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Amor

Fandom: Swat

Criado: 05/09/2026

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RomanceDramaDor/ConfortoFofuraPsicológicoHistória DomésticaCrimeCenário CanônicoEstudo de Personagem
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Entre o Caos da Cidade e o Silêncio da Mente

O sol de Los Angeles começava a se pôr, pintando o céu com tons de laranja e púrpura que refletiam nos arranha-céus de vidro. No quartel-general da SWAT, o barulho metálico de equipamentos sendo guardados e o som de risadas ecoavam pelo vestiário. A Equipe 20 tinha acabado de retornar de uma incursão complicada em um galpão no porto, e a adrenalina ainda corria nas veias de Kuro Hatake.

Kuro, com seus 1,80m de altura, retirou o colete tático pesado, revelando a camiseta preta justa que delineava seus músculos e o abdômen definido pelo treinamento rigoroso. Ele passou a mão pelos cabelos brancos curtos e repicados, suspirando de alívio. O brilho nos seus olhos castanhos escuros, porém, não era apenas de cansaço; era a antecipação de voltar para casa.

— Ei, Hatake! — gritou Street, fechando seu armário. — Vai colar com a gente no bar do Rocker hoje? A Chris e eu vamos levar o pessoal.

Kuro deu um sorriso de lado, aquele tipo de sorriso que sempre fazia as pessoas questionarem o que ele estava pensando.

— Passo hoje, Street. Tenho planos melhores com a minha noiva. E, acredite, eles envolvem muito menos roupas do que esse uniforme.

— Você não muda, não é? — Chris revirou os olhos, mas sorria. — Mande um beijo para a Tatsuyo por nós. Annie perguntou por ela no outro dia, quer marcar um café com as meninas.

— Vou avisar — respondeu Kuro, pegando sua mochila. — Ela tem estado ocupada com uma matéria nova sobre o conselho municipal, mas sei que ela adoraria a distração.

Enquanto caminhava para o estacionamento, o sorriso de Kuro vacilou por um segundo. Ele amava Tatsuyo Nakamura com cada fibra de seu ser. O noivado de três semanas era o ponto mais alto de sua vida. No entanto, ele sabia que a vida com Tatsuyo exigia uma vigilância que ia além das táticas de combate da SWAT. A esquizofrenia dela era uma sombra que, às vezes, se tornava densa demais, e ele precisava ser a luz que a trazia de volta.

Ao chegar no apartamento que dividiam, um espaço moderno com vista para as luzes da cidade, Kuro notou que as luzes estavam baixas. O som suave de jazz tocava na vitrola, mas havia um silêncio tenso no ar.

Tatsuyo estava sentada à mesa de jantar, cercada por papéis, gravadores e seu laptop. Sua pele parda parecia pálida sob a luz do abajur, e os cabelos pretos ondulados estavam levemente bagunçados, como se ela tivesse passado as mãos neles repetidamente.

Kuro se aproximou silenciosamente, deixando sua mochila no sofá. Ele a observou por um momento. Aos 21 anos, Tatsuyo era uma das jornalistas mais perspicazes que ele conhecia, mas naquele momento, ela parecia pequena, os olhos pretos fixos em um ponto na parede atrás do computador.

— Ei, estrela — chamou ele suavemente, aproximando-se e colocando as mãos grandes e calejadas nos ombros dela.

Tatsuyo deu um sobressalto, os olhos focando nele com dificuldade.

— Kuro? Você chegou cedo.

— No horário de sempre, meu amor — disse ele, começando a massagear os ombros dela, sentindo a tensão nos músculos. — Como foi o dia? As vozes estão quietas?

Tatsuyo soltou um suspiro longo, fechando os olhos e inclinando a cabeça para trás contra o abdômen musculoso dele.

— Elas estão... sussurrando. Dizendo que os arquivos que recebi são falsos. Que o editor está rindo de mim pelas costas. Eu sei que não é verdade, Kuro, eu sei o que o médico disse sobre o estresse, mas é difícil desligar o ruído.

Kuro inclinou-se e beijou o topo da cabeça dela, o cheiro de lavanda do shampoo dela acalmando seus próprios nervos.

