
A Fragilidade do Veludo
O Grande Prêmio de Mônaco havia terminado com a adrenalina pulsando nas veias de Lando, mas nada se comparava ao que ele sentia agora, no silêncio de seu apartamento em Monte Carlo. O brilho dos iates lá fora era apenas um detalhe diante da visão que ele tinha em seu quarto.
Alicia estava deitada, quase desaparecendo sob uma de suas camisetas largas da McLaren. A luz suave do abajur destacava seus cabelos loiros espalhados pelo travesseiro e a curva delicada de suas pernas. Por baixo do tecido escuro, ele sabia que ela usava aquela calcinha de renda vermelha que ela havia deixado escapar na mala mais cedo — um contraste vibrante com sua pele clara e sua timidez habitual.
Lando saiu do banheiro, a pele ainda úmida e exalando o perfume do sabonete caro. Uma toalha branca estava presa precariamente em sua cintura, e ele usava outra menor para secar os cachos rebeldes que insistiam em cair sobre seus olhos azuis.
Alicia sentiu a garganta secar. Ela nunca o vira assim, tão exposto. Seus olhos verdes percorreram o abdômen definido de Lando, onde as gotas de água traçavam caminhos lentos pelos músculos esculpidos pela rotina de treinos intensos. Ela desceu o olhar para a linha da cintura, notando o volume marcado sob o algodão da toalha e a curvatura de suas coxas fortes. E, por um momento, seu pensamento voou para a bunda dele — aquela firmeza que ela sempre tivera vontade de apertar, mas nunca tivera coragem.
Lando percebeu o olhar dela. Um sorriso travesso e confiante surgiu em seus lábios.
— Gosta do que vê, Alicia? — Ele soltou uma risada baixa, rouca, enquanto jogava a toalha de rosto sobre uma cadeira.
— Eu... eu só estava pensando que você deveria se secar direito para não pegar um resfriado — mentiu ela, sentindo o rosto queimar.
Lando caminhou até a cama com a elegância de um predador que sabia que a presa já estava rendida, mas que pretendia ser o mais gentil dos captores. Ele se ajoelhou no colchão, pairando sobre ela. O calor que emanava de seu corpo era quase palpável.
— Você é uma péssima mentirosa, meu amor. — Ele se inclinou, o rosto a centímetros do dela. — Seus olhos estão famintos.
Alicia, em um impulso de coragem misturado com o desejo que fazia sua calcinha começar a umedecer, estendeu a mão. Suas unhas roçaram levemente o abdômen dele, sentindo a rigidez dos músculos. Mas, no segundo seguinte, a insegurança a atingiu como um balde de água fria. Ela recolheu a mão rapidamente, escondendo-a sob o edredom.
— Não para — pediu Lando, a voz descendo uma oitava. — Eu adoro quando você me toca. Por que parou?
— Eu não queria... eu não sei se estou fazendo certo — sussurrou ela, desviando o olhar.
Lando segurou o queixo dela com delicadeza, forçando-a a olhar para ele.
— Comigo, não existe jeito errado. Só existe o nosso jeito.
Ele começou a explorar o corpo dela por cima da camiseta, as mãos grandes mapeando suas curvas. Quando ele deslizou a mão para baixo, encontrando a renda molhada entre suas pernas, Alicia soltou um arquejo curto.
— Nossa... — Lando murmurou perto do ouvido dela. — Você está tão excitada por mim, não está? Olha como isso aqui está ensopado.
Ele começou a estimular o clitóris dela por cima da renda, movimentos circulares e firmes que faziam Alicia arquear as costas. Ela nunca havia sentido nada parecido. O prazer era uma onda elétrica que a deixava sem ar.
— Lando... — ela gemeu, fechando os olhos com força.
— Relaxa para mim, anjo. Deixa eu ver o quanto você me quer.
Ele deslizou a mão para dentro da calcinha. Quando sentiu o primeiro dedo encontrar a entrada dela, Lando franziu levemente a testa. Estava tão apertada, tão quente e úmida, mas havia uma resistência que ele não esperava. Ele inseriu um dedo, depois dois, movendo-se com uma lentidão torturante.
— Você é tão pequena, Alicia... tão perfeita. Parece que foi feita sob medida para mim.
Alicia, levada pelo transe do momento, deslizou a mão para a toalha dele. Seus dedos tocaram o volume por cima do pano, sentindo-o ainda meio mole, mas crescendo sob seu toque desajeitado. Ela fez menção de se afastar, o medo de não saber o que fazer gritando em sua mente.
— Não foge — Lando disse, guiando a mão dela para dentro da toalha. — Segura ele. Isso, assim.
Ele a ensinou com paciência. Colocou a própria mão sobre a dela, mostrando o ritmo, o aperto.
— Isso, meu amor. Desce até a base... agora sobe. Devagar. Sente como você me deixa? Eu estou ficando duro só de sentir sua mão tremendo em mim.
Enquanto ela o estimulava, Lando voltou sua atenção para a parte superior do corpo dela. Seus dedos encontraram os mamilos de Alicia através do tecido da camiseta, sentindo-os enrijecer instantaneamente.
