
Oliver x Engel
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 01/09/2026
Penas Quebradas e Grafite Manchado
A escuridão da sala de suprimentos da Paper School era absoluta, quebrada apenas pelo som da respiração pesada de Engel. O ar estava saturado com o cheiro de papel velho, poeira e o aroma químico estranhamente doce que Oliver exalava — o cheiro de sabonete que ele insistia em comer como se fosse um banquete.
Engel tentou recuar, mas suas costas bateram contra a parede fria. Suas penas azuis e vermelhas, presas no topo de sua cabeça, tremiam conforme ele tentava manter a compostura. Seus dedos pontiagudos e afiados arranharam a superfície da parede, buscando uma saída que não existia.
— O que foi, passarinho? — a voz de Oliver surgiu das sombras, carregada de um escárnio venenoso e divertido. — Parece que você perdeu o rumo do ninho.
— Cala a boca, Oliver! — Engel rosnou, a raiva fervendo sob sua pele branca. — Eu não tenho medo de você. Sai da minha frente antes que eu...
Antes que Engel pudesse terminar a ameaça, Oliver moveu-se com uma rapidez desumana. O braço de lápis de Oliver bateu contra a parede, bloqueando o lado esquerdo de Engel, enquanto sua mão de carne agarrou o pulso do garoto de macacão, prendendo-o contra a alvenaria. A marca de "A+" no cabelo de Oliver parecia brilhar fracamente na penumbra, um lembrete constante de sua arrogância.
— Antes que você o quê? — Oliver se aproximou, o rosto a centímetros do de Engel. — Vai me olhar com essa sua lupa? Vai piar para a Claire vir te salvar?
— Eu mandei você calar a boca! — Engel gritou, a voz falhando pelo desespero que começava a subir por sua garganta.
A reação de Oliver foi imediata. Ele soltou o pulso de Engel apenas para pressionar a palma da mão firmemente contra a boca do garoto, abafando qualquer som adicional. O peso de Oliver empurrou Engel ainda mais contra a parede, imobilizando-o.
— Shhh... — Oliver sussurrou, os olhos brilhando com uma malícia travessa. — Passarinhos quietos vivem mais tempo, Engel. Você faz barulho demais. Se alguém nos pegar aqui, quem você acha que vai levar a culpa? O aluno exemplar ou o "valentão" que só estava tentando te ensinar uma lição?
Engel se debateu, as pernas chutando o ar, a pequena cauda branca chicoteando contra o macacão preto. Seus olhos estavam arregalados, o pânico substituindo a raiva inicial. Ele sentiu a força de Oliver, a pressão do corpo do valentão contra o seu, e percebeu o quão vulnerável estava naquela sala escura.
— Você é tão frágil — Oliver continuou, sua voz descendo para um tom perigosamente baixo, quase um ronronar. — Tão cheio de moralidade. Me dá nojo.
De repente, Oliver moveu a mão livre. Em vez de um golpe, ele pressionou os dedos com força contra o peito de Engel, bem acima do coração que batia descompassado. O aperto foi súbito e brutal, fazendo o ar escapar dos pulmões de Engel.
— Mmmgh! — Um gemido de dor aguda escapou por entre os dedos de Oliver, que ainda tapavam sua boca.
— Isso dói? — Oliver riu, um som seco e desprovido de empatia. — É bom que doa. Talvez assim você aprenda a não cruzar o meu caminho. Se você contar uma palavra sobre isso, eu juro que transformo sua vida em um rascunho rasgado.
Oliver se afastou apenas o suficiente para alcançar o interruptor da luz, mas não para ligá-lo. Com um clique seco, ele desligou o pouco de luz que vinha do corredor, mergulhando-os no breu total.
O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas por sons abafados e o roçar de tecidos. Na escuridão, a dinâmica mudou. O que começou como uma agressão física transformou-se em algo mais denso, mais doentio. O som de respirações entrecortadas e o estalo de lábios se encontrando ecoaram pelo pequeno espaço.
— Mais... — a voz de Oliver surgiu, agora carregada de um prazer distorcido. — Você gosta disso, não gosta, passarinho?
Gemidos de prazer, misturados com a resistência que enfraquecia, preencheram a sala. Oliver parecia estar em transe, soltando frases desconexas enquanto o som de beijos úmidos se intensificava.
— Tão doce... — Oliver gemeu, um som gutural que vibrou no peito de Engel. — Eu quero mais. Eu quero quebrar você por completo.
A noite pareceu se arrastar em um ciclo de provocações e atos que a luz do dia jamais ousaria testemunhar. O tempo perdeu o sentido entre os gemidos de prazer de Oliver e o silêncio quebrado de Engel.
...
Quando os primeiros raios de sol começaram a se infiltrar pelas frestas da porta da sala de suprimentos, a cena era de puro caos.
Engel estava caído no chão frio, as costas apoiadas contra uma pilha de cadernos velhos. Seu rosto, outrora limpo e gentil, estava manchado. Traços de sêmen secavam em suas bochechas e testa, um sinal humilhante do que havia ocorrido durante a noite. Ele estava profundamente corado, uma mistura de vergonha e exaustão absoluta, os olhos fixos no vazio.
A poucos passos dele, Oliver estava de pé. Suas roupas estavam desalinhadas, a camisa preta amarrotada e o cabelo branco, geralmente preso, agora caía em cascata até os tornozelos de forma desordenada. Ele também estava corado, um brilho de satisfação lasciva ainda presente em seu olhar. Havia manchas de sêmen em sua própria pele, mas ele não parecia se importar.
— Veja só você — Oliver disse, a voz rouca, mas carregada da habitual arrogância. — O herói da escola, reduzido a isso.
Engel não respondeu. Ele apenas tremeu, sentindo o peso da humilhação.
Oliver enfiou a mão no bolso de sua bermuda branca e retirou um objeto. Era um vibrador roxo, a cor vibrante contrastando com o ambiente monocromático da sala. Com um sorriso cruel, ele jogou o objeto no rosto de Engel.
O vibrador atingiu a bochecha de Engel, misturando-se à sujeira em seu rosto, antes de cair no colo do garoto.
— Ah... — Engel soltou um gemido involuntário, um som de puro desconforto e trauma, fechando os olhos com força.
— Ficou bem em você — provocou Oliver, inclinando-se para frente, as mãos nos joelhos. — Combina com o seu estado atual. Você é apenas um brinquedo, Engel. Um passarinho que perdeu as asas.
Oliver deu um passo à frente, chutando levemente o pé de Engel, forçando o garoto a olhar para ele.
— Não pense que isso acabou — Oliver sussurrou, exibindo o vibrador novamente com um gesto obsceno. — Eu ainda tenho muito o que ensinar para você. E você vai aprender a gostar, não vai?
Engel tentou falar, mas sua voz estava presa na garganta. Ele apenas observou, trêmulo e quebrado, enquanto Oliver se arrumava, limpando o rosto com as costas da mão e preparando-se para sair da sala como se nada tivesse acontecido, deixando para trás apenas o silêncio e o cheiro acre daquela noite interminável.