— Você é a melhor jornalista de L.A., Tatsuyo. E você é a mulher que aceitou casar com um cara que pula de helicópteros. Se você consegue me aguentar, consegue aguentar qualquer coisa.

Tatsuyo sorriu fracamente, virando-se na cadeira para encará-lo. Ela estendeu a mão e tocou o rosto dele, os dedos traçando a linha da mandíbula forte.

— Você está suado — observou ela, um brilho de diversão surgindo nos olhos.

— Ossos do ofício — Kuro deu aquele sorriso malicioso característico, segurando a mão dela e beijando a palma. — Mas eu estava pensando... um banho quente ajudaria a relaxar. E eu tenho certeza de que o chuveiro é grande o suficiente para dois.

Tatsuyo riu, um som que aqueceu o peito de Kuro.

— Você é impossível, Hatake. Acabou de chegar de um tiroteio ou algo assim e já está pensando nisso?

— Especialmente depois de um tiroteio — sussurrou ele, aproximando o rosto do dela. — Ver a morte de perto só me faz querer celebrar a vida com você.

Ele a levantou da cadeira com facilidade, segurando-a pela cintura. Tatsuyo era pequena perto dele, a diferença de altura sempre os tornava uma imagem contrastante, mas perfeita.

— Kuro, espera — disse ela, a expressão ficando séria por um momento. — Eu tive um episódio hoje à tarde. Na redação. Eu achei que... achei que havia alguém me seguindo no corredor. Eu quase gritei com um estagiário.

Kuro parou, seus olhos castanhos suavizando com uma compreensão profunda. Ele não a julgava; ele a protegia.

— Você usou a técnica de aterramento que a Dra. Aris ensinou?

— Usei — respondeu ela, desviando o olhar. — Cinco coisas que eu podia ver, quatro que podia tocar... Funcionou. Mas me deixou exausta. Às vezes eu sinto que sou um fardo para você, com toda a pressão da SWAT e... isso.

Kuro segurou o queixo dela, forçando-a a olhar para ele.

— Escute bem. Você não é um fardo. Você é a minha âncora. Quando estou lá fora e tudo é caos, pensar em voltar para você é a única coisa que me mantém focado. Nós somos uma equipe, Tatsuyo. Como a 20. Eu cubro a sua retaguarda, e você cobre a minha.

Tatsuyo sentiu as lágrimas arderem nos olhos, mas as segurou. Ela se aconchegou no peito dele, ouvindo o batimento cardíaco firme e constante de Kuro.

— O que eu faria sem você? — sussurrou ela.

— Provavelmente teria um apartamento muito mais arrumado e menos testosterona por perto — brincou ele, arrancando-lhe uma risada. — Agora, chega de trabalho. O Deacon e a Annie chamaram a gente para um churrasco no domingo. A Bonnie e o Tan também vão, e o Street e a Chris. Luca prometeu levar aquela sobremesa que você gosta.

— Eu adoraria vê-los — disse Tatsuyo, sentindo-se mais leve. — Eles sempre me tratam tão bem. Não me sinto... diferente perto deles.

— Porque você não é diferente para nós, Tats. Você é da família.

Kuro a pegou no colo, estilo noiva, fazendo-a soltar um gritinho de surpresa.

— Agora, sobre aquele banho... — começou ele, subindo as escadas para o quarto com passos firmes.

— Você não tem jeito mesmo — disse ela, passando os braços pelo pescoço dele.

— E você ama isso — afirmou Kuro, antes de selar os lábios dela com um beijo que prometia muito mais do que apenas descanso.

No quarto, a luz da lua entrava pela janela, iluminando o anel de noivado no dedo de Tatsuyo. A vida deles não era simples. Havia medicamentos, consultas, dias de escuridão e dias de luz intensa. Havia o perigo constante das ruas de Los Angeles e o peso das medalhas de bravura. Mas, ali, entre as quatro paredes do santuário que construíram, eles eram apenas Kuro e Tatsuyo.

Enquanto a água quente começava a correr no banheiro, Kuro a colocou no chão, mas não a soltou. Ele a manteve próxima, sentindo o calor do corpo dela contra o seu.

