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Flagrados

Fandom: fórmula 1

Criado: 04/09/2026

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Além das Linhas de Chegada

O som da multidão ainda ecoava na mente de Lando Norris, um zumbido distante que misturava a adrenalina da vitória com o cansaço físico extremo. No degrau mais alto do pódio em Silverstone, ele havia sentido o mundo aos seus pés, mas agora, no silêncio relativo do paddock, a única coisa que ele realmente desejava era o toque da mulher que segurava sua mão enquanto caminhavam em direção ao motorhome da McLaren.

Alicia Garcia era, para Lando, a imagem da perfeição. Com seus olhos verdes que pareciam capturar a luz do sol e os cabelos loiros que ela insistia em prender de forma desajeitada enquanto trabalhava com suas câmeras, ela era o seu porto seguro. No entanto, após quase seis meses de namoro, havia uma barreira invisível entre eles. Uma barreira feita de silêncios, desculpas de última hora e uma timidez que beirava a angústia.

Ao entrarem no motorhome privativo, o ar condicionado gelado contrastou com o calor da pista. Lando retirou a parte de cima do macacão, deixando-o pendurado pela cintura, revelando a camiseta interna colada ao corpo suado. Ele notou como Alicia desviou o olhar imediatamente, as bochechas ganhando um tom rosado.

— Ei... — Lando se aproximou, a voz suave e rouca. — Você está bem? Mal olhou para mim desde que saímos do pódio.

— Estou bem, Lando. Só... foi um dia longo. Muita gente, muita pressão — ela respondeu, mexendo nervosamente na alça da sua câmera profissional.

Lando suspirou, aproximando-se o suficiente para sentir o perfume cítrico dela. Ele acariciou o rosto de Alicia, forçando-a a olhar para seus olhos azuis.

— Vem tomar banho comigo? — convidou ele, num sussurro carregado de intenção. — Preciso tirar esse champanhe e o suor do corpo. E quero você perto de mim.

Alicia travou. O coração disparou contra as costelas.

— Lando, eu... eu não sei. Acho melhor eu ir para o hotel e...

— Por favor, Ali. Sem desculpas hoje. Só nós dois.

Ela hesitou, mas a vulnerabilidade nos olhos dele a venceu. Lando sempre fora tão paciente, tão atencioso com suas inseguranças. Ela assentiu levemente, sendo guiada para o pequeno, porém luxuoso, banheiro do motorhome.

Lando ligou o chuveiro, deixando a água esquentar. Ele se livrou do restante da roupa com a naturalidade de quem está acostumado com a nudez, mas Alicia continuava parada, de costas. Quando ela finalmente começou a se despir, não ficou completamente nua. Ela entrou no box usando um conjunto de calcinha e sutiã de renda branca, uma escolha que ela achava que a protegeria, mas que teve o efeito oposto.

Assim que a água atingiu o tecido fino, a renda branca tornou-se completamente translúcida. Lando perdeu o fôlego. Ele a viu tentar cobrir os seios com os braços, os ombros encolhidos.

— Você é tão linda, Alicia — ele murmurou, aproximando-se por trás e envolvendo a cintura dela com os braços fortes.

— Não sou — ela sussurrou, a voz embargada. — Meus seios... eles são pequenos, Lando. E não são... firmes como deveriam ser. Meu ex... ele dizia que eram descaídos. Que eu não tinha bunda o suficiente. Que eu era desproporcional.

Lando sentiu uma onda de raiva pelo homem que havia plantado aquelas sementes de dúvida nela, mas a substituiu imediatamente por uma ternura avassaladora. Ele beijou o ombro molhado dela, apertando-a contra seu corpo.

— Ele era um idiota que não merecia nem olhar para você — Lando disse, a voz firme. — Eu olho para você e vejo a mulher mais foda e deliciosa do mundo. Seus seios são perfeitos para as minhas mãos, Alicia. Sua bunda é... meu Deus, é uma obra de arte. Eu passo o dia inteiro na pista pensando em como quero sentir você assim, colada em mim.

Ele a virou de frente, forçando-a a soltar os braços. A água escorria entre eles, e Lando desceu o olhar, devorando cada curva revelada pela renda molhada.

— Eu quero você, Ali. Toda você. Não importa o que aquele merda disse. Eu estou louco por você há seis meses.

Alicia sentiu uma barreira romper dentro de si. O desejo nos olhos de Lando era cru, real. Ela se permitiu ser beijada, uma carícia profunda que provava o quanto ele a queria. Lando a virou de costas novamente, pressionando o corpo dela contra a parede de mármore do box.

A ereção dele, pulsante e rígida, pressionou-se contra as nádegas de Alicia. Ela soltou um suspiro trêmulo, sentindo o calor dele através do tecido fino. Lando não perdeu tempo. Com uma das mãos, ele afastou a lateral da calcinha rendada, enquanto a outra mão subia para apertar e massagear os seios dela que ela tanto odiava, provando com toques firmes o quanto os adorava.

— Lando... — ela arqueou as costas, sentindo a cabeça do membro dele roçar contra sua intimidade úmida.

— Você é tão apertada, tão perfeita — ele sussurrou no ouvido dela, as mãos agora abrindo as nádegas dela para que ele pudesse se esfregar com mais liberdade. — Sente como eu estou por sua causa? Sente o que você faz comigo?

Ele começou a estimular o clitóris dela com o polegar, movimentos rápidos e precisos que a faziam perder o chão. Alicia estava em chamas, a timidez substituída por uma necessidade primitiva. Quando ele finalmente se posicionou e, com um impulso firme, penetrou-a por trás, ambos soltaram um gemido uníssono.

