Eu prefiro morrer a ser seu brinquedo — sibilou ela, embora a proximidade dele estivesse fazendo seus sentidos vacilarem. O calor que emanava do corpo musculoso de Hyunjin era sufocante.

— Morte é uma saída fácil demais — disse ele, o polegar traçando o lábio inferior dela com uma lentidão torturante. — Eu quero a sua rendição. Quero que você me peça para tocar em você do mesmo jeito que está me desejando agora, mesmo que sua mente diga o contrário.

— Você é louco — Bia cuspiu as palavras, mas sua respiração estava falhando.

— Sou — admitiu ele, os olhos puxados escurecendo de desejo. — Louco por cada centímetro dessa pele morena.

Subitamente, a porta foi aberta com um estrondo. Era Seo Changbin. O homem de ombros largos e expressão severa parecia urgente. Seus cabelos pretos curtos estavam levemente suados.

— Hyunjin, temos um problema no porto. Os rivais de Busan interceptaram a carga. Bangchan já está mobilizando os carros.

Hyunjin não soltou Bia imediatamente. Ele manteve o olhar fixo nela por mais alguns segundos, uma promessa silenciosa brilhando em suas pupilas.

— Não saia deste quarto — ordenou ele, sua voz voltando ao tom frio de comando da máfia.

— Ou o quê? — desafiou Bia, ajeitando o cabelo com um gesto brusco que fez os olhos de Hyunjin descerem por suas curvas involuntariamente.

— Ou eu terei que punir você quando voltar — respondeu ele com um sorriso sombrio. — E nós dois sabemos que você pode acabar gostando disso.

Ele saiu do quarto, trancando a porta por fora. Bia desabou na cama de dossel, o coração batendo tão forte que parecia querer escapar pelo peito. Ela odiava Hwang Hyunjin. Odiava o modo como ele a olhava como se ela fosse um objeto valioso, e odiava ainda mais o fato de que, por um segundo, quando ele a tocou, ela não quis se afastar.

Lá embaixo, o caos organizado da máfia estava em pleno vigor.

— Felix, você fica — ordenou Bangchan, vestindo o colete tático. — Sua função é garantir que ninguém entre e que ela não saia. Seungmin, monitore as câmeras. Se um pássaro voar perto desta mansão, eu quero saber.

— Entendido — respondeu Seungmin, já digitando freneticamente em seu laptop.

— E quanto a mim? — perguntou Han Jisung, verificando o pente de sua pistola.

— Você vem comigo e com o Changbin — disse Hyunjin, aparecendo no topo da escada. A aura de amante possessivo havia desaparecido, substituída pelo líder implacável. — Vamos mostrar a Busan o que acontece quando mexem com o que é meu.

Enquanto os carros pretos arrancavam em alta velocidade pelos portões da mansão, Felix subiu as escadas com uma bandeja de comida. Ele parou diante da porta de Bia e bateu levemente.

— Eu sei que você está com raiva — disse Felix, sua voz profunda e melodiosa atravessando a madeira. — Mas você precisa comer. Hyunjin ficaria muito infeliz se você ficasse doente.

— Diga ao seu chefe para ir para o inferno! — gritou Bia de dentro do quarto.

Felix soltou uma risadinha, encostando a cabeça na porta.

— Você é corajosa. Gosto disso. Mas um conselho de amigo, Maria Beatriz: não tente fugir. O I.N espalhou sensores por todo o jardim, e ele adoraria ter um motivo para usar aqueles brinquedos novos dele.

Dentro do quarto, Bia caminhava de um lado para o outro. Ela olhou para a varanda. O salto era alto, mas não impossível. No entanto, as palavras de Felix ecoavam em sua mente. Ela estava cercada por lobos, e o alfa era o homem que parecia querer devorá-la e protegê-la ao mesmo tempo.

Horas se passaram. O silêncio da mansão era apenas quebrado pelo som distante do vento. Bia acabou pegando no sono por exaustão, mas foi acordada pelo som da chave girando na fechadura.