— Sabe — disse ele, a voz rouca perto do ouvido dela —, o médico disse que atividades físicas ajudam a liberar endorfina e reduzir o estresse.

Tatsuyo sorriu, mordendo o lábio inferior.

— Ah, é? E que tipo de atividade física você está sugerindo, Oficial Hatake?

— Eu tenho algumas sugestões táticas muito avançadas — respondeu ele, as mãos descendo para a curva dos quadris dela. — Mas exigem total cooperação do civil.

— Acho que posso cooperar — murmurou ela, puxando-o pela gola da camiseta.

Naquela noite, as vozes na mente de Tatsuyo silenciaram completamente, substituídas pelo som da respiração de Kuro e pela certeza de que, não importa o quão barulhento o mundo se tornasse, ela sempre teria um lugar seguro para pousar.


Na manhã seguinte, o despertador tocou cedo. Kuro foi o primeiro a acordar, observando Tatsuyo dormir. Ela parecia tão pacífica, os cabelos pretos espalhados pelo travesseiro branco. Ele se levantou silenciosamente, vestindo apenas uma calça de moletom cinza que ficava baixa em seus quadris, e foi para a cozinha preparar o café.

Ele estava fritando ovos quando sentiu braços pequenos envolverem sua cintura por trás.

— Bom dia, futuro Sr. Hatake — disse Tatsuyo, a voz ainda rouca de sono.

— Bom dia, futura Sra. Hatake — respondeu ele, virando-se dentro do abraço dela para beijar sua testa. — Dormiu bem?

— Sim. Sem pesadelos. Sem sombras.

— Isso é ótimo.

Eles tomaram café juntos, discutindo planos para o casamento. Tatsuyo queria algo simples, talvez em um jardim. Kuro concordava com tudo, desde que houvesse comida boa e ela estivesse lá.

— O Hondo ligou — mencionou Kuro, verificando o celular. — Temos um treinamento conjunto com o FBI hoje. Vai ser um dia longo.

— Tome cuidado — disse Tatsuyo, a preocupação habitual surgindo em seus olhos. — Los Angeles está agitada ultimamente.

— Eu sempre tomo. Tenho um motivo muito bonito para voltar para casa todos os dias.

Kuro se arrumou, vestindo o uniforme azul escuro da SWAT que o deixava ainda mais imponente. Antes de sair, ele parou na porta, olhando para Tatsuyo, que já estava voltando para seus papéis de jornalista.

— Ei, Tats?

— Sim?

— Se as coisas ficarem difíceis hoje... me liga. Não importa se eu estiver no meio de uma perseguição, eu dou um jeito.

Tatsuyo sorriu, sentindo a força que ele emanava.

— Eu sei que dá. Mas eu vou ficar bem. Vá salvar o mundo, Kuro.

Ele piscou para ela, aquele brilho tarado e protetor dançando em seus olhos castanhos, e saiu.

No quartel, a Equipe 20 já estava a postos. Deacon notou o humor leve de Kuro.

— Hatake, você está com uma cara de quem ganhou na loteria — comentou Deacon, ajustando seu coldre.

— Melhor do que isso, Deac — respondeu Kuro, pegando seu fuzil. — Eu ganhei a vida.

Hondo se aproximou, batendo no ombro de Kuro.

— É bom ver você assim, Hatake. Tatsuyo é uma mulher forte. Mantenha essa energia. Vamos precisar dela hoje.

— Pode deixar, chefe. Estou pronto para o que vier.

Enquanto o blindado da SWAT ganhava as ruas de Los Angeles, Kuro Hatake olhava pela janela, vendo a cidade passar. Ele sabia que a batalha de Tatsuyo contra sua própria mente era constante, assim como a batalha dele contra o crime organizado. Mas enquanto eles tivessem um ao outro, nenhuma sombra, interna ou externa, seria capaz de apagar a luz que haviam encontrado juntos.

A esquizofrenia de Tatsuyo não a definia, assim como a violência do trabalho de Kuro não o definia. O que os definia era a escolha diária de amar, de proteger e de encontrar prazer e paz nos braços um do outro, no meio do caos de Los Angeles.

E para Kuro, não havia missão mais importante do que essa.

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