
Oliver x Alice
Fandom: Fundamental paper education FPE
Criado: 02/09/2026
Jogos de Poder e Papel
Alice despertou com a sensação áspera de cordas prendendo seus pulsos e tornozelos contra a estrutura fria da cama. Seus olhos, vermelhos como sangue, brilharam na penumbra do quarto enquanto ela forçava os músculos, sentindo a resistência do material. Ela era uma princesa demônio, uma criatura que espalhava o terror pelos corredores da Paper School, e a ideia de estar contida a deixava furiosa.
— Mas o que significa isso?! — rosnou ela, as presas aparecendo enquanto suas unhas afiadas tentavam rasgar o tecido do colchão.
A porta do quarto rangeu, abrindo-se lentamente. A silhueta que surgiu no batente era inconfundível. Oliver estava ali, encostado na moldura da porta com sua arrogância habitual. Seus longos cabelos brancos, presos naquele rabo de cavalo baixo que chegava aos tornozelos, balançavam levemente. A marca "A+" em seu cabelo parecia brilhar sob a luz fraca, e ele segurava o próprio colarinho branco com a mão direita, ajustando-o de um jeito que exalava confiança.
Alice sentiu o rosto esquentar instantaneamente. O contraste entre a raiva e a atração que sentia por aquele valentão era uma tortura constante. Oliver entrou no quarto e, com um movimento suave do seu braço de lápis, empurrou a porta, fechando-a com um estalo seco que ecoou pelo ambiente.
Ele caminhou em direção à cama, um sorriso travesso brincando em seus lábios.
— Você parece um pouco... presa, Alice — provocou ele, a voz carregada de um tom aveludado e irônico.
— Oliver, me solte agora mesmo ou eu juro que vou devorar cada pedaço da sua carne! — Alice exclamou, embora o rubor em suas bochechas traísse sua irritação.
Oliver soltou uma risada curta e estalou os dedos da mão direita. Num piscar de olhos, as roupas externas de Alice simplesmente desapareceram, deixando-a apenas de sutiã e calcinha pretos. O choque percorreu o corpo da garota demônio, e o vermelho em seu rosto subiu até as orelhas.
— Oliver! Seu idiota! — gritou ela, tentando se cobrir, embora as cordas a impedissem de mover os braços para frente do corpo.
— Shh... você fica muito mais bonita assim, sabia? — Ele começou a desabotoar a própria camisa preta, revelando o tronco pálido e definido.
Alice desviou o olhar por um segundo, mas logo seus olhos voltaram para ele. Ela amava o cheiro dele, o gosto dele, e ver o corpo de Oliver à mostra fazia seu estômago dar voltas. Ele jogou a camisa em um canto qualquer e levou a mão ao cós das bermudas brancas, deslizando-as para baixo até que restasse apenas a roupa íntima.
Ele se aproximou da borda da cama, olhando-a de cima para baixo com um olhar predatório, mas cheio de desejo.
— O que foi? O gato comeu sua língua, princesa? — Ele arqueou a sobrinha, a mecha arrepiada no topo de sua cabeça balançando enquanto ele se inclinava.
— Eu odeio você — sibilou Alice, embora sua respiração estivesse ficando pesada.
Sem dizer uma palavra, Oliver subiu na cama, posicionando-se sobre ela. O peso do corpo dele, embora leve como papel, trazia uma pressão que fazia o coração de Alice disparar. Ele estendeu a mão e segurou o queixo dela com firmeza, forçando-a a olhar diretamente em seus olhos.
— Odeia mesmo? — perguntou ele, aproximando o rosto do dela. — Porque seus olhos dizem que você quer me morder agora mesmo. E não do jeito violento.
Alice tentou virar o rosto, lutando contra a vontade de ceder ao toque dele. Ela era a predadora ali, ela era quem deveria estar no controle. Mas Oliver sempre sabia como desarmá-la.
— Eu não vou... — ela começou, mas sua voz falhou quando ele roçou o nariz no dela.
— Vai sim.
Ele selou os lábios nos dela em um beijo profundo e urgente. Alice, que segundos antes estava pronta para matá-lo, cedeu completamente, correspondendo ao beijo com a mesma intensidade. O sabor de Oliver era único, algo que ela desejava mais do que qualquer refeição canibal que já fizera.
Eles se separaram por um breve momento, ambos com os rostos corados e a respiração errática. Oliver fechou os olhos, absorvendo o momento, e quando os abriu, havia um brilho de pura malícia neles.
— Sabe, Alice — sussurrou ele, aproximando-se do ouvido dela —, eu trouxe um sabonete novo hoje. Mas acho que prefiro o seu gosto agora.
— Você é um nojento, Oliver — respondeu ela, soltando um suspiro trêmulo enquanto ele voltava a beijar seu pescoço.
— E você adora isso — provocou ele, sentindo a resistência dela desaparecer completamente sob seu toque.
O quarto, antes um palco de irritação, transformou-se em um campo de jogos perigosos, onde a princesa demônio e o valentão da escola de papel finalmente deixavam as máscaras de lado, perdidos no desejo que apenas dois monstros como eles poderiam entender.