— Finalmente... — Lando arfou, sentindo o calor das paredes internas dela o abraçando. Ele não usou proteção; a urgência do momento e a adrenalina da vitória obliteraram qualquer pensamento racional.

As estocadas eram profundas e rítmicas. O som da água batendo no chão misturava-se aos estalos de pele contra pele.

— Gosta disso, Alicia? Gosta de me sentir dentro de você? — ele provocou, a voz carregada de uma luxúria que ela nunca tinha ouvido.

— Sim... Lando, por favor, não para... — ela implorou, jogando a cabeça para trás no ombro dele.

— Você é minha. Só minha. Vou te foder até você esquecer cada palavra idiota que aquele cara já te disse.

De repente, o som da porta externa do motorhome abrindo ecoou pelo ambiente. Passos pesados e decididos entraram na sala de estar.

— Lando? Você está aí? Preciso falar sobre os dados da telemetria da última volta, o desgaste dos pneus foi maior do que prevíamos para o próximo GP — a voz de Andrew, seu engenheiro de pista, soou alta e clara.

Alicia congelou, os olhos arregalados de pânico. Ela tentou se afastar, mas Lando a segurou firme pelos quadris, continuando a estocar, embora de forma mais lenta e silenciosa, um sorriso travesso brincando em seus lábios.

— Lando, para! Ele está aí! — ela sussurrou, desesperada.

— Shh... — Lando respondeu, aumentando a intensidade de uma estocada que a fez morder o lábio para não gritar. Ele elevou a voz para responder ao engenheiro: — Estou no banho, Andrew! Pode deixar os papéis na mesa, eu vejo daqui a pouco!

— É rápido, Lando! A equipe de estratégia quer uma resposta agora sobre a asa móvel! — Andrew continuou, aproximando-se da porta do banheiro que estava apenas encostada.

Lando não parou. Pelo contrário, o perigo de serem pegos parecia excitá-lo ainda mais. Ele bateu com força contra ela, os testículos atingindo a bunda de Alicia com um som rítmico.

— Lando... eu vou... — Alicia tentou avisar, mas o prazer era demais.

Em um movimento involuntário, as unhas dela cravaram-se nos braços de Lando e ela soltou um gemido alto, agudo e carregado de êxtase que preencheu todo o banheiro.

Houve um silêncio mortal do outro lado da porta.

— Lando? — a voz de Andrew soou confusa e, então, a porta do banheiro foi empurrada. — O que...

O engenheiro parou no portal, a boca aberta, os papéis quase caindo de suas mãos. A visão era explícita: Lando, suado e ofegante, ainda enterrado profundamente em Alicia, que tentava esconder o rosto enquanto a água escorria por seus corpos unidos.

— Puta que pariu, Lando! — Andrew exclamou, desviando o olhar rapidamente, mas não antes de processar a cena. — Com quem você está? Você está fodendo em pleno horário de trabalho, no motorhome da equipe?

Lando, longe de parecer envergonhado, soltou uma risada curta, sem se retirar de dentro da namorada.

— Andrew, se você não sair em cinco segundos, eu vou pedir para o Zak me dar um engenheiro que saiba bater na porta — Lando provocou, a voz rouca de desejo. — E sim, estou ocupado com a minha namorada. Cai fora!

Andrew saiu resmungando algo sobre "pilotos mimados" e "falta de profissionalismo", batendo a porta do motorhome ao sair.

O silêncio voltou, quebrado apenas pela respiração pesada dos dois. Alicia estava escondendo o rosto nas mãos, o corpo tremendo.

— Meu Deus, Lando... ele viu. Todo mundo vai saber — ela murmurou, embora uma parte dela se sentisse estranhamente viva.

— Deixa eles saberem — Lando disse, virando-a de frente e levantando o queixo dela. — Deixa eles saberem que eu tenho a mulher mais incrível do mundo e que eu não consigo tirar as mãos dela.

Ele a beijou com paixão, terminando o que começaram com uma intensidade que deixou ambos exaustos e trêmulos no chão do box.

Alguns minutos depois, já secos e vestidos com roupas confortáveis, eles estavam sentados na pequena cama do motorhome. O clima de euforia estava começando a baixar, dando lugar a uma calmaria doce.

Alicia estava encostada no peito de Lando, traçando os desenhos dos músculos do braço dele. De repente, um pensamento atravessou sua mente, gelando seu sangue.

— Lando? — ela chamou baixinho.

— Oi, amor.

— Você... você usou camisinha? Eu estava tão nervosa e... aconteceu tudo tão rápido.

Lando ficou estático. O sorriso desapareceu de seu rosto instantaneamente. Ele buscou na memória os detalhes do ato, a urgência, a falta de pausas.

— Eu... — ele começou, a voz falhando. — Merda, Alicia. Eu não usei. Eu estava tão focado em você, em te mostrar o quanto eu te queria... eu esqueci completamente.

Eles se olharam, o pânico crescendo nos olhos de ambos. O piloto mais rápido do grid e a fotógrafa mais talentosa do paddock acabavam de perceber que a vitória em Silverstone poderia ter trazido um prêmio muito mais permanente do que um troféu de ouro.

— Lando — Alicia sussurrou, a mão indo instintivamente para o ventre. — O que a gente vai fazer?

Lando a puxou para mais perto, beijando o topo de sua cabeça, embora suas próprias mãos estivessem tremendo.

— Primeiro, vamos respirar. Depois... bem, depois a gente lida com isso. Juntos. Como sempre.

Mas, no fundo, ambos sabiam que, a partir daquele momento, nada na vida deles voltaria a ser como antes.

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