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Sentimentos escondidos

Fandom: BTS

Criado: 04/09/2026

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Entre Segredos e Provocações

O ar no apartamento espaçoso de Namjoon estava saturado com o cheiro de pizza, risadas altas e aquela nostalgia agridoce que só um grupo de amigos que está crescendo separado consegue sentir. Uma vez por mês, eles faziam questão de parar o tempo. Jungkook, agora um idol global cujo rosto estampava outdoors por toda Seul, parecia o mesmo menino de sempre ali, sentado no chão. Ele vestia uma camiseta preta larga que deixava à mostra as tatuagens que subiam pelo braço atlético, contrastando com seu rosto de traços suaves e grandes olhos de cervo que enganavam qualquer um. Para os pais de Samira, Jeon Jungkook era o "genro dos sonhos": educado, atencioso e o melhor amigo da filha. Mal sabiam eles que, por trás daquela fachada de bom moço, escondia-se um espírito provocador e uma mente bem menos inocente.

Do outro lado da mesa de centro, Kang Samira ria de uma piada de Jimin. Samira era uma visão que interrompia o fluxo de qualquer conversa. O fruto perfeito de uma união entre a Guiné-Bissau e a Coreia, ela carregava a pele cor de mel que brilhava sob a luz quente da sala e os cabelos cacheados volumosos que herdara da mãe, emoldurando um rosto de olhos puxados e expressivos. Estudante de psicologia, ela tinha uma aura carismática que atraía todos, mas seu estilo baddie — calças cargo largas e um top justo que acentuava suas curvas — deixava claro que ela não era uma boneca de porcelana.

Os olhares entre Jungkook e Samira cruzavam-se constantemente, carregados de uma eletricidade que os outros amigos fingiam não notar.

— Chega de conversa fiada — anunciou Taehyung, girando uma garrafa de soju vazia no centro do círculo. — O clima está muito parado. Vamos de Verdade ou Desafio. E sem amarelar.

O jogo seguiu por quase uma hora. Revelações sobre as dificuldades da faculdade de medicina de Jin e os treinos exaustivos de Hoseok foram feitas, até que a garrafa, movida por um destino travesso, parou apontando o gargalo para Jungkook e a base para Taehyung.

— Jungkook, meu caro "Golden Maknae"... — Taehyung sorriu maliciosamente. — Verdade ou desafio?

Jungkook ajeitou os fios pretos que caíam sobre os olhos, um sorriso de canto surgindo.

— Desafio. Sabe que eu não corro de nada.

Taehyung olhou para Samira e depois voltou para Jungkook. O grupo todo sabia da tensão não resolvida que pairava entre os dois há anos.

— Eu desafio você e a Samira a ficarem quinze minutos trancados no quarto de hóspedes. Sem celulares. E o que acontecer lá, fica lá.

O silêncio caiu sobre a sala. Samira sentiu o coração disparar contra as costelas, mas manteve a postura, arqueando uma sobrancelha.

— Quinze minutos? — Samira perguntou, a voz aveludada carregada de um desafio próprio. — Tem certeza que é só isso que você quer, Tae?

— Se vocês não saírem em quinze, nós arrombamos a porta — brincou Yoongi, embora seus olhos estivessem atentos.

Jungkook levantou-se primeiro, estendendo a mão para Samira. O toque de sua pele quente contra a dela enviou um choque imediato pelo braço da jovem. Eles caminharam sob os assobios dos amigos até o quarto no fim do corredor. Assim que a porta foi fechada e a chave girada por fora por Jimin, o silêncio do quarto tornou-se ensurdecedor.

A única iluminação vinha das luzes da cidade através da janela. Jungkook encostou-se na porta, cruzando os braços, os músculos do peito marcando o tecido da camiseta.

— Então... — começou ele, a voz agora mais grave, desprovida da doçura que usava na frente dos pais dela. — O que a futura psicóloga tem a dizer sobre esse silêncio?

Samira caminhou até o centro do quarto, virando-se para ele com um sorriso audacioso.

— Acho que você está nervoso, Jeon. Suas pupilas estão dilatadas.

Jungkook soltou uma risada curta e deu um passo à frente, diminuindo a distância.

— Nervoso? Samira, eu passo o dia sendo vigiado por câmeras e milhares de pessoas. Você é a única que me faz esquecer de ser o "bom menino" que seus pais tanto amam.

— Ah, sim. O querido Jungkook — ela provocou, aproximando-se até que seus corpos quase se tocassem. — Se eles soubessem o quanto você gosta de me irritar...

— Eu não gosto só de te irritar — ele sussurrou, a mão subindo para tocar uma mecha dos cachos dela, sentindo a textura macia. — Eu gosto do jeito que você me olha quando acha que eu não estou vendo. E gosto ainda mais do fato de que você finge que me odeia, quando na verdade está morrendo de vontade de me beijar desde que chegamos aqui.

Samira sentiu o rosto esquentar, mas não recuou. Ela espalmou as mãos no peito dele, sentindo o batimento acelerado de Jungkook sob a palma.

— Você é muito convencido para alguém que ainda usa o corte de cabelo que eu escolhi para você.

— Eu uso porque você gosta — ele rebateu, a voz descendo uma oitava. — E eu sei que você gosta de muitas outras coisas em mim.

Jungkook deslizou as mãos da cintura dela para as costas, puxando-a para mais perto, eliminando qualquer espaço. O perfume dele, uma mistura de sândalo e algo puramente masculino, invadiu os sentidos de Samira. Ela olhou para os lábios dele, o piercing brilhando levemente na penumbra.

— Prove — desafiou ela, a voz quase um sussurro.

