
Oliver
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 02/09/2026
Tags
O Mistério do Armário e o Gosto do Pecado
Oliver caminhava pelos corredores da Paper School com a confiança de quem era o dono do lugar. Seus longos cabelos brancos, presos naquele rabo de cavalo baixo que quase tocava os calcanhares, balançavam levemente a cada passo. O laço preto estava perfeitamente ajustado, e a marca de "A+" em seu cabelo brilhava sob as luzes frias da instituição.
Ele levou a mão direita à boca, dando uma mordida generosa em um pedaço de sabonete de lavanda. O gosto alcalino e a textura escorregadia eram, para ele, a melhor iguaria que o mundo poderia oferecer. Enquanto mastigava, ele olhava ao redor em busca de sua próxima vítima de brincadeiras, mas Zip e Edward não estavam por perto naquele momento.
Ao passar por uma fileira de armários velhos na ala leste, algo chamou sua atenção. Um dos armários, cujas portas estavam levemente entreabertas, emitia um brilho rosado pulsante. Oliver parou, franzindo o cenho. A curiosidade, misturada com sua irritação natural por qualquer coisa que parecesse fora do seu controle, o fez se aproximar.
— Mas que droga é essa agora? — resmungou Oliver, a voz abafada pelo resto de sabonete que ainda mastigava.
Ele usou sua mão de lápis para cutucar a fresta da porta. De repente, a porta se escancarou e, antes que ele pudesse reagir, tentáculos cor-de-rosa, viscosos e brilhantes, saltaram para fora. Com uma velocidade sobrenatural, eles se enrolaram em torno de sua cintura e de seus braços.
— Ei! Me solta, sua coisa nojenta! — gritou ele, tentando cravar a ponta de seu braço de lápis em um dos apêndices.
Os tentáculos, porém, eram fortes. Eles o puxaram para dentro do armário com uma força bruta, e a porta de metal bateu com um estrondo, trancando-o na escuridão total, quebrada apenas pela luminescência rosa das criaturas.
Lá dentro, o espaço era apertado e cheirava a algo doce e perigoso. Oliver estava irritado, seu coração batendo forte contra as costelas. Ele tentou se debater, mas sentiu algo frio e úmido deslizando por suas pernas.
Um dos tentáculos, mais fino e ágil que os outros, começou a puxar sua bermuda branca. Oliver sentiu o arrepio do ar frio em sua pele e o pânico começou a subir por sua garganta.
— Pare com isso! Eu vou quebrar você inteiro! — ameaçou, embora sua voz tivesse falhado levemente.
O tentáculo não deu ouvidos. Com uma precisão quase cirúrgica, a ponta daquela coisa viscosa encontrou a entrada de suas nádegas. Oliver arregalou os olhos, o rosto esquentando instantaneamente. Ele sentiu a invasão, um preenchimento indesejado que o fez arquear as costas contra a parede fria do armário.
— Não... espera... — Oliver sussurrou, a raiva sendo lentamente substituída por uma confusão sensorial avassaladora.
Ele tentou manter sua postura de valentão, tentou odiar cada segundo daquela sensação invasiva, mas o tentáculo começou a se mover com um ritmo hipnótico. A fricção interna começou a gerar ondas de calor que ele nunca havia sentido antes. Ele mordeu o lábio inferior, tentando conter qualquer som que pudesse denunciar o que estava sentindo.
A marca de "A+" em seu cabelo parecia pulsar no mesmo ritmo que seu coração. Oliver estava corado, um vermelho profundo que contrastava com sua pele pálida. Ele lutou contra o prazer, fechando os olhos com força, mas o corpo começou a traí-lo. O tentáculo parecia saber exatamente onde pressionar.
Subitamente, uma descarga elétrica percorreu sua espinha. O prazer explodiu em seu abdômen, e um líquido quente e viscoso foi expelido, sujando suas coxas e a parte interna de sua bermuda. Oliver soltou um suspiro trêmulo, a cabeça caindo para trás contra o metal. Ele estava exausto, corado e, para seu próprio horror, ele havia amado aquilo.
O tempo pareceu parar. Os tentáculos recuaram lentamente, voltando para as frestas do fundo do armário, deixando Oliver sozinho na penumbra, ofegante e confuso.
No dia seguinte, a Paper School parecia a mesma de sempre, mas para Oliver, tudo estava diferente. Ele não tinha retornado para o dormitório naquela noite, permanecendo escondido no armário, perdido em um transe de sensações remanescentes.
Edward e Zip caminhavam pelos corredores, preocupados. Oliver nunca perdia a hora de atormentar os alunos mais novos.
— Onde será que aquele idiota se meteu? — perguntou Zip, ajustando o papel em seu cabelo. — Ele não apareceu nem para o café da manhã. E olha que eu trouxe um sabonete de morango para ele.
— Não sei — Edward respondeu, olhando para os lados. — Ele não é de sumir assim sem avisar.
Ao passarem pela ala leste, um som estranho os fez parar. Eram gemidos baixos, abafados, mas carregados de uma intensidade que fez os dois pararem no lugar. O som vinha de um armário específico.
— Oliver? — Edward chamou, aproximando-se da porta.
Lá dentro, Oliver ainda estava entregue ao prazer que as criaturas lhe proporcionavam novamente. Ao ouvir a voz de seus amigos, ele tentou se recompor, mas era tarde demais. A porta do armário se abriu com um rangido, e Oliver saiu de lá, tropeçando levemente.
Zip e Edward arregalaram os olhos. O rosto de Oliver estava extremamente corado, seus cabelos brancos estavam bagunçados e o laço preto pendia frouxo. Mas o que mais chamou a atenção foi a sua virilha e coxas, visivelmente sujas com um líquido esbranquiçado e viscoso que brilhava sob as luzes do corredor.
Edward sentiu o rosto queimar, ficando tão vermelho quanto a marca no cabelo de Oliver.
— Oliver... o que... o que aconteceu com você? — perguntou Edward, a voz falhando enquanto apontava para a bermuda do amigo. — Você está... sujo.
Oliver olhou para baixo e depois para os amigos. Em vez de demonstrar vergonha ou medo, um sorriso malicioso e lento surgiu em seus lábios. Ele limpou o canto da boca com as costas da mão de carne, os olhos brilhando com uma satisfação perversa.
— Ah, isso? — Oliver disse, sua voz saindo mais rouca do que o normal. — Eu só estava... testando um novo tipo de sabonete. É muito mais eficiente do que os outros.
— Um sabonete que faz você gemer daquele jeito? — Zip perguntou, cruzando os braços, embora também estivesse visivelmente constrangida.
— Vocês não entenderiam — Oliver respondeu, passando por eles com um andar levemente afetado, mas ainda mantendo sua aura de superioridade. — É um segredo de mestre.
Ele se afastou, deixando Edward e Zip parados no corredor, trocando olhares confusos e perturbados. Oliver, por outro lado, sentia-se revigorado. Ele sabia que voltaria àquele armário. A dor, a invasão e o prazer proibido haviam se tornado seu novo vício, superando qualquer sabonete que ele já tivesse provado na vida.
— A gente devia ir atrás dele? — perguntou Zip em voz baixa.
— Acho melhor deixarmos o Oliver com os "sabonetes" dele por enquanto — Edward respondeu, ainda tentando processar a imagem do amigo naquele estado.
Oliver continuou andando, sentindo o líquido secar em sua pele, uma lembrança física da noite anterior. Ele já estava planejando como voltaria para lá assim que as aulas terminassem. Afinal, na Paper School, as lições mais profundas nem sempre vinham dos livros.