— Estão tão durinhos... você quer que eu os veja, não quer?
Alicia sentiu o pânico subir. Ela odiava seus seios. O ex-namorado sempre dizia que eram "descaídos", que não tinham a forma certa. Ela cruzou os braços sobre o peito quando Lando começou a puxar a camiseta para cima.
— Não, Lando... por favor. Eles são... feios.
Lando parou imediatamente, mas não se afastou. Ele a olhou com uma ternura que quase a fez chorar.
— Feios? Alicia, você é a mulher mais linda que eu já vi na vida. Deixa eu te mostrar como eu os vejo.
Com um movimento suave, ele removeu a camiseta. Alicia tentou se cobrir com as mãos, mas ele as afastou gentilmente, prendendo-as acima da cabeça dela.
— Meu Deus... — Lando exclamou, e não havia sarcasmo em sua voz, apenas admiração pura. — Você é perfeita. Eles são fartos, macios... eu passei meses sonhando em colocar minha boca aqui.
Ele começou a beijar o colo dela, descendo até os mamilos rosados. Ele os chupou com vontade, alternando entre lambidas lentas e mordidas leves que faziam Alicia perder o sentido da realidade. Enquanto isso, sua outra mão desceu para a bunda dela, apertando a carne com força, sentindo a maciez que ela tanto temia ser insuficiente.
— Sua bunda é maravilhosa, Alicia. Eu quero marcar cada centímetro dela.
No entanto, ele percebeu que ela ainda estava tensa, algumas lágrimas silenciosas escapando de seus olhos verdes. Lando parou, deitando-se ao lado dela e puxando-a para o seu peito.
— Ei, o que foi? Eu te machuquei?
Alicia soluçou, a insegurança transbordando.
— Meu ex... ele dizia que eu era estranha. Que meus seios eram feios e que... que nenhum homem ia me querer porque eu sou "apertada demais", que eu não aguentaria ninguém. Ele... ele ficava bravo quando eu não queria fazer as coisas. Ele me batia, Lando.
O corpo de Lando ficou rígido, não de luxúria, mas de uma fúria protetora que ele nunca sentira antes. Ele a abraçou com mais força, beijando o topo de sua cabeça.
— Ele era um monstro, Alicia. Um covarde que não merecia nem respirar o mesmo ar que você. Você é um tesouro. E o fato de você ser apertada... — ele deu um beijo casto em seus lábios — ...isso é porque você é preciosa. Eu vou ser gentil. Eu nunca, nunca vou te forçar a nada.
Ele esperou que ela se acalmasse, fazendo carícias lentas em suas costas. Quando ela finalmente o olhou, havia uma nova determinação em seus olhos.
— Eu quero, Lando. Com você.
Lando se posicionou entre as pernas dela. Ele estava tão entregue ao momento, tão focado em fazê-la se sentir amada, que nem pensou em proteção. Ele só queria ser um com ela.
Ele entrou devagar, sentindo a resistência máxima. Alicia soltou um gemido agudo, as mãos cravando-se nos ombros dele. Lando parou, os olhos arregalados ao perceber a verdade.
— Alicia... você... você nunca...?
— Não — sussurrou ela, as bochechas coradas. — Só com você.
Lando sentiu o coração falhar uma batida. A responsabilidade e o amor que sentia por ela triplicaram naquele instante.
— Obrigado por me escolher — ele murmurou, a voz embargada.
Ele recomeçou a se mover, milímetro por milímetro, dando tempo para que o corpo dela se acostumasse a ele.
— Você está indo tão bem, anjo. Tão apertadinha... é como se eu estivesse no céu.
— Lando... dói um pouco, mas... é bom — ela confessou, começando a mover os quadris em sincronia com os dele.
— Vai passar, eu prometo. Foca na minha voz. Foca em como eu te amo.
As provocações tornaram-se mais intensas à medida que o ritmo aumentava.
— Olha para mim, Alicia. Quero ver seus olhos quando eu te fizer minha. Isso, geme meu nome. Mostra para esse apartamento inteiro que você é minha e de mais ninguém.
— Lando! — ela gritou, sentindo o ápice chegar como uma explosão de cores atrás de suas pálpebras.
Ele a seguiu logo depois, entregando-se completamente a ela, preenchendo-a com seu calor e sua promessa de cuidado eterno.
Minutos depois, ainda ofegantes e suados, Lando a puxou para baixo do edredom, aninhando-a em seus braços.
— Você foi incrível — ele disse, beijando a ponta de seu nariz. — E para que conste, seus seios são a coisa mais linda que eu já toquei. E sua bunda? — Ele deu um tapa leve e brincalhão. — Eu vou passar o resto da vida apertando ela.
Alicia sorriu, sentindo-se, pela primeira vez, verdadeiramente bonita.
— Eu também gostei da sua — ela admitiu timidamente. — É tão firme quanto eu imaginei.
Lando soltou uma gargalhada alta, a insegurança que ele mesmo sentia às vezes por causa das críticas na internet desaparecendo diante da aceitação dela.
— Então acho que teremos que praticar muito mais, fotógrafa. Mônaco nunca foi tão interessante.