Jungkook não esperou um segundo convite. Ele inclinou a cabeça e capturou os lábios dela em um beijo que não tinha nada de inocente. Era um beijo faminto, carregado de anos de desejo contido e provocações de corredor. Samira soltou um gemido baixo, enroscando os dedos nos cabelos curtos da nuca dele, puxando-o para mais perto, se é que era possível.

A língua de Jungkook explorou a dela com uma urgência possessiva. Ele a empurrou gentilmente até que as costas dela encontrassem a parede fria, mas o calor entre seus corpos era incandescente. As mãos de Jungkook, grandes e firmes, desceram para as coxas fartas de Samira, levantando-a com facilidade. Ela entrelaçou as pernas na cintura dele, sentindo a rigidez evidente contra sua intimidade, o que a fez arfar.

— Você não tem ideia do quanto eu esperei por isso — ele murmurou contra o pescoço dela, deixando beijos úmidos e mordidas leves na pele cor de mel. — De ter você só para mim, sem ninguém olhando.

— Jungkook... — ela suspirou, a cabeça pendendo para trás. — A gente devia parar... os meninos...

— Os meninos que se danem — ele disse, a voz rouca de desejo. — Eles nos deram quinze minutos. Eu pretendo usar cada segundo.

Ele a levou até a cama de solteiro que havia no quarto, deitando-a com cuidado, mas sem interromper o contato visual. Jungkook livrou-se da camiseta preta em um movimento rápido, revelando o tronco definido e as tatuagens que Samira sempre quis traçar com os dedos. Ele se posicionou entre as pernas dela, as mãos subindo pelo corpo de Samira, sentindo cada curva que ela possuía.

— Você é a mulher mais linda que eu já vi, Samira — ele confessou, a vulnerabilidade brilhando por um momento nos olhos escuros. — E eu estou ficando louco tentando agir como se fosse apenas seu amigo.

Samira puxou-o para baixo pelo pescoço, unindo seus lábios novamente.

— Então pare de agir, Jeon. Apenas sinta.

As mãos dele encontraram a barra do top dela, deslizando o tecido para cima e revelando a pele macia. Quando os dedos de Jungkook tocaram seus seios, Samira arqueou as costas, um prazer agudo percorrendo seu sistema nervoso. Ele era habilidoso, provocando-a com toques leves antes de aplicar a pressão que ela tanto ansiava.

O ambiente no quarto estava denso, o som da respiração pesada de ambos preenchendo o espaço. Jungkook desceu os beijos pelo abdômen dela, parando na linha da calça cargo. Ele olhou para cima, um sorriso travesso e pecaminoso dançando em seu rosto.

— Você ainda acha que eu sou um bom menino, Sam?

— Eu acho que você é um problema — ela respondeu, a voz trêmula. — O melhor problema que eu já tive.

Jungkook desceu o zíper da calça dela com uma lentidão torturante, seus dedos roçando a pele sensível da virilha. Samira sentiu uma onda de calor atingi-la quando ele removeu a peça de roupa, deixando-a apenas de lingerie rendada. Ele parou por um momento, admirando-a como se ela fosse a obra de arte mais preciosa de uma galeria.

— Perfeita — ele sussurrou.

Ele se livrou do resto de suas próprias roupas com pressa, e quando seus corpos se encontraram novamente, pele contra pele, o impacto foi elétrico. Jungkook posicionou-se sobre ela, sustentando o peso nos antebraços. Ele começou a se mover contra ela, um atrito rítmico que levava Samira à beira do abismo.

— Diz que você me quer — ele ordenou baixinho, a voz vibrando contra o ouvido dela. — Diz que você é minha.

— Eu sou... eu quero você, Jungkook. Sempre foi você.

Ouvir aquelas palavras foi o gatilho. Jungkook a possuiu com uma intensidade que a fez perder o fôlego, seus movimentos eram firmes e profundos, preenchendo-a de uma maneira que a fazia ver estrelas. Samira arranhou as costas dele, deixando marcas vermelhas que seriam troféus secretos daquela noite. Cada estocada dele era acompanhada por um gemido dela, um coro de prazer que ecoava nas paredes do quarto.

O prazer subiu como uma maré alta, incontrolável. Jungkook intensificou o ritmo, seus músculos retesados, o rosto enterrado no pescoço de Samira enquanto ele buscava o próprio ápice. Samira sentiu o mundo desmoronar em cores e sensações quando o orgasmo a atingiu, as paredes de seu corpo contraindo-se ao redor dele, levando Jungkook junto com ela em uma explosão de satisfação mútua.

Eles ficaram ali por alguns minutos, os corações batendo no mesmo ritmo frenético, os corpos suados e entrelaçados. Jungkook beijou a testa de Samira, puxando o lençol para cobri-los.

— Quinze minutos nunca serão suficientes — ele disse, a voz voltando ao normal, mas com um carinho novo.

— Temos a vida toda, Jeon — ela respondeu, sorrindo contra o peito dele. — Mas agora, acho melhor nos vestirmos. Se o Taehyung entrar aqui e te vir assim, ele nunca mais vai parar de falar.

Jungkook riu, o som leve e genuíno.

— Deixe que falem. Meus pais vão adorar saber que o "amigo preferido" finalmente tomou coragem.

Eles se vestiram rapidamente, ajeitando os cabelos e limpando qualquer vestígio óbvio da entrega fervorosa que acabara de acontecer. Quando a porta se abriu e a luz do corredor invadiu o quarto, Jungkook saiu primeiro, com a mesma cara de "bom menino" de sempre, mas com um brilho vitorioso nos olhos que só Samira conseguia decifrar.

A noite continuou com risadas e jogos, mas agora havia um segredo compartilhado, um calor latente entre o idol e a estudante de psicologia que prometia que aqueles encontros mensais seriam, de agora em diante, muito mais interessantes.

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