Era madrugada quando Hyunjin retornou. Ele tinha uma mancha de sangue na bochecha e a camisa de seda estava levemente rasgada no ombro, revelando a pele pálida e os músculos tensos. Ele parecia exausto, mas seus olhos brilharam ao vê-la sentada na cama.

— Você ainda está acordada — disse ele, fechando a porta.

Bia levantou-se, a fúria renovada pelo medo que sentira durante a ausência dele.

— Você está sangrando — observou ela, a voz falhando por um momento.

Hyunjin levou a mão ao rosto, limpando o sangue com o polegar.

— Não é meu.

Ele caminhou até ela, a presença dele preenchendo o quarto de uma forma esmagadora. Bia recuou até que suas costas batessem na parede fria. Hyunjin colocou as mãos em cada lado da cabeça dela, encurralando-a.

— Por que você se importa? — perguntou ele, a voz rouca.

— Eu não me importo! Eu só quero ir para casa! — exclamou ela, tentando empurrá-lo.

Mas Hyunjin era como uma rocha. Ele segurou os pulsos dela, prendendo-os acima da cabeça dela com apenas uma das mãos. O corpo dele pressionou o dela, e Bia sentiu a eletricidade percorrer sua espinha. A sensualidade natural dela, que ele tanto cobiçava, estava ali, pulsando entre eles.

— Esta é a sua casa agora — disse ele, inclinando-se para sussurrar em seu ouvido. — Você é a rainha deste império de sangue, Bia. E eu sou o seu rei, quer você aceite ou não.

— Você é um monstro — ela sussurrou, embora seus olhos estivessem fixos nos lábios dele.

— O seu monstro — corrigiu ele.

Hyunjin soltou os pulsos dela, mas apenas para segurar seu rosto com ambas as mãos. Seus lábios carnudos e macios finalmente encontraram os de Bia em um beijo que era uma batalha. Não havia doçura, apenas uma fome desesperada e uma posse absoluta. Bia lutou por um segundo, suas mãos batendo no peito musculoso dele, mas logo seus dedos se enterraram nos cabelos pretos de Hyunjin, puxando-o para mais perto.

O beijo era invasivo, quente e carregado de meses de desejo reprimido por parte dele. Hyunjin a pressionava contra a parede como se quisesse fundir seus corpos. Quando se afastaram, ambos estavam arfando.

— Viu? — Hyunjin sorriu, um brilho de triunfo nos olhos puxados. — Você me odeia, mas o seu corpo me reconhece como dono.

Bia deu um tapa no rosto dele. O som estalou no quarto silencioso. Hyunjin virou o rosto com o impacto, mas não pareceu zangado. Ele lentamente voltou a olhá-la, passando a língua pelo lábio onde o tapa pegara.

— Isso — disse ele, a voz carregada de uma promessa perigosa — vai tornar as coisas muito mais interessantes.

Ele se afastou, caminhando em direção à porta.

— Durma, Bia. Amanhã, começamos o seu treinamento. Se você vai ser a mulher do herdeiro da máfia, precisa aprender a atirar. Eu não vou deixar ninguém tocar em você, mas quero que você tenha o prazer de matar quem tentar.

Ele saiu, deixando-a sozinha com o eco de suas palavras e o gosto de uísque e perigo em seus lábios. Bia encostou-se na parede, deslizando até o chão. Ela sabia que estava em uma gaiola de ouro, mas o pior de tudo era perceber que, pela primeira vez em sua vida, o perigo parecia o mais viciante dos prazeres.

Lá fora, no corredor, Hyunjin encontrou Bangchan.

— O perímetro está seguro — informou o loiro. — Mas Busan não vai deixar barato o que fizemos hoje.

— Deixe que venham — respondeu Hyunjin, olhando para a porta do quarto onde Bia estava. — Eu tenho algo por que lutar agora. E eu nunca perco o que é meu.

Bangchan assentiu, vendo a mudança no líder. Hyunjin sempre fora implacável, mas agora, ele tinha um propósito sombrio. E em Seul, não havia nada mais perigoso do que um Hwang Hyunjin apaixonado e possessivo.

O submundo estava prestes a queimar, e Maria Beatriz era a chama que havia iniciado o incêndio.

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